Inspiração Baixo Custom: Sukuki GN250

Scrambler

A Suzuki GN250 é nada mais nada menos do que a nossa Suzuki Intruder 250, que por sua vez é praticamente gêmea da Intruder 125. Na gringa, tem aparecido diversos projetos no estilo Baixo Custom para transformá-la em uma moto estilosa para o dia a dia, especialmente para as grandes cidades, cada vez mais congestionadas.

A moto dessas fotos foi feita pela Inglorious Motorcycles da Inglaterra, usando uma Suzuki GN250 1993 como base. Sob o nome de Scrambler (apesar de estar bem mais para uma Brat Style), está à venda por £4.800 (em torno de R$17.000).

IMG_4869
IMG_4876
IMG_4884
IMG_4894

Igualzinho no Brasil

O cara que filmou sua própria queda, depois de perder a linha da curva e ir parar na contramão, agora enfrenta acusações de direção perigosa.

Imagina se a justiça daqui fizesse as mesmas coisas com os vídeos postados no YouTube com o pessoal fazendo barbaridade de moto? Ia faltar cela.

Espaço do leitor

Jeff Araujo, leitor do blog e amigo da Camila Consíglio (que enviou as belas fotos postadas aqui) mandou uma crônica escrita por ele. Eu gostei tanto do nome da moto dele descrita no texto, que mereceu entrar para o espaço do leitor.

Ontem foi um dia daqueles…

…Daqueles que me faz lembrar como é se reerguer após a queda, e não só reerguer-se mas levantar ela do asfalto e botar ela pra rodar de novo. Levantar algo com mais de cem quilos do chão, toda torta e em cacos é algo que se deve ter força pra isso, mas não força em fibras, tendões e músculos, força de espírito, a força de se fazer aquilo que gosta! Encarar algo retorcido e quebrado, e que vai te fazer gastar mais um “barão e meio” pra consertar, mas que ainda assim te faz sorrir, só pode ser descrito como o mais puro e sincero amor. Ralados, cortes, cicatrizes, pinos e placas, são algo que vão ser carregados com você pra sempre e que vão te mostrar que as lembranças de hoje são de algo real, algo marcante que provavelmente te fez repensar sobre como é estar vivo e qual é o verdadeiro valor disso.

Enquanto eu voltava pra casa pude refletir como era sentir aquilo. Estava realmente frio ontem e era o primeiro dia da semana seco. O vento amortecia meu rosto tal qual treinador cuidando de seu lutador após mais um round, eu estava realmente feliz por sentir meus pés secos e mesmo com as canelas trincando, era libertador e revigorante aquele momento. Eu havia decidido voltar sem as luvas, não por imprudência mas pra ter a sensação que não havia nada entre eu e o que eu confrontava. Eu gosto de acreditar que todos somos livres em suas escolhas e responsáveis por cada uma que se faz, e que isso te torna feliz de uma maneira única e diferente da felicidade de qualquer outro. Eu não passei de 70km/h, primeiro porque eu queria que o caminho não fosse tão curto, e em segundo lugar, a “Suzy Q” estava tão surrada quanto eu, estávamos fora de casa desde as 7:00 e já passava das 23:00.

Conheço pessoas que gostam de achar que possuem a moto e que ela não passa de uma ferramenta, conheço outros gostam da prática de tratá-la como um ser vivo. Eu prefiro me conservar na tênue linha entre os dois pensamentos, isso é algo que eu cultivo e que carrego pra minha vida, seja pra uma moto, pra uma pessoa ou até pra vida num contexto geral, acredito na lei da reciprocidade. Não se toca algo, se relaciona com algo, não se sente algo sem que aquilo também possa sentir você!

Autor: Jeff Araujo

Importar peças de moto pela Internet: mitos e fatos

charge-leao-receita

Não sou especialista na área, mas costumo trazer bastante coisa. Algumas dicas que aprendi nesses anos e que podem ajudar alguns de vocês:

Compras de até US$50 não pagam imposto?

Esse é um mito bastante difundido. Na verdade, essa isenção só vale para remessas feitas de pessoas físicas para pessoas físicas e que são declaradas como presente (gift) na nota. Um vendedor do eBay que emite nota ou declara o valor do envio, não entra nessa isenção.

Para deixar ainda mais claro, a isenção de cinquenta dólares consta em uma portaria do Ministério da Fazenda e em uma instrução normativa da Receita Federal da seguinte forma:

Os bens que integrem remessa postal internacional de valor não superior a US$50.00 (cinqüenta dólares dos Estados Unidos da América) serão desembaraçados com isenção do Imposto de Importação, desde que o remetente e o destinatário sejam pessoas físicas.

E vamos ser sinceros? A Receita não é boba. Já conhece a maioria dos truques, e adora taxar arbitrariamente os espertinhos que pedem para que o vendedor declare abaixo. Não adianta comprar um SEST de 500 doletas e vir com aquela cara de pau de que custou só 35. Nesse caso, o fiscal vai atribuir o valor que ele acha que aquele item vale, e te garanto que ele vai procurar o lugar onde ele está mais caro.

E só porque você nunca foi taxado (como eu não fui por anos), não significa que é a regra, apenas que você deu sorte.

Quanto é o imposto de importação?

Para pessoas físicas, o imposto é de geralmente 60% sobre o valor total da nota. E muita atenção: isso inclui o frete. Muita gente reclama que o valor que a Receita taxou é absurdo, maior até que o bem declarado, quando na verdade esse valor está assim pois muitas vezes está considerando o envio. Por exemplo:

Luva de US$ 60 + frete de US$ 50 = US$ 66 só de impostos.

Lembrando que livros e periódicos são isentos, mas é sempre bom comprá-los separadamente. Trouxe 10 livros e um DVD junto? A Receita costuma tributar todo o pacote.

Mas fui taxado em mais de 100% do valor da minha compra!

Essa é uma pegadinha que engana muita gente. Quando se usa um serviço postal como o correio americano (USPS), o valor do imposto será em torno de 60% na maioria dos estados, que é o valor para pessoas físicas. No entanto, quando se importa usando um courier internacional como a Fedex, DHL ou UPS, a própria empresa já faz a declaração de impostos. Nesse caso, além dos 60% de importação, incide o ICMS do estado em questão além de taxas administrativas, fazendo o valor variar de 100% até 150% em alguns casos.

UPDATE: Thalisson avisou nos comentários que Santa Catarina está cobrando ICMS até para quem importa via USPS. Se o seu estado também está fazendo isso, por favor avise nos comentários.

Como saber se serei taxado pela receita?

Se você usar um courier internacional como a Fedex, DHL ou UPS, você obrigatoriamente terá que pagar os impostos no momento da entrega, e eles serão cobrados com base no que foi dito acima. Não tem conversa.

Já comprando pelo correio convencional do país, como o USPS americano, se você vai ser taxado ou não é uma loteria. O Brasil ainda não consegue checar todas as cargas que chegam pelos correios, mesmo com o raio-x. Mas se o pacote for grande, ou com eletrônicos, a chance de você cair na malha fina aumenta muito. Já coisas pequenas, de baixo valor, costumam passar batidas, o que ajuda a aumentar o mito de que até US$ 50 não se paga nada.

Mas fique atento, pois até o final do ano o cerco vai ficar pior: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,receita-vai-apertar-cerco-as-importacoes-via-web-imp-,1150344

Mas eu importo peças abaixo de US$50 dólares pra revender e me taxaram!

Aí meu amigo, sinto dizer mas está tudo errado. Para comprar com a intenção de revender, não existe isenção nenhuma. O imposto de 60% é apenas para pessoas físicas que não queiram revender. Se você compra pra revender, vai pagar além da importação, ICMS e outros tributos. E se a Receita perceber que você está trazendo uma pancada de coisas, vai entender que você quer revender, e pode apreender sua mercadoria ou mandar uma conta salgada pra você.

Mas fiz tudo certo e me tributaram errado!

Triste, mas acontece com frequência. Nesse caso, você precisa contestar o valor. Junte o extrato do seu cartão de crédito, a fatura do produto, e tudo mais que prove que o valor está errado e preencha o formulário nos próprios Correios requisitando que o valor seja calculado novamente.

Mas aviso: é chato, demora, você paga pelo tempo que a mercadoria fica armazenada e ainda corre o risco de não conseguir. Se a diferença for pouca, sugiro engolir o orgulho e a raiva e deixar pra lá, porque é capaz de sair mais caro e você só vai perder tempo. Sim, eu sei que não é o certo, e que todo mundo deveria sempre correr atrás dos seus direitos, ainda mais no Brasil. Só que falo por experiência própria: nunca compensou a dor de cabeça.

Mas se você, ou alguém próximo, for advogado, esqueça tudo o que eu disse. Corra atrás e se vingue por todos nós que se ferraram.

Ah, cala boca Bayer! Eu li que agora compras abaixo de US$100 não pagam mais imposto!

Sim. E não. Tem um decreto-lei de 1980 que diz em seu artigo 2º, inciso II:

Art. 2º O Ministério da Fazenda, relativamente ao regime de que trata o art. 1º deste Decreto-Lei, estabelecerá a classificação genérica e fixará as alíquotas especiais a que se refere o § 2º do artigo 1º, bem como poderá:

II – dispor sobre a isenção do imposto de importação dos bens contidos em remessas de valor até cem dólares norte-americanos, ou o equivalente em outras moedas, quando destinados a pessoas físicas.

Mas essa era uma daquelas leis que “nunca pegaram”, e o entendimento era que tudo deveria ser cobrado sim. Só que de uns tempos pra cá, diversas pessoas entraram na justiça e conseguiram reaver seu dinheiro.

A primeira coisa que você tem que fazer é pedir a revisão da cobrança. E se mesmo assim o fiscal da Receita Federal se recusar a retirar a cobrança do tributo (o que deve acontecer na maioria das vezes) você precisa entrar com uma ação no Juizado Especial Federal, que dispensa o intermédio de um advogado. O pessoal do BJC tem um excelente artigo sobre isso, com cartas modelo e tudo mais o que você precisa saber:

http://bjc.uol.com.br/2014/01/30/a-justica-decidiu-compras-abaixo-de-100-dolares-nao-podem-ser-tributadas/

Se você tiver sucesso, escreva pra cá contando sua experiência.

Comprei um tanque de gasolina usado e ele foi apreendido!

Pra mim, esse é um tema nebuloso. O que me foi explicado pela Receita é que a importação de peças usadas é terminantemente proibida, pra evitar que os países desenvolvidos usem a gente como lixeira. Então se o item for usado, eles podem apreender sim. Mas ninguém soube me mostrar em que portaria ou decreto está escrito isso.

Na prática, vejo dezenas de pessoas comprando peças usadas sem problemas (até porque é difícil diferenciar das novas em alguns casos), mas também já vi quem comprou uma peça visivelmente gasta e receber o aviso de que ela foi apreendida e ponto final.

Quem tem veículos com mais de 30 anos talvez tenha alguma boiada, ainda mais com a ajuda das associações e clubes. Se alguém entender do assunto, agradeço esclarecer nos comentários.

Aliás, fiquem de olho nos comentários: muita dica boa.

Má impressão

ebay

Acho melhor parar de comprar coisas online antes que a polícia bata na minha porta. Porque? Simples: baseado nas minhas últimas compras, além das peças de moto, a maior parte dos itens recomendados pra mim pelo eBay são luvas e facas ou canivetes.

Assim vão achar que eu sou o Dexter e vou acabar preso! Calma, eu sou boa gente pessoal.

Dexter-Season

 

Dica: revistas legais de moto

DSC_1175

Alguns anos atrás era bem chato conseguir revistas legais de moto no Brasil. Você não as encontrava em qualquer lugar, e muitas livrarias e bancas chegavam a cobrar até 10 vezes mais sobre o preço de capa de algumas. Chegavam a ser uma preciosidade que você levava no bar para mostrar para os amigos o que estava rolando lá fora.

Felizmente, com a internet ficou muito mais fácil compra-las, seja pela Amazon, eBay ou através de aplicativos e sites para leitura online como o Zinio. Hoje dá pra comprar revistas do mundo todo, sem muita dificuldade, incluindo as edições antigas por um preço bem camarada. Quem não fala inglês pode se contentar apenas com as belas fotos, ou arriscar as versões em espanhol de algumas delas.

Seguem as minhas favoritas:

Hot Bike Magazine (EUA)

1211-hbkp-01-z+vol44-number11+ hbk0214p_cu1

Até bem pouco tempo atrás eu não recomendaria essa revista. Ela era o paraíso de choppers no estilo da O.C.C., ou de quem queria customizar sua moto gastando milhares de dólares em peças cromadas (especialmente as da Kuryakyn). Mas no último ano, um novo editor assumiu a revista e ela entrou para o século 21. Agora ela divide espaço entre as baggers, motos mais ousadas, club bikes e alguns clássicos. Bem mais eclética e muito menos careta que o seu recente passado.

http://www.hotbikeweb.com/

Cycle World (EUA)

1385285468_cycle-world-january-2014-1416310062_370

Na minha opinião, a melhor revista sobre temas gerais de moto. Apesar de ser americana, tem uma cabeça mais aberta e costuma testar motos européias também. Mas é uma revista sobre motociclismo em geral, o foco não são as customs, e sim qualquer tipo de moto. Então se você só quer saber de Harleys, cafe racers e customs, fuja dela ou espere apenas as edições com esses temas. Mas se você se interessa pelo mercado de motos como um todo, vale muito a pena. As crônicas do Peter Egan são uma cereja a mais no bolo. Já tem versão nacional, mas não é a mesma coisa (pelo menos ainda).

http://www.cycleworld.com/

The Horse (EUA)

Cover_125_largecover_139_large

Uma revista focada em quem quer fazer sua chopper botando a mão na massa, com criatividade e pouca verba. Entra na categoria “tosca, mas legal”.

http://www.ironcross.net/

100% Biker (Inglaterra)

1308165895_100_biker_issue_143_downmagaz 100BikerIssue130

Preciso deixar claro: essa é a revista mais tosca da lista. Sabe aquele pessoal que gosta de pendurar boneca e caveiras na moto? Eles vão ficar bem à vontade lendo. Muitas das fotos são amadoras, a diagramação é de dar dor de cabeça, e é focada em uma cena de customização da Inglaterra que por si só já merece um post a parte, especialmente os triciclos feitos em motos como a Suzuki Bandit. Algumas vezes acho que a verba para modelos acaba, e as meninas nas fotos parecem estar a um passo de topar fazer um programa por 5 reais na esquina. Ou por uma pedra de crack.

Por outro lado, tem muita coisa interessante que aparece por lá de vez em quando. Há pouco tempo, teve uma série ensinando a fabricar peças de metal usando o improviso em um nível que eu nunca havia visto, com belos resultados. Tem também muito fabricante de garagem, com pouca grana, mas muito talento e criatividade. Se você tiver estômago, vale ver algumas edições.

http://www.100-biker.com/

Inked (EUA)

Screen Shot 2014-08-20 at 10.20.00 PM Screen Shot 2014-08-20 at 10.22.46 PM

Apesar de não ser uma revista de motos, tem tudo a ver com a Kulture. E todo ano a Inked faz uma edição especial chamada de “The Motorcycle Issue”, focada em motos e nas pessoas que andam nelas. A revista é excelente para quem gosta de Tattoos, Rock N’ Roll e pinups, e essa edição anual consegue juntar tudo isso com as motocicletas.

http://www.inkedmag.com/

Screen Shot 2014-08-20 at 10.20.51 PM

Claro, existem muitas outras revistas por aí, e eu costumo ler várias delas: The Motorcyclist, Duas Rodas, Motociclismo, EasyRiders. Mas se eu tivesse que recomendar as melhores, são essas aí de cima.

Boa leitura.

Um V2 nunca é demais…

sportstar11

O construtor de carros Sundoulos decidiu construir um supercarro para uma corrida de longa duração, quando no meio do caminho a organização decidiu banir os V8 bi-turbos. Por algum motivo, a melhor solução que eles encontraram foi continuar a construção do carro trocando o motor por dois V2 de Harley-Davidson, unidos por uma caixa de transmissão feita sob medida.

O projeto não deu certo por problemas de refrigeração (se eles já esquentam numa moto, o que dirá colocados na traseira de um supercarro), e hoje o bólido usa um motor V8 LS1.

Sugestão de posts

Question-Mark

De tempos em tempos eu gosto de fazer essa enquete aqui, para saber sobre quais temas vocês gostariam de ler. Mesmo quando recebo sugestões de coisas que já foram escritas, é sempre bom pois posso repostar os links para quem não conseguiu encontrar o artigo.

Então deixem nos comentários as suas sugestões de posts para que eu as inclua aqui na pauta do blog. Só não vale ficar me cobrando depois, vou atender na medida do possível.