A nova moto de Daryl em The Walking Dead

Neste post aqui, eu havia falado um pouco sobre a moto do Daryl Dixon, do seriado The Walking Dead, e acabei irritando alguns fãs no processo com minha brincadeira sobre o escapamento aberto.

Mas com o desenrolar da série, aquela moto acabou ficando para trás, e já faz um bom tempo que não o vemos sobre duas rodas. Felizmente, agora na quinta temporada, ele está de volta em grande estilo.

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A nova moto do Daryl foi feita pelo pessoal da Classified Moto, uma oficina de customização que já mencionei algumas vezes aqui no Old Dog Cyles, e que fez algumas das Viragos customizadas de maior sucesso da rede.

A Nighthawk original.
A Nighthawk original.

A base da nova máquina foi uma Honda CB750 Nighthawk, de 1992, que recebeu a frente de uma Yamaha YZF-R6, incluindo rodas e freios. Os pneus de cravo são Kenda Big Block, e são cada vez mais tendência nesse tipo de customização. A suspensão traseira é progressiva, com reservatórios externos, o que deixou a moto melhor para enfrentar todo tipo de terreno.

Os pinos atrás do banco, que muita gente achou estranho nas fotos de divulgação, nada mais é do que um rack para carregar a balestra dele, um belo toque pessoal.

Uma observação: muita gente chama essas motos como as do Daryl de Rat Bikes, mas elas são na verdade uma derivação pouco conhecida do estilo chamadas de Survivals. Enquanto a ideia das Rat Bikes é ter a moto com cara de usada, suja e improvisada, as Survivals seguem essa tendência mas colocam o aspecto tático e prático em primeiro lugar, como os pneus, suspensão e espaço para kits e armamentos.

Ou seja: o tipo da moto que a gente gostaria de ter no caso de os Zumbis dominarem o mundo. De preferência com uma AK-47 do lado…

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Mais sobre essa moto no hotsite da Classified Moto.

Dica do YouTube: Delboy’s Garage (em inglês)

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Existe um canal do YouTube que eu gosto bastante, chamado Delboy’s Garage. O criador do canal mora na Inglaterra, tem 50 anos de idade e costuma publicar vídeos que focam na manutenção de Harleys e Triumphs, além de fazer projetos como uma Bandit Rat Bike e gravar alguns vlogs. Para quem tem Sportster ou uma Bonnie é um prato cheio, porque o cara já praticamente desmontou uma XR, uma 883 e uma Custom (todas motos que ele ou sua esposa possuíram no decorrer dos anos) e atualmente tem uma Bonneville e uma Scrambler, e sempre grava vídeos sobre as duas.

Por ser gravado na Inglaterra, os vídeos não sofrem do mal dos canais americanos, onde o cara tem acesso a todo tipo de ferramentas exóticas, a um preço baixo e ainda possuí um grande espaço para mexer na moto. Felizmente não é o caso, e o Delboy’s Garage é bem mais parecido com a realidade que temos por aqui, com uma garagem modesta e ferramentas comuns, que encontramos em qualquer boa loja no Brasil. Muito do que ele faz tem ajuda do improviso, como ensinar a levantar a moto usando um macaco comum ou um elevador improvisado feito com madeira.

Infelizmente, não têm legendas em português, mas mesmo quem não entende nada, dá pra aprender só de olhar o cara fazendo.  O pessoal da Softails não vai achar muita utilidade, apesar de que muitos dos princípios são os mesmos.

Abaixo, alguns dos vídeos dele que considero bem úteis para quem está começando. Mas eles são apenas a ponta do iceberg, vale a pena pesquisar o canal dele com calma, tem muito material e dá pra aprender muita coisa.

Como regular a embreagem Sportster:

Como trocar óleo da Triumph Bonneville/Scrambler:

Aplicando selante de pneu:

Como trocar o guidão da Sportster:

Dica para soldar peças de plástico da moto:

Ajustar a corrente da Triumph Bonneville/Scrambler:

Vulcan VN800 do Ricardo Gaudêncio

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O Ricardo mandou algumas fotos da sua belíssima Vulcan, que roda com ele lá em Portugal. Detalhe para os pneus old school, rabeta e frente limpa. Ele escreveu um pouco sobre ela:

Esteve parada 3 anos numa garagem com apenas 7000 km, até eu aparecer para a comprar. Comecei aos poucos a alterar a moto tendo sempre como objectivo criar algo híbrido lowcost que permitisse construir e alterar sem nunca danificar a base original. Inspirado pela cena BASARA fui simplificando os acessórios e adaptando a moto às minhas necessidades diárias. Não tem nenhuma alteração mecânica à excepção do filtro de ar, tudo o resto é simplicidade, utilidade e muitas horas a imaginar formas de conseguir que o conjunto funcione. Como qualquer projecto desta natureza, está longe de estar acabado mas como diz o velho ditado- ” Parar é morrer.” Terei certamente muitas mais horas de customização na certeza de que não é moto de ficar na montra a ganhar pó. Rasgo o trânsito todos os dias e no que depender de mim, a única coisa que não vai ser alterada são os meus vance and hines como alarme matinal durante muitos e longos anos.

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Mais uma prova de que criatividade e bom gosto fazem toda a diferença na hora de customizar.

Checando a bateria da sua Harley

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As Harleys com alarmes de presença costumam arriar a bateria quando ficam um bom tempo paradas, e isso tende a piorar com a idade da bateria. É nessas horas que muita gente se assusta ao tentar dar partida e ouvir aquele famoso “treck-treck-treck” do motor de arranque da Harley (sim, o barulho parece algo saído do “Will It Blend“, mas não se preocupe, é normal).

Felizmente, checar a carga da bateria em casa é bem simples. Se você tem um multímetro, basta conecta-lo na bateria e seguir a tabela do manual de serviço da HD para saber como está a carga:

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Se a bateria estiver baixa, você pode usar um carregador no estilo dos Battery Tenders, que fazem todo o serviço sozinho, ou um convencional de lâmpada, o mais simples que existe.

Nesse último tipo, o tempo de carga vai ser de acordo com a potência da lâmpada colocada nele (6 horas para uma lâmpada de 100W, e 3 horas para uma lâmpada de 200W). Eu prefiro ser paciente e usar uma de 100W para uma carga mais lenta.

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Nesse caso, é importante usar o multímetro e ir acompanhando o estado do carregamento de vez em quando. O manual pede para nunca exceder os 14,6V e 5A durante o carregamento, e deixar a bateria descansar por duas horas após o termino da carga para termos uma leitura correta.

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Alguns tempos de carregamento típicos, que podem variar um pouco:

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Era pra ser um post sobre como lavar a moto economizando água… Era.

Há muito tempo que me pedem um post sobre como lavar a moto economizando água, já que estamos em tempos escassos, e eu realmente comecei a escrever sobre isso. Mas ontem, após alguns dias com fortes dores e 40º de febre, eu descobri que estou com um problema que deveria ser apenas coisa de terceiro mundo.

Dengue.

Sabe aquela doença que tem 5% de chance de mandar quem está infectado pra cova? Pois é.

E o motivo deu ter pego essa doença, não poderia ser mais estúpido. A tal escassez de água aqui em São Paulo, está fazendo com que muita gente estoque água da chuva e da máquina de lavar roupa em casa. Isso não seria problema nenhum, se todas as pessoas tomassem precauções com essa água. Mas como muitos acreditam que o pior só acontece com os outros, pouca gente está tratando essa água parada. E isso causou uma proliferação recorde de mosquitos aqui na capital paulista, junto com os casos de dengue.

Sim, a água é valiosa e não devemos desperdiçar. Mas a grande mídia e o governo parecem ter unido esforços para convencer a população que a culpa da falta de água é de quem lava o quintal ou o carro. Eles conseguiram desviar a atenção da falta de água para os reais culpados, e colocaram a população contra si própria, com vizinho denunciando vizinho.

Alguns dados:

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Sabe o que mais assusta nesse gráfico? Um número que ficou de fora: 30% de toda a água é desperdiçada por vazamentos na rede. É quase 1/3 a mais do que toda a indústria brasileira gasta.

Mas é muito mais fácil culpar a população e a falta de chuvas, e não o real vilão: décadas de descaso com o Rio Pinheiros e Tietê (só no Brasil para uma cidade com rios desse tamanho sofrer com falta de água), desmatamento agressivo que está sim afetando nossas épocas de chuvas (procure no Google por “Rios Voadores”, e como um desmatamento na Amazônia pode afetar a chuva no Sul do país).

Aliás, além de jogar a solução do problema para a população, vamos aproveitar e aumentar a quantidade de álcool na gasolina para ajudar os amigos usineiros, um combustível que gasta 2.700 litros de água para produzir cada litro de álcool!

Nós ficamos tão obcecados com a falta de água, que passamos a fazer o que sempre fazemos: puxamos para nós uma responsabilidade que deveria ser dos nossos governantes. E não se iluda com qualquer preferência partidária da minha parte: culpo tanto os Governos Estaduais dos estados afetados, como o Governo Federal. Política não é futebol para eu torcer por um partido.

É aquela velha história… Educação pública é ruim, quem pode paga privada. Saúde pública é ruim, quem pode paga privada. Transporte público é ruim, quem pode paga privado. Segurança pública é ruim, quem pode paga privada. Previdência pública é ruim, quem pode paga privada.

E agora, incluímos a água nessa lista: quem pode está construindo cisternas (eu mesmo estava começando a fazer uma) ou cavando poços artesianos.

Aí eu penso: se a gente tem que pagar tudo isso do próprio bolso, pra que a gente tem que pagar o governo com boa parte do nosso salário?

Túnel do tempo: Two Wheel Worship

Video de 1959, produzido para ensinar boas práticas de conduções para motociclistas. A idéia de se usar uma “gangue” de motoqueiros para aprender com um piloto de pista, mostra bem o que costumo dizer aqui: naquela época, os MCs gostavam mesmo é de torcer o cabo. E esse vídeo foi criado para educar e reduzir os acidentes dessa galera.

É bem cartunesco, a primeira cena já mostra uma versão tosca de Marlon Brando no the Wild One, mas é uma viagem no tempo bem legal. Em inglês, sem legendas.

Aprenda como trocar o óleo da sua Indian

Ok, eu sei que ninguém tem uma Indian nova aqui (e se tem, foda-se você por não ter me chamado pra tirar fotos e depoimentos aqui pro Old Dog Cycles), mas esse vídeo publicado pela própria Indian não deixa de ser interessante. Porque? Simples: ele mostra que a marca está realmente levando à sério essa história de se criar um elo entre os seus consumidores e sua motos. E por mais que isso possa parecer pouco, ensinar a fazer coisas básicas como trocar o óleo é um grande passo nessa direção, já que as pessoas tendem a se sentir mais apegadas as suas motos quanto fazem isso.

E lembre-se que a maioria das marcas (coff… Har… coff… ley…), são as primeiras a dizer para você ir no revendedor autorizado™ usar o óleo recomendado™ com as ferramentas originais™ da marca™ por um técnico autorizado™ e pagar a balela de 700 reais com risco de perder a garantia™.

Por mais bobo que isso possa parecer para alguns, esse é mais um ponto pra Indian na minha humilde opinião. Eles chegam ao ponto de vender o óleo na forma de um kit, com tudo o que você precisa para fazer o serviço em casa, para deixar o serviço mais atraente para os novatos.

Esse tipo de vídeo no canal deles não é novidade. Também fizeram um ensinando a trocar o filtro de ar, outro sobre como regular os amortecedores traseiros e um sobre como retirar os painéis laterais. E mais estão à caminho.

Agora só falta eles pararem de cobrar o que cobram, esconderem melhor esse quadro feio, lançarem um modelo mais agressivo, virem para o Brasil, que aí talvez eu possa pensar em me converter.

Talvez…

Lisboa Art & Moto

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Lisboa vai receber o tipo do evento que eu gostaria de ver por aqui, que mistura motos, música e lifestyle, além de outras formas de expressão como fotos e design.

A entrada é grátis, e vai acontecer em dois prédios do complexo da LxFactory. Além de exposições de arte tradicionais, também poderão ser apreciadas obras de arte em duas rodas, como café racers, scramblers, street trackers e Brats, com presença dos customizadores portugueses da atualidade.

Sendo eu parte patrício, gostaria muito de poder dar um pulo lá na terrinha e trazer fotos e impressões do evento para vocês. Mas quem sabe algum colega ou leitor de lá nos manda como foi e eu publico aqui.

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Que tal uma Harley de enfeite na sua sala?

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Uma coisa que eu sempre achei legal, mas ao mesmo tempo revoltante, são aquelas casas belíssimas que usam motos de enfeite na decoração. Legal, porque tem moto que é tão linda que merece ser exposta como arte sim. Revoltante, porque lugar de moto é andando.

E a não ser naquelas casas projetadas para que o sujeito possa parar a moto na sala e sair com ela sempre que quiser (em São Paulo, por exemplo, um prédio de lofts foi construído com um elevador de serviço específico para essa função), fazer isso sempre foi um enorme desperdício motociclístico.

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Talvez tenha sido isso o que motivou o pessoal da Full Size Kits, que comercializa kits de montar, como aqueles da Revell, só que em tamanho real.

Apesar da aparência de plástico da moto na foto, conheço muitos modelistas talentosos que conseguiriam deixar esse kit com uma aparência ultra-realista. O preço? Em torno de 800 dólares.

E se você se interessa pelo assunto, tem as instruções de montagem neste link.