Ideias de customização para a linha XR da Harley

A moto acima não é nova, foi feita há 4 anos pela RSD, em cima da primeira geração da extinta linha XR. Mas como aparecem cada vez mais e mais comentários aqui pedindo ideias para essas motos, vale a pena relembrar. Nos últimos anos, esse modelo parece ter encontrado um novo público, sem falar nas pessoas que possuem Sportsters e gostam de usar soluções da XR em outros modelos da linha.

Sinceramente, a XR1200 da RSD não é do meu gosto. Eu ainda tenho uma XRX e não pretendo me desfazer dela, por algum motivo que foge da minha compreensão (quem acha que moto é decisão racional, precisa conversar com um psiquiatra: essas malditas tiram nossa razão).

Por causa da tendência mais esportiva do modelo, acredito que ela combina um pouco mais com as customizações no estilo Cafe Racer, apesar de muita gente já ter enjoado dele (alguns até com certa razão).

Se algum dia eu encontrar quem consiga fabricar um tanque como o da foto abaixo, eu pretendo deixar a minha o mais próximo possível da The American 1200 das fotos aí embaixo, fabricada pela excelente a Deus. (Aliás se você conhecer a pessoa capaz de fazer isso, é só me avisar).

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Deus The American 4

Deus The American

Alguns já tentaram seguir essa linha, mas com um resultado nada satisfatório, na minha humilde opinião. O quadro, banco e tanque precisam formar em uma linha reta e paralela com o chão, para que o resultado seja harmonioso, o que não é o caso desse exemplo:

Harley XR 1200 Cafè Racer by Cafè Racer Dreams 1

Uma outra opção é se inspirar em outra moto que desapareceu da linha HD, e hoje é bem disputada entre colecionadores. A Sportster XLCR:

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Se você quiser saber mais sobre a XLCR original, que ficou famosa com o filme Chuva Negra, recomendo o post “Qual é a moto do filme Chuva Negra?“.

E tem também um exemplar nacional que serviu de inspiração pra muita gente, a moto do Daniel Romagnolo que apareceu no post “Uma XR1200X fora da caixa“:

 

A Rough Crafts também tem uma releitura bem interessante do modelo:

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E só um lembrete: como a XR é uma moto que parece ter mais haters do que fãs, deixem seus comentários à vontade, mas lembrem de respeitar os coleguinhas que, como eu, adoram motos que não se encaixam em nenhuma categoria.

Motoqueiro trollador

Os taxistas de São Paulo estão fazendo protestos contra o Uber, que foi liberado por decreto pelo atual prefeito. Desde ontem, eles decidiram travar as principais vias da cidade, andando em baixa velocidade lado a lado, em pleno horário de pico.

Nisso, um motoqueiro decide furar o bloqueio, parar de janela em janela de cada Táxi e gritar:

– VAI UBER!

Troll da vida real.

Crédito da foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas, retirado da Exame.

Dêem suas sugestões: o Old Dog Cycles não existe sem vocês

O Old Dog Cycles está fazendo aniversário. E hoje vejo que ele se tornou um pequeno monstro de se administrar. Para algo que é feito por puro prazer, o custo de servidores, de backup e da produção de certos conteúdos, acaba sendo um limitador para certas ideias que poderiam aparecer por aqui.

É por isso que a produção de conteúdo caiu neste mês, mas por um bom motivo: estou trabalhando para produzir um novo canal do YouTube, mais interessante do que a minha tentativa original, mas antes estou investindo em um novo fluxo de trabalho que me permita produzir vídeos com uma frequência mais alta e que ainda me permita escrever. Para alguém que divide o tempo do Old Dog Cycles entre a família e um emprego que toma pelo menos 50 horas por semana (sem falar nos fins de semana), não é tarefa das mais simples e ainda não cheguei a uma conclusão.

É por isso quero resgatar um hábito dos primórdios aqui do Old Dog Cycles. Quando ele nasceu, era apenas um blog de Harleys. Com o tempo e feedback dos leitores, começou a falar de customizadas e de outros estilos. Os anos se passaram, e hoje considero ele um site sobre motociclismo e cultura em duas rodas, algo muito maior que ideia original.

Afinal, é a opinião de vocês, os comentários, assim como as críticas e elogios, que funcionam como a gasolina que move esta comunidade.

E gostaria da opinião de vocês mais uma vez:

– O que vocês esperam ver mais aqui no Old Dog Cycles?
– Que tipo de vídeo vocês gostariam de ver no canal?
– Quais são os assuntos tratados aqui que mais interessam vocês;
– Ou quais assuntos eu deixei de fora?

Toda sugestão é bem vinda.

Logan, o Dog cada vez mais Old que deu origem ao nome do site.
Logan, o Dog cada vez mais Old que deu origem ao nome do site.

Triumph Bonneville 1964 – uma das mais belas motos de todos os tempos

Jay Leno pilotando um dos meus maiores sonhos de consumo: uma Triumph Bonneville 1964 belissimamente restaurada. Dá gosto de ver, é o tipo de moto que tem cara de moto.

Para quem não sabe, o Jay Leno é um ex-apresentador de um famoso talk show nos EUA, e ele também é dono de uma belíssima coleção de carros e motos clássicos. Só para ter uma idéia da paixão do cara, ele possui uma equipe de mecânicos e especialistas em tempo integral para restaurar e manter a sua frota.

JayLenoTriumph

Uma curiosidade: quando o Marlon Brando apareceu no filme The Wild One pilotando uma Triumph, elas se tornaram uma febre nos EUA (apesar de que até hoje tem gente achando que ele pilotava uma Harley). Naquela época, uma das primeiras coisas que o pessoal fazia com as Triumphs era tirar a grelha para bagagem que existia sobre o tanque. Para quem nunca viu, é essa aqui:

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Essas grelhas eram apelidadas de “castradoras”, já que no caso de um acidente suas bolas poderiam ficar presas lá.

Jay Leno uma vez brincou que a Vespas surgiram quando os pilotos das Bonnies começaram a perder suas bolas na grelha…

Oficina em Casa – Painel metálico para ferramentas e outras dicas

O canal Oficina de Casa fez uma série ensinando como fazer um painel metálico para pendurar as ferramentas. O resultado é bem interessante para quem quer montar uma oficina em casa:

Parte 1 | Parte 2 | Parte 3

Em casa eu uso um painel de MDF perfurado, com pequenos ganchos feitos com arame. Custou quase nada e já dura 6 anos sem o menor problema. Você pode ver com mais detalhe ampliando a foto abaixo:

Meu espaço de meditação zen.
Meu espaço de meditação zen.

Pretende montar uma oficina em casa pra começar a mexer na moto? Então sugiro começar lendo o post BIBLIOTECA BÁSICA: OS PRIMEIROS PASSOS PRA APRENDER A MEXER NA SUA MOTO.

Depois, um post escrito há um tempão atrás, mas que pode servir de inspiração:

OFICINA EM CASA: A CRIATIVIDADE EM PRIMEIRO LUGAR

JbirdVamos ser sinceros: muitos de nós sonham com uma garagem enorme, repleta de ferramentas bacanas, adereços nas paredes, com um frigobar para tomar uma gelada com os amigos, enquanto trabalhamos ou simplesmente admiramos a moto. Infelizmente, isso é uma realidade para poucos.

Espero que um dia todo mundo possa realizar esse sonho, mas a verdade é que não importa o espaço que você tem, e sim o que você faz com ele. Com criatividade dá pra improvisar e ser feliz, mesmo morando em prédio, ou com pouca grana para comprar equipamento.

Hecho a Mano
Garagem do Hecho a Mano.

O Hadys do Jurassic Machines, restaurou motos na varanda do apê dele, lavando peças no tanque, e depois transportando elas desmontadas no elevador de serviço. (Confira aqui e aqui.) E quem já viu alguma delas de perto, pode conferir que ele criou motos incríveis assim.

Já o Pedrão do Hecho a Mano, está reformando a Dercy na garagem do prédio onde mora. O cara fez um post muito completo sobre o assunto, você pode ler na íntegra aqui.

Tem também a bela Bobber do Carnoficina, feita em um espaço parecido, o vídeo da construção dela está aqui.

Eu tenho uma garagem parcialmente aberta, por isso me viro com um pequeno quarto convertido em oficina no fundo da casa. Quando preciso trabalhar na moto, levo um banquinho e uma caixa com as ferramentas mais importantes pra garagem, ou trago a peça que vou mexer para a oficina. É questão de ver o que funciona para você, e ir se adaptando de acordo.

Meu espaço de meditação zen.
Meu espaço de meditação zen…

Outro ponto polêmico é a qualidade das ferramentas. Tem gente importando Snap-On a preço de ouro, e comprando ferramentas de altíssima qualidade, como medidores profissionais. Já virou quase um tabu falar de outra coisa com elas.

... e o aviso na porta.
… e o aviso na porta.

Eu tenho uma visão mais simples: você precisa de boas ferramentas, não ótimas. Quem precisa das ótimas é quem trabalha 5 dias por semana com isso. O mecânico amador pode muito bem se virar com outras opções de qualidade. Claro, sempre fuja das chinesas e marcas “barbante”. Uma chave torx de qualidade ruim vai espanar o parafuso ou quebrar na hora mais imprópria, mas no geral, não precisa ser a mais cara da loja.

Usei por muito tempo a linha de ferramentas de aço cromo-vanádio da Mayle, que são a segunda linha da Belzer, assim como a Tramontina Pro. São duas opções com um ótimo custo-benefício, mas existem muitas outras.

Hoje minhas preferidas são as Craftsman, que infelizmente são difíceis de achar no Brasil, mas que lá fora são conhecidas como a “Snap-On do homem comum.“ Não custam muito, são bonitas, e ainda tem garantia para a vida toda. Se você quebrar uma, é praticamente só mandar pra Sears que eles te devolvem uma nova. Herdei algumas do meu avô, muitas com mais de 50 anos de uso, e que continuam funcionando.

E você? Se quiser compartilhar seu espaço, é só mandar o link nos comentários.

A garagem dos sonhos de muita gente.
A garagem dos sonhos de muita gente.

Inspirador – um motociclista e sua prótese.

O Google tem uma campanha publicitária mostrando pessoas que fizeram a diferença através de conhecimentos adquiridos com pesquisas na Internet.

De toda a série, achei legal compartilhar o vídeo acima com vocês. É a história de um homem que fez a engenharia reversa em um projeto de prótese que datava do começo do século passado, para poder produzir um braço artificial resistente e de baixo custo.

O cara é um apaixonado por motos, talvez por isso eu tenha achado a cena final tão emocionante. Não tem nada de coitadismo, de algo feito pra chorar. É apenas a história de um cara que resolveu botar a mão na massa (sem trocadilhos) e resolver um problema com criatividade e habilidade.

Motoqueiro faz o dia de um guri


(Se você tiver problema pra visualizar, veja no YouTube: https://youtu.be/wP60JGzwiBg)

Isso me lembrou quando um menino na calçada começou a fazer um gesto com as mãos pra mim. Ele ficava movendo o pulso, eu não entendia o que ele queria. A mãe disse:

– Ele adora moto, quer ouvir você acelerar o motor.

Foi só então que percebi que o menino sofria de uma deficiência grave, por isso estava tentando se expressar com dificuldade. Encostei e acelerei o motor pra ele. Nunca vou me esquecer do enorme sorriso que ele abriu e as palmas de empolgação.

A mãe me agradeceu e eu fui embora, levando um ninja cortador de cebola dentro do meu capacete…

Causos de moto

Às vezes acho que andar de moto é para-raio de louco. Por algum motivo, as conversas mais sem sentido com estranhos surgem quando estou de moto.

Que merda, mano

Paro no estacionamento ao lado de um motofretista. Ele olha pra minha moto e já diz com a maior intimidade do mundo:

– Da hora essa moto mano! Você deve pegar várias bucetas com ela.

– Não cara. – eu disse rindo – Eu sou casado.

O cara me olha de cima a baixo e diz com a expressão mais fúnebre do mundo:

– Que merda, mano.

A Dyna voadora

Paro no posto para abastecer a antiga Dyna. Rolam as perguntas de sempre: quanto custou, se ela bebe muito e qual o tamanho do motor.

– É uma mil e seiscentas. – respondo.
– Mil e seiscentas? Motor de carro. Vixxi, deve dar trezentão.

Antes que eu tenha chance de responder, o cara para de abastecer só pra dar uma espiada no velocímetro. Ele imediatamente fecha a cara pra mim e diz puto da vida:

– Mil e seiscentas nada. Marca só até 220 no velocímetro.

O Rossi da CB500

Um sujeito para do meu lado em uma CB500 bem judiada. Ele usava uma jaqueta da California Racing que já aparentava ser velha em 1982. O painel da moto dele estava solto e vibrava sem parar, prestes a cair. Ele olha pra XR1200X e diz de forma bem agressiva:

– Cê botou o kit naquela Harleyzinha.

– Não é kit, é outro modelo. – respondi com um sorriso.

– Não adianta botar kit. – ele insistiu – Quantos cavalos tem? 30?

– Original 92, mas essa aqui eu mexi e tem um pouco mais.

– Mas não adianta kit, não dá nem pra comparar com uma dessas aqui. – disse enquanto apontava pra CB 500 dele.  – Eu desapareço na sua frente.

– Tem razão.

Se eu não ia discutir sobre o kit, o que dirá sobre o desempenho ou quem pilota melhor. Nesse instante a moto dele começou a acelerar sozinha em lenta.

– Eu já tive Night Rod, vendi, não andava. VROD, VMAX, tive tudo. Mas agora parei com essas coisas. Parei com tudo.

O sinal abriu e, na hora de sair, a moto dele simplesmente apagou e não quis pegar mais. Agora foi a moto que parou com ele.

Pneu fantasma

Paro a Crypton em um sinal. Um motociclista diz com um tom altamente professoral e alarmista:

– O teu pneu tá murcho, cara. Você fica andando por aí assim e vai cair de cara no chão no primeiro buraco. Vai se esborrachar todo.

Estranhei, porque eu costumo ter uma boa sensibilidade nas motos, e logo percebo se algo está torto ou se o pneu está murcho. Olhei para o pneu traseiro enquanto dava um pulo no banco da Crypton e não vi nada de errado. Falei:

– Estranho, parece normal. Eu calibrei segunda feira.
– Aí tá seu erro, pneu se calibra todo dia. Ainda mais se for pneu com câmara.

Tentei não rir da última frase enquanto o cara ia embora. Andei mais um pouco e continuei não achando absolutamente nada errado na moto. Mas, por desencargo de consciência, parei num posto pra checar depois que o pneu esfriou. Estava normal e não tinha baixado uma libra sequer desde segunda feira.

Vai ver um duende esvaziou e encheu ele.

Lição de geografia

Encosto com minha saudosa Shadow 600 em um posto de gasolina no meio do nada, numa cidadezinha do interior de Santa Catarina. O cara olha pra placa e diz:

– Você veio de São Paulo?
– De Parati, na verdade.
– Em quantos dias?
– Saí hoje cedo de lá. – deviam ser uma 6 da tarde naquele instante, e eu já estava morto de cansaço de fazer a viagem só parando pra abastecer.
– Que motor ela tem?
– É uma seiscentas dois cilindros.

O cara arregalou o olho, de uma maneira que me surpreendeu:

– Seiscentas? Então você deve ter vindo voando. Fez em quanto tempo? Duas horas?

Geografia e matemática não foram os pontos altos dessa conversa.

Motociclista reage com fúria em assalto

No filme 60 Segundos, com Nicolas Cage e Angelina Jolie, há uma cena onde um rapaz tenta assaltar a mão armada um dos carros que já está sendo furtado por outro ladrão. O engraçado da cena é que o cara que estava furtando o carro com “habilidade” desce a porrada no rapaz que tenta roubar a mão armada e ainda diz: ” Seu preguiçoso do caralho! Qualquer idiota pode apontar uma arma pra alguém! (…) Você precisa de um exemplo de vida.”

Não vou entrar no mérito de que, nos EUA, a justiça tenta empurrar os criminosos para crimes sem violência, como é o caso do furto, e dão penas muito mais pesadas quando se há uma vítima presente ou se usa uma arma. Também não vou entrar no mérito de que a bandidagem por lá evita o confronto, porque nunca se sabe quem vai estar armado.

Já no Brasil, parece não fazer diferença se o crime foi violento ou não: o sujeito vai sair livre de qualquer jeito, ou cumprir uma pena mínima. Tem gente que foi mandante do assassinato dos pais e que logo mais estará livre, gente com pena de 200 anos que cumpriu só 32 e matou logo depois de sair da cadeia, sem falar políticos de basicamente todos os partidos do país com culpa no cartório, mas com gente suficiente para defendê-los.

Ou seja, no Brasil, até bandido pode ser incompetente porque dá pra escapar da punição. E com uma população acuada e refém deles, qualquer cara com um .32 enferrujado sai pelas ruas causando pânico, se sentindo dono do mundo.

Por isso acredito que a reação do cara acima é um reflexo do mais puro desespero que a população enfrenta. Imagino que ele deve estar pagando a moto financiada, sem seguro, contando o dinheiro do mês, só pra ver um meliante levar tudo embora em segundos, deixando ele com um monte de parcelas pra pagar e andando a pé. Em várias capitais do país é comum ouvir do pessoal das CGs dizendo que eles pagam dois carnês: o da moto atual e o da que roubaram.

Graças a Deus nada aconteceu com o cidadão do vídeo. No manual do que não fazer no caso de apontarem uma arma para você, esse cara fez o contrário de tudo o que o bom senso dita.

Mas confesso que fiquei feliz com o resultado: dá gosto ver a bandidagem correndo de medo do sujeito desarmado. Quem tinha que ter medo é a bandidagem.

Mostra pra eles, Chuck Norris tupiniquim!

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MotoGP da Argentina neste Domingo

Neste final de semana começa a segunda etapa da temporada 2016 do MotoGP, na Argentina. A corrida principal será neste domingo, dia 3, às 16 horas de Brasília (se você quer começar a acompanhar, eu escrevi um post aqui que pode ajudar você, iniciante).

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Os treinos e classificatórias já estão acontecendo, e essa corrida promete. A última prova em Qatar teve duas últimas voltas bem emocionantes, e essa corrida promete mais algumas surpresas.

E se você assina o canal SporTV e tem acesso ao conteúdo on-demand do canal, através de serviços como o NOW da NET, você pode assistir ao compacto da corrida já no dia seguinte, caso não consiga acompanhar ao vivo.

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Harley-Davidson vai relançar seu scooter Topper

da Redação

O atual presidente e Chief Creative Officer da Harley Davidson MoCo, Billy Wyatt anunciou ontem que a empresa irá relançar a sua clássica linha de scooters Topper.

“Por anos temos tentando atingir o público jovem e urbano, assim como as mulheres. Depois de olhar para as pesquisas de mercado, percebemos que o que o público realmente espera da Harley-Davidson é uma scooter de luxo, com um visual badass”, disse o presidente na conferência semi-anual.

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Lançada em 1961, o Topper contava com um poderoso motor monocilíndrico de 165cc. O porta voz da companhia, Mickey Johnson, completou: “Acreditamos que hoje em dia um motor de 250cc é mais do que suficiente para o nosso público, e estamos empolgados com toda a potência que podemos extrair dessa nova plataforma”.

Não foi comentado se o motor irá usar refrigeração líquida, ou se contará com um sistema híbrido, herdado da tecnologia da Livewire. Fonte indicam que ele será na verdade um motor da linha Street, com apenas um cilindro.

O Topper original.
O Topper original.

E para reduzir custos e criar um produto competitivo, os modelos serão desenvolvidos no escritório de design da marca em São Francisco, mas as primeiras motos serão montadas inicialmente no Brasil. Fontes indicam que a operação poderá será feita pela Kasinski, mas não deverão chegar ao mercado brasileiro. “O custo benefício de se fabricar no Brasil é excelente, o país é sólido e com uma carga tributária extremamente convidativa. De Manaus, queremos exportar nossos produtos para os EUA, India, que é nossa maior porta de entrada para a Lestásia.”

Aguardamos ansiosamente por essa novidade, é a Harley-Davidson mais uma vez dando o exemplo para outras marcas seguirem.

O Old Dog Cycles tentou entrar em contato com a Indian Motorcycle, para saber se a marca pretende competir no seguimento. A atendente riu e se recusou a gravar entrevista.

Para quem não conhece, alguns anúncios que marcaram época:

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Update: 1° de Abril!