Brat Style: estilo ou não?

Brat Style Sideburn

O blog Sideburn fez uma matéria com a oficina BratStyle do Japão, que criou o estilo discutido neste post aqui.

Para alguns, Bratstyle não é um estilo, e sim o nome das motos que saem apenas dessa oficina do Japão, e essa é justamente a opinião do pessoal do SideBurn, e também do Church of Choppers, que respostou a matéria: http://sideburnmag.blogspot.com.br/2014/09/the-original-brat-style.html

E vocês, o que acham?

Jap Style, agora na BMW

A BMW continua tentando atrair quem curte motos com um certo estilo vintage, assim como os interessados por customização, para a sua bela R nineT. E o vídeo aí em cima faz parte dessa campanha, é a segunda vez que eles entregam um exemplar da moto para customizadores da atualidade fazerem o que quiserem com ela.

A primeira parte da campanha ficou marcada pela polêmica moto do pessoal do El Solitario, a Impostor. Já nessa fase, eles buscaram apenas customizadores japoneses. O resultado foi bem interessante, como você pode conferir aí em cima.

Apesar de que sou suspeito, já que gosto como os customizadores japoneses costumam pensar fora da caixa.

Vícios e a efemeridade da vida

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A foto acima faz parte do trabalho do fotógrafo Graham MacIndoe, que decidiu retratar a triste ironia das “marcas” de heroína usadas por traficantes para diferenciar seu produto.

O que me pegou acima foi a ligação de um vício saudável que temos (as motos) com um vício nada saudável (a heroína), e a constatação que os dois tem algo em comum: ambos podem deixar seus usuários mais perto da morte.

Por isso, nunca se esqueça da máxima “ride to live, live to ride” (viva para pilotar, pilote para viver). E lembre-se: cabeça quente, falta de habilidade e exibicionismo não têm lugar sobre uma moto. Não vou falar que sou santo, porque não sou, estou longe disso. Esse post também serve de lembrete para mim mesmo.

Você pode ver mais do trabalho de Graham no artigo da Wired.

Street deve chegar por R$ 28 mil no Brasil

Harley Street Production Shoot

Muitos quiseram me linchar quando eu disse que achava que esse seria o preço. Mas não foi pessimisto, infelizmente é assim que o mercado brasileiro funciona. Street 750 por R$ 28 mil e Iron 883 posicionada por R$ 32.900 (como já tinha alertado o Wolfmann ano passado, e também foi questionado).

Algumas matérias sobre a chegada dessa linha por aqui:

http://www.correiodoestado.com.br/variedades/harley-davidson-lancara-modelo-mais-barato-no-brasil/226416/

http://g1.globo.com/carros/motos/blog/dicas-de-motos/post/harley-davidson-lancara-modelo-mais-barato-no-brasil.html

A Doutrina da Motocicleta

DAVIDMANN3

Texto inspirado no “Rifleman’s Creed” dos U.S. Marines, que foi difundido durante a Segunda Guerra Mundial. Com certeza alguém já deve ter tido essa ideia antes, mas eu vou fazer a minha versão:

A Doutrina da Moto

Esta é minha moto. Existem muitas como ela, mas essa é minha.

Minha moto é minha melhor amiga. Ela é minha vida. Eu preciso controla-la, assim como eu controlo minha vida.

Sem mim, minha moto é inútil. Eu preciso saber guiá-la. Eu preciso ser melhor que os obstáculos que a estrada coloca no meu caminho, tentando me derrubar. Eu preciso ser melhor do que aquilo que possa me matar.

Minha moto e eu sabemos que o que conta não estrada não é o cromo, o valor dela, ou o barulho que nós fazemos. Nós sabemos que o que importa é rodar. E nós vamos rodar.

Minha moto é humana, tanto quanto eu sou, porque dela depende minha vida na estrada. Por isso, eu a irei considerar uma irmã. Eu vou aprender suas fraquezas, seus pontos fortes, suas partes e o seu funcionamento. Eu vou manter minha moto sempre funcionando, sempre pronta, assim como eu estou sempre pronto. Eu e minha moto seremos um só na estrada.

Eu prometo seguir essa doutrina. Eu e minha moto somos os defensores da minha vida. Somos mestres do nosso destino.

Nova Harley Street na versão Flat Tracker

Está cada vez mais claro que a Harley está tentando associar as novatas Street 500 e 750 com a mítica XR750 (pouco conhecida por aqui), que dominou as corridas nas pistas de terra ovais dos EUA.

Exemplo de uma XR750 ano 1972

Exemplo de uma XR750 ano 1972

Coincidência ou não, o estilo “flat tracker” tem sido cada vez mais fonte de inspiração para diversos customizadores famosos, e era questão de tempo até alguém fazer isso com a nova linha Street. A Speed Merchant, que já fez diversas Sportsters nesse mesmo estilo, apresentou recentemente a The Thresher, baseada na Harley-Davidson Street 500, para ser exibida no Born Free.

O resultado você confere nas fotos abaixo:

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Saiba mais no site dos caras: thespeedmerchant.net

Inspiração Baixo Custom: Sukuki GN250

Scrambler

A Suzuki GN250 é nada mais nada menos do que a nossa Suzuki Intruder 250, que por sua vez é praticamente gêmea da Intruder 125. Na gringa, tem aparecido diversos projetos no estilo Baixo Custom para transformá-la em uma moto estilosa para o dia a dia, especialmente para as grandes cidades, cada vez mais congestionadas.

A moto dessas fotos foi feita pela Inglorious Motorcycles da Inglaterra, usando uma Suzuki GN250 1993 como base. Sob o nome de Scrambler (apesar de estar bem mais para uma Brat Style), está à venda por £4.800 (em torno de R$17.000).

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Igualzinho no Brasil

O cara que filmou sua própria queda, depois de perder a linha da curva e ir parar na contramão, agora enfrenta acusações de direção perigosa.

Imagina se a justiça daqui fizesse as mesmas coisas com os vídeos postados no YouTube com o pessoal fazendo barbaridade de moto? Ia faltar cela.

Espaço do leitor

Jeff Araujo, leitor do blog e amigo da Camila Consíglio (que enviou as belas fotos postadas aqui) mandou uma crônica escrita por ele. Eu gostei tanto do nome da moto dele descrita no texto, que mereceu entrar para o espaço do leitor.

Ontem foi um dia daqueles…

…Daqueles que me faz lembrar como é se reerguer após a queda, e não só reerguer-se mas levantar ela do asfalto e botar ela pra rodar de novo. Levantar algo com mais de cem quilos do chão, toda torta e em cacos é algo que se deve ter força pra isso, mas não força em fibras, tendões e músculos, força de espírito, a força de se fazer aquilo que gosta! Encarar algo retorcido e quebrado, e que vai te fazer gastar mais um “barão e meio” pra consertar, mas que ainda assim te faz sorrir, só pode ser descrito como o mais puro e sincero amor. Ralados, cortes, cicatrizes, pinos e placas, são algo que vão ser carregados com você pra sempre e que vão te mostrar que as lembranças de hoje são de algo real, algo marcante que provavelmente te fez repensar sobre como é estar vivo e qual é o verdadeiro valor disso.

Enquanto eu voltava pra casa pude refletir como era sentir aquilo. Estava realmente frio ontem e era o primeiro dia da semana seco. O vento amortecia meu rosto tal qual treinador cuidando de seu lutador após mais um round, eu estava realmente feliz por sentir meus pés secos e mesmo com as canelas trincando, era libertador e revigorante aquele momento. Eu havia decidido voltar sem as luvas, não por imprudência mas pra ter a sensação que não havia nada entre eu e o que eu confrontava. Eu gosto de acreditar que todos somos livres em suas escolhas e responsáveis por cada uma que se faz, e que isso te torna feliz de uma maneira única e diferente da felicidade de qualquer outro. Eu não passei de 70km/h, primeiro porque eu queria que o caminho não fosse tão curto, e em segundo lugar, a “Suzy Q” estava tão surrada quanto eu, estávamos fora de casa desde as 7:00 e já passava das 23:00.

Conheço pessoas que gostam de achar que possuem a moto e que ela não passa de uma ferramenta, conheço outros gostam da prática de tratá-la como um ser vivo. Eu prefiro me conservar na tênue linha entre os dois pensamentos, isso é algo que eu cultivo e que carrego pra minha vida, seja pra uma moto, pra uma pessoa ou até pra vida num contexto geral, acredito na lei da reciprocidade. Não se toca algo, se relaciona com algo, não se sente algo sem que aquilo também possa sentir você!

Autor: Jeff Araujo