Estréia hoje a série “Harley and The Davidsons”

A história do nascimento da Harley é muito mais complexa do que costuma se contar por aí, com diversas reviravoltas pelo caminho. Felizmente estréia hoje “Harley-Davidson: a série”, às 22h10, no bloco Sexta de Motores do Discovery Channel. Serão 3 episódios, com duas horas de duração cada, contando as origens de uma das marcas mais lendárias de todos os tempos.

O nome em português não é muito criativo, mas o título original em inglês “Harley e os Davidsons” já dá a entender que ela vai tratar da dinâmica da relação entre William S. Harley com os irmãos Arthur e Walter Davidson.

Tive a sorte de poder assistir ao preview e, apesar de não ter visto muito, me parece ser uma história correta e bem contada, mostrando um lado pouco explorado da origem da marca: o empreendedorismo e as dificuldades de engenharia que eles enfrentaram no começo, em uma época onde o mundo passava por diversas transformações sociais e tecnológicas.

Harley-Davidson: a série.
Discovery Channel
Primeiro episódio nesta sexta-feira, 23 de setembro às 22h10.

harley

 

Nova York em uma Triumph Bonneville

Não é segredo nenhum a minha admiração por Nova York, uma cidade que, apesar de todos os problemas, é um lugar muito interessante, com uma rica diversidade.

E esse vídeo do canal Stories of Bike conta a história da Kristen, uma mulher que decidiu comprar uma moto depois de conviver com o transporte público de lá por 9 anos. Apesar de ser mais uma entrevista do que uma filmagem pelas rua de NY, não deixa de ser interessante ver a cidade pelo ponto de vista de uma motociclista.

Triumph Bonneville + rolé por Nova York? Nada mal.

Roads We Ride – videos de segurança com uma perspectiva diferente

O projeto “Roads We Ride” (Estradas que Rodamos) é uma parceria do site Pipeburn com o canal do YouTube Stories of Bike.

A ideia do projeto é mostrar motociclistas reais da Austrália contanto suas experiências andando nas estradas de lá, e avisando para outros motociclistas coisas que eles devem ficar atentos ao rodar pelas estradas de lá. Um video educacional de segurança, mas feito de um jeito diferente, mais humano e menos formal.

Esse tipo de iniciativa cairia bem por aqui, não?

Como rebocar sua moto (com exemplo real)

Já faz um tempo que eu postei aqui nas dicas um jeito fácil e seguro de rebocar sua moto numa emergência usando outra moto.

E o Sergio Santalves mandou uma mensagem pelo Facebook do Old Dog Cycles contando que, graças a essa dica, ele conseguiu salvar a viagem dele, rebocando uma das motos até a oficina mais próxima.

Ele escreve:

Minha Iron 883 teve uma falha generalizada de alimentação elétrica devido a bateria com baixa carga e passou a falhar até ser impossível continuar. Fui rebocado por meu colega em uma brava Virago 535

Andamos mais de 40km dessa forma até conseguirmos socorro num posto de combustível.

E também mandou um vídeo mostrando como foi:

Esse é o tipo de coisa simples, mas que pode fazer toda a diferença numa emergência. Aliás, essa é uma característica do motociclismo: quanto mais a gente anda, conversa e troca informações uns com os outros, mais aprendemos coisas que podem salvar nossa pele ou facilitar nossa vida.

Para quem não lembra ou não viu, replico o post na íntegra:

Como rebocar sua moto em um aperto

Towline-Method-1

O famoso “pé na pedaleira do garupa da outra moto”, pode quebrar o galho algumas vezes, mas ele vai complicando de acordo com o peso da moto e, o que é pior, pode gerar um acidente.

A Cycle World postou uma dica bem simples e legal como parte da sua edição The Total Motorcycling Manual (Cycle World): 291 Skills You Need (aliás, o livro vale a pena, tem bastante dicas legais e úteis. E se você comprar pelo link acima, ainda ajuda o site).

Primeiro, consiga de 4 a 6 metros de corda, arame ou tira de Nylon (eu sempre tenho uma paracord enrolada no cabo de uma faca de sobrevivência, mais uma utilidade para a dita cuja).

Você enrola a corda na pedaleira da sua moto, do lado oposto da corrente ou correia, e segura com o pé. Seu colega faz a mesma coisa, mas do lado oposto. Se alguma coisa der errado, basta soltar o pé para liberar a corda (a figura acima exemplifica bem).

Towline-Method-2

Já a outra maneira, exemplificada abaixo, eu não acho tão prática. A ideia é amarrar a corda o mais alto possível no quadro da moto que está rebocando, ou fazer um Y no fim da linha e depois amarrar cada ponta em ambas as pedaleiras. Depois a corda passa por baixo do farol da moto a ser rebocada, sempre centralizada, e você enrola ela dando uma ou duas voltas no guidão, enquanto segura a ponta que sobrou dela com a mão da embreagem . Se algo der errado, o rebocado solta a corda.

Towline-Method-2

Honestamente, a segunda opção depende bastante do tipo de moto, e em alguns casos pode danificar a carenagem. A primeira é mais simples, e muito mais segura que o famoso “pezão empurrando”.

Harley na novela e a evolução das propagandas da HD

Essa é uma notícia que deixou muita gente surtada, especialmente os guerreiros de teclado. Enquanto lá fora a Harley foge da imagem de malvadão e tenta se aproximar mais dos descolados urbanos, das mulheres e minorias, inclusive co-patrocinando filmes Blockbusters como os Vingadores, aqui no Brasil o pessoal decidiu ir para uma via mais tradicional: galãs e novelas da Rede Globo.

Malvadões, onde está o seu Deus agora?

Bruno Gagliasso, personagem central da nova novela, é mecânico de motos e dono de uma Breakout (tá ganhando bem como mecânico pelo visto). Henri Castelli e Letícia Spiller são donos de um bar/barbearia/oficina chamado Rota 94 onde os motociclistas da novela se reúnem Ele é decorado com vários itens da Harley, todos cedidos pela marca, incluíndo aí uma Heritage Softail Classic que fica de enfeite (moto parada? Heresia!). Outros personagens possuem uma Street Bob, uma Road King Classic e, é claro, uma Iron 883 customizada.

(Nota pessoal: será que as gravações da novela vão sofrer atrasos por falta de peças para as motos? Ou a Globo vai ter “tratamento especial”?)

Outro merchandising bem presente na novela serão as roupas da marca para vender o famoso “lifestyle” da Harley. Mais sobre isso em um ótimo post no blog do Wolfmann.

Flávio Villaça, gerente de Marketing, Produto e Relações Públicas da Harley-Davidson do Brasil, disse em entrevista para Motonline: “A estreia da Harley-Davidson na novela da Globo será uma ótima oportunidade de levarmos ao público alguns dos diferentes modelos que compõem o nosso lineup 2016, bem como os itens de MotorClothes e Riding Gear produzidos pela marca, sem contar que vamos compartilhar um pouco mais do nosso estilo de vida”.

A evolução da propaganda na nova era Harley

É curioso notar para onde a Harley quer ir, e acho que podemos contar essa história através das próprias propagandas da marca.

Não faz muito tempo, a marca produzia vídeos como este, que deixou muita gente arrepiada e virou quase um mantra:

Particularmente, eu sempre gostei muito desse manisfesto e me identificava com muito do que era dito. Virou clichê, mas tocava no cerne de pessoas que acreditavam ter nascido na década errada ou que achavam as motos modernas desinteressantes e sem personalidade.

No entanto, os Baby Boomers foram envelhecendo e marca não foi ganhando espaço entre os mais jovens, que não se identificavam com essa filosofia.

Nessa época, a Harley ainda flertava com a imagem do badboy e do malvadão, como neste comercial aqui:

(Spoiler: muita gente confunde os atores do filme e acaba não entendendo o comercial. O resumo é que o motoqueiro é o amante que chega em casa, e quem se esconde é o marido.)

Mas essa imagem começou a pegar mal com o público feminino, que via a marca como algo misógino, justamente um público que eles tentavam conquistar. Latinos e negros também fugiam da marca, não se identificando com esses estereótipos. É por isso que, depois da virada do milênio, as coisas foram mudando lentamente, ganhando tração nos últimos 6 anos.

Por exemplo, para atrair os mais jovens, eles lançaram a linha Dark Custom, tentando associar a linha com um pessoal mais urbano, que valoriza o aspecto industrial da coisa:

Muitos dos anúncios foram migrando para mostrar um pessoal mais cool, de bem com a vida:

Antenada com o que estava acontecendo na cena de customização, a Harley lançou uma moto inspirada nos anos 70, com um comercial que seguia o mesmo estilo:

A estéticas das motos, a trilha dos comerciais e a fotografia ficaram mais atuais. Eu particularmente gostei, achei que eles atualizaram a marca, mas ainda mantinham algo da essência:

A linha VCO também foi para uma pegada mais atual, usando uma mulher como protagonista, algo impensável poucos anos antes para certas marcas da categoria:

Enquanto isso, algumas subsidiárias de outros países ainda tentavam manter a ideia do malvadão, mas sem o mesmo brilho no entanto:

É claro que essas mudanças acontecem especialmente nos modelos de entrada, onde estão a maior parte do novo público que eles querem conquistar:

Enquanto os mais caros continuam com um ar neutro, usando aquele velho clichê da propaganda de se mostrar o produto com frases genéricas como “design arrojado”, “sofisticação”:

De qualquer forma o foco mudou, eles tentam romper com esteriótipos, como mostrando tradicionais clubes formados por negros, algo que era pouco comum nos EUA:

Ou mostrando que quem anda de Harley talvez não seja o esteriótipo do malvadão ou do tiozão de meia idade que muitos imaginam:

E vocês? Se identificam com essas mudanças, ou fazem parte do grupo que conseguem consumir uma marca mas sem se identificar com o que eles tentam passar?

Ladrão em fuga derruba dois motoqueiros

Meliante em fuga digna de filmes, saltando com o HB20 roubado por lombadas, chegando a tirar a traseira do carro um bom metro do chão.

Durante a irresponsabilidade dele, acabou derrubando dois motoqueiros. Felizmente, não foi nada grave, mas poderia ter terminado em tragédia.

Aí eu pergunto: até quando vamos viver em um país onde cenas dessas são comuns?

Deixo aqui a minha recomendação para assinar o canal ROCAM 22M no Youtube.

O nada discreto marketing da Indian

A propaganda no Brasil tem uma peculiaridade: quando um anunciante critica o produto da concorrência, seja tirando sarro ou fazendo uma comparação direta (mesmo que honesta), a maioria dos consumidores tendem a simpatizar com o produto do concorrente, um verdadeiro tiro pela culatra.

Existem várias teorias sobre porque isso acontece, sendo a mais recorrente a que alega que, no Brasil, a maioria da população tende a torcer pelo mais fraco e ver pessoas de sucesso ou em posições de liderança com desconfiança.

No entanto, esse tipo de comparação é comum nos EUA, com marcas famosas como a Coca-Cola e a Pepsi alterando “tirações de sarro” uma com a outra com certa frequência. A própria Indian fez uma campanha inteira se comparando com a Harley:

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Anuncio Indian 2

Anuncio Indian

Continuando com essa tradição, o novo vídeo do canal da Indian no YouTube foi direto ao ponto, comparando a nova Scout com a Harley-Davidson Superlow. Não dá pra deixar de notar um certo desdém do apresentador pela Low:

E vocês, qual vocês preferem?

Fugas de moto

Perseguição meio surreal nos EUA. O cara fica fugindo à esmo por 20 minutos, então decide largar a moto, tirar o casado e fugir a pé na maior tranquilidade:

Enquanto que, aqui no Brasil, o pinote termina com o policial correndo atrás do meliante a pé, ambos de capacete ainda: