Mas afinal, o que é uma Ironhead?

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Ironhead é como são apelidadas as Sportsters que vinham com o motor Ironhead de fábrica. Ok, a origem do apelido não é a mais interessante ou original do mundo, mas sua história é.

Aliás, muita gente perguntou porque eu deixei de fora esse motor quando escrevi o artigo que explicava a linha do tempo dos motores da Harley chamado “Mas afinal, o que é panhead, knucklehead, shovelhead e afins?“. A explicação é simples: eu não sei. A verdade é que quase todo artigo sobre o tema (e a própria linha do tempo da Harley) sempre colocam os seus motores Big Twin como estrelas, deixando motores como os Flatheads, Ironheads e até o da famosa XR750 em segundo plano, e eu acabei fazendo o mesmo.

Mas ultimamente o motor Ironhead tem recebido muita atenção, especialmente dos customizadores de motos vintage, e tenho visto ele cada vez mais sendo usado em choppers que imitam o estilo dos anos 70.

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O motor surgiu em 1957, junto com a Sportster modelo K, e foi usado até 1985, quando foi substituído pela versão Evolution. O nome vem da liga de ferro fundido usada no seu cabeçote (iron + head), seguindo mais uma vez a tradição da Harley de apelidar muitos de seus motores com características do cabeçote.

Ele foi criado originalmente para competir com os motores de alto desempenho das motos britânicas, e alguns historiadores chegam a creditá-lo com o título de “King of The Hill”, pela sua suposta superioridade nas corridas de montanha. (Se você quiser saber mais sobre a origem da Sportster, e sua rivalidade com as motos européias, sugiro o artigo “Sportster de esportiva sim senhor” e também “Sportster, a bobber de fábrica“.)

Cada vez mais e mais customizadores procuram os motores Ironhead.

Cada vez mais e mais customizadores procuram os motores Ironhead. Fonte BikeExif.

A Sportster é a moto que está há mais tempo em fabricação no mundo das duas rodas por uma mesma marca* (taí um argumento perfeito para esfregar na cara do seu amigo leigo que diz que “Sportster não tem tradição”) e foi graças a combinação vencedora do motor Ironhead com a ciclística “européia” que ela conquistou tantos fãs, garantindo o sucesso do modelo que perdura até hoje.

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* UPDATE: Já o modelo há mais tempo em produção é a Royal Enfield Bullet, mas como a Royal fechou nos anos 70 e foi comprado por uma empresa Indiana, considero uma moto feita por duas empresas diferentes, assim como a Indian Chief.

Pinstripe na moto do HOG

Edição especial de uma Electra Glide do Project Rushmore, mostrando como o logo foi pintado a mão, usando a técnica de golf leaf e finalizando a pintura com detalhes em pinstripe, pelo chefe de design Ray Drea.

Eu sei que o objetivo da Harley nesse vídeo foi impressionar a gente com a habilidade dos seus artesões, mas ainda tá longe de causar o mesmo impacto que uma “pobre” fábrica como a Royal Enfield conseguiu fazer com um de seus funcionários:

Esse cara é de outro planeta, olha a firmeza e a velocidade das mãos. Claro, não é algo elaborado como a moto feita para o HOG, mas mesmo assim mostra uma extrema habilidade e orgulho do seu ofício. Infelizmente, também mostra como o trabalho manual é pouco valorizado nos países subdesenvolvidos. Se esse cara fosse americano, era bem provável dele ter uma oficina de pintura, se bobear com direito a reality show…

Não adianta falar

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De cada 100 vezes que ando de carro, pelo menos 99 delas é no banco do passageiro. Mesmo gostando muito de dirigir, não tenho mais paciência com o trânsito e a falta de educação, por isso fico como espectador.

E é nessas horas que dá para observar situações como essa. Essa foto foi tirada na Rodovia Raposo Tavares, uma conhecida e perigosa via de São Paulo. Não obstante o piloto dessa moto estar na estrada com tênis cano baixo, bermuda e camiseta, ele ainda achou válido andar por cerca de dois quilômetros usando o celular com uma das mãos, e com fone de ouvido.Ou seja: ele não estava ouvindo o que acontecia ao redor, não estava vendo e também não estava prestando atenção.

Como bem disse um amigo certa vez: “Capacete fechado com essa vestimenta e estilo de pilotagem, serve só pra reconhecer as feições do defunto.”

Mas o que esse piloto não sabe, e provavelmente nunca vai saber, é que ele quase sofreu um acidente. Fica difícil explicar em palavras como foi a situação, mas o resumo é que um carro que saía de uma zona de aceleração, quase bateu na traseira dele enquanto mudava de faixa, e como o piloto estava no celular, nem percebeu que poderia ter sido atropelado! Foi coisa de centímetros, e ele seguiu tranquilamente, sem ter a mínima noção que escapou por um triz.

Aí você se pergunta: qual é a lição de moral do post? Nenhuma, caro amigo. Estou chegando a conclusão de que não adianta falar.

Bounty Killer – filme B com motos

Esse é mais um daqueles filmes que possuem um orçamento relativamente respeitável, mas que se esforçam para ter cara de filme B e virar cult. Infelizmente, só de assistir ao trailer dá pra perceber que não está na categoria de filmes que fazem isso com maestria, como Hell Ride e Planet Terror.

Por outro lado, o trailer já começa com uma “carruagem” feita com um ônibus e Harleys, tem mulheres com máscara do Dia de Los Muertos, Hot Rods, gente dando rolé pelo deserto, uma protagonista com pinta de pinup e mais uma série dessas coisas que a gente tanto gosta.

Ou seja: no fim das contas, posso estar enganado e ser um filme bem divertido, já que mesmo o Rotten Tomatoes está dividido em opiniões. Por isso, se alguém assistiu a esse filme, deixe sua opinião nos comentários pra gente.

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