Off-topic

Ok. O vídeo acima não tem absolutamente nada a ver com motos custom, café racer, bratstyle, choppers… Mas é épico demais para deixar de compartilhar.

Pra ficar no tema do blog, assistam imaginando que o F1 é um protótipo de MotoGP.

Mensagem aos carecas da Shadow Roxa do Tech Subs

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O pessoal do Tech Subs é quem está se dedicando para traduzir em tempo recorde os episódios de Sons of Anarchy. Quem baixa as legendas deles sabe que eles sempre costumam assinar os episódios com frases do tipo “Carecas vaselinados ao vento trepados em uma Shadow roxa”, além de tecer alguns comentários no meio das próprias legendas.

Esses dias me avisaram que eles haviam perguntado o que significa o tal W em SAMCROW. A resposta é simples, e foi dada pelo próprio criador da série Kurt Sutter: apesar do nome do Clube ser S.A.M.C.R.O. (Sons Of Anarchy Motorcycle Club – Redwood Original), eles se referem ao clube (e às vezes ao próprio Reaper – o ceifador do escudo) pela alcunha de SAM CROW, como se fosse um nome e sobrenome. É por isso que existem várias referências aos corvos no seriado, nas tatuagens, como mascotes ou apenas aparecendo em cena.

Espero ter ajudado os carecas da shadow roxa. Continuem com o ótimo trabalho.

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“Eu não quero o que eles tinham. Eu quero o que eles queriam.”

A Husqvarna está tentando se readaptar ao mercado, como mostra os seus dois novos e ousados conceitos apresentados na EICMA 2014: a 401 Svartpilen e a 401 Vitpilen.

Mas, ao contrário de outras marcas que estão tentando capitalizar com a onda retrô como a Ducati, eles decidiram seguir o caminho oposto. Todos nós já vimos vídeos como os amplamente criticados pelo site Bullshit Hipster Bike Vídeos, onde se busca uma ligação com o passado, o jeito antigo de se fazer as coisas, sentimento o qual compartilho muitas vezes, mas que hoje em dia está virando mais um apelo de marketing do que uma tendência sincera.

Foi por isso que a Husqvarna fez um vídeo bem interessante na contramão dessa tendência, que você pode assistir aí em cima. Segue a tradução livre:

Sabe, houve uma época onde uma moto era uma moto. Um motor, um banco e duas rodas. Esses eram os bons tempos. E o que realmente importava, era você e a estrada. E a única coisa que interessava a todo mundo, era a viagem em si. Qual o próximo destino. Encontrar novos lugares e experiências.

Esses caras eram pioneiros.

As pessoas olham para o passado e dizem: “Eles não fazem mais motos assim”. Sim, com certeza. E eu sei o porquê.

Porque se eles ainda as fizessem daquele jeito, eles não conseguiriam me acompanhar nem por dois segundos.

Eu não acredito em “época de ouro”, a não ser pela que estamos vivendo hoje.

E o que é real é o que está logo na minha frente, na próxima curva.

Quando eu olho para trás, eu não quero o que eles tinham. Eu quero o que eles queriam.

Uma Harley Knuckle Dragster e a origem da S&S

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Tem um post no excelente The Selvedge Yard contando sobre a origem da famosa S&S, que, além de peças de performance, faz muitos dos famosos “motores genéricos” de Harley Davidson (sim, eu sei que o termo não é esse, mas eu gosto de chamar assim pra simplificar).

A origem da empresa é bem no estilo do sonho americano: uma pessoa com uma boa idéia que, depois de muita transpiração, acaba criando uma empresa milionária. No caso, o fundador George Smith Sr., que comprou uma Knucklehead aos pedaços e a foi transformando, criando peças e preparando o motor tentando transforma-la em uma recordista. A moto, chamada de Tramp, chegou a bater os 244km/h em Bonneville em suas primeiras tentativas, e foi tentando superar esse número que George acabou criando as peças que deram origem à S&S.

Muitos iniciantes no mundo HD podem não perceber, mas boa parte da história da marca foi voltada para as corridas e quebras de recordes. Até mesmo estilos consagrados hoje em dia, como as Bobbers, não surgiram por causa do visual, e sim pela busca pela performance (saiba mais sobre isso aqui). Modelos como a Sportster, nada mais eram do que uma maneira da Harley criar uma Bobber de fábrica para competir com as britânicas (saiba mais sobre isso aqui).

Sim, hoje o tipo de moto que a Harley fabrica visa um público mais pacato. Mas essa visão atual é justamente o problema quando se tenta definir o que é a tal “tradição” da Harley. Afinal, o que copiamos hoje em nossas motos e alegamos ser “Old School”, naquele tempo podia ser considerado algo de ponta ou “radical”. E um passeio pacato em uma Bobber atual, em nada lembra os veteranos da Segunda Guerra apostando corridas na terra com suas Bobbers originais (lembram do começo do filme The Wild One, com Marlon Brando? É uma boa representação daquela época, discutido em posts como “Os verdadeiros Wild Ones” e “Duas Guerras, dois MCs”).

O post (em inglês) e com bastante fotos, você confere no The Selvedge Yard.

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Andar de moto fortalece

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Às vezes eu encaro andar de moto do mesmo jeito que encaro exercício: o durante pode até ser ruim, com obstáculos e desconforto, mas é justamente por causa disso que o depois é revigorante.

De vez em quando, gosto de chegar em casa depois de passar por frio, incômodo, cansaço. Na minha humilde opinião, não existe sono ou banho melhor do aquele que vem depois de passarmos por um perrengue na estrada.

Isso acontece pois encaro o ato de andar de moto como uma pequena aventura. É mais um jeito de sair da rotina, de meditar, de se testar.

E isso foi o que sempre atraiu pessoas para o mundo das duas rodas. Ninguém que buscava conforto ou o comum ia atrás delas. Além de ser um veículo perigoso por natureza, antigamente você não tinha nem a certeza de que ia conseguir chegar no destino, já que elas não eram nem um pouco confiáveis e quebravam com frequência.

Mas hoje parece ser o oposto: quem faz isso é criticado e acusado de querer passar por “malvadão”. Honestamente, não entendo esse raciocínio. Tem muito a ver com a “pussyfication” do mundo, algo que foi discutido no post “O que é ser homem?“.

Sou partidário do pensamento do grande Theodore Roosevelt. Para quem não conhece a história, desde criança ele era assolado por tosse, asma, diarréia, ficando sempre debilitado e de cama. Por isso ele decidiu se fortalecer, e não aceitar o destino de um corpo frágil. Aos 11 anos disse para o pai “Eu vou criar meu corpo!”, e decidiu se dedicar as atividades físicas. Isso se tornou uma compulsão, que ele não encarava como sacrifício. Lutou boxe, superou a asma, virou caçador, galopava e remava longas distâncias. Ele acreditava que sua mente era forte, e o seu corpo precisava acompanhar.

Já com mais idade, ouviu mais uma vez de um médico que ele era frágil, mas dessa vez era sobre o seu coração. Segundo o doutor, ou ele vivia uma vida calma e sedentária, ou morreria jovem. Ele se recusou, e pouco depois se tornou um dos primeiros a escalar o Matterhorn.

Não estou aqui, de forma alguma, querendo dizer que devemos fazer sacrifícios intensos, porque isso nada mais é do que uma forma de escapismo também (quem estudou a história de Roosevelt sabe disso). Mas pelo menos a lição dele eu tento seguir:

“Desejo pregar, não à doutrina da facilidade ignóbil,
mas à doutrina da vida árdua.”

Clique para ampliar. Fonte: http://www.artofmanliness.com/2013/07/23/original-aom-comic-2-theodore-roosevelt-ill-make-my-body/

Clique para ampliar.

Fonte dos quadrinhos: http://www.artofmanliness.com/2013/07/23/original-aom-comic-2-theodore-roosevelt-ill-make-my-body/

Uma Buell feita sob medida

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O Inazuma Café Racer postou um protótipo feita por Dan Ludwigsen, da Carolina do Norte. Usa o motor e suspensão de uma XB9R, com um quadro feito sob medida. O tanque, é o que poderia ser considerado uma heresia em algo com DNA de Harley: veio de uma Honda clássica. Toda a parte elétrica e de iluminação foi feita com peças aftermarket. Apesar do belo trabalho, as fotos ainda são da moto em construção. Me lembra um pouco o estilo da Virago da Classified Moto, que fez muito sucesso aqui no blog.

Mais fotos e informações no post original do Inazuma.

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Warr’s Harley-Davidson

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Já postei algumas vezes aqui sobre algumas motos customizadas pela Warr’s, que se intitula a concessionária mais antiga de Harley-Davidson na Europa. Seguindo com a série de posts mostrando autorizadas pelo mundo (veja as anteriores aqui e aqui), o Jose Noca Filho mandou algumas fotos da sua visita a essa clássica loja. Ele escreve:

Estou enviando algumas fotos da visita que fiz a esta loja da Harley em Londres situada na King’s Road que é a loja mais antiga da Europa (desde 1924). Pertence a John Warr, neto do fundador. A loja não é grande, mas tem uma coleção de preciosidades que poucas podem se orgulhar. A estrela principal é a Silent Gray Fellow de 1914, que o dono tira para passear uma vez por ano. Um avanço para a época: a embreagem e a transmissão em corrente substituiram as versões com correia de couro e sem embreagem. A partida é no pedal e a velocidade máxima é de 64 km/h.

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Harley- Davidon de Pescara – Itália

Depois do post da Autorizada Harley-Davidson de Barcelona, o Guilherme Acácio mandou algumas fotos da sua visita a uma autorizada em Pescara, uma província italiana. Achei curioso como a nova linha Street também deu as caras por lá, pelo visto essa história de mercados emergentes vai ficar para trás, e ela vai ser posicionada cada vez mais como uma opção “urbana”. Ele escreve:

A loja não era muito grande. Não tinha muita variedade de motocas. Na parte de roupas e acessórios, de longe o que chamou a atenção foram os cascos da Harley, alguns old schools muito bonitos. O preço em euros não era convidativo, mas mesmo assim vale a visita.

Uma coisa interessante que notei na Itália, principalmente em Roma, é que há poucas HDs se comparado com scooters, Vespas e outras motos. Mas tirando apenas um Electra que vi em Roma e uma RK que vi em Florença, TODAS as HDs que vi eram Sportsters! Preferência Nacional?

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Honda Shadow 600 customizada em casa

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O Luciano Maldonato mandou as fotos de um belo projeto, feito por ele mesmo em casa. Segue o email que ele mandou pra cá contando mais sobre o processo:

Sou Administrador de Empresas (dirigo um Hospital e leciono para o curso de Administração), mas aos 14 fiz no Senai o Curso de Mecânico Geral (tornearia, retifica, etc), quando trabalhei por 2 anos na área até buscar outro objetivo profissional.

Explico isso para entenderem como foi possível fazer a moto em minha casa (um pouco de conhecimento de mecânica e ferramentas).

Há tempos buscava uma moto que pudesse prepará-la no estilo Bobber, quando comprei uma Shadow 98. Tentei contato com duas oficinas em outras cidades para saber se topariam o projeto, as quais não me deram retorno.

Pois bem, decidi fazê-la em casa.

Entre estudar o que fazer, comprar as peças (as quais vieram de várias partes do Brasil, uma delas de fora), produzir algumas peças (diversos suportes, entrada de ar, entre outras) desmontar, reestruturar e montar, foram 12 meses, afinal, só tinha tempo de fazer aos finais de semana.

Mas o resultado ficou bacana. O projeto foi realizado entre os anos de 2010 e 2011.

Espero que gostem.

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Como bônus, ele também mandou a foto de uma CG125 restaurada por ele.

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Abaixo, nos links relacionados, você vê mais projetos feitos em casa.