Frase da semana

10985603_10205820745499313_6414095783182914447_n

Ter inimigos é bom. Isso significa que você decidiu defender algo que você acreditava.

(Não sei quem fez a montagem nem o fotógrafo, encontrei navegando por aí.)

Update: Agradecimentos ao Eds, por comentar que a frase é do grande Winston Churchill.

Catálogo 2016 da Harley anunciado

Quer saber as novidades da linha 2016? Sugiro acompanhar o blog do Wolfmann, que sempre sai na frente com essas notícias, e costuma colocar links para outros blogs que estão tratando do assunto:

http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2015/08/catalogo-2016-hdmc-divulgado-nos-eua.html

Mas já adianto… Se você estava esperando alguma revolução (sem trocadilhos com o motor Revolution) ainda não foi dessa vez.

16-hd-softail-slim-s-1-large

Moda bizarra na Inglaterra

Recentemente na Inglaterra, algumas pessoas começaram com a mania de usar jaquetas iguais a dos policiais de lá, mas com a palavra “Polite” (educado) no lugar de “Police”.

O motovlog do Baron Von Grumble flagrou um desses recentemente.

Se a moto pega aqui, e do jeito que o país anda fora de controle, bem capaz do pessoal do crime dar um tiro no sujeito.

Não julgue um livro pela moto

Recentemente, li um estudo que de certa forma comprovava o que muitas pessoas costumam dizer de brincadeira: quanto mais caro o carro, mais folgado é o sujeito no trânsito.

Claro que isso é um exagero: não se pode julgar todo mundo pelo comportamento de poucos (a gente que anda de moto sabe bem disso). Mas a constatação do estudo era bem interessante: a maioria das pessoas tende a achar que o seu tempo é mais valioso do que o das pessoas que estão em um carro mais barato. E quanto mais caro o carro do indivíduo, maior é essa percepção.

É por isso que alguns tendem a tomar atitudes no trânsito como se tivessem a preferência. Fecham você, não esperam na fila de conversão, param em fila dupla, porque elas acreditam ter prioridade.

Infelizmente, tenho visto isso acontecer demais também no mundo das duas rodas.

Motos e frugalidade

Não sei se os leitores aqui do O.D.C. sabem, mas eu sou um adepto da frugalidade. Isso não significa que eu sou um pão-duro miserável como o Tio Patinhas, e sim que eu tenho uma relação um pouco diferente com o dinheiro. Não sei se foi pela infância que tive, ou pelas merdas que passei, mas a verdade é que eu tenho uma obsessão relativamente saudável em descobrir maneiras de viver com menos do que ganho. Gostaria muito de chegar no ponto de ter “Fuck you money“:

Apesar de ser fã de motos e querer ter uma dezena delas da garagem, eu nunca me enforquei por nenhuma delas, ou fiquei devendo. O mesmo se aplica com minhas roupas, o carro da minha esposa e os lugares que frequento. Nada contra quem faz o oposto, só estou contando como eu faço. Gosto de andar de moto justamente porque gosto de liberdade, e ser escravo do dinheiro é uma das maiores faltas de liberdade que vivemos nos dias de hoje. O único jeito de sermos realmente livres, é fazendo um esforço consciente para tentarmos chegar no nível do Fuck You Money.

É por isso eu nunca consigo julgar a grana de alguém simplesmente pelo que ele mostra: o cara que compra um Mercedes zero pode estar pendurado de dívidas, sem ter nada guardado no banco, enquanto que o cara no Corolla pode ser o Warren Buffet. Eu tinha um chefe que andava de Gol, enquanto um dos funcionários tinha um Audi. Ele era apenas três anos mais velho do que eu e hoje vive de renda, algo impensável para a maioria de nós nessa mesma idade.

E o que isso tem a ver com motos?

Tempos atrás, eu decidi apertar o cinto em casa ter uma scooter como segunda moto pra economizar. Dessa forma posso bater, judiar, frequentar os lugares toscos que meu trabalho me faz ir, e largar ela sem dó de ter que morrer numa grana pesada caso algo aconteça com ela. O custo de manutenção depois de dois anos rodando pesado com ela, foi menor que o preço da última troca de pneu da XR, sem falar na gasolina.

Recentemente, fui mais além. Em um post à parte posso explicar porque não me adaptei bem com a Burgman, mas o fato é que dois meses atrás fui procurar uma primeira moto pro meu sobrinho que completou 18 anos, e acabamos decidindo por uma Yamaha Crypton.

Sempre fui fã das CUBs (Cheap Urban Bikes) por serem praticamente indestrutíveis e terem uma ciclística bem similar a de uma moto de verdade. A Crypton, por exemplo, tem o mesmo rake e entre eixos de uma esportiva, só que numa versão miniatura. É divertida pacas de pilotar e, apesar do câmbio semi-automático, você pode brincar com o pedal dela e usar como embreagem normalmente.

Na hora de fechar negócio, descobri um lote de modelos do ano anterior, sendo vendidos por um preço inferior ao modelo mais básico deste ano. Foi tão bom negócio, que além de comprarmos a dele, comprei uma pra mim. Batizei ela de Mobyllete.

A pequena CUB se mostrou ideal pro que eu precisava, já rodei 1.500 quilômetros com ela, 99% no trânsito pesado de São Paulo. Mas comecei perceber um comportamento, que eu já percebia na Scooter, piorar bastante com a Crypton.

Você não é o que você tem.

social-theory-blog-fight-club1
“A gente compra coisas que não precisamos, com dinheiro que não temos, para impressionar pessoas que não gostamos.” – Clube da Luta

No trabalho, por exemplo, o mesmo segurança que me via todo dia de Harley e falava “Bom dia doutor“ (eu nunca cheguei perto de um doutorado nesta vida), começou a travar a cancela e perguntar de forma agressiva “Onde você vai?“.

No posto de gasolina, o mesmo cara que quando via a XR perguntava “Completa com pódium, chefe?“, passou a pegar a bomba de gasolina comum sem nem me perguntar antes, e dizer com certa má vontade “Coloca quanto?“.

Eu sou o mesmo cara. Com as mesmas roupas. Com os mesmos capacetes.

Como esses caras me vêem com frequência há pelo menos dois anos, a única conclusão que eu cheguei é que eles nunca me reconheceram. Eles viam apenas uma moto.

tumblr_ns8sqxAiZ51upnwmuo1_500

O mesmo se aplica no trânsito diário. Hoje, um sujeito em uma bela Harley, com pintura personalizada e escape Vance & Hines, fez de tudo diversas vezes pra chegar antes de mim no corredor, para depois ficar lá, travado entre os carros sem deixar eu e outros motoqueiros passarem.

E quando eu contornava o problema, e voltava para o corredor, dava pra ver que o cara ficava visivelmente incomodado e passava acelerando com tudo pra me alcançar e depois fazer o mesmo: travar o corredor.

“Meu tempo é mais valioso que esse cara na motinho. Preciso chegar primeiro no corredor, foda-se ele”, deve ser o que passa pela cabeça do sujeito. O mais engraçado é que é um cara com a mesma paixão que eu: motos customizadas.

Gostaria de dizer que ele foi o único, mas isso tem se repetido com certa frequência. Eu sempre tive o hábito de deixar motos menores passarem na minha frente no corredor, caso se eu eu percebesse que iria fecha-lo. Mas quando estou com a Mobyllete, conto nos dedos as pessoas em motos caras que fazem isso.

O mais louco é que, isso já aconteceu com tanta frequência comigo envolvendo Harleyros, que eu tenho certeza que alguns eram leitores aqui do blog. Que o cara que torceu o nariz pro sujeito de Crypton no semáforo, não fazia ideia que era eu do lado.

Não escrevi tudo isso pra dizer que devemos dar as mãos e sermos todos iguais, que somos todos irmãos. Eu não acredito nisso. O que nos torna humanos é justamente o fato de que somos todos diferentes.

Acho que, no fundo, o que eu quis dizer com toda essa verborragia foi: não seja mais um babaca no mundo. A gente precisa de mais gente com sangue bom por aí…

E nunca se esqueça do que Tyler Durden nos ensinou:

 

—-
PS: Se alguém tiver mais interesse em saber sobre frugalidade, recomendo o site The Simple Dollar, e livros como o Milionário Mora ao Lado, entre vários outros.

The Bastards MC contra a KKK

O Papito mandou um artigo bem interessante, sobre os The Bastards MC (em inglês):

http://www.vocativ.com/news/215413/the-bastards-motorcycle-club-is-redefining-racist-biker-culture/

O clube é o que poderia se chamar de anti-anti-establishment. Ao contrário de diversos clubes outlaws dos EUA, eles são contra a segregação racial de seus membros (coisa que eu comentei no post “A Bandeira Confederada e as Motos”), o que também vai na contramão do que acontece cada vez mais em países como a Alemanha, onde surgem MCs com ideologias de extrema direita.

A ideia dos caras é ter toda pinta de MC casca grossa, mas ir diretamente contra qualquer tipo de racismo ou segregação. Em um evento recente, com mais de 2.000 supremacistas brancos de diversas facções diferentes, eles atravessaram a multidão fazendo barulho e carregando placas que diziam coisas como “Foda-se a KKK” e “Minha Mina é Negona”.

Segundo o presidente do Clube, muito do que se ensina nesses grupos supremacistas acabou indo parar na cultura de alguns MCs. E o que eles querem é fazer justamente o contrário agora, incentivando a diversidade.

Afinal, a cultura de segregação no motociclismo dos EUA, fez com que surgissem MCs exclusivamente de brancos, negros e latinos, por exemplo. Já os The Bastards MC, possuem pessoas de todos os grupos e etnias em suas fileiras, e pregam isso abertamente.

Como a área de atuação deles é a Carolina do Sul, um dos berços da segregação na América, pode ter certeza de que desafetos e encrencas não vão faltar para essa galera. E, pelo que tudo indica, não apenas eles estão prontos, como estão esperando ansiosos por isso.

Aliás, vão arrumar confusão não apenas com esses grupos, já que o nome Bastards pertence a outro MC (bem mais antigo), e o logo deles foi descaradamente roubado dos Six Six Six, do filme Hell Ride:

666-blue-1_grande

Uma receita para o desastre nos encontros de moto…

 

Hunter Thompson e os MCs Outlaws

Já escrevi aqui no O.D.C. uma resenha sobre o livro Hell’s Angels: The Strange and Terrible Saga of The Outlaw Motorcycle Gangs, escrito pelo Hunter S. Thompson, onde ele conta o ano que passou ao lado dos Hells Angels de Oakland nos anos 60.

O vídeo abaixo é uma animação feita em cima de uma de suas entrevistas sobre o tema (em inglês). Vale a pena assistir:

Além da resenha sobre o livro, também sugiro o post “Você conhece o limite?” para entender um pouco mais sobre a ligação dele com as motos.

Ride The Locust – 2009

O Laupo me relembrou desse vídeo, que rolou alguns anos atrás, mas que eu nunca postei aqui. É um rolé do Josh Kurpius, indo de Davenport, Iwoa, passando por Milwaukee, Wisconsin até chegar perto do lago de Michigan.

Josh é o fotógrafo responsável por algumas daquelas belas fotos que postei aqui. Vale a pena conferir o trabalho dele em seu site oficial.

A música é Young Men Dead dos The Black Angels.

Buell RS: não é a Sportster do seu pai

A Cycle World americana está liberando, por apenas um breve período, acesso ao seu site Cover to Cover, onde você pode ler digitalmente todas as edições antigas da revista.

O tema que eles liberaram desta vez é bem interessante, mostrando como foi o teste da Buell RS, novidade na época, cujo nome da matéria batizou este post. Você confere o review (por tempo limitado) no site deles: http://issues.cycleworld.com/19900801#!/28

BUELL RS 1200 WESTWIND

BUELL+RSS+1200+WESTWIND

Motor: 1203cc V2
Potência: 69cv
Torque: 72 ft.lbs @ 4,000 rpm

Anos de fabricação: 1989-1992
Unidades construídas: 208 (aprox.)
7 unidades em 1989, 94 unidades em 1990, 78 unidades em 1991 e apenas 29 em 1992, o último ano.