Pinstripe na moto do HOG

Edição especial de uma Electra Glide do Project Rushmore, mostrando como o logo foi pintado a mão, usando a técnica de golf leaf e finalizando a pintura com detalhes em pinstripe, pelo chefe de design Ray Drea.

Eu sei que o objetivo da Harley nesse vídeo foi impressionar a gente com a habilidade dos seus artesões, mas ainda tá longe de causar o mesmo impacto que uma “pobre” fábrica como a Royal Enfield conseguiu fazer com um de seus funcionários:

Esse cara é de outro planeta, olha a firmeza e a velocidade das mãos. Claro, não é algo elaborado como a moto feita para o HOG, mas mesmo assim mostra uma extrema habilidade e orgulho do seu ofício. Infelizmente, também mostra como o trabalho manual é pouco valorizado nos países subdesenvolvidos. Se esse cara fosse americano, era bem provável dele ter uma oficina de pintura, se bobear com direito a reality show…

Não adianta falar

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De cada 100 vezes que ando de carro, pelo menos 99 delas é no banco do passageiro. Mesmo gostando muito de dirigir, não tenho mais paciência com o trânsito e a falta de educação, por isso fico como espectador.

E é nessas horas que dá para observar situações como essa. Essa foto foi tirada na Rodovia Raposo Tavares, uma conhecida e perigosa via de São Paulo. Não obstante o piloto dessa moto estar na estrada com tênis cano baixo, bermuda e camiseta, ele ainda achou válido andar por cerca de dois quilômetros usando o celular com uma das mãos, e com fone de ouvido.Ou seja: ele não estava ouvindo o que acontecia ao redor, não estava vendo e também não estava prestando atenção.

Como bem disse um amigo certa vez: “Capacete fechado com essa vestimenta e estilo de pilotagem, serve só pra reconhecer as feições do defunto.”

Mas o que esse piloto não sabe, e provavelmente nunca vai saber, é que ele quase sofreu um acidente. Fica difícil explicar em palavras como foi a situação, mas o resumo é que um carro que saía de uma zona de aceleração, quase bateu na traseira dele enquanto mudava de faixa, e como o piloto estava no celular, nem percebeu que poderia ter sido atropelado! Foi coisa de centímetros, e ele seguiu tranquilamente, sem ter a mínima noção que escapou por um triz.

Aí você se pergunta: qual é a lição de moral do post? Nenhuma, caro amigo. Estou chegando a conclusão de que não adianta falar.

Bounty Killer – filme B com motos

Esse é mais um daqueles filmes que possuem um orçamento relativamente respeitável, mas que se esforçam para ter cara de filme B e virar cult. Infelizmente, só de assistir ao trailer dá pra perceber que não está na categoria de filmes que fazem isso com maestria, como Hell Ride e Planet Terror.

Por outro lado, o trailer já começa com uma “carruagem” feita com um ônibus e Harleys, tem mulheres com máscara do Dia de Los Muertos, Hot Rods, gente dando rolé pelo deserto, uma protagonista com pinta de pinup e mais uma série dessas coisas que a gente tanto gosta.

Ou seja: no fim das contas, posso estar enganado e ser um filme bem divertido, já que mesmo o Rotten Tomatoes está dividido em opiniões. Por isso, se alguém assistiu a esse filme, deixe sua opinião nos comentários pra gente.

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Com criatividade é possível: CG125 Bratstyle

ASL-GOG5915-022-700x450ASL-GOG5915-009-700x450 ASL-GOG5915-014-700x450 ASL-GOG5915-016-700x450 ASL-GOG5915-020-700x450-1Não sei nada sobre essa moto que vi a venda na West Garage 915 (oficina e loja que abriu onde ficava o antigo Pimenta em São Paulo), mas achei interessante para postar. A base dessa customização foi uma Honda CG ML 125cc 1982, que ficou com toda pinta de moto gringa. É o tipo do projeto que eu tenho em mente para ser a minha “beater” pro dia a dia, como dizem os americanos.

Se alguém souber mais sobre ela, pode postar nos comentários. Link para o anúncio.

Dyna Mr. Bobber

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Já falei sobre esses caras antes, foram uma grande inspiração para o projeto da minha antiga e saudosa Dyna, que infelizmente nunca foi muito longe. E como o André Carvalho me lembrou sobre eles na fan page do Facebook, achei que valia a pena a repostagem.

No site deles você encontra tudo sobre a moto, mas vale a pena ressaltar alguns detalhes:

- A roda dianteira é um aro 16 x 4″, com um pneu Dunlop de 150 de largura, enquanto a traseira é um aro 16 x 6″, com um pneu Dunlop de 180 de largura. É importante notar que manter a roda traseira e dianteira com o mesmo diâmetro ajuda muito na simetria estética, e muitas vezes na ciclística.

- Paralamas dianteiro bem curto e colado na roda. Ficou tão discreto e legal como se não houvesse nenhum paralama.

-Progressive Suspension 412 de 11“ polegadas. Deu uma leve rebaixada na moto, mas garantiu o conforto.

- Tanklift de 50mm (para quem não sabe o que é um tank-lift, este post pode ajudar)

- Mesa wide glide para acomodar a roda maior na dianteira. Canelas e mesa pintadas de preto, deixando o resto cromado. Pra mim, essa é sempre uma combinação muito elegante.

- O paralamas traseiro foi cortado, mas os seus suportes não (é só ver como a espada e os piscas continuam no lugar). Assim fica mais fácil retornar ela ao original, e também colocar um garupa com segurança, já que o suporte do quadro não foi serrado (o que é bem comum nessas customizações).

- Os comandos centrais deram lugar aos avançados.

- Guidão com um leve estilo “beach bar”, com risers curtos.

Em resumo, é uma bela customização. Não saiu barata, mas usou muita criatividade para deixar boa parte da moto original. Uma solução bem prática para quem precisa usar a moto no dia a dia, e também uma boa fonte de inspiração.

Fonte:
http://www.mr-bobber-custom.com/custombikes/bobber-1.html

O nascimento da V-Rod

Com toda a polêmica em torno das novas Harleys Street, achei interessante relembrar uma moto que passou pelo mesmo problema: a V-Rod. Ela fez sem querer o que a Street nasceu para fazer propositalmente: conquistar mercados internacionais.

Afinal, muitos gostam de dizer a V-Rod é um fracasso nos EUA, mas a verdade é que ela conquistou diversos mercados internacionais, sendo um modelo importante especialmente na América Latina, onde Willie G. chegou a dizer em entrevistas que eles simplesmente não estavam conseguindo suprir a demanda por elas.

No entanto, um aviso: sempre tenha um pé atrás ao assistir programas como os deste post. Raramente eles são produzidos de forma independente, com uma visão crítica do assunto. Na maioria das vezes, eles são um comercial com quase uma hora de duração sobre as marcas. Cansei de ver donos de Suzukis, Harleys, Ducatis, BMWs, completamente boquiabertos e achando que a marca escolhida por eles era a mais revolucionária e importante do mundo por causa desses vídeos, que jogam apenas uma luz favorável nos assuntos que abordam.

No mundo das motos, todas as marcas tiveram sua importância, e todas passaram por bons e maus momentos. Algumas vezes elas estão no topo, outras estão correndo atrás. A vida é assim para todo mundo, sejam marcas ou pessoas.