Briga bizarra entre motorista e motoqueiro

O vídeo abaixo mostra um clássico caso de road rage, aquela fúria cega que toma conta das pessoas no trânsito, onde após um longo e surreal debate, um motoqueiro e um motorista decidem partir pra porrada.

Tudo começou por um ato que, pelo menos aqui no Brasil, é uma falta de educação tão constante que ninguém ligaria. Mas a situação que acontece depois disso vai escalando de uma maneira tão surreal, que fica difícil de acreditar.

Eu faço questão de fazer um resumo dos pontos mais marcantes desse vídeo:

0:03 – Um carro ultrapassa moto em uma via de trânsito lento. Aparentemente, isso é o suficiente pra causar a ira do motoqueiro, que começa a seguir o carro pelos próximos segundos.

0:55 – O motoqueiro, já bufando de raiva, desiste de ir atrás do carro.

0:59 – Por algum motivo, o motoqueiro decide ir até um descampado descontar a raiva andando em círculos.

1:27 – O motoqueiro desce da moto e começa a revirar suas coisas a esmo. O cara tá puto.

1:38 – Ele sobe de novo na moto e volta a acelerar no descampado. Pelo som da respiração dele, parece que ele está tentando virar o Hulk.

2:03 – Quem diria? O tal do motorista aparece novamente.

3:00 – Ele emparelha ao lado do motorista e dá pra ver pela respiração dele que ele está fora de controle. Mas, por algum motivo, ele ainda encontra serenidade pra ser simpático com uma senhorinha.

3:25 – O carro estaciona e o motoqueiro vai tirar satisfação perguntando porque o motorista está com tanta pressa.

3: 30 – Começam insultos típicos da terceira série vindo do motorista do carro. O fato do cara ter um sotaque mexicano no melhor estilo Cheech and Chong só deixa tudo mais engraçado.

Eles passam um bom tempo discutindo o fato de que a mãe do motoqueiro é uma puta e todas as formas que o motorista do carro já comeu ela.

5:14 – “Eu não duvido que minha mãe tenha trepado com você, mas ela está na Florida, então isso não me parece muito realista.”

5:18 – Não satisfeito em comer a mãe do motoqueiro, agora ele tenta comer a moto dele.

5:44 – Aparentemente contar até três é muito difícil.

5:57 – Os dois começam a fazer uma reconstituição precisa do dia em que o motorista comeu a mãe do motoqueiro.

6:28 – Eles começam a falar sacanagem um no ouvido do outro. Pelo visto rola um fetiche forte de mãe entre os dois.

6:57 – O motorista pede pra namorada dele, que estava dentro do carro esse tempo todo, confirmar o fato de que ele sabe comer muito bem a mãe do motoqueiro.

8:01 – Eles começam a discutir quem come mais mulher. Rola uma cena gratuita de barriga.

8:08 – Os dois chegam em um acordo que a namorada do motorista é gorda, mas pelo menos o motorista está comendo alguém.

8:10 – “Eu nunca deveria ter chamado a namorada dele de gorda. Eu também sou um merda e vou meditar sobre isso.”

8:46 – Ataque gratuito a todos os motovloggers do mundo.

8:52 – Vários minutos deles discutindo quem ganha mais dinheiro e que os carros são melhores que motos.

11:25 – O motorista chama atenção ao fato de que ele tem mulher, mas não tem nenhuma mina na garupa da moto.

11:45 – Essa corrente de raciocínio leva o motorista a tentar comer o escapamento da moto.

11: 47 – Ele encosta na moto. AGORA a porra tá ficando séria. Fuder a mãe beleza, mas tocar na moto passa dos limites!

11:52 – “Não toque na minha moto ou eu vou defender minha propriedade”. Tudo isso sendo dito no estacionamento de um Wal-Mart. Mais americano, impossível.

12:01 – Você soca minha moto, eu soco você.

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Um harleyro de moto até o Alasca

Depois do post do Arthur e seus 10 dias viajando sozinho de moto, chegou a vez de mostrar a história de alguém que elevou esse tipo de aventura para o nível Jedi: o Filipe, do blog Road Garage, que está indo do Rio de Janeiro até o Alasca de moto.

Como se já não bastasse fazer essa viagem, que já é bem difícil por natureza, o cara decidiu ganhar ainda mais XP no caminho e está fazendo isso não com uma adventure ou trail, mas com sua Harley-Davidson FX com seca suvaco.

E para que a gente possa ter um gostinho dessa aventura, ele está documentando toda a viagem em seu canal do YouTube (e porque esse canal ainda não viralizou é algo que foge da minha compreensão).

Vale a pena acompanhar todos os vídeos que ele tem postado mostrando essa epopéia. Já são 43 vídeos até o momento, com o mais recente deles mostrando a chegada na histórica Rota 66.

Vou confessar que essa é uma das aventuras que eu mais tenho vontade de fazer (a primeira é ir do Alasca até NY, depois desembarcar na Europa e ir até a Rússia/Mongólia. Patrocinadores são bem vindos).

Filipe, todos nós desejamos uma excelente jornada e um retorno seguro. Como dizem os americanos, godspeed!

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Canal do Road Garage no YouTube.

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UPDATE: Desde a publicação do post, o Filipe colocou mais um vídeo no ar, com a chegada dele em Las Vegas.

Burt Munro e a Indian mais rápida do mundo

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Para quem não conhece essa lenda, eu recomendo fortemente o filme Desafiando os Limites (The World’s Fastest Indian, em inglês), onde Burt Munro é interpretado brilhantemente por Anthony Hopkins.

Honestamente, não dá para gostar de moto e não gostar desse filme. Ele conta a inspiradora história do neozelandês que se tornou uma lenda de Bonneville com sua Indian Scout 1920, já aos 60 anos de idade, e que estabeleceu diversos recordes de velocidade que demorariam décadas para serem superados.

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Apesar do roteiro tomar várias liberdades poéticas, o filme tem uma réplica precisa da famosa Munro Special, além de retratar muito bem como era o efervescente lago de sal em Bonneville na década de 60, o lugar onde os maiores recordes sobre rodas foram quebrados e meca da velocidade.

É um filme para se ver e rever. E mesmo que ninguém na sua casa se interesse por motos, pode convidar a todos para a sessão. Garanto que todos vão gostar.

Dicas pra quem vai andar de moto em grupo com os amigos

A internet está cheia de artigos que ensinam quais são as regras de condutas em um trem de motos. Quem faz parte de um motoclube ou participa de passeios como o do HOG acaba aprendendo isso naturalmente (se bem que em alguns casos, da pior maneira possível).

Mas e aquelas pessoas que apenas querem se juntar com os amigos para um rolé com segurança? Será que elas precisam de uma estrutura tão rígida quanto a dos trens que usam batedores, road captains e afins? Afinal, muitos aqui costumam sair apenas em grupos de 3 a 5 amigos na maioria das vezes.

Se esse é o seu caso, algumas dicas.

A formação em X salva vidas

A primeira coisa que você deve fazer é convencer todo mundo a andar sempre na formação alternada em X. Ela é a melhor maneira de dar segurança para todos. Nessa formação, você pode desviar de buracos e obstáculos sem se preocupar com o colega ao lado e ela também permite mais espaço à frente no caso de uma frenagem de emergência.

A maior dificuldade aqui é fazer com que todo mundo siga a formação, tem sempre um que fica o tempo todo trocando de lado na pista (isso quando fica na mesma pista).

Também tente não deixar buracos, se alguém sair do trem, quem vem logo após deve assumir imediatamente o lugar dele, enquanto o restante se reorganiza para manter a formação em X.

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Ao chegar numa cidade, vocês podem parar de andar em X e passar a andar em duplas pra economizar espaço. Mas honestamente, eu vou sempre de X até o fim. Não gosto de ter que me preocupar com alguém do meu lado.

Combinem alguns sinais básicos

Existem vários sinais universais para a estrada, mas não é necessário decorar nenhum. Seu grupo pode inventar seus próprios gestos que façam sentido pra vocês. E eles são sempre úteis. Não tem nada pior do que dois marmanjos tentando gritar alguma coisa um para o outro com o barulho do vento a 120km/h e escapes abertos.

Os gestos que considero essenciais e que todo mundo entende são:

Combustível acabando – Aponte pro tanque e faça sinal de negativo com o polegar, ou aponte pro tanque passe o indicador pelo pescoço.

Diminuir a velocidade – Gesticule com um dos braços pra cima e pra baixo até que aquela anta do seu grupo, que gosta de acelerar na pior hora possível, entenda que é pra reduzir.

Radar – Abra e feche os dedos e o indicador na direção do radar (mas ainda acho que o jeito mais engraçado é fazer o gesto de “guglu” do Sérgio Mallandro com uma das mãos…)

Os outros sinais como lombada, buraco, areia na pista, andar em fila única e afins vai da necessidade de cada grupo. Tem grupo que prefere só ser avisado do mais básico e ficar atento na estrada, outros preferem que quem puxa o trem dê todas as dicas.

O melhor é ver a necessidade do seu grupo e combinar antes de sair. No mínimo, combinem o da gasolina. O que mais vejo é gente se desencontrando porque um precisa parar pra abastecer e o outro não entendeu.

Só não vale usar este sinais aqui:

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Troquem os números de celular entre si

Auto explicativo, não? Nada pior do que se separar do grupo e descobrir que você não tem o telefone do resto do pessoal.

Olhe SEMPRE para o retrovisor

Muita gente se empolga na estrada e acaba olhando apenas para a vista à sua frente. É seu dever olhar de tempos em tempos para o colega que vem atrás de você.

Como alguns só usam a moto de vez em quando, essas motos são bem propensas a terem algum defeito que o dono não percebeu por causa do uso esporádico. Também tem sempre aquele que decide colocar um acessório novo logo antes de um rolé, sem ter testado antes.

A moral da história aqui é: motos assim são mais propensas a apresentarem algum defeito. Fique de olho no seu amigo, é comum se esquecer de quem vai atrás e só perceber que a moto do sujeito parou quando vocês já estão quilômetros à frente dele numa estrada sem retorno.

Geralmente, quando vocês se reagruparem esse coleguinha irá recebê-los assim:

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Respeite o trem dos outros

Não entrem onde vocês não foram convidados. Se cruzar com outro trem, não tentem se meter no meio de outros motociclistas. Cruzou com outro trem? Ultrapasse ou mantenha distância. (Isso vale especialmente para o pessoal das esportivas, que adoram tirar onda fazendo zigue zague dentro do trem das motos custom.)

Mas se por algum motivo vocês forem convidados a se juntar a um trem, assumam o lugar no fim da fila.

Seu grupo usa colete? Então seja educado

No mundo dos motoclubes, se você encontra um membro de outro MC com problemas na estrada, é seu dever parar para ajudá-lo, do contrário seu clube pode ser cobrado por essa postura depois.

Apesar do pessoal que usa colete de motogrupo ou de motoamigos não se enquadrarem nessa categoria, essa é uma prática que eu acho que deveria ser ampliada.

Se o seu grupo está viajando e encontrou alguém com problemas sozinho na estrada, pare pra ajudar. Não por medo de ser cobrado, mas simplesmente para fazer o certo. Seria muito bom se nós motociclistas e motoqueiros voltássemos a ser um grupo coeso e unido.

Sei que o medo de assalto é grande, mas há uma certa segurança quando estamos em número maior.

Por último, mas não menos importante: cumprimente os outros motociclistas

Ao passar por outros motociclistas, cumprimente-os. Um hábito saudável que sempre foi parte da vida nas nossas estradas.

Muita gente reclama que esse hábito se perdeu e que pouca gente responde a saudação de volta, por isso deixaram de fazer. Minha opinião? Foda-se. Você não tem que se sentir bobo por ter acenado para alguém na estrada que não retribuiu o gesto. Quem está sendo babaca ou esnobe é quem não responde, você não deve perder um minuto sequer do seu tempo pensando nisso.

Por diversas vezes você vai encontrar essas mesmas pessoas que você cumprimentou ao parar para abastecer ou comer. Nessas horas, tê-las cumprimentado antes geralmente faz com que muitas delas venham puxar assunto.

E todo mundo sabe que as histórias mais bizarras ou engraças são justamente as que nos contam na estrada…

Bom rolé!

Dez dias viajando de moto sozinho

O Arthur Jung mandou um vídeo de uma viagem solo que ele fez durante dez dias, de Tubarão à costa do Chile. É pra aumentar o som e viajar na estrada com ele.

E já que o assunto é viagem, isso me lembra uma das reclamações mais constantes que eu vejo aqui quando posto sobre isso. Nos comentários sempre aparece alguém que diz: “Tenho vontade de ir para determinado lugar, mas não tem ninguém pra ir comigo”.

Honestamente? Bobagem.

Sim, eu entendo que ir com alguém é divertido e ainda reduz vários riscos numa viagem. Mas não ter companhia não é motivo de desistir, pelo contrário, vai transformar a viagem numa aventura ainda maior.

Falo isso por experiência própria, sou um cara que conta os amigos nos dedos da mão. Tem vontade? Vai sozinho. Todo aventureiro costuma dizer que, assim que a gente coloca o pé na estrada, coisas começam a acontecer. É como se a aventura agisse como um imã que atrai pessoas novas para o seu caminho, dispostas a ajudar você com os problemas que inevitavelmente surgirão.

Ted Simon, que deu a volta ao mundo sozinho em sua moto numa época sem celulares e internet, disse que a grande lição que ele aprendeu na estrada é que a ajuda sempre vem. Um viajante nunca fica sozinho.

E você? Espero em breve publicar aqui um vídeo seu como esse feito pelo Arthur.

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Todas as fotos © Arthur Jung

Quem disse que não dá? CB500F Cafe Racer no BH Riders

Veja a matéria completa no BH Riders:
http://bhriders.com.br/2016/06/16/cb-500f-cafe-racer/

Muita gente torce o nariz para as motos mais novas, dizendo que não é possível se fazer nada legal com elas. Para combater isso, algumas marcas como a Yamaha, constantemente fazem concursos como o Yamaha Garage Challenge, onde eles convidam customizadores famosos a mostrarem o que é possível fazer com determinado modelo.

E o Marcio Vital fez uma bela descoberta em um post recente do seu projeto BH Riders, mostrando um excelente projeto brazuca feito em uma CB500F. Na minha opinião, esse é um bom exemplo do que é possível fazer dentro da nossa limitada escolha (ou melhor, e$colha) de modelos acessíveis em nosso país.

A matéria completa, bem como o test ride, um porrilhão de fotos bacanas e a descrição do projeto, você confere no BH Riders clicando aqui.

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Todas as fotos ©Marcio Vital / BH Riders

Pausa para aquele momento de cortar o coração

A foto que ilustra este post parece apenas mais um daqueles ensaios de newborn que viraram febre nos últimos anos se não fosse por um único detalhe: as luvas e o capacete que estão segurando a cabeça da pequena Aubrey, de três semanas, são do pai dela, que morreu um mês antes dela nascer.

A fotógrafa, Kim Stone, escreveu em seu Facebook:

“O pai dela amava sua moto. Ele sempre usou equipamento de proteção. Ele queria ter certeza de que estava seguro. Não podia correr nenhum risco porque um bebê estava a caminho. Mas ele nunca vai segurar sua filha. A vida dele foi levada apenas um mês antes dela nascer por alguém que ele considerava um amigo. Dizem que os anjos falam com os bebês toda vez que eles sorriem enquanto dormem. Acho que talvez seja verdade”.


Isso é algo que soa familiar aqui no blog, e foi discutido no post “Sobre a paternidade e andar de moto“, que postei na época do nascimento do meu segundo filho e que reproduzo na íntegra aí embaixo.

Sobre a paternidade e andar de moto.

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Meu segundo filho, chegando ao mundo.

O ser humano é dotado de um incrível instinto de sobrevivência. Quando estamos nus, aparentamos ser o mais frágil de todos os animais. Só que isso não passa de apenas uma ilusão, e a verdade é muito diferente. A evolução nos dotou com uma inteligência capaz de colocar nossa espécie no topo da cadeia alimentar, somos o predador mais bem sucedido da história deste planeta, e não há um canto dessa terra que não tenha sido afetado pela nossa presença.

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Apenas o seguro é o suficiente para te deixar tranquilo?

Hoje apareceu um comentário em um artigo antigo, chamado “Como proteger sua moto contra roubos e furtos” que me mexeu muito comigo, mas por uma razão que o comentarista nunca iria imaginar. Naquele post, que eu reproduzo na íntegra no final deste, eu dava algumas dicas tiradas de um fórum gringo de como proteger sua moto contra roubos.

Obviamente, apesar de úteis, muitas delas são criadas se pensando em países de primeiro mundo, onde cenas como essas não são tão comuns:

Mas voltando ao assunto, o comentário que mexeu comigo foi:

É muito simples,
Faça seguro e durma tranquilo.

Mexeu demais comigo pois fiquei afastado do blog nesta semana por causa de um acidente de carro que sofri com minha esposa na Rodovia Raposo Tavares em São Paulo, felizmente sem feridos. Ela dirigia e no carro estavam eu, minha filha de três anos, meu filho de um, além do Logan, o boxer que é mascote aqui do blog.

Não preciso nem dizer que as pessoas mais importantes da minha vida estavam dentro daquele veículo. E que os segundos do acidente continuam pipocando na minha cabeça de tempos em tempos, me tirando o sono e me atrapalhando no trabalho. Imagino que o que estou passando seja uma versão bem light do que chamam de “estresse pós-traumático”.

E não que eu seja medroso. Já sofri diversos acidentes, alguns até terminando em costelas quebradas ou idas ao hospital, e nunca sequer me preocupei com isso. Mas essa foi a primeira vez que envolveu minha família, e isso muda tudo.

Não posso entrar em detalhes sobre o que aconteceu por razões jurídicas, mas posso dizer que fomos atingidos por um Jaguar em alta velocidade que havia perdido o controle. No volante, estava uma pessoa sem a menor habilidade de estar lá. E no que dependesse de mim, no mundo.

Felizmente, estamos todos bem. Não tem como agradecer o suficiente a Deus e aos engenheiros que projetaram os equipamentos de segurança do carro.

De saldo ficou a raiva, a vontade de matar um, mas acima de tudo, ficou o agradecimento por estarmos bem e pelo seguro.

Mas será que o seguro é o suficiente pra gente não ter que se preocupar com nada?

No caso do meu carro, posso dizer categoricamente: NÃO. A maioria das pessoas acha que por estar pagando o seguro vai ter direito a um carro ou moto igual ao que eles tinham, mas a coisa é um pouco mais complicada de acordo com o tempo você passa com o veículo ou as customizações que vocês faz nele.

carro da minha família tinha 5 anos e estava em perfeito estado. Não tinha chegado nos 80 mil km, estava conosco desde zero e nunca havia batido ou apresentado defeito. Eu pretendia ficar pelo menos mais um ano antes de trocá-lo (sou um frugalista, pra quem se lembra do post “Não julgue um livro pela moto” e no “Não invista em moto por favor.“) e ele certamente aguentaria muito mais tempo que isso, se necessário.

Ou seja, pelo que a tabela FIPE vai pagar, não faz sentido nenhum tentar achar um carro nas mesmas condições que o meu antigo. Por isso vou ser forçado a adiantar a troca, justamente numa época onde a situação econômica do país que parece não desenrolar nunca.

E esse é o caso de muita gente aqui. Dependendo da moto, o que foi investido em tempo, carinho e customizações, o seguro nunca vai cobrir, ele serve só para não se morrer num prejuízo completo.

A minha atual XR1200X é um exemplo. Na tabela, ela já não vale grandes coisas. Mas como ela sempre conviveu com outras motos e nunca foi a principal, ela é muito bem conservada, cuidada e levou muito tempo até ficar do jeito que gosto. É um xodó que eu faço o possível para manter, mas que se me levaram ou sofrer uma perda total, não vou conseguir outra igual. E nem vou querer.

Por isso, acho muito estranho quando alguém simplesmente não liga se a moto será roubada só porque ela tem seguro. Mesmo pra quem troca de moto todo ano, o prejuízo com troca a de documentos, pagamento de um novo seguro,  a desvalorização que você tem ao sair da autorizada, não me parece o suficiente para pensar: dane-se, tenho seguro.

Meu conselho é: sim, tenha seguro. Mas também previna-se e mantenha uma pequena reserva financeira (ou grande se você conseguir) para o caso de emergências. Isso sim é o suficiente para que eu durma um pouco mais tranquilo.

Como proteger sua moto contra furtos e roubos

ou “Os segredos de um ladrão profissional”.

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Preconceito é preconceito em qualquer situação

Postface

Eu tenho uma filha, e também tenho um filho. E não crio nenhum deles com pesos e medidas diferentes. Mas também não crio como se eles fossem iguais. Nenhum ser humano é igual ao outro.

Acho que já passou da hora do mundo parar de tentar colocar as pessoas em caixinhas. Em moldes pré-fabricados, tentando justificar ações e comportamentos com base na raça, orientação ou gênero.

Estamos em 2016. Um novo milênio começou já faz um puta tempo. Como diria aquela velha propaganda, tá na hora de se rever alguns conceitos.

Vejo vocês na estrada. Lá, somos todos iguais.