Janus Motorcycles

A Janus Motorcycles é uma empresa que parece ter levado o conceito de old school as últimas consequências, e produz motos de 50cc artesanais, no melhor estilo das motos do começo do século. O tipo de moto que atrai a atenção do pessoal moderninho das grandes metrópoles americanas, que precisa de algo simples e com baixo consumo de combustível para se deslocar nas cidades, mas que ainda tenha estilo e apelo visual.

Para criar a marca, os fundadores da empresa se inspiraram nas mopeds (como são conhecidas nossas mobiletes por lá), e em como muitos jovens as estavam customizando para andar na cidade ou pequenas viagens (algo que já foi postado aqui). O resultado você confere nas fotos. Para saber mais, o site deles é janusmotorcycles.com.

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50 anos de moto por aí

Documentário sobre os pilotos fora de estrada Paul Rodden e Larry Murray, que há 50 anos estão fazendo o que mais gostam: andar de moto por aí. Dica do Hugo Leonardo Motter.

Gostei da frase de abertura e vou adaptá-la: “Os homens não param de rodar porque ficaram velhos, eles ficam velhos porque pararam de rodar.”

Retrato de um colecionador de motos

Não entendi quase nada, está em Francês. Mas admirei mesmo assim.

Update: aparentemente estou ficando velho. O Vimeo agora tem opção de legendas e eu nunca percebi. Obrigado ao Thomaz que deu a dica, podem conferir as legendas em Inglês. Agora entendi e gostei ainda mais…

A origem das coisas: Motoqueiros e Cowboys

Arte de David Mann

Arte de David Mann

Já faz um tempo que o Pena me pediu para contar um pouco mais sobre o biker blanket, aquele cobertor que você costuma ver amarrado sobre as motos. Mas a verdade é que esse cobertor é apenas parte de algo muito maior que influenciou a cultura motociclística: os cowboys.

E o motivo é simples: a figura do cowboy é profundamente enraizada no inconsciente coletivo americano. E apesar do período que conhecemos como o “velho oeste” ter durado poucas décadas, ele foi extremamente decisivo para a construção da imagem e cultura dos EUA.

O resumo da história é simples: em meados do século 19, imigrantes desembarcavam no outro extremo da América, em lugares como Nova York, e partiam a cavalo em direção ao oeste, em busca de riquezas ou terras que eram oferecidas pelo governo para quem desbravasse e povoasse novos territórios.

Essas pessoas eram aventureiros e empreendedores, verdadeiros pioneiros. Mas como é de se imaginar, muitos não chegavam no destino. Fosse por doença, conflito com povos indígenas, fome ou exaustão, não era incomum que metade de uma família morresse no caminho.

Por isso a figura do cowboy, cruzando os EUA em busca da mítica “fronteira”, se tornou um mito idealizado e romantizado naquele país, inspirando um incontável número de histórias. E sendo assim, ele não poderia deixar de influenciar outro grande mito de lá: as motos Harley-Davidson. Como quem anda de moto também tem espírito de aventura, não demorou para que os primeiros motociclistas se inspirassem no velho oeste e trouxessem para as Harleys muitas das coisas que seus heróis do passado usavam.

Alguns exemplos:

- O estilo de montaria do oeste americano usava selas largas, com a parte de trás mais alta e estribos mais à frente do que os europeus. Isso foi uma grande influência no estilo de pilotagem das Harleys, inspirando os bancos de mola clássicos e as pedaleiras avançadas.

- Os alforges de couro, usados nos cavalos para levar o material de acampamento, são basicamente o mesmo alforge que usamos até hoje nas motos.

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O alforge de montaria é tão parecido com o de motocicleta, que algumas pessoas optam pelo primeiro para dar um estilo diferente na moto.

Um cowboy moderno levando sua bedroll.

Um cowboy moderno levando sua bedroll.

- O biker blanket mudou muito com o tempo, e nos anos 70 ganhou o estilo mexicano que faz sucesso até hoje. Mas eles são nada mais do que os bedrolls usados pelos cowboys, uma espécie de saco de dormir primitivo (e muito confortável), que era tudo o que eles precisavam para acampar. O mesmo princípio serviu para os motoqueiros dormirem na beira da estrada.

- A famosa Rota 66, destino turístico de muitos motociclistas, percorre boa parte do mesmo caminho feito pelos primeiros pioneiros em busca do oeste.

- As luvas amarelas, que todo mundo pergunta de onde vieram, eram muito usadas para montaria. Até hoje é comum encontrar pessoas que cavalgam com elas.

Esses são apenas alguns exemplos, mas vocês com certeza vão encontrar outros. Curiosamente, o mito do cowboy é um dos simbolismos do filme Easy Rider, inclusive inspirando o visual do personagem de Dennis Hopper. Logo no começo do filme, há uma cena onde ambos consertam o pneu de uma das motos ao lado de um fazendeiro que está trocando a ferradura de um de seus cavalos. E, assim como os cowboys, eles também estão atravessando os EUA em busca da “fronteira”, que no caso deles é a viagem de ácido ao final do filme.

Mas isso é assunto pra outro post…

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O que você carrega consigo? Edição especial

Faz um tempo que parei de postar a série “O que você carrega consigo?” por causa de uma das fotos que me foi enviada recentemente. Não que eu tenha desistido da série, mas é que a história que veio junto com ela mexeu comigo de tal forma, que estou há semanas tentando fazer este post. Confesso que essa é a primeira vez que tenho uma enorme dificuldade em transformar em palavras o que quero dizer para vocês.

A foto em questão é essa:

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A primeira vista, é mais uma com muitos dos itens que vemos nas demais fotos enviadas pra cá. Se não fosse por um detalhe: o ursinho no chaveiro… O autor, que vai permanecer anônimo, explica a presença de um item tão destoante das correntes, canivetes e couro preto vistas nas outras imagens:

Gostaria de explicar o que significa esse ursinho-porta-remédio do meio. Ganhei da mamãe. Ele comporta os meus retrovirais, nos quais se eu não os tomo todo dia, morro.

Descobri recentemente a minha condição. Passei por um divórcio terrível, no qual praticamente sobrou apenas a minha moto, e alguns (poucos) pertences. E claro, ganhei de “brinde” essa doença maldita de minha ex-mulher, que me passou isso. E lógico, não é nenhum mar de rosas; além do preconceito, é dureza acostumar com os remédios…

Não sei bem o que busco com esse desabafo. Talvez que AIDS, HIV, ser soropositivo, pode estar ao alcance de qualquer um. Não precisa ser promíscuo, ou drogado. Sempre vivi da forma correta o máximo que pude, e deus sabe que meus maiores crimes sempre foram de sempre colocar escapamento esportivo em motor V2, beber uma cerveja em casa ou com os amigos, e fumar um cigarro em alguma beira de estrada, enquanto admirava a paisagem.

Também tive sonhos. Como qualquer motociclista badass mothafucka. Queria desbravar estradas, ir até o Chile, Ushuaia, Alaska, e tudo quanto é canto do Brasil. Agora tenho que redescobrir como alcançar isso. Aliás, tô numa fase de redescobrir uma porrada de coisas. O mais foda, claro, é descobrir como não desistir de viver. Porque querer viver é instintivo, mas o resto…

Mas no meio desse caos que minha vida virou, vi que minha paixão pelas 2 rodas continua forte. Quando passo mal, ou quando tenho que esconder as minhas lágrimas, nada me deixa mais meditativo.

“As long as I have life in my bones, I shall ride. Ride to live, live to ride.”

Assim como ele, não sei o que quero dizer com esse post. Que a vida é preciosa e devemos aproveitá-la ao máximo, já é um clichê que estamos cansados de saber. Mas apesar de sabermos disso, muitas vezes não praticamos isso. E esquecemos dos perigos. Um capacete que não protege. Uma briga besta no trânsito. Uma noite de sexo sem proteção. De repente, sem mais nem menos, tudo muda.

Eu voltei a perguntar ao autor sobre a relação dele com a moto e a doença. O que ele escreveu de volta, é uma lição:

Quando pensamos em AIDS, inevitavelmente pensamos em morte. Quando descobri que tenho, achei que ia morrer. E aí que se começa o processo de dar valor nas pequenas coisas, que estão ligadas a vida. Discussões ideológicas, políticas, sociais… Pessoas que reclamam de seus casamentos, ou dos filhos, ou até mesmo da alimentação (veganos, fast-food)… Me dá uma sensação de que esses problemas são apenas uma contínua necessidade do homem procurar problemas. Ou motivos para não viver. Lógico que tudo isso tem sua importância, mas elas simplesmente ficaram menores pra mim.

Com isso, percebi o quanto deixei de aproveitar mais, as coisas simples. Sempre quis viver. Todos querem. Mas deixamos isso de lado. Não com o trabalho, ou os afazeres. Nos momentos livres mesmo. Quando deixamos de aproveitar cada segundo por ócio, preguiça, ou desculpas.

Sempre vi que tudo se simplifica, quando se está em cima da moto. É um prazer puro. Não há negação, não há rejeição. Não há rótulos, não há preconceitos. Há um prazer de se estar vivo, com o vento na cara.

Quando comecei o tratamento com os rémedios, os tais retrovirais, passei muito mal. E tudo dava mais desespero ainda. O preconceito, a rejeição, amores perdidos. Auto-isolamento. Afastamento do trabalho. O medo da morte. Mais as tonturas, enjôos, que não ajudam em nada numa hora dessas. Porque tudo começa junto, entendeu? O diagnóstico, a própria aceitação, os exames, o mal estar, a cara de choque que as (poucas) pessoas fazem quando você conta sua condição… É tudo uma grande merda.

Lógico que com tudo isso, morria de medo de andar de moto. De cair daquela porra. De me fuder ainda mais, se é que era possível. Mas no dia que consegui, senti tudo que sempre senti. E me sinto tão bem, tão completo, que percebi que mesmo com as vertigens, elas meio que sumiam em cima da moto. Nem todas as tristezas somem, claro. Mas ninguém vê sua cara nessa hora, então beleza. E na moto, entendi que não chorava porque ia morrer. Chorava porque queria viver. Pra mim, na moto, as coisas voltam a fazer sentido. Os parafusos que despanaram na minha cabeça, e saíram, voltam pros lugares.

E aí você volta a viver. Ou começa a viver.

Amém, irmão.

Softail do Cristiano

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Na linha do post “Sportster do Papito“, vamos contar mais uma história de alguém que resolveu meter a mão na massa para customizar sua moto. Dessa vez, é a Softail do Cristiano Zagonel, um projeto extremamente ousado feito por alguém que não tinha experiência em customização. Um ótimo exemplo para quem está criando coragem para começar a fazer o seu.

O.D.C.: Modelo e ano da moto?

Cristiano: Harley Davidson Softail FXST 2008

O.D.C.: Como foi fazer a moto na garagem? Teve problema com os vizinhos?

Cristiano: Disparado a maior dificuldade em fazer uma customização na garagem é a falta do espaço adequado para dispor a moto e as ferramentas. A iluminação não era a mais adequada e todos os dias eu tinha que descer com as ferramentas que ia usar, depois levar de volta. Não tive problemas com vizinhos porque deixava para fazer as poucas atividades que faziam barulho durante o dia. Inclusive o pessoal ficava curioso, pois não é todo o dia que se vê um maluco desmontando uma Harley na garagem.

O.D.C.: Fale um pouco mais sobre como foi botar a mão na massa. Você já tinha alguma experiência?

Cristiano: Eu sempre quis ter uma bobber e, quando comprei essa moto, fui atrás de customizadores na região de Porto Alegre. Eu tenho muitas idéias, mas não tinha experiência nenhuma com customização colocando a mão na massa. Fiz orçamentos e conversei com eles sobre como fariam o projeto. Quando entendi que eles trabalhavam mais como “gerentes do projeto” do que “fabricantes de peças”, e que a maioria dos fornecedores deles eu mesmo já havia pesquisado na internet, percebi que, talvez, eu pudesse tentar fazer sozinho. Se não desse certo, eu entregaria o pacote para um deles e pagaria o preço.

Eu sempre fui aquele cara que dizia, “eu não tenho o dom, então pago pra quem tem”, mas de um tempo pra cá, decidi que estava na hora de começar a meter a mão na massa e aprender. Comecei fazendo várias pequenas coisas para minha casa e todas essas pequenas experiências deram a base para eu sentir que podia tocar o projeto.

O projeto começou com muita conversa com o Marco Fusco, que é o fabricante de paralama e banco que a maioria dos caras daqui comprava. Queria algo plug’n’play para a moto, com a capa para a bateria, mas ele não tinha nada assim para Softail injetada, então senti que a bronca de adaptar ia ficar toda na minha mão. Tirei as medidas do pneus conforme ele me instruiu, encomendei o paralama e o banco com as molas tipo alicate. Para a capa da bateria, ele simplesmente me disse “cobre tudo com fita desiva e aplica fibra de vidro”. Nunca tinha mexido com fibra, mas entendi o recado. Em paralelo, comprei a lanterna, os piscas e as manoplas. Como meu custo tava muito menor que os orçamentos, decidi intervir na dianteira também, então encomendei um guidão novo e retrovisores old school. Comprei um jogo de chaves allen, um jogo de chaves Torx, consegui um jogo de chaves em polegada, e por aí vai…

Screen Shot 2014-07-03 at 10.29.04 AMCom tudo na mão, parti pra cima da moto e comecei a tirar tudo que julgava supérfluo. Pedais traseiros, capas da correia, banco… quando cheguei no paralama traseiro, não conseguia soltar os parafusos. Cheguei a torcer os dentes da chave Torx e aí tive que ir no mecânico do meu carro para ele me dar uma força. Tive que comprar um bit para parafusadeira para poder sacar. Volta pra casa, desmonta tudo de novo, e aí tive a primeira visão da coisa.

Sem o excesso de peças, começaram a surgir os pontos onde eu poderia fazer a fixação das novas peças com o mínimo de intervenção possível na estrutura da moto. A idéia sempre foi fazer algo reversível, utilizando apenas peças roscadas, sem solda, pois esse é um território que eu ignoro totalmente. Comecei pelo simples… suporte dos piscas dianteiros, suporte da placa/lanterna traseira, suporte dos piscas traseiros, espaçadores para fixação do banco no quadro. Nesse momento, meu maior companheiro era o paquímetro. Posicionava a peça, media, media de novo, media mais uma vez. Fazia moldes em papelão e ia concebendo as peças, fazendo os desenhos delas em Excel mesmo.

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Consegui um torneiro que presta serviço para a empresa que trabalho e ele foi o mago que transformava as minhas idéias em peças. Até hoje não sei especificar uma rosca de parafuso. Eu entregava o desenho e dizia pra ele: “Tá vendo essa peça? Ela vai roscada nesse parafuso”. E assim as peças foram sendo criadas.
Fixei o banco no quadro da moto, e esses dois furos foram a primeira intervenção definitiva na moto. Fiquei meia hora medindo para 30s de trabalho.

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Quando fui trabalhar na fixação do paralama traseiro, pesquisei criticamente vários projetos, procurando entender como os customizadores resolviam isso. Posicionei o paralama com espaçadores de madeira, na altura que eu queria, e comecei a trabalhar nas peças.

O desafio que criei para mim era de fixar o paralama com apenas 2 furos na balança da moto e sem solda nenhuma. Com o paralama posicionado, fiz um molde de papelão da chapa que abraçaria o paralama. Não imaginava que o torneiro conseguiria transformar aquele papelão em uma peça. Mas ele fez.

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Só que tinha um porém, o perfil da peça feita não fechava 100% com o paralama, e eu não tinha nem uma esmerilhadeira.

Então eu posicionava os dois, marcava onde dava a interferência, e levava na ferramentaria da empresa onde trabalho para ajustar. Fazia um pouco, levava pra casa e testava. Marcava as novas interferências e fazia tudo de novo. Foram uns 3 ou 4 dias nessa maratona. Por fim acertei, tudo, remontei a moto e mandei para uma oficina daqui para o desmontar o garfo dianteiro, mandar tudo para a pintura e fixar a base das hastes do paralama, que seriam posicionadas no eixo traseiro da moto.

Screen Shot 2014-07-03 at 10.36.15 AMEnquanto esperava, foi atrás de alguém que fizesse a pintura. A idéia era trocar a cor para um marrom fosco, meio envelhecido, com poucos detalhes. Encontrei o lugar, fiz o orçamento e dexei em stand-by. Ainda nesse meio tempo, descobri na internet uma Heritage que foi pintada em vermelho fosco, e lixada para envelhecer a pintura. Adorei a idéia e decidi eu mesmo experimentar pintar a moto, já que o acabamento ia ser meio tosco mesmo. Fui numa loja de tintas automotivas (sem saber nada sobre o assunto) e expliquei a idéia pro vendedor. Saí de lá com uma lata de spray vermelho fosco, uma de primer, peguei o paralama que ainda não estava pintado, lixei bem, apliquei o primer e pintei com o spray.

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O resultado ficou muito bom. Então decidi que iria pintar tudo. Quando a moto retornou, terminei de ajustar as hastes do paralama e pedi ajuda pro meu irmão, que é meio metido também, com a retirada do tanque e pintei tudo. Aproveitei para retirar a buzina original (que não serve pra nada) e instalar uma buzina dessas de R$12,00 (que também não buzinam nada, mas são mais discretas). Também retirei o jogo de pedaleiras Kuryakyn que vieram nela e vendi. Comprei uma pedaleira original, coloquei uma rodinha de skate no pedal do freio e comprei um parafuso, uma porca e uma borrachinha de pedal de cambio de R$2,00. Adicionei um toque pessoal com um custo ridículo.

Screen Shot 2014-07-03 at 10.38.52 AMTambém tinha que resolver a questão do módulo que fica preso no paralama original. Os customizadores profissionais alongam o chicote e posicionam entre o tanque de óleo e a balança traseira, mas isso estava fora de cogitação para mim. Minhas ações para esta peça eram limitadas e eu só tinha como fixar embaixo do banco. Até hoje tenho um pouco de medo que o banco possa bater nela, mas até hoje a capa da bateria tá integra, sinal que o banco não desce o suficiente.
Resolvido tudo isso, hora de fazer a capa de fibra de vidro. Lembra do “cobre tudo com fita”? Barbada!

Depois foi cobrir com massa plástica e lixar, lixar, lixar. Primer e tinta spray.
Tudo concluído, hora de colocar o tanque de novo e fazer a parte elétrica. Chamei meu irmão de novo, que me ajudou a posicionar o tanque e soldou toda a fiação dos piscas e da lanterna traseira. Projeto concluído!

As alterações estão regularizadas junto ao Detran e constam no documento da moto. Depois disso, ainda fiz mais algumas intervenções. Adesivei as caveiras no tanque, troquei o filtro de ar, retrabalhei os manetes e fiz o meu suporte de skate. Como diria o Roland Sands: “Uma moto nunca está pronta, está apenas pronta por hoje”.

Ficha técnica

As únicas coisas que não foram feitas em casa foram a fabricação das peças metálicas, cromagem, estofamento do banco e pinturas eletrostáticas. As peças modificadas foram:

- Banco tipo selim feito pelo Marco Fusco;
- Paralama feito pelo Marco Fusco;
- Retrovisores e manoplas old school;
- Guidão Wingscustom;
- Filtro de ar Screaming Eagle, pintado por mim;
- Piscas tipo bullet e lanterna old school;
- Pintura do garfo dianteiro e do corpo do farol;
- Corte das pontas, furação e pintura dos manetes.
- Soluções home-made como roda de skate no pedal de freio, pedal de câmbio e buzina;
- Pintura home-made;
- Peças metálicas em geral e suporte de skate feito pela MP Matrizaria.

Antes e depois

Antes e depois Antes e depois2 Antes e depois3 Antes e depois4

SporTV, o canal perdedor

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Excelente corrida neste final de semana, mas que infelizmente os fãs não puderam acompanhar pois a transmissão do SporTV foi cortada no meio para mostrar uma entrevista com jogadores da Alemanha.

Chuva e troca de motos no pit, Rossi larga por último e chega em 5, Marquez bate o recorde e se torna o piloto com mais vitórias consecutivas em uma temporada, a Ducati volta ao Pódium, Lorenzo cai para 13º, foram apenas algumas emoções da corrida. Infelizmente ninguém no Brasil que não tenha um MotoGP livepassa pode acompanhar tudo isso.

Eu entendo que o Brasil é o país do futebol, mas o SporTV age como se não houvesse mais nenhum outro esporte no planeta. É uma pena que a ESPN não tenha os direitos de transmissão no Brasil, ela sempre respeitou os fãs de moto e faz um ótimo trabalho com a Superbike, que tem bem menos audiência no mundo afora que a MotoGP, mas que se dá bem por aqui justamente pela competência do canal.

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UPDATE: Para deixar claro, estamos falando da transmissão em HD e do pacote básico. A corrida foi jogada para o SporTV 3, que não faz parte de todos os pacotes e não possui HD. Quem acompanha pelo SporTV 1 e 2, não pode ver a corrida. Faria muito mais sentido mostrar a entrevista no SporTV 3 e deixar a transmissão rolando até o fim no SporTV 2. E se o canal não liga para a MotoGP em HD, deveria parar de fazer merchandising no meio da corrida dizendo para os telespectadores pedirem o SporTV em HD, alegando que a corrida fica “mais emocionante”.

Depois não sabem porque odeiam a gente

Motoqueiro já tem uma vida difícil, ninguém gosta da gente. E são atitudes como essa que só pioram a situação. Só que nesse caso o karma foi instantâneo, já que testemunhas disseram que o motorista não teve culpa e mesmo assim pediu desculpas… Se algum dos envolvidos quiser mandar uma mensagem para confirmar se é verdade ou não, os comentários estão abertos.

E antes que comece o mimimi, aviso: não é porque só ando de moto e mantenho um site sobre motos que vou defender todo e qualquer motoqueiro. Motorista faz muita merda sim, mas tem um pessoal de moto em São Paulo que abusa demais. Passo nesse túnel constantemente e é comum ver motos a mais de 100km/h fazendo a curva sem visibilidade nenhuma no corredor (já que o trânsito aí é constante o dia todo) e depois xingando os motoristas que tentam mudar de faixa (a maioria, até sinalizando corretamente, acostumados com o alto número de motos no local). Outro dia vi um ultrapassando outra moto no próprio corredor e levando um retrovisor no processo.

As duas vezes que tive brigas de trânsito na região, foi com outro motoqueiro. Triste. Cadê a camaradagem entre nós?