“Baixo Custom”

A matéria e fotos abaixo foram extraídas da Revista Trip (link para a página). Particularmente, é algo que tem me interessado muito ultimamente, acho que as motos devem ser democráticas, por isso gosto muito de ver gente enveredando por esse caminho.

O post que eu fiz sobre a moto do filme Os Homems Que Não Amavam as Mulheres, mostra um pouco da tendência de se customizar motos de baixo custo, usando mais a criatividade do que o dinheiro.

Não é preciso desembolsar enormes quantias para ter uma moto dessas. São as Low Budget Bikes: “Não tem a ver com grana, tem a ver com estilo de vida”

No cantinho de um evento de customização de motos lotado de Harley-Davidson e outras marcas de mesma pompa, uma tenda desvia-se do padrão. Expõe uma moto feita a partir de um modelo que custa consideráveis cifras a menos que a famosa marca americana. Poderia ser só mais uma magrela repaginada, mas é o sinal de uma transformação recente no universo das motocicletas trabalhadas. É a chegada das low budget bikes, feitas com muito estilo, mas nem tanto dinheiro.

“Usamos a criatividade para criar em cima de uma moto de mecânica barata”, explica o customizador Geraldo Targino no tal evento, o Two Weels Brazil, realizado em outubro, em São Paulo. “Isso, no mundo, começou há uns cinco anos e se transformou em uma cultura. O problema é que aqui no Brasil essa galera ainda quer estar em cima de uma Harley. Não associaram que essa cultura tem a ver com o momento do mundo. Mas lentamente estão absorvendo a ideia.”

Targino conheceu a história quando estava morando na Espanha, há cerca de três anos. Na época, ele também só trabalhava com Harleys, mas sentiu que era hora de apostar na customização de modelos mais baratos. “Na verdade você pode usar esse princípio para tudo, tem que aprender a se virar com pouco. Dá pra fazer com bicicleta, skate, roupa… pega uma peça que não tem graça, transforma do jeito que quiser e vira uma peça única.”

Com essa ideia em mente, fez as motos que ilustram estas páginas. Transformou radicalmente peças que beiravam os modestos R$ 4.000. E fez isso também sem gastar muito: a reforma mais cara não passou dos R$ 8.000. “A palavra da moda é sustentabilidade. É preciso perceber que esse termo vale para muitas coisas além do meio ambiente.” Targino percebeu. E se deu conta também de um significado distinto para seu trabalho de customização de motos: “Não tem a ver com grana, tem a ver com estilo de vida”.

2 ideias sobre ““Baixo Custom””

  1. Tá, concordo pra kramba com a ideia, é basicamente o espirito do motociclismo em ação pois você não depende da marca e sim da motocicleta, só precisamos de mais motocicletas de média cilindrada a um preço justo no país, pq falando sério, aquela puxada do motor também faz toda a diferença! Foda é uma biz valer mais de 5K quando deveria ser vendida por 1,5 daí o preço aumenta em progressão com a cilindrada. Tá na hora da galera parar de comprar só pra mostrar pro vizinho e começar a se preocupar mais em SER ao invés de TER.

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