Oficina em casa: a criatividade em primeiro lugar

JbirdVamos ser sinceros: muitos de nós sonham com uma garagem enorme, repleta de ferramentas bacanas, adereços nas paredes, com um frigobar para tomar uma gelada com os amigos, enquanto trabalhamos ou simplesmente admiramos a moto. Infelizmente, isso é uma realidade para poucos.

Espero que um dia todo mundo possa realizar esse sonho, mas a verdade é que não importa o espaço que você tem, e sim o que você faz com ele. Com criatividade dá pra improvisar e ser feliz, mesmo morando em prédio, ou com pouca grana para comprar equipamento.

Hecho a Mano
Garagem do Hecho a Mano.

O Hadys do Jurassic Machines, restaurou motos na varanda do apê dele, lavando peças no tanque, e depois transportando elas desmontadas no elevador de serviço. (Confira aqui e aqui.) E quem já viu alguma delas de perto, pode conferir que ele criou motos incríveis assim.

Já o Pedrão do Hecho a Mano, está reformando a Dercy na garagem do prédio onde mora. O cara fez um post muito completo sobre o assunto, você pode ler na íntegra aqui.

Tem também a bela Bobber do Carnoficina, feita em um espaço parecido, o vídeo da construção dela está aqui.

Eu tenho uma garagem parcialmente aberta, por isso me viro com um pequeno quarto convertido em oficina no fundo da casa. Quando preciso trabalhar na moto, levo um banquinho e uma caixa com as ferramentas mais importantes pra garagem, ou trago a peça que vou mexer para a oficina. É questão de ver o que funciona para você, e ir se adaptando de acordo.

Meu espaço de meditação zen.
Meu espaço de meditação zen…

Outro ponto polêmico é a qualidade das ferramentas. Tem gente importando Snap-On a preço de ouro, e comprando ferramentas de altíssima qualidade, como medidores profissionais. Já virou quase um tabu falar de outra coisa com elas.

... e o aviso na porta.
… e o aviso na porta.

Eu tenho uma visão mais simples: você precisa de boas ferramentas, não ótimas. Quem precisa das ótimas é quem trabalha 5 dias por semana com isso. O mecânico amador pode muito bem se virar com outras opções de qualidade. Claro, sempre fuja das chinesas e marcas “barbante”. Uma chave torx de qualidade ruim vai espanar o parafuso ou quebrar na hora mais imprópria, mas no geral, não precisa ser a mais cara da loja.

Usei por muito tempo a linha de ferramentas de aço cromo-vanádio da Mayle, que são a segunda linha da Belzer, assim como a Tramontina Pro. São duas opções com um ótimo custo-benefício, mas existem muitas outras.

Hoje minhas preferidas são as Craftsman, que infelizmente são difíceis de achar no Brasil, mas que lá fora são conhecidas como a “Snap-On do homem comum.“ Não custam muito, são bonitas, e ainda tem garantia para a vida toda. Se você quebrar uma, é praticamente só mandar pra Sears que eles te devolvem uma nova. Herdei algumas do meu avô, muitas com mais de 50 anos de uso, e que continuam funcionando.

E você? Se quiser compartilhar seu espaço, é só mandar o link nos comentários.

A garagem dos sonhos de muita gente.
A garagem dos sonhos de muita gente.

12 ideias sobre “Oficina em casa: a criatividade em primeiro lugar”

  1. Bayer é um sonho sim!
    Oficina é algo que toca e não sei como explicar… uma questão de identidade e complemento da moto! É um lugar que faz sentido, assim como o Zen Budismo eu apenas me encontro. Atualmente não possuo uma oficina em casa e ando em falta com o Zen, mas estou sempre com ideias sobre projetos e dentro do possível vou adiquirindo ferramentas já arquitetando um lugar de prática.
    Como consolo, eu sempre troco as peças de reposição da minha moto, um ajuste aqui outro ali e pelo simples e prazeroso ato de fazer!

    Mais um post perfeito!

    Abraços

  2. Manutenção periódica eu deixo por conta do Adriano Godinho, mecânico que já faz esse serviço na minha moto há cinco anos.

    Quando acho que a coisa vai ser mais complicada, prefiro deixar na vaga da garagem para ir mexendo conforme tenho tempo, e com a ajuda do próprio Adriano, porque não dá para ficar ocupando vaga em oficina esperando peça ou procurando defeito.

    Estou nessa situação há um mês, quando começou um engasgo quando fecho o acelerador. Sem erro no log, deve ser mecânico e nessa já achei alguns defeitos do uso como suporte do coletor frouxo, linha de combustível mostrando desgaste, limpeza de bicos (a segunda em sete anos) e descobri mais umas besteiras no conjunto de bomba/filtro de gasolina que fica dentro do tanque.

    Não é uma oficina, nem tenho elevador. Busco solução na web e desço com a mala de ferramentas antigas (não tenho nem ideia da marca, são do tempo que mexia em opalas), mas estão cumprindo o papel delas.

  3. Pois é sempre reservei um espaço na minha garagem na casa anterior e nesta onde mor a 5 anos. Antes eu tinha mais espaço e com isso era menos organizado. Agora com espaço,mais reduzido, tive de orgamizar mais a coisa, e comprei armarios especícifos para ferramentas e também tive de reduzir minha bancada de serviços. Porém me considero bem servido de ferramantas, tenho um macaco próprio para motos, mais estou em busca de um elevador, para poder executar as revisões /reparos/ upgrades de minha moto e das dos amigos. Venho aos poucos adquirindo algumas ferramentas especiais para HD.

    Mais concordo com tudo que foi postado aqui , e vida o DIY.

    Abcs

  4. Adoro seu blog e está muito bom este post! Atualmente estou mexendo na minha motoca, mas moro em apertamento e vou fazendo como dá! Desço pra garagem com as ferramentas necessárias, subo com as peças que preciso mexer e por aí vai! Minha mãe fica reclamando pq as peças sobressalentes deixo em cima do guarda-roupas ou debaixo da cama, hahaha! Falta de espaço é algo crítico, mas prefiro mexer na minha moto e deixa-la do meu jeito, do que ficar insatisfeito e reclamando da vida pq não tenho espaço pra por a criatividade pra fora! ;)

  5. Pô baita espaço este seu,para pesquisas e interação. Curto muito o Blog. Também tenho oficina/garagem onde atendo os Brother’s,me divirto e ganho a vida.
    Valeu!

  6. nossa, como eu sinto falta de morar em casa. tb acho q temos de dar um jeito mas morar em apartamento e dependendo da garagem cara não dá pra fazer muita coisa. Espero sair dessa situação esse ano.
    E cara, parabéns pelo quartinho de oficina. É disso q gosto, pode ser pequeno mas se vc deixar organizado parece até maior.

  7. Olá Bayer, muito bom.
    Já mexi um pouco em minhas motos anteriores, mas para a atual, tenho uma dúvida que pode ser primária para muitos.
    Estou com uma FXDC 11 e estou para trocar o riser, por exemplo, porém com algum receio.
    A dúvida é a questão da pressão de aperto dos parafusos e porcas, para não espanar roscas.
    É realmente necessário ter um torquímetro e seguir à risca a pressão aplicada?
    Isso se aplica a todos os parafusos de uma manutenção básica (homemade), como pinças e pastilhas de freio, óleo do motor, etc.?
    Claro que não estou considerando apertar até onde não der mais, mas, com um bom aperto, quais os riscos?
    Abs

    1. É sempre bom usar o torquímetro nesse caso. Com medo de apertar demais, você pode apertar de menos e se ver com um guidão solto na estrada… Eu era um gorila na hora de apertar, estraguei muito parafuso. O torquímetro me ensinou a ter “feeling”.

      Um torquímetro de vareta (uso um desses até hoje) custa de 50 a 120 reais. Vale a pena comprar um.

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