H.O.G., agora na versão Indian

Para quem está tentando se diferenciar da Harley vendendo motos para “motoqueiros de verdade”, a Indian está cada vez mais seguindo os passos do marketing da própria Harley-Davison. No vídeo acima, Mike Wolf, do programa Caçadores de Relíquias, apresenta o novíssimo The Indian Motorcycle Riders Group, que aparentemente irá seguir os moldes do H.O.G. A única diferença foi a troca da palavra Owners por Riders.

Para quem não sabe, a sigla H.O.G. quer dizer Harleys Owners Group, e foi criada para ser um acrónimo de hog, que significa porco em inglês e também é um apelido carinhoso para as Harleys nos EUA. O nome é bem anterior ao grupo, e surgiu por causa de uma equipe de corredores que tinham como mascote um porco, e o colocavam em cima das Harleys quando ganhavam uma corrida.

Uma curiosidade: apesar de muitos grupos de proprietários de Harley existirem desde o começo da marca, o H.O.G. como conhecemos hoje surgiu apenas na década de 80, quando Willie G. e sua turma salvaram a Harley do buraco e começaram a decidir o que era ou não tradição da marca (mais sobre isso aqui e aqui.) Eles pegaram algo que havia surgido de forma espontânea entre seus consumidores, mas que há muito tempo havia sido esquecido, e transformaram em uma das ferramentas mais poderosas de marketing da empresa. Os executivos da HD costumavam dizer que eles não vendiam motos, e sim máquinas de se fazer amigos.

Mas aí fica a pergunta: qual será o nome do H.O.G. da Indian? T.I.M.R.G? Eles poderiam ter pensado um pouco melhor nesse nome. Sei lá, eu teria chamado de IRA: Indian Riders Association.

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14 ideias sobre “H.O.G., agora na versão Indian”

  1. Eu particularmente sou favorável ao H.O.G. ou este novo Indian e sei que a maioria detesta, faz piada, etc. Sinceramente não participo, motocicleta pra mim é liberdade, mesmo, sem regras ou horários, muito menos chapter’s me controlando ou dizendo onde eu ando, almoço, etc. Por este motivo também não participo de MC’s etc. Mas pra muitos caras que tem Harley’s o hog é praticamente a única oportunidade de rodar e experimentar a sensação. E digo mais, se a Indian quiser que a maioria dos seus compradores andem com suas motos e ultrapassem a quilometragem da primeira revisão apressem o IRA.

  2. Lendo essas coisas – e vim parar nesses espaços procurando saber se os outros que gostam das mesmas motos que eu usam Podium ou Premium, Michelin ou Dunlop – fico espantado como o motociclismo ficou cheio de regras quadradas, ranzinza.
    Comprei a moto pela essência da coisa, de tanto ver Harley parada no farol, na Barra Funda, fazendo aquele barulho legal
    das carburadas.
    A primeira lembrança que vem quando dou a partida é o fusca da minha infância, o carro do meu pai. Felicidade todo dia.
    Também comprei porque é bonita. Fico feliz de olhar pela janela e ver aquilo parado na porta.
    E também por causa do vento, e da estrada, como todos os outros que tem prazer em andar de moto.
    Mas só não subo na moto de havaianas, porque sei que a dor no tombo não vale o conforto e a satisfação temporária.
    Depois de ler algo sobre o jeito correto de ser motoqueiro, e acho motoqueiro sinônimo de motociclista, cruzei com um abutre na vizinhança de casa.
    Confesso que pela primeira vez, em vez de achar legal o escape barulhento dele, fiquei preocupado se ele tinha pensamentos sobre 1%er, regras e jaquetas corretas.
    Na dúvida, fiquei longe, em vez de aproveitar um bom momento. Não mudei meu caminho só para ouvir um ronco legal de motor, como já fiz muitas vezes.
    Interessante que poderia ser uma daquelas mesmas carburadas que motivaram a compra da minha moto.
    No final das contas, cair de cabeça nesse mundo pode torná-lo o oposto do que parece ser. Continuo curtindo minha liberdade, barulho e brilho dos cromados, bem longe de HOG ou MC. Não quero que uma moto preta com uma jaqueta vire motivo de preocupação.

    1. Honestamente, não precisa se preocupar. A maior parte dessa galera é amigável e adora bater um papo. Como tudo na vida, é só não ser folgado nem desrespeitoso. MCs por natureza chamam a atenção, e esses caras passam por algo que a gente não costuma passar: gente chamando eles pra briga por qualquer coisa pra provar que são valentões. Eu sempre fui bem recebido.

      Outra: como eu mesmo já disse em diversos posts, eu acho que moto é regra não combinam. É por isso que não faço parte de nenhum grupo, não tenho disciplina e nem muita vontade de seguir regras. Mas respeito, e admiro, porque essa galera é quem faz o motociclismo ser forte como é.

      O jeito correto de ser motoqueiro não existe. O que existe é uma tradição, uma história que explica porque certas coisas são como são. Não assino embaixo, apenas exponho fatos e origens.

      1. As Regras da grande maioria dos MCs são regras de condutas em estrada afim de evitar acidentes, quem puxa o trem das motos na grande maioria das vezes são os responsáveis pelo passeio e pelo clube, e no final utilizamos ferrolhos que são motociclistas que são responsáveis por alguma moto que possa ficar pra trás, quebrar ou coisa assim.
        Temos regras tbm na realização de festas, eventos e ações sociais que é o grande principio do moto clube.
        As regras servem pra sempre buscar o melhor pra todos sempre de comum acordo com os associados.
        Tudo que é feito em grupo tem que ser organizado e ter algumas regras, todos tem livre arbítrio pra saber o que é melhor pra cada um, mas rodar sempre em grupo, poder contar com pessoas sempre que precisar, tem dessas coisas ou se preferir ligue para dois ou três amigos e os convença a dar um passeio com vc pra não ir sozinho.

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