O marketing da Indian

O marketing da Indian é bem claro no seu objetivo. Apesar de ir atrás dos mesmos baby boomers da Harley (um estratégia arriscada já que é justamente esse o ponto fraco da HD) o foco é vender a Indian como uma moto para real bikers. 

É por isso que a campanha da marca aproveita a fama de motoqueiro de final de semana dos Harleyros, e vende a Indian como o opção para quem realmente roda de verdade (mais sobre isso aqui, aqui e aqui).

Se isso é válido ou não, é assunto pra outro post. E o que é um motoqueiro de verdade, é uma discussão altamente subjetiva, onde cada um tem um ponto de vista diferente e nunca vai se chegar a uma conclusão.

Mas o vídeo usa uma imagem forte, a de uma pessoa tatuando o escudo da Indian, um sinal de compromisso com a marca, quase uma ideologia. A Harley costumava dizer em um de seus anúncios que ninguém nunca havia tatuado o nome de uma moto japonesa no braço (o que é uma grande mentira, mas deixa pra lá).

A Indian, pelo visto, acaba de entrar nesse território.

11 ideias sobre “O marketing da Indian”

  1. Essa história de o que/quem é Real Biker realmente não chega a lugar nenhum. Muito subjetivo em um mundo que teoricamente deveria ser “livre”, que é o que a maioria das marcas vendem: a Liberdade

    Sobre as Tattoos hoje em dia nem sei o que dizer, compromisso com a marca ou querer dar uma de Badass, ou pior ainda se deixar levar pelas ações de marketing da marca?

  2. Gosto das motos Indian. E das Triumph. E das Harley tb. O que vale é o espírito, o prazer de pilotar. Agora é claro, cada marca vende o seu produto da forma que achar melhor… Mas deixemos essa briga pra eles, que são fabricantes. Cada um curte o mundo duas rodas da maneira que o bolso aguenta… Ou de japonesas, ou de européias, ou americanas… Tem público pra todos os gostos (e bolsos). Grande abraço!

  3. Besteira total esse negócio do cara ser um biker de verdade ou não, parece que só alguns “escolhidos” seriam dignos de ter essa ou aquela moto, se tal moto é pra motoqueiro de verdade…o espírito do motoqueiro está dentro de cada um, nem que ele possa se manifestar apenas algumas horas num fim de semana por conta de sua vida atribulada e responsabilidades. Não gosto de frases feitas, mas vi umas esses dias que serve pra muitas situações: “Não há necessidade de consultar um psicólogo para saber que quando você denigre o outro é porque você mesmo não consegue crescer e precisa que o outro seja rebaixado para você se sentir alguém” Papa Francisco (pelo meno falaram que é dele…)

    1. Conheço uma citação parecida, mas do Sun Tzu no arte da guerra. Não achei em português, mas a do livro que tenho diz:

      “If you find yourself criticizing other people, you’re probably doing it out of resistance. When we see others beginning to live their authentic selves, it drives us crazy if we have not lived out our own.”
      – The Art of War.

  4. Tatuar uma marca comercial na pele é uma coisa grotesca.
    Por mais que se ame uma moto, você é quem a comprou, e não o inverso.
    Bem diferente de tatuar um V-2, que é um estilo de motor, e caracteriza uma opção de pilotagem. Ou tatuar o escudo do MC/MG, quando este vale a pena ter como paixão que te conquistou.

  5. Bom, sobre a tatuagem, o gosto é de cada um, sobre a forma que a indian está tratando o marketing, acho desnecessário e pessoas ligadas nessa área dizem que pode ser um tiro pela culatra. Sobre motoqueiros de verdade…estranho isso né: “motoqueiros de verdade ou de mentira”, pra mim qualquer um que se propões a subir em uma moto, seja pra viajar ou ir ao trabalho é motoqueiro, afinal tudo te leva a andar de carro, mas não, o cara vai lá e vai de moto, então…

  6. Quanto ao marketing, pouco criativo, parece baseado ou copiado dos outros. Até a logomarca da Coca-Cola foi aproveitada. Traz a ideia de que o produto é uma imitação, embora a moto seja contemporânea ou até antecessora às outras.

  7. Vale lembrar que a Indian é mais antiga que a Harley e que foi/é (e acredito que continuará sendo) uma das mais respeitadas marcas de motos do mundo! Outra coisa: quem aqui vai dizer que a Triumph não faz grandes motos? Alguém crucificaria marcas consagradas como a Honda? Suzuki? Yamaha? Ducati? Enfim… marcas que evoluiram p caramba e mantém o mercado aquecido e recheado de novidades? Qdo os “técnicos e especialistas” no assunto falam de motos, sempre mencionam a grande evolução neste ramo nos últimos 20 ou 30 anos e sempre apresentam as motos esportivas como sinônimo desta evolução. Nesse quesito, podemos até afirmar que a HD “ficou p trás”, não que não possa fabricar coisas mais avançadas, mas p q prefere vender esse “estilinho HD de ser” q acaba sendo confundido c tradição (?)… Essa convera sobre marcas e fabricantes vai longe, eu adoro (e almejo) uma HD, mas jamáis poderemos menosprezar grandes marcas como as já referidas e outras q por ventura eu tenha esquecido.

  8. Deixando a tradição ou marketing como queiram chamar, eu vejo que isso vende muitos subprodutos, pra quem gosta e prato cheio,,,eu não vejo muinto isso da parte da honda que vende motos de baixa cilindradas e olha que da pra fazer cada coisa legal,,,Agora uma coisa que noto e o seguinte parece que as Harleys, Indias, as americanas em geral e o tipo de moto que vc consegue aprender e trabalhar em cima dela em sua garagem enquanto que outras nao.

  9. Tenho 57 anos, possuo uma drag star 650, mas espero comprar uma Indian dentro de 1 ano. É um sonho há mais de 15 anos. Nova ou usada, vou ter uma Chief!!

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