O que você carrega consigo? Edição especial

Faz um tempo que parei de postar a série “O que você carrega consigo?” por causa de uma das fotos que me foi enviada recentemente. Não que eu tenha desistido da série, mas é que a história que veio junto com ela mexeu comigo de tal forma, que estou há semanas tentando fazer este post. Confesso que essa é a primeira vez que tenho uma enorme dificuldade em transformar em palavras o que quero dizer para vocês.

A foto em questão é essa:

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A primeira vista, é mais uma com muitos dos itens que vemos nas demais fotos enviadas pra cá. Se não fosse por um detalhe: o ursinho no chaveiro… O autor, que vai permanecer anônimo, explica a presença de um item tão destoante das correntes, canivetes e couro preto vistas nas outras imagens:

Gostaria de explicar o que significa esse ursinho-porta-remédio do meio. Ganhei da mamãe. Ele comporta os meus retrovirais, nos quais se eu não os tomo todo dia, morro.

Descobri recentemente a minha condição. Passei por um divórcio terrível, no qual praticamente sobrou apenas a minha moto, e alguns (poucos) pertences. E claro, ganhei de “brinde” essa doença maldita de minha ex-mulher, que me passou isso. E lógico, não é nenhum mar de rosas; além do preconceito, é dureza acostumar com os remédios…

Não sei bem o que busco com esse desabafo. Talvez que AIDS, HIV, ser soropositivo, pode estar ao alcance de qualquer um. Não precisa ser promíscuo, ou drogado. Sempre vivi da forma correta o máximo que pude, e deus sabe que meus maiores crimes sempre foram de sempre colocar escapamento esportivo em motor V2, beber uma cerveja em casa ou com os amigos, e fumar um cigarro em alguma beira de estrada, enquanto admirava a paisagem.

Também tive sonhos. Como qualquer motociclista badass mothafucka. Queria desbravar estradas, ir até o Chile, Ushuaia, Alaska, e tudo quanto é canto do Brasil. Agora tenho que redescobrir como alcançar isso. Aliás, tô numa fase de redescobrir uma porrada de coisas. O mais foda, claro, é descobrir como não desistir de viver. Porque querer viver é instintivo, mas o resto…

Mas no meio desse caos que minha vida virou, vi que minha paixão pelas 2 rodas continua forte. Quando passo mal, ou quando tenho que esconder as minhas lágrimas, nada me deixa mais meditativo.

“As long as I have life in my bones, I shall ride. Ride to live, live to ride.”

Assim como ele, não sei o que quero dizer com esse post. Que a vida é preciosa e devemos aproveitá-la ao máximo, já é um clichê que estamos cansados de saber. Mas apesar de sabermos disso, muitas vezes não praticamos isso. E esquecemos dos perigos. Um capacete que não protege. Uma briga besta no trânsito. Uma noite de sexo sem proteção. De repente, sem mais nem menos, tudo muda.

Eu voltei a perguntar ao autor sobre a relação dele com a moto e a doença. O que ele escreveu de volta, é uma lição:

Quando pensamos em AIDS, inevitavelmente pensamos em morte. Quando descobri que tenho, achei que ia morrer. E aí que se começa o processo de dar valor nas pequenas coisas, que estão ligadas a vida. Discussões ideológicas, políticas, sociais… Pessoas que reclamam de seus casamentos, ou dos filhos, ou até mesmo da alimentação (veganos, fast-food)… Me dá uma sensação de que esses problemas são apenas uma contínua necessidade do homem procurar problemas. Ou motivos para não viver. Lógico que tudo isso tem sua importância, mas elas simplesmente ficaram menores pra mim.

Com isso, percebi o quanto deixei de aproveitar mais, as coisas simples. Sempre quis viver. Todos querem. Mas deixamos isso de lado. Não com o trabalho, ou os afazeres. Nos momentos livres mesmo. Quando deixamos de aproveitar cada segundo por ócio, preguiça, ou desculpas.

Sempre vi que tudo se simplifica, quando se está em cima da moto. É um prazer puro. Não há negação, não há rejeição. Não há rótulos, não há preconceitos. Há um prazer de se estar vivo, com o vento na cara.

Quando comecei o tratamento com os rémedios, os tais retrovirais, passei muito mal. E tudo dava mais desespero ainda. O preconceito, a rejeição, amores perdidos. Auto-isolamento. Afastamento do trabalho. O medo da morte. Mais as tonturas, enjôos, que não ajudam em nada numa hora dessas. Porque tudo começa junto, entendeu? O diagnóstico, a própria aceitação, os exames, o mal estar, a cara de choque que as (poucas) pessoas fazem quando você conta sua condição… É tudo uma grande merda.

Lógico que com tudo isso, morria de medo de andar de moto. De cair daquela porra. De me fuder ainda mais, se é que era possível. Mas no dia que consegui, senti tudo que sempre senti. E me sinto tão bem, tão completo, que percebi que mesmo com as vertigens, elas meio que sumiam em cima da moto. Nem todas as tristezas somem, claro. Mas ninguém vê sua cara nessa hora, então beleza. E na moto, entendi que não chorava porque ia morrer. Chorava porque queria viver. Pra mim, na moto, as coisas voltam a fazer sentido. Os parafusos que despanaram na minha cabeça, e saíram, voltam pros lugares.

E aí você volta a viver. Ou começa a viver.

Amém, irmão.

57 ideias sobre “O que você carrega consigo? Edição especial”

  1. Puta história, e na boa, me também me fez refletir.
    Ao guerreiro, deixo uma simples frase:
    Toda vez que você desistir de viver, não importa onde, ande de moto. É onde eu sempre acho todas as minhas respostas.

    1. Parabéns pelo comentário, sou exatamente igual a você, quando penso em desistir ou quando não sei mais o que fazer, subo na moto, e tudo que era ruim muda totalmente de sentido.

      Ao amigo do post, meus melhores sentimentos.

      Abs

  2. CARALEO! Um dos textos mais emocionantes que eu já li até hoje. Puts.

    Quanta história por trás de uma coleçãozinha de objetos!

    Caramba, só desejo uma coisa pra esse nosso amigo motoqueiro. Você é um puta badass mothafucka, cara!
    Você me lembrou que tanto quanto você, eu também estou morrendo. Todos estamos. Acho que no seu texto, eu pude ler que VIDA é aquilo que a gente faz do tempo que temos entre nascer e morrer. A AIDS é uma merda, mas ela não matou a tua determinação de viver uma vida, ela não pode matar todos os teus sonhos, e você tem CULHÕES de aço pra enfrentar isso dessa forma.

    1. Fiquei tão emocionado e sem saber o que escrever que meu texto ficou incompleto: “Só desejo uma coisa pra esse nosso amigo: aniversários o suficiente para que façam um filme com a sua história e seu exemplo.”

  3. Emocionante!
    Ao autor: Obrigado por compartilhar suas experiências conosco. Com certeza você está mudando a visão que muita gente tem a respeito da vida.
    Keep on Riding!

  4. Uma das piores coisas que temos em nós é não nos atentarmos para quantas coisas bacanas há no mundo, à nossa volta e termos de tomar um choque, uma pancada grande para começar a ver melhor o mundo e seus detalhes, tentar viver plenamente…

    Continue rodando, brother. Essa é a verdade que temos.

  5. E esse post me lembrou bastante este texto abaixo, da Marina Colasanti. Acho que tem bastante a ver.

    “Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

    A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

    A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

    A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

    A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

    A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

    A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

    A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

    A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

    A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.”

  6. Puta história,
    como a nossa vida mesmo parecendo estável, muda de uma hora para outra e como temos que aprender a nos reinventar para continuarmos seguindo vivendo.
    Que o autor continue vivendo e encontrando dentro de si as razões certas para seguir seu caminho!!

    Abraços,
    Carlão

  7. Muita força companheiro, que sua estrada ainda é longa! Continue aproveitando cada segundo.

    E muito obrigado por compartilhar conosco sua linda história.

  8. Infelizmente, certas pessoas precisam passar por momentos difíceis em sua vida para descobrir que são somente as coisas simples da vida que dão sentido á mesma, e eu me incluo entre elas.
    O mundo transforma a cabeça das pessoas e aquele sentido de “Simple Man” some da alma dando lugar ao que a sociedade impõe.
    Passei por um momento muito difícil em minha vida e estou prestes a terminar de dar a volta graças a DEUS, minha família e a vontade de possuir uma moto e rodar.
    A lição de vida deste “Badass Mothafucka” mostra que existimos para viver, não importa sobre quais condições estejamos passando. Este dom maior é somente seu e de mais nínguem, pois o medo da morte desperta o mais primitivo dos sentimentos : VIVER A VIDA!!!
    DEUS abençoe sua nova caminhada companheiro!!!

  9. Meu, que phoda!!! Muito bom ler você escrever tantas coisas tristes e ver que você consegue não só viver com essa condição, mas consegue se encontrar tendo essa condição, cara você não é só um irmão motociclista, você é um guerreiro e um representante legitimo de todos pelas duas rodas . Desejo, do fundo da minha alma, toda felicidade do mundo a você.
    #criaumblogparacontarmais

  10. Cara, puta lição de vida!! Me fez ver o quão pequenos são nossos problemas que vivemos reclamando no dia-a-dia nosso…. Foda-se o Mundo!! É o que dizemos constantemente em momentos de saco cheio e encontramos uma pequena pedra em nosso caminho… Porra…vamos desviar dessa merda e tocarmos em frente… Vamos viver a vida, aprender a curtir cada minuto dessa curta jornada que passaremos aqui…. Parabéns pela maturidade cara, fiquei fã…abraços. Força e Paz.

  11. PQP…!!! Isto aconteceu bem próximo da minha família tb e eu vi que a barra não é fácil, porém pude tirar algumas experiências, tipo, não guarde rancor de sua ex-mulher, apenas apágue-a da sua vida, e não se esqueça ” live to ride, ride to live” nós só temos esta vida então faça um ótimo proveito e saiba que sempre terá verdadeiros amigos ao seu lado. Nos encontramos na estrada guerreiro.

  12. Caramba, que história…. não imagino como é tomar esse atraso da vida, de alguem que você amava(ama), mas bacana ver a sua força…se a pegar a algo que lhe da vida!

    Parabens e muita saúde!!!!

  13. A ilusão de imortalidade nunca se desfaz por si mesma, automaticamente. E muita gente perde a vida assim, por nunca ter caído a ficha de que na real ela acaba (e acaba rápido).

    Pra alguns uma notícia dessas é um chão de onde não se pode levantar. Pra outros é só um kickstart fodido – pé na estrada manão, que amanhã é hoje!

  14. Bayer…

    Eu poderia escrever linhas e linhas sobre este post….mas vou escrever só uma coisa:
    Eu acho que já passou da hora, do que você reuniu aqui até hoje sair da internet…ganhar encontros fisicos, ponto de encontro dessa galera toda (ao menos os de SP, os outros infelizmente vai ficar um pouco longe, mas nada impossivel)…pois gente como este cara precisa é dar risada, trocar umas idéias, ver gente nova, fazer novos amigos…aliás acho que não só ele….
    Um Garage Sale, seria uma “desculpa” ideal para essa reunião….
    Pense nisso.

    1. Concordo. Espero que esse ano role Digital. Tive um problema de saúde um tanto chato, que adiou todos os meus planos… Nada grave, mas foi uma chave na engrenagem.

  15. Bayer, sinta-se a vontade para excluir, editar, cortar partes; ou seja, para fazer o que quiser com meu comentário, inclusive para divulgar meu email se alguém pedir.

    Companheiro de Harley, seu relato é muito duro e emocionante, mas eu tenho boas notícias reais para você. Minha esposa é psicóloga e psicanalista e trabalha bastante com viciados em drogas. Vários deles são soropositivos e ela sempre comenta comigo que hoje é muito raro a aids matar alguém, o problema é que muitos soropositivos ficam tão bem com o tratamento que o abandonam, e é isso que pode levar à morte. Além de toda experiência profissional dela, eu tive um amigo que foi infectado no início dos anos 80 e que morreu em 2012 de câncer no pulmão causado pelo cigarro; ou seja, a Aids não o matou. O segredo dele? Disciplina com os remédios. Portanto, força, não esmoreça na luta e, principalmente, tome seus remédios SEMPRE, mesmo quando você estiver se sentindo perfeito… muito provavelmente você terá uma vida tão longa quanto qualquer um de nós. Sou do Rio, mas se você precisar de alguma ajuda, é só pedir. Abraço grande

  16. Raios! Malditos ninjas cortadores de cebolas!!!!!

    Só posso dizer o seguinte do camarada: esse aí é brasileiro e não desiste nunca! eu não sei se eu , caso estivesse na mesma situação, teria a mesma capacidade de descobrir forças.

    Se bem que as pessoas arrumam forças quando menos se espera que elas reajam.

    Ao amigo anônimo do post o que posso dizer é que hoje em dia o HIV não é tanto uma sentença de morte como era há 30 anos atrás. Consegue-se uma sobrevida muito longa , bastando cumprir rigorosamente com as determinações do médico. Por isso, continue sempre com essa força e essa vontade de viver! E parabéns pela coragem em divulgar isso, não é todo mundo que tem essa capacidade de expor ao mundo um problema tão íntimo, correndo o risco de se sujeitar ao preconceito.

  17. Bela lição de vida…

    Pelo relato que chegou nas palavras do amigo, percebe-se que escreves muito bem. Passas uma bela mensagem num texto direto e sincero.

    Desejo muita força… És um exemplo!

    Reforço o comentário de outro leitor…
    Tinha de criar um blog pra soltar o verbo e continuar inspirando a todos.

    Abraço

  18. 1 um texto e tanto para todos reverem os conceitos.

    2 gostaria que a vida me desse o prazer de conhecer esse anonimo um dia, para aprender mais.

    3 existe mais gente que chora dentro do capacete

    4 continue com a campanha Bayer, das coisas que carregamos. sugiro que faça um “botão/link” no seu blog, ali do lado do botão do youtube!

    Parafraseando o guerreiro:
    Paz e Amém!

  19. Li cada um dos comentários, e agradeço a todos pela força.

    Como falei pro Bayer, não sabia muito bem, no começo, qual o objetivo desse post. Mas posso dizer, que na minha opinião, é um desabafo, misturado a um alerta. Não dos riscos dessa doença, mas o quanto deixamos pra lá o ato de viver.

    E o importante, é o quanto nos podemos nos surpreender. A internet, simplesmente está poluída e entulhada de comentários racistas e “haterismo”. E aqui, nos comentários, foi o contrário; encontrei mais forças, pra não arregar porra nenhuma. Encontrei gente querendo coisas boas. Desejando o bem. E como já disse uma vez, acredito que quando fazemos o bem, o bem recebemos.

    Jambalaio, vc tá certo. Não perdi o mais importante. Hehehe…
    Alberto, texto foda. Sem palavras.
    Paulo Pedrosa, obrigado pela info. Taí uma coisa que me incomoda, procuro anonimato, mas aí fica dífícil conseguir um aprendizado, ou bons conselhos.

    E Bayer, obrigado pelo help. Eu simplesmente estou em débito contigo. Não montaria esse post melhor.

    Agradeço, lógico a todos os outros camaradas, pelas mensagens de apoio e incentivo. Um abraço sincero, à todos os irmãos de estrada.

  20. A nossa sorte é que temos a moto como remédio!
    Já está provado que a moto cura várias doenças, que bom este texto, ele serve para vermos que nossos problemas as vezes parecem insolúveis mas são muito pequenos.
    Sobre a Aids, conheço pessoas que convivem com a doença há muitos anos e são pessoas que servem de exemplo pra todos nós que as vezes pegamos um resfriado e achamos que vamos morrer.
    Você é um guerreiro força sempre!
    Mtos Kms de vida p vc!

  21. Mexeu comigo…
    Força aí meu, com a tua determinação exemplar…
    Ajudo uma ONG de crianças com problemas sérios, e vou levar o teu texto e o teu exemplo para as minhas palestras…
    Círculo do bem…
    Fique com Deus!!!!

  22. Admiro sua atitude! Por mais que esteja com dificuldades, você sabe viver! E pense no bem que fez a muitos lendo isso, que começarão a dar mais valor na vida, nas pequenas coisas, que são na verdade as mais importantes!
    Aposto que muitos depois disso vão tirar o traseiro do sofá e vão fazer o que estavam adiando, vão viver de verdade!
    Força e bons ventos!

  23. Não sei o que comentar…pq muito ja foi dito alem do post…é isto ai…reconhecer o valor das coisas simples…e a vida fica bem melhor…sigo esta filosofia…

    aew bayer…vc ja disse uma vez…vc nao tem noçao da quantidade de pessoas seu site reune cara….. e qualidade tb…bicho…organiza um encontro ai como disse o digital inferno…acho que todos irao se surpreender com a quantidade de pessoas e ate de onde elas sairao para participar…

    FORÇA PARA O COMPANHEIRO…E QUE CONTINUE APROVEITANDO ATE QUANDO PUDER…

  24. Feliz por ler isso, alguem por andar numa moto encontrou razões e alegrias que o levaram de volta a vida. Lendo o q vc escreveu vejo que posso ser muito mais feliz ainda do que tenho sido na minha HD. Parabens rapaz, seja lah quem for vc, emocionante história de vida.

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