Andar de moto fortalece

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Às vezes eu encaro andar de moto do mesmo jeito que encaro exercício: o durante pode até ser ruim, com obstáculos e desconforto, mas é justamente por causa disso que o depois é revigorante.

De vez em quando, gosto de chegar em casa depois de passar por frio, incômodo, cansaço. Na minha humilde opinião, não existe sono ou banho melhor do aquele que vem depois de passarmos por um perrengue na estrada.

Isso acontece pois encaro o ato de andar de moto como uma pequena aventura. É mais um jeito de sair da rotina, de meditar, de se testar.

E isso foi o que sempre atraiu pessoas para o mundo das duas rodas. Ninguém que buscava conforto ou o comum ia atrás delas. Além de ser um veículo perigoso por natureza, antigamente você não tinha nem a certeza de que ia conseguir chegar no destino, já que elas não eram nem um pouco confiáveis e quebravam com frequência.

Mas hoje parece ser o oposto: quem faz isso é criticado e acusado de querer passar por “malvadão”. Honestamente, não entendo esse raciocínio. Tem muito a ver com a “pussyfication” do mundo, algo que foi discutido no post “O que é ser homem?“.

Sou partidário do pensamento do grande Theodore Roosevelt. Para quem não conhece a história, desde criança ele era assolado por tosse, asma, diarréia, ficando sempre debilitado e de cama. Por isso ele decidiu se fortalecer, e não aceitar o destino de um corpo frágil. Aos 11 anos disse para o pai “Eu vou criar meu corpo!”, e decidiu se dedicar as atividades físicas. Isso se tornou uma compulsão, que ele não encarava como sacrifício. Lutou boxe, superou a asma, virou caçador, galopava e remava longas distâncias. Ele acreditava que sua mente era forte, e o seu corpo precisava acompanhar.

Já com mais idade, ouviu mais uma vez de um médico que ele era frágil, mas dessa vez era sobre o seu coração. Segundo o doutor, ou ele vivia uma vida calma e sedentária, ou morreria jovem. Ele se recusou, e pouco depois se tornou um dos primeiros a escalar o Matterhorn.

Não estou aqui, de forma alguma, querendo dizer que devemos fazer sacrifícios intensos, porque isso nada mais é do que uma forma de escapismo também (quem estudou a história de Roosevelt sabe disso). Mas pelo menos a lição dele eu tento seguir:

“Desejo pregar, não à doutrina da facilidade ignóbil,
mas à doutrina da vida árdua.”

Clique para ampliar. Fonte: http://www.artofmanliness.com/2013/07/23/original-aom-comic-2-theodore-roosevelt-ill-make-my-body/
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Fonte dos quadrinhos: http://www.artofmanliness.com/2013/07/23/original-aom-comic-2-theodore-roosevelt-ill-make-my-body/

30 ideias sobre “Andar de moto fortalece”

  1. No momento em que alguém fica se justificando demais sobre algo, é porque essa pessoa está tentando se convencer de que ele é aquilo que ele está dizendo.

    Então se o pessoal fica dando piti por causa do cara que deu rolê de moto na neve, meu chapa, você mesmo se acha um fraco e por isso fica incomodando o Bayer.

  2. E vou mais longe, Bayer… Andar de moto fortalece o corpo, a mente, mas principalmente fortalece o espírito! Emitir opiniões preconceituosas aos quatro cantos (essas bobagens de “coxas”, “malvadões”, motos grandesXpequenas, cilindradas altasXbaixas, HDXResto do Mundo, etc) é coisa de mente e de espíritos fracos, sobretudo. “Só entende quem namora…”, já dizia o poeta (Cazuza) e “namorar” nesse caso, é andar verdadeiramente de moto. Só entende quem anda, mesmo… Não estou falando em km’s ou milhas, mas no verdadeiro espírito… Aquele sujeito q vai de moto à esquina no final de semana esbanjando orgulho de sua motoca tem o mesmo direito daquele que foi p Chile debaixo de neve, ou mais, em alguns casos… Pode ter sido bem sofrida essa “ida até a esquina”. Pode ter levado 30 ou 40 anos de trabalho até poder comprar sua 883 usada p poder desfilar orgulhoso por algumas quadras numa manhã de sábado… Quem vai dizer p ele q não?

      1. + ou – …
        Terapia é no fim de semana ou quando se sai do trabalho tarde sem quase ninguém na rua. Isso se tratando de são paulo. Cara, é lindo andar tranquilo sem a preocupação de motoloucos atrás de você, motoristas irresponsáveis ao celular jogando o carro em cima de você, corredores que parecem mais um túnel para o outro lado da vida…etc
        ISso é andar em sp… um saco, a melhor parte do dia é sair da garagem, seja ela casa ou trabalho. Porém ao primeiro encontro de congestionamento fica chaato… Mesmo assim, curto ir de moto para o trabalho, me sinto muito melhor do que em um buzão lotado ou dentro de um carro.

  3. Não devia, mas o espaço merece porque polêmicas são sempre benvindas: quem se ofende e crítica àqueles que simplesmente decidem viver a vida conforme um modelo tradicional onde vale a satisfação pessoal ao invés da aceitação de um grupo são exatamente aqueles que compram esse estilo como se fosse uma fantasia ou algo que o marketing pode entregar como se fosse um celular, um colete ou uma motocicleta.

    O cara que compra o sonho não aceita ser rebaixado por alguém que vive o sonho, afinal ele pagou pelo sonho que você vive e não vai aturar que nenhum “Zé ruela” possa viver de graça aquilo que pagou caro para ter.

    Ando cansado do bullying ente cilindradas, entre coxas e Malvadões e principalmente pelas dificuldades que criam para o calouro se iniciar dentro da sua paixão: hoje em dia se você não comprar life style não tem direito ao estilo de vida que escolheu.

    Se vale uma sugestão, aí vai: ninguém paga suas contas. Vá viver sua vida conforme seus valores que vai achar mais pessoas com o mesmo objetivo. Tem coisas que não se compram, entre elas a satisfação em andar de moto.

  4. Bayer, desde adolescente quis ter uma Harley. E agora, depois dos 30 e poucos, decidi comprar, mas segui o conselho do Wolfmann e vou pegar uma moto de 250cc para ir me habituando, já que estou aprendendo a pilotar agora.

    Só que essa decisão veio justamente à tona num processo de reencontro da matéria bruta masculina de que você falou nesse post e mais ainda no outro que linkou (“O que é ser um homem?”). O psiquiatra suíço Carl Jung criou um conceito chamado “arquétipo”, que se refere a programações internas que todos têm e são expressas semelhantemente em imagens, nos mitos e lendas primitivas em diversos povos diferentes, mas nem sempre estão ativadas em todos. Num exemplo grosseiro, a existência de inúmeros mitos do dilúvio universal em várias civilizações diferentes sugere a existência no inconsciente de todos os homens de um “arquétipo de Noé”, que seria uma programação interna que, uma vez ativada dentro de um homem, forneceria energia psíquica (isto é, disposição física e intelectual) para se construir um abrigo ou arca para que sua família e animais sobrevivam à inundação, não porque ele teve a idéia original por sua própria genialidade, mas porque a programação completa para isso já está em todos, só precisando ser “ativada”. O homem pode acessar essa energia na necessidade real ou de alguma forma entrar em contato com essas imagens do inconsciente coletivo que existem em cada um de nós e encontrar nelas inspiração para produzir um livro, filme ou pintura, por exemplo. O que muda é apenas o tipo da “arca” ou obra cultural que se produz de acordo com a época que homem vive, mas a essência é a mesma em todos os tempos e povos.

    Por que trago isso? Porque quando você diz que “o simples fato de você começar a fazer coisas fáceis, como uma troca de óleo ou regular um cabo, acende algo primal no nosso cérebro”, está falando exatamente disso, em pouquíssimas palavras, sem precisar de um livro inteiro de psicologia para chegar a essa conclusão; porque assim é que funcionam as experiências impactantes: as palavras apenas tentam explicar algo que só entende quem experimenta. Assim como as pessoas que comentaram aqui e no outro texto notaram, o homem vêm perdendo contato com a fonte de energia primal do homem, que é um arquétipo essencialmente masculino (o símbolo do masculino é uma lâmina ou qualquer objeto fálico, representando o corte ou penetração, enquanto o feminino é um vaso ou círculo, que pode receber, acomodar, aconchegar algo ou ser penetrado – ambos podem ser entendidos de forma sexual e/ou espiritual, que no caso do homem, diz respeito à capacidade do homem de desbravar, conquistar, enfrentar a adversidade, “penetrar” através das barreiras, além do entendimento sexual óbvio).

    Entendi na minha primeira aula de pilotagem que andar de moto não era – como eu fantasiava – apenas curtir a orla chamando a atenção alheia para a minha futura bela moto, e sim: saber manobrar algo mais pesado que eu em espaços pequenos; acionar um mecanismo diferente (ou mais de um, no caso da mão direita) para cada uma das mãos e pés ao mesmo tempo que evita-se cair da moto; sentir dores nas partes do corpo que são exigidas com o tempo, além de muitas outras dificuldades que ainda não enfrentei por sequer ter saído na rua.

    Li postagem após postagem do seu site no dia inteiro e vi que precisaria, além de dominar a máquina, pensar nos fatores ambientais e de trânsito, pilotar pensando no que fazer em situações emergenciais, usar o equipamento correto, saber o mínimo como funciona a motocicleta e carregar ferramentas e peças úteis para reparos emergenciais na estrada, precaver-me contra furtos… E, superando uma frustração opressiva inicial que dizia: “isso é demais para mim, é trabalho demais apenas para viver aqueles momentos que eu fantasiava”; vi que, mais importante que realizar a fantasia inicial, seria acessar a fonte de energia primitiva e fundamental masculina ao seguir todo esse estilo de vida que se nos impõe ao tornar-nos motoqueiros e aceitarmos todas as implicações que isso nos impõe. Ser um motoqueiro oferece mais que um prazer e um status, e sim um caminho de volta para o homem que está se perdendo da sua origem, não para retrocedermos, e sim para incorporarmos a essência de ser homem à evolução do homem moderno inteligente, sem a qual este último é apenas uma sombra. E é principalmente disso que esta sua página trata.

  5. Sou engenheiro de automação, casado, com uma filha pequena, apartamento para pagar, tenho poucos hobs, gosto de rock, tento tocar minha gaita de boca quando dá, resumindo, salvo poucos finais de semana, não tenho muito tempo de sobra se levarmos em conta essa nossa vida corrida. Quando resolvi deixar o carro com minha esposa e comprar uma moto (isso a 6 anos), todo mundo ficou louco em casa. Você vai morrer, vc é besta, transito perigoso, se fosse uma cidade pequena, mas Curitiba é grande, ta fazendo isso pra se mostrar, etc…Fui taxado como louco, babaca, irresponsável, mesquinho, dentre outros….Contudo, o que muitos não sabiam é q qnd passava uma moto custom que eu curtia (não necessáriamente uma HD), eu ficava pensando, cara, esse cara pode ter todos os problemas na vida, mas aposto que quando ele esta em cima daquela moto, ele esquece…Dito e feito, comprei (depois de muito custo, muito mesmo) a minha moto, como disse no começo, não tenho muito tempo de sobra, p ir a encontros, grupos de bikers etc,,,mas tento aproveitar e muito os trechos q faço nos finais de semana, e minha ida e volta ao trabalho. Só quem tem uma moto o qual é apaixonado sabe o valor que se dá ao subir nesta e desligar do mundo…sentir o ronco e a vibração do motor, sendo na ida ao trabalho e/ou numa viagem até Rio Branco/AC….Vlw Bayer,,,grande abraço a todos cumpadres!!!!

  6. Esse post não é apenas para quem anda de moto, é uma reflexão para vida. Estou me recuperando de um acidente onde lesionei o joelho e a clavícula. Já está na hora de sacudir a poeira e seguir em frente!
    Parabéns mais uma vez Bayer!

  7. Acho que o foda é o lance que acontece com o mundo inteiro hoje em dia. Brother quer “parecer” ser uma coisa antes de ser “de verdade”. O rótulo dO experiente antes da experiência em si. E os defensores do rótulo, juízes da experiência, indignadíssimos e com medo de serem confundidos, vão enquadrar fulano e sicrano em outros rótulos, pra separar quem anda assim de quem anda assado e de quem passa hipoglós no banco.

    Nessa história, todo mundo faz papel de besta. Mas alguns mais. Penso num colete de motoclube pendurado no armário enquanto o dono tira carteira de habilitação (nem sabe se gosta de moto ainda). Ou num cara vestindo todo o couro de MG sentado no acostamento pq não sabe secar uma vela, ou trocar um fusível. Outro que num sai na chuva pra não sujar o cromo (pvr né hahah).

    Tem algum problema nisso? Não vejo grandes problemas. Vou gastar saliva, tirar o cara de coxa e julgá-lo? Nem se eu tivesse tempo.

    …mas não fica puto se eu der risada, ué!

  8. Raul,,, interessante seu ponto de vista,,,,principalmente o q diz respeito ao colete. Nao sou um biker experiente, sei de todas as minhas limitações e tento aprender mais e desenvolver novas habilidades. O mundo esta cheio de POSERS, sejam eles nas duas rodas, quatro rodas, e até mesmo dentro do rock. Se a pessoa vive sendo um poser, e aquela vida esta boa p ela, foda-se, a vida é dela. Acredito que no momento em que encontramos a verdadeira função, a verdadeira identidade conseguimos deixar de ser escravos e passamos a nos importar menos com o que os outros pensam ou julgam sobre nós. Um pensamento interessante que sempre tento carregar comigo: Se te é impossível viver só, nasceste escravo!!!….Abraços!!!

    1. Andre, concordo contigo. Acho que todas essas coisas são meio que desdobramentos de insegurança e crises de identidade. Se cada um se bastasse a si, sem ansiedade, sem querer agradar ninguém nem mudar pra pertencer a um grupo, sem se levar tão a sério, ia ser bastante mais fácil pra todo mundo.

      Tenho outro exemplo pra você, do rock:

      Se você curte hardcore, vai lembrar a época que estava na moda o movimento Straight Edge. Em porta de show você ouvia direto “não, não bebo (pq) sou Straight Edge”. Era o maior orgulho pro cara dizer que era Straight Edge, não bastava dizer “valeu, não bebo” e boto fé que vários só pararam de beber e comer carne pra tatuar o X na mão e ser do clube, “uau, mais hardcore ele, que sofre sóbrio”.

      Aí passaram uns tempos e agora de vez em quando você acha um EX-SXE no bar, tatuagem coberta, tomando cerveja artesanal e comendo hamburguer.

      1. Raul, kkkk, memória incrível p relembrar essa onda de Straight Edge…faz tempo e olha muito tempo q não lia ou escutava esse termo!!! Curto muito metal e fui um árduo headbanger (apesar de hoje não ter quase nada de cabelos),,,mas é legal como com o passar do tempo coisas que eram relevantes em outras épocas, perdem ou quase não fazem mais sentido nos dias de hoje. O que vale realmente são nosso ideais…sejam eles por uma cultura, por raízes mas nunca por modismos!!! Abraços!

  9. Há um certo tempo acompanho seu blog, Bayer. Inclusive, minha namorada disse que eu deveria te conhecer já que somos dois idiotas que gostam de motos.
    Concordo completamente com esse post e sempre afirmei, em igual sentido, que conforto em demasia enfraquece o caráter. Parte da minha infância passei na fazenda dos meus avôs no sertão nordestino. Era rústico, pois nessa época bebíamos água de cacimba (um buraco cavado no leito do rio em que se deixa a água pare para se tornar “potável”) e à noite a luz era das estrelas, da luz e do candieiro (lamparina a gás). Como eu amava aquele lugar. Correr de cavalo, cair de cavalo, tirar leite do gado, cuidar dos animais, pisar na terra, pegar chuva, topar com cobras, subir em árvores, correr, urinar no mato; essa era a rotina. Era uma terra de liberdade, o sonho de todo garoto e talvez o sonho da maioria dos homens.
    Motos é uma parte da continuação do espírito que cultivo desda a infância.
    Meus sinceros parabéns pelo blog!

  10. Bayer, procurei o outro post, mas como estamos falando de chuva… vai um relato.
    De todas as longas chuvas e temporais que peguei na estrada (porém devidamente equipado para isso), essa sem dúvida foi especial.

    Trocando a Dyna pela Heritage, fui buscá-la na Quinta passada, e como nada vem fácil, estava torcendo pro tempo não virar. Voltando com bike, já na Radial Leste, quem eu vejo na minha frente, sorrindo pra mim? Pedrão, de braços abertos, já anunciando que o caminho pra casa não seria trivial.
    Já na 23 de Maio, travada, nem sempre conseguindo um corredor espaçoso o suficiente, temporal se apresentando e lá estava eu, sem capa nem jaqueta nem saquinho na carteira, rindo por simplesmente não ter o que fazer a não ser acelerar, atento às diferenças consideráveis entre a bike anterior e a atual.
    Em algum momento, juro que ouvi Pedrão gritando:
    “É batismo que vc quer? Então tooooma áááágua, lazarento!!!”
    É claro que lembrei de vc e dos posts sobre o assunto.
    Consegui chegar até o aeroporto e parei num posto, junto com alguns motoboys que também aguardavam o fim do mundo. Óbvio, me olharam de cima abaixo balançando a cabeça.
    Por sorte, consegui usar a lavanderia local para secar a camisa (esponja) jeans, para esperar sem pegar uma gripe ou coisa parecida, afinal, também estava muito frio.
    Banho quente em casa? Nada, por algum motivo da eletrônica o aquecedor não quis funcionar direito e o banho foi meio quente e meio frio, e eu, mesmo aquém do esperado conforto doméstico, dormi honrado e feliz.

    Macheza, bravura, coragem, heroísmo ?!? Sei não…
    Acho que tem certos dias em que temos que ter mesmo muita, mas muuuuuita paciência e paixão. Já é suficiente.

    Quanto ao “batismo”, esse será sempre lembrado com muito carinho e um baita sorriso.

  11. …engraçado o tanto de mulheres que andam de moto ( e entendem de moto ) melhor / mais que , acredito eu , muitos caras que ” andam de moto “…e elas não ficam com esse mimimi todo…

    1. Rapaz nesse caso ainda tem a questão, de não ter discussão alguma sobre ela ser motociclista ou motoqueira, de ser coxa ou ser malvadona…. kkkkkkk Acho que nesse quesito elas de fato estão mais evoluídas, elas andam de moto, só isso… Foda-se o que os outros irão achar, só andam….

  12. O ser humano se ocupa demais da vida alheia e menos da sua própria.
    Qual o problema se eu tenho uma Ultra Motherfucker Limited Jedi ou uma Garelli?
    Qual o problema se eu me fantasio de Harley-Davidson, de Dainese, de Alpinestars ou se ando por aí de chinelo e bermuda?
    Cansa o papo de:
    coxa – malvadão
    biker – motoqueiro – motociclista – real biker
    coletados – não-coletados
    speed – custom – trail – big trail
    Se as pessoas se respeitassem o mundo seria um lugar bem melhor pra se viver!
    Rodei 4.328 quilômetros em 9 dias sozinho, fui da minha cidade no interior do Paraná ao Chuí, RS (ou Chuy) debaixo de chuva, sol, vento, neblina, frio, pavimentação ruim. E sabe o que ganhei com isso?! Nada! Simplesmente realizei meu sonho de criança, de ter uma “moto estradeira” e viajar, sem preocupações, sem hora pra voltar, sem destino certo, apenas eu, minha moto e a estrada…
    A vida é curta demais pra gente se ocupar com coisas sem importância, vamos rodar, vamos nos cumprimentar nas estradas da vida, vamos parar pra conversar em postos de combustível, vamos pelo menos uma vez há algum lugar onde nunca foi antes pois o que a gente leva consigo são apenas as lembranças e os arrependimentos das coisas que podíamos ter feito e não fizemos, e esse sentimento eu não quero ter…

  13. Esse sentimento de chegar em casa e tomar um banho quente é indiscritivel! Só que pega vento, chuva, sol e frio as vezes no mesmo dia… sabe de verdade o que é sentir isso!!! E com a esposa na garupa!

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