Espaço do leitor: Qual o verdadeiro motociclismo?

Sempre tento abrir espaço aqui para leitores que enviam textos interessantes, e que ampliam a discussão sobre os temas tratados no O.D.C. Só não faço isso com mais frequência, porque a quantidade de mensagens que recebo é alta, e textos longos assim acabam ficando no fim da fila para serem lidos depois (pois é, o site anda precisando de um prospect).

Muito tem se falado aqui sobre os MCs, e sobre como é o nosso comportamento dentro e fora deles, regras para evitar problemas para ambos os lados, entre outras coisas. O texto do Flávio é um questionamento sobre o tema.

Qual o verdadeiro motociclismo?

Por Flávio Caiado

O que nos torna um biker ou motociclista, motoqueiro, o que seja? Qual o espírito? De onde surgiu tudo isso, e para onde vai? Onde os motoclubes se encaixam dentro do motociclismo ?

A verdade pura consistente e inegável é uma só. O motociclismo vem de uma ideia pura, simples e que não é para qualquer um: LIBERDADE.

Motos sempre nos deram liberdade… de certa maneira, sempre nos libertaram dos grilhões impostos por essa sociedade burra, egocêntrica, individualista e capitalista. O motociclismo vem de encontro a essa sociedade imbecil.

No início tinhamos liberdade total. Sua moto, seus amigos e a estrada, sem amarras, sem simbolismos, liberdade total que é o ideal do motociclismo.

Mas onde se encaixa os motoclubes nesse total meio de liberdade? Simples. Fazer parte de um motoclube, te dá segurança, forma-se uma família, amigos reunidos por um mesmo fim: o amor ao motociclismo. Uma ideia antiga e brilhante não fosse um probleminha: vai de encontro ao que deu início a isso tudo e fere a própria liberdade!

No início de tudo não tinhamos colete, não tinhamos brasões, cores, reuniões, obrigações, nada… mas afinal porque institucionalizaram o motociclismo? Uma das explicações mais latentes é a questão de segurança…. mas rodar com 10 pessoas de colete ou 10 sem, faz realmente alguma diferença na segurança? O colete te faz mais macho ou mais temido que a falta dele ? Creio que não. Admiro a postura adotada pelos motoclubes sérios que se dispõem a ensinar e doutrinar os que não sabem lidar com a liberdade da motocicleta, porém não há como formar qualquer grupo, partido, ou sociedade de pessoas, sem atropelar a liberdade… e isso é fato. O que ocorre é se ter mais amor pelo escudo que pela própria moto… se defende a honra e o nome do clube acima de tudo.

Claro, criando clubes, criando marcas, cores e símbolos, não há como se afastar das rixas, cada clube vai se achar melhor e mais importante que o outro, brigando por número de membros, brigando por respeito, e infelizmente em alguns casos, visando grana tratando clube como um negócio. É justamente nessa hora quando o clube passa a ter mais importância que a própria moto e todo o ideal de liberdade que vem junto dela, que penso realmente se motoclube é realmente uma coisa boa. Rodar porque o clube tem que estar no lugar x ou y, rodar porque tem que acompanhar seu escudo fechado para um local qualquer, rodar porque precisa cumprir metas e batalhar por um patch no seu colete??? Creio que isso esteja longe do ideal de liberdade….

Traçando uma comparação bem besta, mas de fácil compreensão, podemos citar o carnaval e suas escolas de samba. Na hora do desfile na Sapucaí, toda diversão do samba cai por terra. Preocupação com o tempo, andamento do samba, enredo, comissão de frente. Pronto tá feita a desgraça e o samba virou trabalho, virou uma competição por pontos e um troféu no final.

Motociclismo não é colete, não é cor, não é brasão, não é pôr o ideal de um clube acima do ideal de liberdade. Isso vai de encontro a toda a idéia do verdadeiro motociclismo “easy rider”…

Não sou contra os motoclubes, de forma alguma, respeito e muito! Até por que já fiz parte de um. Porém hoje minha visão é um pouco diferente, creio que nesse meio não há certo ou errado, somente opiniões e visões diferentes sobre um mesmo tema.

Os motoclubes se encaixam dentro do universo do motociclismo e nunca o contrário.

45 ideias sobre “Espaço do leitor: Qual o verdadeiro motociclismo?”

        1. Já entrei num MC e saí na primeira semana. Eles queria tratar novatos com total falta de respeito ou de empregadinhos. Paga-se X por mês e tem que “pedir bença” pros cargos importantes.

          Já pertenci a outro que era super sossegado… MAS… chega de pedir bença.

          Você é um MOTOQUEIRO AUTÊNTICO e livre (detesto o termo motociclista) até botar um patch nas costas.

          no colors

          1. Plenamente de acordo, Mateus!
            Comecei só, passei por 2 MC e preferi ficar só!
            Sempre fui motoqueiro solitário e nunca gostei de ordens! No momento, sem moto, cansado de ver essas discussões no meio! CHEGA!!!

          2. Cara eu faço parte de um motoclube e não e bem assim q funciona, não c esqueça q os motoclubes foram criados com a mesma hierarquia dos ezercitos americanos e vc tem q batalha pra conseguir espaço, os prospect fazem as coisas c quiserem, e nos damos o coletes c quisermos, o colete e nossas cores, orgulho, familia, e não vamos dar ele para alguem q nao batalha por sua cor.

  1. Texto muito bom, mas tem alguns detalhes a serem lembrados, como por exemplo, como era as leis antigamente. O próprio estado nos corta algumas penas das asas da nossa liberdade. O termo liberdade significa viver como quiser, fazer o que bem entender pois é livre para isso, mas hoje não podemos apostar corridas, tomar aquela gelada e sair pilotando. Não podemos modificar nossa moto do jeito que queremos, etc. O termo liberdade nos dias de hoje não existe nem para quem é motociclista sem MC, até porque algumas regras de MC são criadas em cima da nossa lei de trânsito, para não sermos enxergados como “bandidos” na sociedade.

    1. Acho que não tem que confundir liberdade com anarquia. Pode se exercer a liberdade sem cair no libertinagem. Eu pensei varias vezes em me juntar a um MC mas sempre fiquei com um pé atrais por essa questão das obrigações. Prefiro sair quando eu quiser e poder e ir para onde eu quiser sem ter que dar explicações. Se tenho alguém que quer sair junto para o mesmo lugar beleza. Se não também beleza. Isso é liberdade.

      1. Eu estou na mesma idéia que vc meu velho…Então, ja passei varias vezes por essa situação. Fui como amigo em varios grupos, conheci muitos lugares,,,Contudo as regras, a obrigatoriedade do comparecimento, complica de mais a minha vida, pois sempre estou fora, em algum lugar a trabalho, muitas vezes nem no Brasil. Então resolvi nao me unir a ninguem, e sim, rodar quando quero, e/ou quando posso. Tenho um grupo pequeno de mais outros 3 amigos, que como eu, trabalham em diversas profissões, tem suas familias e prestações para pagar…Quando saimos p andar, nos sentimos meio como aquele filme WildHogs (motoqueiros selvagens),,,kkkkk,,,,mas o q vale é rodar, achar um lugar legal, bater um rango, tomar uma bera, e botar a cnversa em dia,,,ver as atualizações q vc fez na sua bizteca,,,e por ai vai,,,Forte Abraço!!!!

    2. Excelente sua ponderação! Uma das contradições que considero mais engraçadas (para não dizer patéticas) são pessoas escravas do sistema durante a semana que postam fotos do rolezinho de fim de semana com o título “freedom”.

  2. Faço parte de motoclube e acompanho o trabalho do O.D.C. há algum tempo. Este tópico realmente pôs em palavras um sentimento crescente da minha alma: como sou livre enquanto me vejo obrigado a “marcar presença” em evento x ou y? Até que ponto vivo a anarquia e a disciplina? São questões interessantes, parabéns ao tópico!

  3. Motociclismo e rodar! Independente da moto, e sair pra estrada. Vejo muito marmanjo, contador de vantagem, que não tira a moto da garagem quando chove. Que compram moto pelo rótulo e depois vendem com três mil quilômetros! Grande abraço a todos…

    1. Sou contra qualquer tipo de rótulo que tentam nos impor. Motociclismo simplesmente é amar andar de moto, não importando se você faz isso a trabalho, sozinho, em grupo ou seja pelo motivo que for. Pegue sua moto e saia fazendo o que mais gosta, não importando o que os outros acham ou deixem de achar. Isso é liberdade.

      1. Vcs estão loucos… Ninguém nasce livre… Somos presos por um sistema q nos força a seguir regras… A sensação de liberdade vc pode conseguir de vários modos… Motociclismo, é uma delas…. Assim como dar uma de maluco e viver viajando sem fincar raízes…. Não procurem explicações… E sim métodos q o tornem-o “livre”.

      2. Show seu comentário!!!
        Faço parte de um MC, mas saio quando quero e para onde quero… E prefiro ir a shows de metal do que em encontros de motos… Nosso MC não escolhe tipo de moto, e obrigação mesmo tem apenas que tem algum cargo…
        O espírito de liberdade é cada que faz, não importa se está sozinho ou não…
        Gostei do texto, mas me pareceu um texto de uma pessoa que se chateou por ter entrado em um grupo (talvez, errado?!)… Sei que a maioria dos MCs são meio que padrões e isso enche o saco mesmo…
        Mas claro, existem os MCs que pensam diferentes e fazem coisas diferentes, enfim…
        Vamos andar de moto e pronto!!! ;)

  4. Penso que o primeiro principio a se questionar, é a definição de liberdade. Pois ela pode ser individual, logo não teríamos o certo nem o errado, e sim visões e opiniões diferentes. Mas se formos analisar essa tal liberdade de um ponto de vista mais filosófico, princípios de civilização, sinto dizer, mas nem MC nem motociclismo se encaixaria nessa questão. Ou seja, diante de todas as dificuldades do sistema, e as amarras da sociedade, a liberdade seria apenas um conceito utópico.

  5. Gostei do texto. Não tenho nada contra motoclubes, mas acho que não me enquadraria pq gosto de rodar na hora que quero e quando quero.
    Além disso acho que a liberdade de um termina quando começa o direito do outro… Tem muito MC que vc tem que usar o capacete X, camisa xadrez Y, escape esporrento e vai por aí…
    Se vc tá no acostamento quebrado nem olham pra vc…
    Aí me pergunto, pra que fazer parte de um grupo desses?

  6. Belo texto, vejo muitos MCs que simplesmente perderam sua essência, parece que a moto e rodar com ela ficaram renegados ao segundo plano. Hoje vejo com bons olhos aqueles grupos onde o objetivo é rodar! Simples assim…

  7. Concordo com o texto. Faço parte de um MC, inclusive sou um dos fundadores, e sinceramente, ainda não intendo por que entramos nessa!kkkkk…..Talvez a necessidade ancestral de fazer parte de uma matilha, quem sabe?! Liberdade não combina muito com MC, mas tem umas vantagenzinhas… Raramente somos parados por comandos da polícia quando estamos “coletados” (ouvi de um polícia uma vez, que eles não nos param pois no geral só participa de MC quem anda na lei – pelo menos aqui no Brasil!). Na estrada, somos identificados como corretos e quando algum “coletado” está com dificuldades na pista, outro motociclista ou algum motorista se sente seguro em parar para ajudar… e por aí vai. E concordando o comentário de Ely, que liberdade é essa, onde não posso beber uma garrafinha sequer de cerveja e muito menos uma dose do velho Jack se vou pilotar logo em seguida? Não posso sequer colocar a placa de minha moto na lateral pois vai aparecer um “puliça” querendo dinheiro? Se eu quiser andar com meu capacete old sem viseira ou óculos, não posso, e o óculos de proteção tem de caber um óculos de grau em baixo, mesmo que eu não use óculos de grau?!!!
    Grande abraço a todos.

  8. Não gosto muito de comentar posts, mas esse é a síntese do que eu penso sobre MCs. Tenho moto há 35 anos e não tenho a menor vontade de fazer parte de um clube exatamente porque as regras vão diretamente de encontro à liberdade que é a essência da motocicleta. Definitivamente no colors!!

  9. se se sentem obrigados a fazer qualquer coisa por imposição de clube, SAIAM O MAIS RÁPIDO E RESPONSÁVEL POSSÍVEL! vc entrou num clube mas o clube não entrou em vc! se teu clube te proibe de fazer algo razoável, vc não está num clube, está em outra coisa. Se se sente obrigado a estar na sede ou servir um convidado, vá rodar sozinho. Se sua rotina de clube é fazer presença em evento, provavelmente seu clube se preocupa em com a opinião de estranhos e isso é “coisa de comédia “. liberdade é saber que posso rodar no paraguai, centro oeste, sul e sudeste tendo suporte de outros clubes sérios que conheci na estrada, não em evento de 1 kg de alimento. Clubes que nao fazem troca de adesivos ou broches. liberdade é rodar, o Brasil inteiro, e rever amigos que te tratam como irmãos, não porque tem a mesma moto, mas porque tem a mesma ATITUDE! abraços!

  10. O lado mais controverso do universo duas rodas é exatamente o cara que compra a motocicleta.

    Não posso falar por ninguém além de mim e digo que ando de moto porque gosto de andar de moto. Não me sinto mais livre ou mais controlado por estar de moto: simplesmente me sinto bem.

    A famosa “liberdade” que todos esperam encontrar no mundo de duas rodas faz parte de um marketing como outro qualquer, e é disso que as marcas vivem: marketing de desejo.

    O cara que espera uma mudança na vida ao comprar uma motocicleta normalmente se decepciona com o tempo: o marketing não vende as dificuldades em manter a moto rodando, as dificuldades com a repressão do Estado no uso da motocicleta e muito menos as dificuldades em evitar os acidentes que acontecem.

    Sou de um tempo que o capacete não era obrigatório, que você andava sem espelhos ou piscas e que os MCs nasciam da necessidade se ajudar a manter as motos rodando. Coletes, cores, escudos, hierarquias internas e rixas entre clubes eram detalhes que são mais valorizados atualmente que a motivação para andar em grupo: o convívio entre pessoas que tem um interesse comum.

    Naquela época poderia ter entrado para qualquer um dos clubes mais tradicionais pois já convivia com eles e desde aquela época já não me via dentro de estrutura regrada, dando mais valor aos amigos com quem convivia que ser reconhecido como alguém que andava de moto.

    Hoje em dia continuo pensando da mesma forma. Em nome do convívio com pessoas com interesse em comum já frequentei o HOG, já viajei com empresa de moto-turismo, participo de eventos abertos em MCs, algumas vezes frequento os MCs nas noites em que eles abrem as sedes aos amigos, tenho um blog, participo de fóruns, recebo amigos em casa e sou recebido na casa deles, muitas vezes quando viajo a outras cidades, os amigos que fiz se mobilizam para uma cerveja e bater papo.

    Essa é a síntese de viver em duas rodas: conviver com os amigos. Participar de um MC é apenas uma das muitas facetas e na minha avaliação uma das facetas mais limitantes de convívio.

  11. Se uma pessoa está em um MC, é porque ela quer estar lá. Ela teve a liberdade de escolha, não foi forçada a nada. A alma do MC é a irmandade e muitas pessoas que estão em um MC não fazem as corridas porque precisam. Fazem pelo respeito e pela companhia de seus irmãos. É como se nascesse pra fazer isso, viver pela família escolhida. Acredito que depois que vc encontra pessoas com quem vc se identifica, vive com elas, as ama e as considera família; talvez esses roles que se faz sozinho e outras vontades se tornem muito menores quando se pesa na balança.
    Esses MCs que impõem a sua forma de vestir, como a sua moto deve ser e como vc deve trepar; estes sim, acredito que deixaram a essência de lado pra querer se mostrar pras pessoas. Poderiam se organizar pra desfilar no SP Fashion Week, por exemplo.
    Eu não faço parte de nenhum MC. E não fico pensando: Eu entraria em um MC ou eu não entraria em um MC. E pra mim, esse é um pensamento de quem ainda não entende sobre o que o MC é. Não sei o que me espera lá na frente, as pessoas que vão me trombar, a forma de pensar do meu eu futuro. Vou vivendo o agora, o depois fica pra depois.

  12. O texto é muito bacana mas não concordo 100% pois, somos muito limitados e o conceito de liberdade é extremamente complexo de se tratar. Ora, se liberdade é não ter limites, por que ela termina quando começa a liberdade do outro?
    O maior problema de pertencer a um moto clube se resume a confusão que certas pessoas fazem.
    – Confundem liberdade com libertinagem. Se beber prejudica a pilotagem e excesso de velocidade aumenta a chance de acidente, por que defender essas atitudes? Isso é uma prova clara de libertinagem, falta de responsabilidade e amor a si mesmo além de fazer mal ao próximo, inclusive a imagem do motociclismo;
    – O cidadão chega a liderança do MC e se acha presidente da república e quem assessora se acha parlamentar. Se não consegue mandar em ninguém ou se sentir líder, começa a falar mal e se torna um integrante rebelde. Ora, trabalhe e estude para ser presidente de uma empresa através do seu próprio esforço, com certeza chegará ao seu objetivo. Não venha fazer isso em MCs porque só distorce a ideia de algo qua já não é muito bem visto pelas pessoas que não conhecem a verdadeira finalidade. Atitudes como essas só espantam pessoas de bem do motociclismo. Dá pra ver claramente que o autor e outras pessoas que comentaram o post já tiveram desilusões em MCs;
    – Compromisso não é obrigação! Nenhum moto clube vai buscar o integrante em casa e se entrou, cumpra o regulamento que foi previamente apresentado. Caso não concorde, o cidadão tem total liberdade para seguir sua vida sem um moto clube. Fazer parte de um MC não lhe dá isenção de impostos nem garante a troca anual de sua moto gratuitamente logo, não se sinta obrigado a entrar para um;

    É triste mas estas confusões estão tirando a essência do moto clube dentro do motociclismo, que é andar de moto com um grupo de pessoas que possuem uma paixão por motos e a liberdade, mas também que se identificam por outras afinidades entre os integrantes.

    Um grande abraço à todos os motociclistas integrantes ou não de moto clubes. Bayer, parabéns mais uma vez pelo O.D.C!!

  13. Fazer parte de um MC é muito mais que usar um colete com patch. Nao tem nada a ver com liberdade ou obrigação. Outra pegada. Lendo tudo que li acima naturalmente lembrei da frase conhecida por todos nós. …” Se tenho que explicar é sinal que não vai entender”…..

    Na verdade tem 2 mundos o que vcs acima comentaram e o outro que é de coxa querendo um patch maneiro com uma moto com muito cromo e baixo km ai meia duzia de coxa se reuni inventa do nada um MC pq assistiu 1 capitulo do SOA e junta mais um monte de coxa que passa a ser full patch com menos de 6 meses. A é foda ne meu irmão. Um fato é real coxa que fecha colete rapido acaba saindo rápido. Faz parte do processo rala peito e e fechar o colete somente qdo se tem total certeza que é o “MC é sua opção de vida dentro e fora da sede junto ou longe de seus irmãos de mc”

    Em poucas palavras tem mais coxa brincando de mc do que se imagina.

    A todos os irmãos TFA do Bode Negro

    1. Sou membro de um MC tradicional, e nesse pouco tempo que tenho de MC já estou de saco cheio de um monte de coxas brincando de SOA!
      Faço minhas as palavras do Bode!

    1. Interessantes as palavras de sua amiga que “anda de moto” a muito tempo… seguindo pelo mesmo raciocínio podemos afirmar também com a mais absoluta de todas as certezas que todo Harleyro é gordo e cochinha?
      É cada uma viu…

  14. O início do comentário do Wolfmann diz muita coisa, essa ideia de “liberdade” ligada ao motociclismo tá mais pra marketing do que pra realidade, é uma discussão que vai longe mas acredito que o cara que vive a vida da forma que ele deseja está mais próximo do conceito de liberdade.

    O que me incomoda na questão dos MCs é que as vezes as regras parecem mais importantes que a amizade/irmandade, mas não posso generalizar, respeitaria muito o MC que colocasse a amizade acima da “instituição”

  15. “Verdadeiro motociclismo Easy Rider”???? Desde de quando o estilo de motociclismo influenciado pelo movimento Hippie é o Verdadeiro? A “verdade” do autor parece ser completamente diferente da minha “verdade”!
    Pratico um motociclismo mais influenciado pelos movimentos underground que ferveram as madrugadas das grandes cidades na década dos 90!

  16. flavio Caiado, primeiramente parabéns pelo texto, mas há locais nele em que preciso discordar veementemente pois são afirmações imprecisas.

    quando você diz:

    “Motos sempre nos deram liberdade… de certa maneira, sempre nos libertaram dos grilhões impostos por essa sociedade burra, egocêntrica, individualista e capitalista. O motociclismo vem de encontro a essa sociedade imbecil.”

    discordo plenamente. A falsa de liberdade de sentir mais intensamente o motor da moto e o vento no rosto não nos libertam dos grilhões imposto pela socidade burra, pelo contrário, há gente muito mais burra na moto do que as vezes nos carros. gente que quer simplesmente aparecer (egocêntrica), gente que não gosta de andar em grupo mesmo dentro de um carro (individualista) e que vive de aluguel, devendo até as cuecas mas não para de financiar moto…(isso é capitalismo) e o motociclismom POTENCIALIZA ESSA SOCIEDADE IMBECIL.
    nós (motociclistas) só fazemos isso com mais estilo.

    “No início tinhamos liberdade total.” nunca ouve libertade total, o que nao havia antes eram leis e os limites estavam sendo testados. pronto, já encontramos alguns limites e o estado tem assegurado (claro que de forma porca) que eles não sejam ultrapassados.

    sua indagação com motoclubes, faz-se assemelhar a um cara que acabou de ser kickado de um MC pq não cumpriu as regras. Entrar para um grupo é desfrutar do que se tem em comum e realinhar o que não se tem. uma hora você vai ser uma aste a ser empenada, outra hora você vai ser um modelo ao qual as astes vão se alinhar. é uma questão de viver dentro.

    por fim, recordo-me da frase: se quer ir rápido (ao qual vc assemelha a liberdade), vá sozinho. se quer ir longe, vá com o clube.

    p.s.: Compactuo com o comentário do Eduardo;

  17. Quero pedir licença e expressar minha opinião de forma muito respeitosa a todos que concordam com esse texto, que por sinal relata uma opinião muito interessante e até poderia tomar como minha, exceto por um simples fato que descreve minha experiência com MC: como em tudo nessa vida há moto clubes bons e ruins, ou melhor, moto clubes que vão nos agradar mais ou menos. Minha dica é: procure um MC que combine com suas ideias, um que represente seu desejo como biker e nunca terá sua liberdade limitada.

  18. Muito bom seu texto, muitos concordam em tudo, outros em alguma parte, eu sou um deles. Faço parte de um dos maiores MC do Brasil a mais de 8 anos e não me arrependo nem um pouco, já rodei o Brasil todo e alguns países da América do Sul e te garanto que se não fosse de um MC da grandeza do meu não me sentiria tão à vontade. Não me sinto preso, nem sinto falta de liberdade sabe porque ? Porque antes de entrar pesquisei vários MC e achei o que tinha tudo que esperava no motociclismo, irmandade, fraternidade, humildade.
    Portanto se voçê nunca participou de um MC não julgue o desconhecido.

  19. Faço parte de um MC e sou presidente, umas das nossas ideologias e justamente o lance da liberdade, o MC nao significa que o membro nao possa ir aos lugares que ele desejar, devendo ir onde o MC definir, todos podem puxar um bate e volta, quase todo dia ha encontros entre aqueles que tem aquele dia livre em especifico para ir. Um membro vem e puxa um rolê, e quem pode ir vai. Claro que uma vez no mês tentamos reunir o máximo de pessoas possível para um encontro geral. Seja um aniversario, um churrasco, etc. Nao proibimos nossos membros de andar com outros clubes, tentamos pregar o motociclismo e fomenta-lo, trazer mais pessoas para esse mundo e estilo de vida. No final a paixão é a msm, as condutas é que são diferentes, talvez o MC seja um suporte c algumas regras regidas nas leis.

  20. parabéns pelas palavras….
    ando de moto desde os 15 anos… tenho 53… e hoje fico chateado com a postura de alguns ditos “HARLEYROS” que menosprezam e desfazem daqueles que não possuem uma HD….é lamentável esta atitude, e vejo que estes realmente não são, nunca foram e nunca serão motociclistas ( motoqueiros)….

  21. Gostei do texto
    Mas surgiu a seguinte dúvida : se liberdade é fazer tudo o que temos vontade, não estaríamos sendo escravos dos nossos próprios impulsos ? Liberdade não passaria a ser em última instância o desapego ao “eu” ?
    Acho que os MC são só um pretexto pra se reunir com os amigos pra andar de moto, tomar umas brejas e bater papo, coisas que são boas por si só, mas que são ainda melhores quando fazemos com amigos do lado

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