Confirmado: Scout será a primeira Indian no Brasil

indian-scout-abre

A chegada da Indian no Brasil (que a grande mídia está erroneamente chamando de “centenária”, confundindo com as encarnações anteriores nas mãos de outras empresas) foi confirmada oficialmente pela Polaris, a atual detentora da marca. A primeira moto a desembarcar no Brasil será a Scout, e o preço dela será anunciado no Salão Duas Rodas, em São Paulo.

O novo estilo, quadro mais moderno que permite uma cíclistica melhor, e o motor V2 de 1.130 cm³ arrefecido a água, deve agradar graças aosseus 100 cv, 9,9 mkgf de torque e câmbio de seis marchas. O projeto para alguns, fica no meio termo entre uma Harley e uma cruiser japonesa, por isso provavelmente vai ter um público mais específico. Por outro lado, o apelo da tradição e o marketing bem feito, também deve atrair pessoas que buscam um lifestyle parecido com o que a Harley vende, mas estão insatisfeitos com a marca.

Apesar dos boatos, não tive nenhuma confirmação de preço. Agora resta aguardar: se o valor for justo, e o pós venda melhor do que o da Harley, podemos ter finalmente uma competidora de peso nessa categoria.

Aguardo ansiosamente um test drive, apesar de que a maioria das marcas não é lá muito fã do jeito que escrevo abertamente, e me deixam de fora de absolutamente todos, mesmo com o grande alcance do Old Dog Cyles e sabendo que vocês adorariam ver eu testar Triumphs, Indians e afins.

É o preço da independência.

De qualquer forma, aguardo com curiosidade a moto. Se o preço for bom, e ela se provar tão boa quanto tem sido anunciada nas revistas internacionais, pode até correr o risco de acontecer isso aqui comigo:

Indian_patchprint

UPDATE: O Virgilio Galvão questionou a minha ressalva quanto ao uso da palavra centenária, e acho que vale uma explicação em um post sobre isso aqui.

19 ideias sobre “Confirmado: Scout será a primeira Indian no Brasil”

  1. Legal, queria ver uma dark horse de perto… Mas Bayer, esse lance de te deixar de fora porque você fala o que pensa, deveria te dar mais pontos com esse tipo mídia e público! Em um mundo perfeito…

  2. Eu estou curioso pacas com os modelos, tanto a Scout (que não me interessa realmente) quanto a Chief (que me interessa, principalmente pensando no belíssimo Thunder Stroke).
    Mas, se os anos forem bons, pode ser que eu tenha as duas americanas na garagem. Por que não?

  3. Só uma dúvida: Por que você acha que a marca não deve ser chamada de centenária? Sim, estava nas mãos de outros grupos no passado, mas é a mesma empresa, não? A Ferrari é da Fiat, mas continua sendo a mesma Ferrari de sempre.

    1. Acredito ser por que a marca ficou sem produzir qualquer modelo de moto de 59 a 99. A marca é centenária, mas ficou 40 anos sem produzir nenhuma moto.

    2. A Indian não é a mesma Indian de sempre. É apenas uma marca, e os engenheiros que fizeram o projeto atual se basearam no que foi feito no começo do século para dar uma mesma cara. A Triumph passou por algo parecido.

      A verdadeira Indian fechou as portas em 1953. Depois disso, o nome foi comprado e usado para comprar Royal Enfields e revende-las com a marca Indian nos EUA. Isso durou menos de uma década, e a empresa que fazia isso fechou as portas. Segue-se um período de limbo e, nos anos 70, outra pessoa comprou a marca (há controvérsias quando a legalidade dessa transação) e fez o mesmo, mas dessa vez com motos italianas. Dos anos 70 até 1999, a marca foi mudando de mãos e ninguém fabricou nenhuma moto disponível comercialmente com o nome Indian.

      De 1999 até 2003, foi fundada uma nova Indian, que fazia motos usando um motor já existente da S&S, muito mais parecido internamente com um motor de Harley do que com um de Indian clássico.

      Essa empresa também faliu, e em 2006 ela muda de mãos novamente, e começam a projetar um novo modelo.

      Foi só em 2011 que a Polaris, fabricante da Victory, compra o direito do uso do nome e começam o projeto do zero. A Polaris tem todo o know-how pra ressucitar a marca, e dedicou uma enorme verba para o projeto. Usando como base o desenho das Indians originais, a que fechou as portas em 1953, eles pediram que os engenheiros imaginassem que evoluções a moto teria tido com o passar dos anos, sem perder suas características originais (como a Harley faz) e criar um novo modelo de acordo com a tradição da Indian. Daí o ressurgimento da Chief, da Scout, o investimento em corridas, a homenagem ao Burt Monroe e o reacendimento da rivalidade com a Harley.

      Ou seja: a marca pode ter 100 anos, mas não é uma empresa centenária como a Harley que foi se reinventado com o passar das décadas, mantendo muitos dos mesmos funcionários, descendentes de fundadores, fábricas e tradições que perduram há décadas. A Indian que você compra hoje, é apenas uma moto inspirada na marca original.

      A única coisa que não mudou, foi o nome. De resto, ela poderia ser até uma fábrica de cafeteiras se o atual dono quisesse.

      1. Concordo plenamente com td, sou fã da Harley mas a assistência pós venda é muito fraca , quem sabe com uma competição desse peso no mercado venha a melhorar , e a colocação a respeito de centenária ,tbm acho correticima ,muito tempo parada a fabricação ,aí é fácil classificar muitas marcas de tal forma !

  4. Tô juntando meu dinheirinho!!! Vai ser minha próxima motoca, sem substituir a anterior e sem ser minha “segunda” moto. Entendeu? Deixa assim.
    Além disso, a Harley precisa de concorrente de verdade. Espero que seja a Indian.

  5. Esperando ansiosamente, principalmente para saber o preço. Essa nova Scout me agradou muito. Remete muito bem ás antigas Scout. Ah… gostei da última imagem, muito boa! kkk

  6. Essa vai competir diretamente com a HD Sportster 1200 que já é a HD mais vendida no Brasil atualmente.

    Levando em conta que essa HD tá por 39 mil, a Indian devia botar um preço pelo menos parecido pra competir de igual pra igual.

    Se conseguirem manter em até 42 mil acho que será um sucesso!
    Puts! 100cv de potência! A minha HD 1200 tem 66!
    Só que HD tem um pouco mais torque…
    Só posso dizer que estou na fila pro Test Ride!

    1. A XR1200X, com cabeçote aberto, comando nervoso, radiador de óleo e tudo o mais que a fábrica fez, tirou só 92cv do EVO. Pela relação peso/potência, a Scout deve ser bem divertida.

  7. Estou muito curioso e ansioso também para acompanhar essa chegada da Indian no Brasil. Inclusive eu respondi uma pesquisa de mercado para uma agência de publicidade sobre a empresa uns meses atrás, o que acho que ajudou a definir a entrada da empresa pela Scout. Mas enfim…

    Não tenho expectativas com relação a ela vir “em um preço justo”, isso porque, as montadoras gringas já perceberam que brasileiro “gosta” de pagar o preço “gourmetizado” nas coisas e além da alta tributação inerente do produto, eles também irão jogar a margem de lucro lá no alto.

    Mas vamos ver, queria muito ver o que essa belezinha pode fazer.

  8. Pporra eu gosto da forma que escreve acho que fala a verdade disz o que realmente pensa e não o que te mandam dizer .

    E sobre não ser chamado pros teste drive a chato mesmo mas esse éo preço que todos que falam o que pensão tem a pagar

  9. Saúde & Paz.
    Bayer;
    Creio que o “não convite” à teste-drive se dá ao fato que muitas pessoas só querem ouvir coisas boas e o que lhes interessam. E como sabem de sua imparcialidade; temem o que será escrito.
    Afinal como dizem aqui na minha terrinha “”” Vc. é boca dura””” fala a verdade. E a verdade dói às vezes. kkkkkkkk
    Abçs.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *