Continuando o assunto “Não invista em moto”

Não, eu não virei hippie. Continuo sendo mais um simpatizante do Ron Swanson do que qualquer outra coisa. Mas o vídeo acima traz uma perspectiva bem interessante sobre o tema discutido no post “Não invista em moto, por favor”, mostrando onde o atual tipo de mentalidade voltada ao consumismo desenfreado está nos levando, além de contar um pouco sobre como os mais jovens estão lidando com o tema.

Além da relação com o post anterior, decidi colocar esse vídeo aqui porque muito harleyro, motoqueiro e estradeiro gosta de meter a mão na massa, e naturalmente já fazemos muitas das coisas mencionadas no vídeo. Também me lembrou assuntos que a gente costuma conversar aqui no blog, com movimentos como o “Faça você mesmo” e as habilidades discutidas em “O que é ser homem?

Não concordo com tudo no vídeo, mas acho que vale pra continuar o debate.

15 ideias sobre “Continuando o assunto “Não invista em moto””

  1. Ron Fucking Swanson <3
    Ele tem a melhor explicação sobre o governo https://www.youtube.com/watch?v=TgnvAv-bSgM
    E a melhor frase sobre capitalismo "'Capitalism: God's way of determining who is smart and who is poor."
    Sobre o vídeo, vejo essa mudança acontecendo aos poucos no mundo da moda, a nova onda agora é o minimalismo. Ter o guarda roupas entupido não é mais visto como a melhor opção, e sim saber se vestir com pouco já que isso demostra mais criatividade e estilo.

  2. Bayer… não consigo “engolir” o termo “harleyro”, não sei bem onde ele se insere dentro daquela eterna dicotomia (inútil, diga-se de passagem) entre moqueiros e motociclistas. Desculpe comentar aqui, mas é q vc usou o termo e me lembrei de perguntar, p q qdo me chamam de “harleyro” me sinto incomodado e não me identifico com os que aceitam e até insistem em ostentar o titulo de harleyro…

    Abraço!

    1. Historicamente, harleyro no Brasil era qualquer cara de que andava de custom. Os leigos associavam o estilo e o apelido pegou. Hoje em dia isso mudou, já que a Harley botou os pés de verdade por aqui e muitas pessoas hoje efetivamente andam de Harley.

      É uma subcategoria de motoqueiro/motociclista, como trilheiro, jaspion, speedeiro, aventureiro, etc.

      De qualquer forma, é como uma parte da galera se auto-denomina.

      Eu continuo me chamando de motoqueiro, sem frescura nenhuma. Hehehehe…

  3. Adorei o vídeo, mais uma vez o Blog provando que fala sobre tudo relacionado a viver melhor, e isto está relacionado com motociclismo com certeza.

    A cultura do compartilhamento era antes bem mais forte, agora ta voltando.

    Sobre as vezes não precisar comprar algo tão caro para andar por ai nas estradas, acaba sendo para quem pode pagar um moto de 60paus normal, mas para quem não pode, invista em uma mais velhinha que você também será feliz, ao contrario de se afundar em dividas.

    Abs.

  4. Esse vídeo é bom mesmo, tende a ser bem motivacional, espero! A partir dos 7min é que se encontra a problemática de toda questão, o ser humano ainda não se deu conta de que o isopor contendo a bergamota descascada não tem pra onde ir, que o isopor contendo o mamão fatiado e sem sementes não tem pra onde ir (Sim, senhores, pérolas do Carrefour pra facilitar sua vida, “porque eu vou ficar com a mão fedendo a bergamota ou me dar o trabalho de fatiar e tirar as sementes do mamão que eu vou comer? É só de vez em quando, não tem problema!”), que o eletrônico que ele troca sazonalmente em sua grande maioria não tem pra onde ir, que as roupas que ele compra nessas grandes lojas de departamentos são, todas, eu disse TODAS oriundas de mão de obra escrava, não acredita? googa aí! Que achou aquele item super barato naquele famoso site que vende “made in china” e adjacências e está se achando muito esperto, ou então fez a festa no “de R$0,99 a R$1,99, só que não pensa, não usa a porra da cabeça pra ter um minuto de consciência e descobrir que nada, absolutamente nada nesse mundo pode custar R$0,99 e ainda dar lucro para o produtor, o comerciante, o frete e pagar o salário de quem trabalha na produção e seus direitos trabalhistas! Hummm, será? Não tem essa de “jogar fora” não existe, “jogar fora”, “jogar no lixo” estamos até o pescoço no próprio lixo, somos uno com o todo,o planeta é um só, não existe “fora” como se desaparecesse por passe de mágica!

    Enfim, é desanimador, os exemplos são infinitos de como somos ignorantes! E descordo totalmente de quem acha que está mudando, não está. O que realmente acontece é que atualmente há ferramentes que nos possibilitam trocarmos informações de maneira mais rápida e temos mais acesso a ela, assim, quem quer, quem se interessa corre atrás, mas nem de longe é algo que cresça exponencialmente quanto a nossa sede de consumo.

    Infelizmente isso é a longo prazo, a mudança é a longo prazo, e claro, com aquela velha verdade, o caminho é educação. Não estou dizendo da instrução que se “aprende” nas escolas, e sim da educação, ninguém educa ninguém, você no máximo instrui alguém, a educação é o próprio homem quem o faz, quem se educa. E nossa geração, assim como a geração de 90, 2000 pra cá, se possível é ainda pior que a gente pelo que vejo, mal sabem onde fica o próprio rabo.

    Já falei demais! Bayer, acho muito bacana você colocar tópicos tão relevantes para serem discutidos, além do tema principal que são as motos, mas que ainda assim guardam alguma relação entre si.

    Abraços!

    1. E eu concordo com vocês dois.

      “Motociclista, não motoqueiro”. Ah, vá catar bolinha de isopor, faz o favor.

      Marcelo: e pensar que um dia o homem acreditou que a tecnologia seria libertadora. Que inventariam máquinas para trabalhar por nós…

      Esqueceram de colocar na equação que a cada 3 meses a apple lançaria um aparelho igualzinho ao anterior, pelo dobro do preço, e todo mundo corre pra comprar.

  5. Excelente vídeo, Bayer. Excelente tema abordado.

    Um amigo sempre me dizia que muitos compram para preencher vazios que não foram preenchidos, sejam estes por afeto, carinho, amor, necessidades.

    Uma coisa que aprendi a algum tempo com uma amiga freira da minha esposa, foi que se ela ganha um sapato novo, um calçado novo, o calçado antigo, tem que ser doado, tendo em vista que ela nao precisa de mais que um par, o mesmo para roupas, acessórios ou outros.

    Não sou um cara tremendamente religioso, até tenho minhas ideologias quanto a isso, contudo o que aprendi com ela foi mesmo interessante, devemos dar valor ao que temos, principalmente as pessoas ao nosso redor. Muitas vezes um abraço ou uma palavra amiga, conforta bem mais que dinheiro, ou presentes…

    Grande Abraço!!!

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