Como irritar as motociclistas com apenas um anúncio

A cada ano que passa, mais e mais mulheres começam a andar em duas rodas. Muitas começam com pequenas motos urbanas como as scooters, mas o número de motos de maior CCs entre elas não para de crescer. Um bom exemplo da presença feminina no meio é o projeto The Women’s Motorcycle Exhibition, que fez grande sucesso.

É por isso que, nos últimos anos, começaram a surgir uma série de produtos específicos para as mulheres, como a linha Vika da Alpinestars, com uma pegada mais fashion.

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Sabendo da enorme presença das mulheres no meio motociclístico, talvez não seja uma boa ideia para uma marca fazer um anúncio como esse aí embaixo. Ele é sobre uma nova calça com proteção de Kevlar nos joelhos, e mostra uma mulher ajoelhada com a tal calça de frente para um cara com o título: “Você nunca sabe quando vai precisar”.

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Por mais que a tentativa tenha sido o humor, vamos combinar que é de mal gosto, não acham?

36 ideias sobre “Como irritar as motociclistas com apenas um anúncio”

  1. É de mal gosto. Entendo a intenção,
    já que a calça é para o público feminino, e a propaganda quis mostrar a atidude da mulher, que, aparentemente, parece ser a motoqueira em questão (e não necessariamente o cara). A ideia deveria ser melhor trabalhada.

  2. Muito mau gosto e falta de bom senso. Vacilo tremendo do pessoal de marketing da empresa.
    Quanto a mulheres de moto, acho que deve ser incentivado. Pessoalmente acho muito atraente mulheres de moto e, além disso, acho que elas tem o direito de estarem onde quiserem e isso inclui na estrada sobre uma moto.

  3. Esses caras de publicidade são fodas! Não dão ponto sem nó.
    Não duvido nada se identificaram que tem mais mulher na garupa que pilotando. Nesse caso, talvez o público alvo seja o homem que leva a mulher na garupa mesmo.
    “Aproveita que comprou uma pra ele e já leva uma pra ela.” Hehehehe
    Demais o post Bayer, parabéns.

  4. Vou dar uma opinião controversa. O machismo não está em achar isso ofensivo? Mulheres heterossexuais gostam de chupar um, não? Já passamos do tempo do puritanismo, elas podem assumir publicamente que gostam e fazem sem serem julgadas (exceto por idiotas).

    Então qual o problema de colocar uma mulher fazendo? Se fosse uma insinuação de um homem chupando peitos ou vaginas ninguém iria achar ofensivo e talvez a propaganda até fizesse muito sucesso.

    1. Complementando, se fosse um produto voltado aos homens que, supostamente, colocaria a mulher de joelhos, aí seria ofensivo, diminuiria a dignidade feminina. Mas não é o caso, a mulher tomou a iniciativa de fazer algo que gosta e não deveria ser julgada por isso. Simples.

    2. Não, para ser machismo precisaríamos estar criticando a postura de uma mulher que decidiu mostrar isso.

      No caso, é uma empresa cujo o dono é homem e que costuma fazer propaganda nesse naipe.

      1. Eu não conheço o dono pra saber o sexo dele, nem seu background, mas acho ambos altamente irrelevantes, já que estamos analisando a peça publicitária em si. Se fosse uma mulher, estava tudo certo?

        É altamente polêmica, alguns podem se ofender pela insinuação sexual, entretanto, por ser um produto voltado para mulheres, fica bem evidente que a mulher é o sujeito ativo na peça e, por isso, não acho nada machista.

        1. Entendo Gustavo, mas esse argumento não vai colar com a mulherada. Parece defesa do Conar!

          Se a mulher fosse o sujeito ativo, e eles quisessem mostrar ela em posição de poder, tinha muito mais jeito de fazer isso… Como botar um cara fazendo oral nela, por exemplo, e não ela de joelho na frente de um cara. É só mostrar pra qualquer amiga sua e perguntar se é machista ou não.

          Como mencionaram no Face, essas coisas rolavam nos anos 80. E não tem nada a ver com politicamente correto, a gente já passou dessa fase.

          1. Aqui elas continuam reclamando. Foi de onde achei o anúncio.

            Mas eu trabalho num ambiente onde tem mulher tatuada, independente. As minas aqui devem ser mais caretas que a maioria.

    3. Concordo plenamente.
      Acho de mal gosto não pelo fato de ser uma mulher, mas sim pelo fato de ser um ato sexual. Não sou púdico, mas simplesmente não goste e vida que segue.
      Agora pelo fato de ser mulher, e se ela passou de moto, gostou do cara e simplesmente sentiu vontade de fazer sexo oral nele? Os dois são adultos, eles que se entendam.

    4. O problema é que a imagem além de tudo é irreal! Hauahauahauaha não é assim que acontece, vamos combinar.
      E sim, é ruim bagarai. Se foi uma c*gada errática vá lá…. talvez o publicitário só tenha a esposa pro coito mesmo, vai saber… mas se é contumaz… é sim defeitinho de construção.

  5. É, não rolou! Sinceramente essa onda de politicamente correto me dá no saco, mas isso realmente é bem ofensivo, se tivesse tirado o cara da frente dela e colocado a moto no lugar e algumas ferramentas na mão dela, seria um baita comercial! Levando-se em conta o cenário atual, acho que ele não vai vender muito…

    1. Pô, aí sim. Ia agradar gregos e troianas: se uma mina motociclista já é sexy, uma motociclista/mecânica suja de graxa então? vish! Você devia ser publicitário mano, sem zoeira!

      1. Exato! Penso que seria muito mais eficaz, e não digo só comercialmente. Rá, pelo contrário, velho…passo longe de qualquer coisa que estimule consumo!rs

  6. Já que o post ficou polêmico, vou dar o meu pitaco.

    1: realmente não “ficou legal” essa cena. E digo por q: o pessoal do marketing se apegou ao estereótipo da “mulher objeto” que hj em dia é amplamente divulgado e até ovacionado por milhares de mulheres Brasil afora. Leia-se aqui as “mulheres frutas”, “mulheres rãs”, “gostosas do funk”, “popozudas”, “gostosas do face” e por ai vai…
    Há, e isso é inegável, uma enorme casta de mulheres que se coloca nessa posição de “objeto de desejo” através do abuso de sua imagem, pelos seus comportamentos absurdos e até por suas músicas (se é q da p considerar música…) Essas tipas é que mantém o estigma de que a mulher está ai p ser “consumida”, comprada, usada e colocada fora como qualquer calça jeans….
    2: o problema é que JUSTAMENTE NO MEIO MOTOCICLÍSTICO ESSE TIPO DE MULHER NÃO É A MAIORIA. Não vamos nos enganar, a grande maioria, senão TODAS as minas que pilotam suas motos estrada afora são “fodas”, no melhor sentido da palavra. Todavia, ainda há as “marias macacões” com seus micro shorts nas garupas empinadas mostrando o útero e difamando o bom nome das mulheres no meio das duas rodas.
    Mas eu estou me referindo ao “público alvo” desse comercial, que aparentemente estava destinado às mulheres motociclistas e foi ai que eles erraram, e feio. Afinal, reduziram essas mulheres de atitude ao mero estereótipo de mulher objeto citado anteriormente.
    Gosto da ideia que o Gustavo Carneiro levantou de que “se a mulher é moderna, decidida e descolada, pode pagar um boquete p quem ela quiser e quando (e onde) ela bem entender. Só que eles não conseguiram passar essa mensagem.

    PS: os estereótipos masculinos que denigrem o perfil do homem de hoje, também existem, não sou machista, tampouco cego, mas isso é assunto p outro post!

    Abraços!!!

    1. Não poderia concordar mais.

      E por incrível que pareça, concordo com o argumento do Gustavo. Mas conhecendo a empresa, o histórico e o resultado do anúncio, não foi esse o caso.

    2. Não havia lido seu comentário. Não tem como melhorar suas observações. E praticamente todas gostamos da prática. Só não precisa fazer propaganda com isso, c*ralho!!

  7. Comparo isto com as propagandas de cerveja em sua maioria.
    Machistas em excesso.
    Claro que tenho um pouco de machismo, mas não concordo e tratar a mulher assim, como um objeto.
    Tiro no pé essa propaganda…

  8. Publicidade não foi feita para expressar opiniões, mas sim para vender algo, e a forma mais fácil de vender é pela arte que sensibiliza ou pela arte que gera controvérsia.

    É o tradicional ditado: falem mal ou falem bem, mas falem de mim.

    Entrar no mérito da opinião do publicitário que fez a peça ou se a peça publicitária pretende conscientizar o público foge completamente à intenção de vender alguma coisa.

    A única exceção é a peça institucional para divulgar uma realização mostrando como o realizador é notável na sociedade ou propaganda política, que sempre emite opinião e tenta convencer que essa é a opinião realmente válida.

    Apesar de achar essa propaganda de mau gosto, ela atingiu o objetivo: está repercutindo e deixando a marca é o produto em evidência.

    E tudo com base em um debate que não vai acrescentar nada na vida. Típica enrabação de mosquito.

  9. Fiz o exercício em casa: perguntei à minha mulher o que ela achou do anúncio. Resposta: “Ridículo! Poderiam ter posto a mulher de joelhos beijando o filho ou mexendo na moto”.
    “Escrotice!” ela disse também.

  10. HAUAHAUAHAUAHAUAHAUAHA
    Gente, eu ri demais quando vi.
    O que não muda nada em quanto mau gosto foi preciso pra bolar essa b*sta. coisa de adolescente.
    ….e talvez eu ainda seja uma hahahahaha

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