Fuck Society – Minha opinião política

(A versão dublado desse vídeo você confere aqui, mas aviso que ele não tem a mesma excelente interpretação do original.)

Ok, este é um site de motos. E você não entrou aqui para ler sobre política. Mas tendo em vista que ele é um site de motos que existe em um país que está passando por um período turbulento, acho que é hora de me manifestar. Porque a própria existência dele, ou a minha como brasileiro, vai depender de como o país vai estar nos próximos anos.

Eu não tenho partido. Minhas ideologias parecem se encaixar apenas no bom senso, não tendo um paralelo exato com nenhuma sigla. Para algumas coisas sou conservador, para outras sou extremamente liberal. Nem no velho “direita e esquerda” eu consigo me encaixar. Admiro e abomino algumas posições de ambos os lados.

Por isso, sem ter filiação ou carinho por nenhum partido, acredito que investigar quem está no governo é um importante recado. Imagine só, poder prender e julgar, logo no país da impunidade, pessoas que possuem um poder absurdo? Se elas são pegas, significa que ninguém está a salvo.

E esse seria o primeiro passo para o país passar por uma limpa. Sim, ia começar com quem está no poder agora, mas essa devassa poderia se estender para qualquer um com a pretenção de nos governar. Todo e qualquer político passando por um escrutínio debaixo de uma lupa.

Mas isso não vai acontecer. Nunca.

Não vai porque tudo termina como futebol no Brasil,  em FLAxFLU. Bolsonaro vs Wyllys. PT vs PSDB. Estudantes vs seus próprios pais.

Não é o governo que está nos manipulando. Acredite, nossos políticos não são tão competentes assim. O que eles fazem é usar a nossa desunião a favor dos interesses deles.

Olha só as timelines do Facebook. Todo mundo apagando quem tem uma opinião contrária. Cada um lendo o jornal com a opinião que mais lhe convém, algo que os psicólogos chamam de viés cognitivo.

O que eu entendo, mas isso faz com que o discurso fique cada vez mais polarizado, com mais e mais pessoas tendo dificuldade de se colocar no lugar do próximo. Um tentando enfiar sua ideologia goela abaixo do outro.

E na hora de protestar, ninguém tem um objetivo comum, como renovar nossa constituição, sistema legal ou fazer uma reforma política para não dar tanto poder na mão dos políticos. Ao invés disso, fica todo mundo torcendo e brigando pelos mesmos times de várzea de sempre.

É aquela frase que dói, mas tem um grande fundo de verdade. A gente fica esperando um Churchill pra resolver o país, mas o que está faltando por aqui são mais ingleses.

Aí eu fico pensando se aquele gringo não estava completamente certo naquele texto que viralizou. Se a gente não merece os políticos que tem. Merece o país do jeito que está.

Pelos futuro dos meus filhos, eu realmente quero acreditar que não.

26 ideias sobre “Fuck Society – Minha opinião política”

  1. Eu te critiquei no post anterior, e te parabenizo neste!
    Como comunicador, você tem sim responsabilidade no que escreve, e desta vez foi perfeito no tom e no conteúdo!
    Parabéns!

  2. Acompanho o blog a tempos mas quase nunca comento nada, mas acho propicio o seu posicionamento;

    O problema é que a maioria(inclusive eu mesmo) tratam o Brasil como um paciente de câncer em estado terminal, todo o brasileiro esta esperando uma brecha pra fugir desse pais; Temos que nos interessar e cobrar eles de perto;

    Outro ponto é que fazemos política pra quem não sabe nada de política(inclusive eu mesmo) , se todos nos fôssemos afundo no estudo da política, poderíamos ter alguma chance de cobrar que fosse pra frente esse pais;

    Abraço;

  3. “…E na hora de protestar, ninguém tem um objetivo comum, como renovar nossa constituição, sistema legal ou fazer uma reforma política para não dar tanto poder na mão dos políticos…”

    Brilhante observação, ótimo texto e um excelente tapa na nossa cara, pois o merecemos!!!

    Meu protesto faço nas urnas, ou seja, não voto em “ninguém” porque não concordo com este “sistema” de voto por simpatia.
    Queria sim era ver o preenchimento dos cargos (que hoje os representantes são eleitos) conforme é feito com os demais, ou seja, através de concurso público… Sim, o candidato a presidente poderia ser “qualquer” pessoa, devidamente capacitada para tal, com exigências como curso superior em administração ou marketing político, e as provas poderiam ser feitas pelo supremo (apenas uma ideia), aí sim “talvez” veríamos alguma mudança…

    Grande abraço e não se acanhe, pois já passou da hora de nós Brasileiros começarmos a entender o que está acontecendo e nos coçar para resolver…

  4. Rapaz, é difícil pacas falar sobre isso sem entrar em assuntos que demandam uma posição para lá ou para cá.
    Bem, eu vou tentar, e de forma bem breve. E mais ou menos na linha que você vai.
    A questão é que não só acreditamos nos “salvadores da pátria”. Acreditamos também que a mera mudança de estrutura fará o milagre de mudar o homem. Mas enquanto a brasilidade for o que é, não tem muito jeito não. Ou passamos a uma cultura de lei, honra, liberdade e compaixão ou vamos continuar a tirar um imoral, que reflete nossa imoralidade, apenas para colocar outro imoral nosso semelhante em seu lugar.

    1. Mas nessa ótica estamos todos fodidos p sempre! Afinal o problema aqui é justamente o povinho gado q pasta nessa imensidão deitada em berço esplêndido há 500 e tantos anos…
      O negócio é começar uma mudança qualquer de alguma forma e já!Lembrem-se (os q puderem – idade) assim q derrubamos o Collor, bastou nos mantermos vivos até o Itamar ir embora e a mudança começou… E foi profunda, em menos de 20 anos (depois de 1994) o Brasil finalmente parecia ser um país q ia dar certo…. Quase deu. Eu mesmo cheguei a sentir o gostinho de viver em um país melhor, só q infelizmente era tdo maquiagem. Colocaram fora toda a obra q se iniciou com a valorização da nossa moeda e o fim de inflações estratosféricas… Bem, na verdade não colocaram fora, trocaram por dinheiro de empreiteiras p comprar votos e permanecer no poder por mais alguns anos. Isso se chama empreendedorismo!!! rsrsrsrsr…
      Não sou filiado a nenhum partido, as únicas bandeiras q eu levanto são a do Brasil, da República Rio-grandense (sim, somos uma República, basta ler na bandeira) e a do Internacional de Porto Alegre, mas também não sou cego, nem surdo e graças a Deus, tenho boa memória!

      1. Isso mesmo. Eu não sou nada otimista quanto às possibilidades de mudança. Sem cultura não nos resta senão espasmos de prosperidade.
        Quanto a bandeiras… Eu levantaria uma Rebel Flag pelo Sul com todo prazer. Mas Inter e Grêmio não dá não. Aliás, com o Sul por país eu ficaria órfão de time. Mas valeria a pena!

      2. Seria ótimo se o RS se separasse finalmente do resto do País, ficariam exlusivos para vcs de Engenheiros do Hawai, Renato Gaúcho e Cleiton e Cledir entre outros.. e tbém assumiriam o mico de serem os pioneiros em explicitar apoio a corja do PT.

  5. É isso aí my dude. Malz por ter levantado aquela bola no post errado, também. Pareceu que eu estava tomando partido, mas na minha cabeça eu estava “puxando pro neutro”.

    Pensei pra caralho nessa história toda e cheguei a uma conclusão:

    Talvez o impeachment da Dilma (sem entrar em questão de legitimidade) seja pra melhor. Se todo mundo continuar tão interessado em política como está agora, e pedirmos a cabeça de todos pegos com a mão no cofre, em 12 anos a gente conserta o Brasil.

    O esquema é voltar às nossas raízes lupinas, de pensadores independentes. O leão, o urso e o tigre podem ser mais fortes, mas o lobo não trabalha no circo.

  6. Cara, eu te entendo e concordo com quase tudo o que você disse aí. E tenho uma sensação de deja vu. As pessoas são muito manipuláveis e isso gera apenas mais extremismo. Quem está com uma turba de “esquerda” tende a ficar mais extremo para a esquerda e assim com quem está com a turba de “direita”. Coloco as orientações políticas entre aspas porque aqui no Brasil não temos uma definição muito grande de quem é quem e, no fim das contas, direita e esquerda estão mais é para definir com qual mão o cara está embolsando nosso dinheiro.

    Fico numa falsa esperança, aquela que a boa vontade nos induz a acreditar para que não entremos numa espiral rumo ao fundo, de que este não é o fim de coisa alguma, mas o início de uma moralização, do princípio de um maior escrutínio sobre a lisura da folha de nossos governantes. Só que no fim eu vejo a realidade e que uns continuarão atacando os que tem opinião divergente e quem gostaria apenas de ver o desenvolvimento se frustra.

    As eleições aqui, no fim, não são para nos oferecer boas condições através de uma política justa e confiável, mas apenas pelo poder. Os que se candidatam buscam apenas vantagens pessoais. A luta é por estar acima de todos. E aqui as pessoas tem medo do governo. Onde as condições de vida são melhores, são os governantes que temem o povo.

    Também pudera, em um país onde a maior parte da população é corrupta, usa e abusa do “jeitinho” (o termo e comportamento que mais me enoja e emputece), quer levar vantagem em tudo, não é de se surpreender que os políticos assim também o são. Os políticos são apenas pessoas como a população que tem condições de fazer algo maior. Se grande parte do povo é altruísta e busca o melhor para todos, os políticos também assim seriam, o que não é nosso caso.

    Também não me enquadro nem em esquerda e nem em direita, fico exatamente no centro. Não me rotulo, mas o que mais me definiria é liberalismo. Tenho ojeriza de ter pessoas querendo tolher minhas liberdades pessoais e dizer o que devo fazer. Talvez essa sanha por rodar de moto e, quase sempre sozinho, venha daí. Mas pelo que vejo, o futuro morando aqui no Brasil pode trazer sérios prejuízos para estas minhas vontades…

  7. Eu sou um cara conservador, ou “old school” para ficar dentro do tema Custom. Acredito que o certo é certo, mesmo que ninguém faça e errado é errado mesmo que todos façam.

    E isso me causa um desconforto muito grande ao viver no Brasil.

    A política brasileira não difere da política praticada nos demais países: será sempre um jogo de interesses, afinal todos votam no candidato que promete favorecer seus interesses pessoais.

    O que altera a forma de fazer política é a forma que se permite ao cidadão participar da política.

    A lei eleitoral brasileira está aperfeiçoada de tal maneira para a presevação de feudos e caciques eleitorais que inviabiliza a participação do cidadão comum, sem vínculo com algum partido.

    Investigar e punir é direito do Estado, talvez o único direito remanescente de épocas autoritárias que continua sendo necessário para manter a sociedade dentro da normalidade, preservando seus integrantes de abusos do poder.

    Portanto, nada mais normal que se investigue um detentor do poder, e se puna esse detentor em caso de culpa provada.

    Interessante é perceber como as pessoas abrem mão de sua capacidade de análise por uma necessidade de ter um líder ou um ídolo.

    E mais interessante é perceber o caráter desses líderes quando são expostos.

    O caminho para o Brasil não precisa de curva a direita ou esquerda: basta seguir em frente e para isso precisamos de um projeto de país e não de um projeto de poder de A ou B.

    Um projeto de país não precisa de autor, precisa de colaboradores.

    Nós somos os colaboradores e quanto mais colaboradores conseguimos, menos tietes os líderes terão para usar em prol de projetos pessoais de poder.

  8. Não tenho posicionamento político, e com as opções disponíveis durante as eleições, também deixei de votar. Quanto a direita versus esquerda, creio que Millôr Fernandes resumiu bem a situação:
    “O capitalismo é a exploração do homem pelo homem. O socialismo é o contrário.”

  9. Para aqueles que querem acompanhar melhor o que esta acontecendo no pais recomendo a leitura nos blogs de Augusto Nunes e Reinaldo azevedo na Veja.com.
    Abraços.

  10. Compartilho aqui um comentário que fiz na postagem de um amigo, sobre as manifestações, Verde-amarelo x Vermelho, sobre querer justiça e os culpados pagando por seu crimes:

    É amigo, estamos longe de ver isso. Nessa briga das ruas é o sujo falando do mau lavado. Citei a camisa da CBF pois tem sido o uniforme das manifestações que dizem lutar contra a corrupção, corrupção e CBF são praticamente sinônimos (vale lembrar que começaram quando Aécio perdeu nas urnas).. Assim como você, quero ver o sistema corrupto ruindo. Mas não do jeito que está acontecendo, esse circo que estão fazendo, cara tá tipo reality show. O processo segue antagonizando à ordem e justiça, o que temos é um jogo de interesses, derrubar um pra entrar outro da mesma espécie perniciosa. Agora o que mais me deixa angustiado é ver o povo cada vez mais alienado, trocam uma droga por outra, caminham por sua vez em direção oposta à consciência política. As pessoas querem um herói, um salvador que traga a cabeça de Lula e Dilma como troféu. Agora antes que me chame de isentão, não sou obrigado a aceitar nenhuma das mentiras, não vou escolher o menos pior. Acho digno o povo querer mudança, mas que não sendo massa de manobra. Fazer a coisa certa da maneira errada nos deixará nesse ciclo, uma eterna dança das cadeiras entre supostos heróis e vilões que a gente assiste sentado no chão de terra batida.

  11. A minha visão é que isso não vai mudar tão cedo. O problema maior (definitivamente) é a educação do povo brasileiro (ou a falta dela). Sem mudarmos nossa cultura com educação, será impossível mudarmos a situação.
    Agora esse pessoal que nos governa não tem o menor interesse que a população se torne culta, por motivos óbvios. Portanto, sim, temos que tirar esse pessoal de lá primeiro.
    Só que será um caminho longo e demorado, de algumas gerações, para mudarmos o país.

  12. A questão politica é complicada e simples ao mesmo tempo, numa democracia, as decisões deveriam decorrer para o bem da maioria sem prejudicar qualquer outro grupo.
    (Ex: Todos querem andar de mãos dadas com suas esposas na rua, mas aí, a minoria gay também deve ter o direito de andar de mão dadas tranquilamente, sabemos que não é bem assim).
    Estou tentando entender ainda como em Mogi das Cruzes por exemplo, a maioria não chega nem a ser classe média e vota em um candidato a prefeito filho de uma dona de escola particular, cujo apoiador do mesmo utilizou 128 milhoes para fazer um túnel meia boca na cidade onde não passa nem um guidon largo de Harley. Agora sendo bem franco e realista, o prefeito vai ajudar a escola particular da mãe dele ou o ensino fundamental municipal?
    Representatividade é tudo, e enquanto as pessoas considerarem politica como algo complicado e desinteressante, continuaremos tendo tuneis meia boca custando 120 milhões e onibus somente a 1hr da manha e 4:50hr. (politica não é desinteressante ou complicado, politica é teu onibus, teu carro, escola do teu filho, preço da tua comida, tua rua, imposto da tua HD importada. Politica é a garota da tua rua estuprada, é o filho da visinha preso ou morto por trafico, é o assaltante frustrado com as prestações atrasadas mesmo que nao justifique, é basicamente tudo que envolve dinheiro.)

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