Causos de moto

Às vezes acho que andar de moto é para-raio de louco. Por algum motivo, as conversas mais sem sentido com estranhos surgem quando estou de moto.

Que merda, mano

Paro no estacionamento ao lado de um motofretista. Ele olha pra minha moto e já diz com a maior intimidade do mundo:

– Da hora essa moto mano! Você deve pegar várias bucetas com ela.

– Não cara. – eu disse rindo – Eu sou casado.

O cara me olha de cima a baixo e diz com a expressão mais fúnebre do mundo:

– Que merda, mano.

A Dyna voadora

Paro no posto para abastecer a antiga Dyna. Rolam as perguntas de sempre: quanto custou, se ela bebe muito e qual o tamanho do motor.

– É uma mil e seiscentas. – respondo.
– Mil e seiscentas? Motor de carro. Vixxi, deve dar trezentão.

Antes que eu tenha chance de responder, o cara para de abastecer só pra dar uma espiada no velocímetro. Ele imediatamente fecha a cara pra mim e diz puto da vida:

– Mil e seiscentas nada. Marca só até 220 no velocímetro.

O Rossi da CB500

Um sujeito para do meu lado em uma CB500 bem judiada. Ele usava uma jaqueta da California Racing que já aparentava ser velha em 1982. O painel da moto dele estava solto e vibrava sem parar, prestes a cair. Ele olha pra XR1200X e diz de forma bem agressiva:

– Cê botou o kit naquela Harleyzinha.

– Não é kit, é outro modelo. – respondi com um sorriso.

– Não adianta botar kit. – ele insistiu – Quantos cavalos tem? 30?

– Original 92, mas essa aqui eu mexi e tem um pouco mais.

– Mas não adianta kit, não dá nem pra comparar com uma dessas aqui. – disse enquanto apontava pra CB 500 dele.  – Eu desapareço na sua frente.

– Tem razão.

Se eu não ia discutir sobre o kit, o que dirá sobre o desempenho ou quem pilota melhor. Nesse instante a moto dele começou a acelerar sozinha em lenta.

– Eu já tive Night Rod, vendi, não andava. VROD, VMAX, tive tudo. Mas agora parei com essas coisas. Parei com tudo.

O sinal abriu e, na hora de sair, a moto dele simplesmente apagou e não quis pegar mais. Agora foi a moto que parou com ele.

Pneu fantasma

Paro a Crypton em um sinal. Um motociclista diz com um tom altamente professoral e alarmista:

– O teu pneu tá murcho, cara. Você fica andando por aí assim e vai cair de cara no chão no primeiro buraco. Vai se esborrachar todo.

Estranhei, porque eu costumo ter uma boa sensibilidade nas motos, e logo percebo se algo está torto ou se o pneu está murcho. Olhei para o pneu traseiro enquanto dava um pulo no banco da Crypton e não vi nada de errado. Falei:

– Estranho, parece normal. Eu calibrei segunda feira.
– Aí tá seu erro, pneu se calibra todo dia. Ainda mais se for pneu com câmara.

Tentei não rir da última frase enquanto o cara ia embora. Andei mais um pouco e continuei não achando absolutamente nada errado na moto. Mas, por desencargo de consciência, parei num posto pra checar depois que o pneu esfriou. Estava normal e não tinha baixado uma libra sequer desde segunda feira.

Vai ver um duende esvaziou e encheu ele.

Lição de geografia

Encosto com minha saudosa Shadow 600 em um posto de gasolina no meio do nada, numa cidadezinha do interior de Santa Catarina. O cara olha pra placa e diz:

– Você veio de São Paulo?
– De Parati, na verdade.
– Em quantos dias?
– Saí hoje cedo de lá. – deviam ser uma 6 da tarde naquele instante, e eu já estava morto de cansaço de fazer a viagem só parando pra abastecer.
– Que motor ela tem?
– É uma seiscentas dois cilindros.

O cara arregalou o olho, de uma maneira que me surpreendeu:

– Seiscentas? Então você deve ter vindo voando. Fez em quanto tempo? Duas horas?

Geografia e matemática não foram os pontos altos dessa conversa.

47 ideias sobre “Causos de moto”

  1. HAHAHA ÓTIMO POST BAYER! Mas fugindo um pouco do assunto : você poderia me indicar algum post seu direcionado pra quem ta querendo começar a andar de moto?
    Abraço!

  2. Hahahahah!! Muito bom! Já tive estes tipos de conversa!
    “Mil e seiscentos?? Isso não é uma moto! É um gol 1.6!!”
    “Mil e seiscentos?? Isso é um Fuscão!!”
    Meu irmão mais novo diz que eu sou um “imã pra louco!

  3. Eu não tenho este problema. Quando paro no sinal com a minha DTN 180 (1986!) o máximo que escuto é: “de onde foi que isto saiu???” kkkk
    E, é claro, “já tive uma destas…”

    1. Boa…
      Comigo é ao contrário…
      Quando paro minha VBlade 250cc, os caras perguntam:
      – Nuuu, deve ser 600?
      E eu: – Não, é 250cc.
      – Só isso? Ah….
      E eu: _I_ ou kkkk

      1. kkkk comigo é igualzinho Delmon

        Tenho uma tenere 250, ela é meio corpulenta no tanque e alta… e sempre perguntam: “é 600? Nossa deve dar altos pinote”.

        – não cara, é 250 mesmo, mesmo motor da fazer, lander

        – poxa, parece mais potente (com aquela voz fúnebre do “que merda, mano”) kkkkkkkkk embassado

  4. Estava eu na minha cidadezinha natal, a city_egg Monte Belo-MG, passeando com minha ex-sportster 883 laranja na praça cheia, eis que um garoto chega e pergunta: Ei, você colocou esse adesivo da Harley Davidson no tanque ou é uma Harley Davidson de verdade? Não exitei e respondi rapidamente: sim, é adesivo, não é uma Harley Davidson de verdade.

    1. Hahaha, Gustavo, tenho um desses do interior de MG, eu passando todo pimpão com minha 883 2004, achando que tava mó legal. Aí passa um moleke: “Oh moço, essa moto véia baruienta sua vai desmanchar.”
      Só mandei um joinha. Que fdp. :D

  5. Esses 2 primeiros eu quase passei mal de rir, principalmente o da Dyna kkkkkkkkk

    Bayer um assunto que já faz um tempo que não vejo nada sobre no blog é o “dicas de pilotagem”. (que me ajudaram muito, principalmente essa que você indicou para o Caio Silva) Se possível gostaria que houvesse mais posts desse tipo :)

    Parabéns pelo Blog!

  6. Uma vez sai com um casal que não costumava andar com as customs, paramos em um semáforo, e ao ver a 883 vibrando e fazendo barulho a esposa do cara perguntou se minha moto tinha algum problema, Pq aquele barulho todo não era “normal”…

  7. ahahahahahahha essa última foi demais ahahahahaha pessoal não tem noção, moto não é carro de fórmula 1 não…

    Que moto é para raio de louco é fato! É tanta história que algumas eu já esqueci, outras não vou esquecer nunca…

    Uma vez, com a Mirage 250 atravancado no corredor, o motorista de um ônibus me da passagem e fala: “só porque você é da motocada profissional”. Eu não entendi. Acho que nem ele.

    Outra vez estava parado em um posto aguardando minha irmã de Shadow 600, aparece um mendigo todo maltrapilho e diz gritando: “HARLEY DEIVIS. MOTORZÃO ESPACIAL. CHEGA A UNS 300 POR HORA?”

    Eu disse que não, que não era Harley e que pegava no máximo uns 90 km/h na descida e na banguela.
    Ai ele: – Não pode ser! É Harley! Você ta errado!” Eu nem lembro o que respondi para o cara, mas não fiquei muito mais tempo por alí. (isso de perguntarem se chega a 300 km/h é comum, claro é super comum uma custom com seca suvaco chegar nessa velocidade).

    Outra vez parei no pico do Jaragua/SP de Shadow também, para dar uma volta no parque conhecer a região. Para quem não sabe, há algumas aldeias indigenas alí na região, pois bem, parei tranquei a moto e fui conhecer o lugar, quando eu voltei, havia pelo menos 3 indiozinhos no banco, uma india no tanque sensualizando legal e mais dois em volta, todos tirando “selfies” em cima da moto, fazendo umas poses bem estranhas. Hoje em dia eu acho engraçado, mas no dia não achei legal não.

    E tem várias histórias, e só quem anda de moto passa por essas coisas, seja motoboy, frentista, outros motoqueiros, cada enxadada é uma minhoca rsrsrs.

    1. “…havia pelo menos 3 indiozinhos no banco, uma india no tanque sensualizando legal e mais dois em volta, todos tirando “selfies” em cima da moto, fazendo umas poses bem estranhas. Hoje em dia eu acho engraçado, mas no dia não achei legal não…”

      putz, essa foi foda bicho… rachei aqui…

  8. Hahahaha rachei com todas. A do pneu murcho é clássica: acho que pq eu tenho cara de moleque, sempre tem alguém me dando um conselho de alguma coisa que tá perfeitamente normal.

    Mas também já aconteceu comigo ter uma “conversa de farol” (aquela que você vai dividindo nos faróis) tão interessante que a gente parou no caminho pra conversar e é parça até hoje.

  9. Ri demais nesse post.

    Quem nunca ouviu um:
    “E já deu quanto nela?”

    Sempre respondo que “não dou nada”. Não faço muitos amigos por isso.

    Outra:

    Num sinal em Uberlândia um Jovi num Fox para ao meu lado, faz aquela cara de espanto (como qualquer outro quando olha um tc96 funcionando) e pergunta:
    -Quantas cilindradas?
    Resposta de sempre:
    -miliseissentas.
    O sujeito faz uma cara de quem não acredita e quando inicia contestação falando algo sobre esportivas, o sinal abre e a Dyna canta pneu na largada.
    Nunca “tirei onda”, mas esse dia foi dahora.

    Outra:

    Todo posto do Brasil guarda uma decepção rancorosa e incredula por ver um painel de somente 220 em motores 1600.

    Outra:

    -“Vi seu primo num baita motão por esses dias. Devia ser algo 900.”

    O tal “primo” era eu. Eu andava de Virago 250.

    Outra de Viraguinho:

    Bati o motor numa cidadezinha no interior do ES (aquelas infames engrenagens da bomba de oleo):
    -Essa moto tem dois cabeçotes, escape duplo, pneu 130. Mas só marca 140? Já deu VDO?

    E tem muito mais… Como é bom andar de moto.

  10. É.. quem anda de moto tem cada uma…. com a Dyna já ocorreram várias dessas de 1600??? nossa deve voar rssss, a anterior uma shadow 600 fiquei mais parecido com o do post da moto pegando fogo quando eu e minha namorada estávamos saindo de Piracicaba e a moto começou a falhar e comecei a sentir um calor incomum no banco… olhei pros lados e vi fumaça branca saindo nas laterias do banco… rsss a bomba de gasolina explodiu em baixo do banco e pegou fogo.. só não perdi a moto pq um caminhoneiro parou e emprestou o extintor de incêndio pra apagar o fogo…

  11. Uma vez parei num posto e o frentista ficou olhando minha virago por uns segundos e disse:
    -Eu tinha uma kasinski comet , era assim tipo essa.
    Fiquei quieto tentando entender oq uma comet tem a ver com uma virago, desisti.
    -igual a essa?
    E ele disse:
    -sim, também tinha dois motores!

    :D

  12. kkk… demais esse post…
    uma vez estava viajando com um amigo … eu de Harley Fatboy ele com uma Triumph ThunderStorm … durante a viagem iamos discutindo sobre as motos e ele sempre comentava que a Triumph era muito boa (e era mesmo) … e eu falava que a Harley era meio trash mas tinha muito carisma etc e tal… a animosidade foi crescendo e algumas conversas na estrada mais tarde estavamos defendendo cada qual sua moto como time de futebol… ai paramos num posto e juntou um monte de gente em volta das motos… olhavam pra minha moto e falavam …. nossa olha! … é uma Harley … olhavam pra Triumph e falavam … nossa olha essa aqui também !! olhavam pra meu amigo e lascavam: Tipo Harley né moço… Quase chorei de rir … e quase apanhei dele….kkkk…

    1. Hahaha… é verdade, estava na minha dyna e um amigo na boulevard 1500 dele. A moto dele é cereja, com um escapamento curvo que faz um barulho absurdo, chama muito mais a atenção que a minha. Então paramos em um posto e enquanto abastecia chegou um cara e começou a olhar a moto dele, elogiar e talz.
      Ele viu a minha e continuou elogiando a dele. De repente, ele viu que a minha era uma HD e começou: “Nossa o dele é muito legal, mas harley é uma harley, nãotem igual, etc”.
      O cara não tirava os olhos da dele, elogiava, mas fazia uma ressalva sobre a harley!
      Meu amigo ficou muito puto… hahaha

  13. Parabéns por mais um excelente post… muito bacana…

    Lembro de um causo quando estava indo do Espírito Santo para o MS, em una das primeiras cidades de Minas parei pra abastecer, ai vem um mineirinho de pop 100 ( o mineiro não perde nunca) e começou: Sô bunita a Harley Days, ja tive duas fat boy, uma V-Rod e uma de Puliça… mais não gosto de Harley, bom mesmo é honda… rs
    Estrada é excelente para para estas experiências sociais!!!

  14. Cara, tô rindo até agora.

    Essa foi essa semana:
    Saindo de uma loja de materiais de contrução, encosta um velhinho numa bicicleta com caixa de madeira cheia de bujinganga, – Cara, vc com esse motão, deve comer muita mulé, né? Nesse mesmo instante, vinha chegando milha patroa, que não conteve a risada…. – Desculpa aí dona. Mas fica de olho nele, que com certeza, solto tá comendo!!

    Outra:

    – Véi, essa moto bate quanto no quadro, uns 260 né?
    – Bate. Em queda livre, bate sim!!

  15. HAHHAHAHAHH como sempre ótimo post!
    Tenho dezenas de histórias parecidas, na última estava em um encontro de motos e uma mulher chega e fala: “essa moto é ‘tipo imitação’ de Harley Davidson né?”, aí eu respondo “não, é uma HD msm” e ela me olha com aquela cara de “deixa de ser mentiroso” kkkkkkk, vira o rosto e sai emburrada !?

  16. Hahahaha…. Realmente.
    Tenho uma Shadow 750 e cilindrada alta é sempre motivo pra achar q a moto voa!!!al sabem que entrar na curva voando de Shadow é brincar de roleta russa com 5 munições no tambor
    …hahahaha….
    Aí vem a pergunta mais impertinente da HISTÓRIA: ” Ah, de que que adianta uma 750cc se n corre e nem pega terra??Antes a minha broizinha!!!!”….. Hehehehe

  17. Legal esse post , sempre me acontece de pararem do meu lado e perguntarem se é uma 600 , e no posto é um clássico sempre acontece de falarem que a minha moto é uma Honda ou e tipo hd mas quando falo que é uma Mirage 250 falam hi só e só para se incomodar não anda nada. Kkkkk

  18. Eu com minha cb300 ano 2010. Ela ainda tinha freio tambor na traseira. Aí falei com um amigo que fazia a adaptação e finalmente consegui o freio à disco na traseira.
    Tempos depois conversando com um conhecido(não chamo de amigo pq o cara é agradável tanto quanto um chute no saco) sobre essa adaptação e ele respondeu:
    -Isso é luxo.
    -Eu sei mas é mais barato trocar o freio do que comprar uma moto nova.
    -Mas é luxo.
    -Eu sei, cara. Mas eu gostei muito da adaptação pq meu mecânico é de confiança, trabalha faz mais de 20 anos com isso.
    -Continua sendo luxo.
    -Mas que p****!! Parece que tô conversando com o Sheldon!

    1. Sem falar que não é luxo.

      Freio a disco é bem melhor na minha opinião. Apesar de que por algum motivo ele pegou a fama no Brasil de que “arrasta a roda”, seja lá o que isso quer dizer.

  19. Hilário as histórias pessoal, to rachando de rir aqui.

    Bom, não sou das custom, tenho uma tornado, mas rodo bastante e instalei um par de farol auxiliar, pq a tornado não ilumina nada. Sempre que olham minha moto, vem a pergunta: “E esse farol aí do lado, é para iluminar mais?”
    As vezes, se eu to de bom humor explico que como ando muito por estrada a noite, é para ajudar, mas quando não to muito legal, assim como o chará Bruno Andreon, respondo: “Não, é só para imitar as BMW mesmo…”. Também não faço amigos com essa resposta…. kkkk

  20. Um dia num posto (claro) o frentista, após saber que o motor era 1600, cutucou o colega do lado e disse:
    “Falei pra você que era motor de fusca.”

    Saindo de um bar 3 marmanjos estavam discutindo o ano da moto, apostaram em 1972, 1950 e 1960. Agradeci o elogio, pois a idéia é deixar a moto com cara de antiga, mas tive que aguentar o olhar de “não precisa mentir” quando os decepcionei ao falar que era 2013.

    Tive um triciclo por 12 anos. Se vocês acham que moto é para-raio de maluco, tem que ver o triciclo. Nem vou contar as histórias, senão fico até amanhã digitando… kkkk

    Bayer, parabéns pela postagem. Diverti-me deveras!

  21. Só mais uma: eu tinha uma Intruder 250… aí os caras: “massa a motinho… mas qdo vai comprar uma harley?” Daí comprei uma Drag Star 650 e os caras: “massa a moto! É uma harley?” e eu: “não… é uma drag..” e os caras faziam aquela cara de “hummm…” com olhar de pena e desprezo. Ai comprei uma Shadow 750 e os caras: “é uma harley?” e eu: “não, é uma Honda Shadow…” e lá vinha aquela cara de novo. Qdo finalmente comprei uma HD (Sportster 1200 Custom) Os caras: “é uma harley?” e eu: “SIM, é uma Harley!” e os caras: “mas q modelo?” e eu: “Sportster…” E lá vinha aquela cara de quem pensa q Sportster é “moto de mulher” (pode???) Ai comprei uma Heritage Classic e os caras “é uma harley?” e eu:”É….” ai os caras: “massa, mas é moto de tiozão, né? Qtas cilindradas?” e diante da resposta: “1450” vinha: “mas as boas mesmo são 1600, né?” Já quase incrédulo, alguns meses depois finalmente atingi meu objetivo e comprei uma Fat Boy 1600 ano 2007 e, inacreditavelmente, ouço a clássica pergunta de quem só quer se exibir e te encher o saco: “q ano é?” E diante da resposta: “2007”, vem a frase: “humm…. eu tenho uma 2015…” Mas vão se f0d&R!!!! Conclusão: se a moto está boa p você e supre as tuas necessidades, nem dê bola p q os outros dizem… Nunca estão satisfeitos! hahahahaha

    Abraços!

  22. Já tive Dyna e Heritage e vivia respondendo pergunta de maluco pelo interior de SP e SC, agora tenho uma Buell Ulysses e sempre fazem a mesma pergunta: “Que moto é isso moço?”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *