13 coisas que aprendi com meu namorado motociclista

O texto abaixo é uma colaboração da leitora Jaqueline Ribeiro.

Muitas surpresas estão à espera daquelas que sem planejar acabam se tornando namoradas de motociclistas. E nem estou falando sobre velocidade, adrenalina, perigos ou todas aquelas coisas que nossos pais usam como justificativa para nos proibir de andar de moto quando somos mais novas.

Me refiro à descoberta de um mundo que poucas namoradas têm acesso, que é um mundo de extremo companheirismo e uma segurança diferente, que somente quem vive essa experiência é capaz de sentir.

Dedico esse texto à todas àquelas que ainda não tiveram o prazer de entender a importância da palavra “garupa” na vida de um motociclista. Também aquelas que compartilham do meu sentimento pois sabem do que estou falando ;)

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1. Moto não é lugar de roupa curta
Nem pra ele, nem pra gente. Não é por questão de estética, mas sim de segurança. Por mais que esteja calor, é necessário usar roupas que protejam o corpo em caso de situações inesperadas que não dependem só da condução do motociclista. O ideal seria utilizar roupas próprias para viagens de motos, principalmente ao pegar estrada, mas, se não tiver, ao menos usar uma calça, bota e jaqueta que protejam o corpo.

2. Ele não prefere a moto
Assim como nós, ele quer ao lado dele uma pessoa parceira. E ser companheiro é estar junto do outro em tudo aquilo que o faz feliz. Tudo bem se a namorada não gosta de moto ou tem medo… Só não é justo proibí-lo de pilotar ou ficar emburrada quando ele sair sozinho. Afinal de contas, todos temos nossas paixões e queremos que o outro participe delas conosco.

3. “A felicidade se encontra nas coisas mais simples da Terra”
E não é que o Armandinho tinha razão? Em nosso caso, a gente se dá conta disso quando percebe que para viver uma boa aventura de moto não é necessário se produzir toda ou usar roupas da moda. Isto porque, aquela roupa de proteção e/ou de chuva vai fazer parte dos nossos “looks do dia” mais do que a gente imagina. O “onde” se torna mais importante do que o “como estamos vestidas”.

4. A gente acaba ganhando um “filho”
Calma, eu explico! Estou falando do capacete, que passa a ser companheiro fiel independente da ocasião. Mas a gente se acostuma com a presença dele inclusive em refeições de encontros românticos.

5. Esqueça os penteados
Simples assim. O capacete acaba com qualquer coisa bacana que a gente faz no cabelo. Mas pelo menos ficamos com um charme que é só nosso. Principalmente aos olhos dele. Hehe

6. Frescura não tem vez
Pelos motivos anteriormente citados, a gente aprende a levar uma vida mais leve e aproveitar as coisas que realmente importam. Longe do luxo e ostentação aprendemos a admirar as coisas como elas são.

wpid-wp-14198976888947. É inevitável pesquisar sobre motos
Pois é, esse assunto pauta muitas das conversas do casal e ninguém gosta de estar por fora de um assunto que agrada a pessoa que a gente ama, né?! Além disso, por muitas vezes somos companhia para assistir aquele “motovlog” que ele tanto gosta.

8. Uma moto une as pessoas
Simplesmente porque a segurança dos dois depende da harmonia que precisa rolar a cada curva. Mesmo estando brava com ele por algum motivo, a gente acaba se rendendo à sintonia que o momento pede.

9. É preciso aprender a driblar o sono
Principalmente para aquelas que, como eu, só de pegar uma estrada boa, numa velocidade constante por muito tempo, os olhos já começam a fechar… Dica: Cantar uma música ajuda, rs.

10. Capacete pode ser sinônimo de reconhecimento
Se quando o assunto é Playstation, dar o play 1 para a pessoa amada é prova de amor, no mundo das motos, sortuda é quem anda com o melhor capacete, geralmente o do namorado, que gentilmente cede pra gente como demonstração de reconhecimento e cuidado.

11. Ser garupa numa custom é para as fortes!
Já diz o velho ditado: “tudo tem seu preço”. No caso de uma custom, a beleza e estilo da moto escondem a dureza e desconforto que é ser garupa por muito tempo. De vez em quando é necessário dar uma ajeitadinha no corpo para relaxar os músculos, mas nada que um bom descanso depois não resolva! (Se pedir com jeitinho, ele faz uma pausa para esticarmos as pernas)

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12. Eles não esperam que nos tornemos pilotas de moto
Não é preciso ficar encucada achando que o namorado espera que a gente se torne motociclista e compre nossa própria moto para o rolê ficar mais interessante. É claro que seria bacana se isso acontecesse, mas, o que importa mesmo é o valor que eles dão por ter uma garupa parceira!

13. A gente descobre uma nova paixão
A menos que haja traumas ou um medo absurdo de andar de moto, a gente se apaixona pelo prazer e sensação de liberdade que um passeio de moto proporciona. O fato de vivenciar isso coladinha nele deixa tudo mais gostoso!

Sobre a autora
Jaqueline tem 24 anos, é Jornalista e, quando se deu conta, estava imersa no mundo das motos. Graças ao namorado, ela descobriu uma paixão que surgiu naturalmente, fruto das sensações que ele trouxe à vida dela.

21 ideias sobre “13 coisas que aprendi com meu namorado motociclista”

  1. Muito bom o texto.
    Desde que eu e minha esposa começamos a andar juntos de moto, acho que o relacionamento até melhorou.
    Embora tenho momentos de andar sozinho, sinto falta dela agarrada comigo.
    Moto Custom tem momentos que é sofrida devido nossas péssimas estradas, mas é muito mais gostoso.

    1. Verdade amor…passar a andar de moto como sua garupa aumentou nossa sontonia. E quem diria que eu ia querer aprender a pilotar e continuar como sua garupa.kkkkk
      Hoje em dia temos dois triangulos amorosos: Eu, vc e a moto e o outro eu, vc e Elvis.

  2. Vi muito da minha namorada nesse texto. Ela tem muito medo de andar de moto e ainda não tive a oportunidade de ela andar na garupa comigo. A única vez que ela tomou coragem, choveu e desistimos. E agora com nossa filha a caminho, vai demorar.

    Mas apesar disso, foi ela a maior apoiadora para que eu comprasse a moto. Apesar dela dizer que sempre fica preocupada. É ela quem me ouve com toda a atenção do mundo, quando eu não paro de tagarelar sobre motos. Sobre um modelo bonito que vi, sobre o desempenho de uma marca tal, sobre um capacete, ou qualquer que seja o assunto relacionado à motociclismo.

    Ela pesquisa coisas sobre motos pra ter o que conversar comigo. Ela diz brincando “esquilo!” sempre que eu paro algum assunto torcendo o pescoço pra achar alguma Harley que ouvi roncando o motor por perto.

    Ela pode nunca ter andado de garupa comigo. Mas é a mais incrível companheira de moto que eu tenho.

  3. Sinto falta da minha esposa na garupa, quanta presepada já fizemos juntos quando namorávamos , de fuga na Rocam até viagem de 500 km numa 125 cc, várias trilhas….depois que minha filha nasceu nunca mais andamos juntos e embora ele me dê alguns presentes relacionados ao motociclismo e tals, sei que ela não curte muito mais.

  4. Bom, tbm entre no Mundo do motociclismo Por acaso e la encontrei o Grande Amor de minha Vida. Amo Ser garupa dele, mas adoro sair na minha moto e ele na dele. O que fica independente de tudo, sao as historias vividas, fazer parte da paisagem e Claro celebrar o Amor!

  5. Isso deve acontecer por conta da maternidade, a sensaçao de dever se resguardar para ter como cuidar do filho é maior na mulher e até digo que seja menor nos homens por conta de voces saberem que somos assim, mas aos poucos passa e ela volta a andar com vc.

  6. Minha esposa é minha companheira inclusive nas viagens. Já rodamos muito. A viagem mais longa que fizemos foi até o Uruguai, agora vamos para o Atacama. Sem ela a viagem fica mais vasia(!).

  7. Muitas mulheres, assim como eu, se viram retratadas neste texto. Principalmente no quesito sono. Rsrs. Essa é a parte mais difícil. Para evitar, comprei um capacete com Bluetooth e vou ouvindo música. Hoje, acho que a moto deu um upgrade no meu casamento. Mas, quando meu marido falou em comprar, achei que seria o início de um processo de separação.😳 De repente, acreditei que seria trocada pela moto. Mas, vi que ele queria aproveitar mais a vida, e isso significava me levar junto na garupa. Encarei meu medo inicial e, na primeira viagem, me vi encantada pela sensação de andar de moto em uma estrada, que é totalmente diferente de andar na cidade, como ele sempre me dizia. Hoje ainda tenho limitações por um problema no joelho, mas as encaro e não desisto. Ele entende e respeita meus limites. E vale a pena por essa cumplicidade que desenvolvemos também sobre duas rodas. Por isso, sugiro: meninas, acompanhem seus namorados e maridos – vocês podem descobrir que essa pode ser uma nova paixão a ser compartilhada!
    PS – para facilitar a minha vida, dei de presente “para ele” um top case com encosto. 😉

  8. EU SEMPRE ANDEI DE MOTO DESDE ADOLESCENTE, É ALGO TÃO DESLUMBRANTE QUE NÃO TEM ESPLICAÇÃO: LAMENTO PROFUNDAMENTE QUE MINHA ESPOSA NÃO SUPORTA ESTES PASSEIOS, MAIS A CONTRA GOSTO DELA CONTINUO COM ESTÁ PAIXÃO INESPLICÁVEL: A MINHA CONSEPSÃO É : QUEM PASSEIA DE CARRO APRECIA A PISAGEM: MAIS: QUEM PASSEIA DE MOTO FAZ PARTE DA PAISAGEM.

  9. Muito bom texto.

    Acho que eu já disse isso aqui em outro post. Ou foi no forum? Sei lá…
    Minha esposa não curte. No começo eu fica meio chateado, porque eu queria que ela me acompanhasse (e pudéssemos dividir todo o prazer envolvido).
    E se ela já não andava comigo antes, depois dos filhos é que a coisa não rola mesmo.
    Mas, com o tempo, eu comecei a ver que nosso acordo tácito funciona bem. Porque eu tenho um temperamento bastante ensimesmado e preciso de um tempo solo para recarregar minhas energias e ela sabe que a moto é meu “carregador”.
    Ela não reclama dos meus passeios curtos (ao contrário, até incentiva) e, para os longos (mais raros ultimamente), apenas precisamos ajustar nossas agendas.
    Enfim, às vezes ainda gostaria de compartilhar certos momentos na moto, mas fico feliz porque posso compartilhar sobre a moto.

    Ela também gostou do texto!

  10. Muito massa.
    Minha esposa foi minha garupa por muito tempo e praticamente, nunca viajei só. Sempre acompanhado dela. O detalhe que além dela gostar muito desse mundo, ela agora tem sua própria moto.
    Agora ela viaja do meu lado, eu com minha moto e ela com a dela.

  11. Texto bem interessante, infelizmente minha esposa não curte muito andar de moto (o que para mim é uma pena).
    Mesmo antes de nossa filha nascer ela relutava um pouco sobre a questão. Não por eu andar forte ou rápido de mais, na verdade por receio dela mesma, nunca curtiu muito e prefere o conforto e a comodidade do carro.
    Eu basicamente rodo de moto quase todos os dias, seja na moto grande ou na pequena. Para mim é a melhor coisa do mundo, e as poucas vezes que ela anda comigo na garupa rs, eu fico muito feliz.
    A coisa que eu mais curto é qnd vamos de moto (raras) e deixo ela no trabalho dela. É engraçado, pq ela como gerente, chegando na garupa de um HeadBanger, não tem quem não olhe.
    O próprio pessoal do trabalho acha d mais, e pergunta se ela gosta d viajar, etc…
    No geral ela curte o mundo biker, e me da liberdade para eu aproveitar essa vida, seja em viagens, amizade, grupos, etc,,,
    Grande abraço a todos!!!

  12. Só li verdades… Para quem não tem costume, é bem desconfortável no início viajar nem que seja apenas 50 km, rs. Mas depois fica bem mais fácil. A melhor parte é realmente a harmonia que precisamos ter para as manobras, ficar juntinhos como se fôssemos um só. Me apaixonei por motos por causa do meu esposo também, em especial pela XT 660R, rs. Querem prova de amor maior do que o esposo abrir mão da moto para te dar um carro? Só quem sabe o quanto o companheiro é apaixonado por motos sabe o valor que isso tem. Dar o melhor capacete para você usar (especialmente se for um AVG Valentino Rossi) também é uma prova de amor e tanto, rs. Vale muito a pena acompanhar o esposo nos roles, são momentos que ficarão para sempre em nossas memórias

  13. Adorei o texto colega… pura verdade… sempre gostei de andar de moto, mas com o namorado agora aprendi a amar… e é exatamente assim como você colocou no texto! Só o fato de estar ali agarradinha à ele vale qualquer desconforto, cabelo desarrumado e tudo mais…. Parabéns amiga….

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