Escrevendo sobre motos em tempos de crise

Foto que ilustra o post: Marcio Vital do BHRiders.

Este foi o ano mais difícil para se escrever aqui no Old Dog Cycles. Em parte por causa da enorme encolhida que o mercado de motos sofreu aqui no Brasil, consequentemente diminuindo o número de matérias e opiniões a serem escritas sobre novos modelos, lançamentos e tendências.

Mas eu estaria mentindo se dissesse que foi apenas por causa disso. A verdade é que eu ando me sentindo culpado.

Eu não preciso recapitular o caos que estamos vivendo atualmente, tanto na política quanto na economia. Para alguns, é algo que começou agora, mas para outros é um movimento que se anunciava já alguns anos. Mas não importa no que você acredita, todos estamos passando por esse tsunami que começou como uma marola.

eleicao

Este ano eu vi muitos amigos perderem o emprego. O local onde eu trabalho cortou 1/3 do pessoal e você fica olhando e pensando quando você será o próximo. Minha esposa saiu de uma função que ela exercia há mais de 12 anos, junto com 20% dos seus colegas.

A atual situação fez com que alguns conhecidos optassem por vender a moto, especialmente aqueles que a utilizavam apenas para o lazer. Outros estão se apegando aos seus modelos mais antigos, mesmo já sentindo a necessidade ou vontade de troca-los. E muitos simplesmente desistiram de entrar para este mundo, deixando o sonho de comprar a primeira moto para depois.

Eu mesmo coloquei a Harley de canto, aproveitando o baixíssimo custo de se manter a Yamaha Crypton. Não é uma moto que eu tenha carinho ou apreço, mas ela me leva de A até B gastando quase nada e com muita agilidade. Por isso eu me vejo pegando a pequena CUB para sair de casa praticamente 99% das vezes. Não é uma pilotagem que me dá prazer, mas resolve meu dia.

É claro que algumas pessoas passam ilesas por esse tipo de coisa, mas elas são uma minoria de sorte, que possuem independência financeira ou estão em setores que se beneficiam com esse tipo de crise.

Não julgue um livro pela moto

Mas quando eu paro para pensar nas pessoas deixando suas motos em suas garagens e se preocupando em garantir o seu próprio sustento ou de sua família, eu sinto um enorme bloqueio de escritor. Por mais que eu goste de motos, tenho achado difícil falar delas vendo tanta gente boa apanhando para ganhar a vida por aí. Me sinto fútil.

Eu sei que as coisas estão melhores do que elas eram na minha infância. Me lembro de ter que ir com minha família fazer as compras para podermos encher vários carrinhos de uma vez. Se não fizéssemos isso, no dia seguinte o salário lá de casa estaria valendo muito menos por causa da superinflação. Me lembro dos remarcadores nas lojas aumentando o preço dos produtos várias vezes ao dia e de termos que cortar os zeros do dinheiro de tempos em tempos. Lembro de gente que vendia um carro pra comprar um telefone para conseguir abrir um pequeno negócio. Lembro dos índices de analfabetismo serem anunciados no Jornal Nacional tão corriqueiramente como hoje anunciamos a cotação do dólar.

Só que isso não me conforta, porque a gente poderia estar infinitamente melhor hoje em dia. Nós brasileiros já passamos por diversas crises, mas 2015 e 2016 parecem ter atrelado uma crise financeira e política com uma crise moral. Talvez sejam as redes sociais, talvez seja o efeito colateral de anos e anos de certas imposições culturais, mas a verdade é que estamos vivendo uma enorme polarização de opiniões onde eu vejo muito pouco resultado benéfico e prático saindo delas.

Dentro desse contexto, escrever sobre motos me trava. Eu gostaria de ter força e alcance para aproveitar esse momento e incentivar as pessoas a ficarem felizes com o que elas possuem. Gostaria de ter imaginação suficiente para ajudar as pessoas a criarem um movimento como o dos Hot Rods e Cafe Racers, onde jovens sem dinheiro usavam sua criatividade para construírem seus carros e motos dos sonhos. Gostaria de ter mais tempo para pegar minha câmera e sair por aí fotografando e escrevendo sobre exemplos de pessoas que fizeram isso por aí.

Enfim, gostaria de ajudar a trazer a inspiração que eu acho que todo mundo anda precisando. Sim, motos são itens secundários quando se trata das prioridades da vida, mas são ao mesmo tempo o canal por onde muita gente se realiza e se encontra. Minha grande vontade para sair desse bloqueio é achar uma forma de transforma-las em algo inspirador e ao alcance de todos nesse momento.

Por isso, se você estava esperando uma grande conclusão ou epifania para este texto, sinto desapontá-lo. Eu não sei como trazer essa inspiração ou começar um novo movimento.

Mas a minha grande esperança é que, talvez, você saiba.

51 ideias sobre “Escrevendo sobre motos em tempos de crise”

  1. Bro, eu cheguei a botar minha moto à venda, mas a situação já melhorou sem que eu precisasse vender. Em todo caso, fácil não está. Mesmo assim, moto faz o meu dia a dia e não sei não falar de moto, mesmo que seja bobagem (e, sinceramente, meu blog é meio que um diário destas bobagens, estes supérfluos que são valorizados não pelo que são, mas pelo prazer “coram Deo”). Então sigo postando.
    Mas entendo o desânimo.
    Agora, eu queria falar também sobre a “crise moral”. Por um lado há uma polarização e briga que eu poderia classificar por “crise”. Mas, por outro, também parece haver um despertar contra a velha cultura nacional do jeitinho e da vantagem. E isso é bom, mesmo que leve a tempos difíceis.
    Eu acho que ainda teremos um bom tempo de tempos difíceis. Mas dá para olhar para a coisa toda com alguma esperança.
    Assim espero.

  2. Ao escritor do site:
    Sempre li os seus posts, porem nunca comentei, sempre me identifiquei com o que leio, e esse texto descreve a minha situacao. Comecei a gostar de motos customs, estradeiras por causa de meu sogro alguns anos atrás, e acabei passando esse interesse ao meu pai (por incrivel que pareca!). Eu e meu pai tinhamos planejado de no comeco desse ano tirar a carta de moto, e um pouco mais pro meio do ano comprar a tao sonhada Harley. Porem a crise me impossibilitou de tirar a carta e fez com que meu pai tire a carta somente agora, no final do ano… E o sonho de comprar uma sportster ficasse para o ano que vem ou quem sabe nos próximos 5 anos. Não desanime, muita gente le o seu site e se inspira nele! Força, abraço!

  3. Totalmente justificável, irmão de estrada! Do mesmo jeito que tenho certeza do meu amor pelas motocas, tenho certeza que conseguiremos passar por essa crise. E tenho certeza, que antes de passarmos por ela, sua inspiração voltará! Abraço!

  4. Bayer, o Old Dog Cycles para a maioria dos seus leitores (inclusive eu mesmo) é não apenas um blog sobre motos. É uma válvula de escape. Quantos amigos desse blog em um dia cheio de problemas não para por um momento para ler as matérias aqui e esquecer um pouco toda merda que nos acontece? Então, se precisa de inspiração, tente pensar nisso. Que o Old Dog Cycles em si é uma inspiração para todos que o leem. Eu mesmo perdi o emprego em maio desse ano e estou até agora sem trabalho. Se não fosse a minha moto, minha família, minha noiva, minha filha, amigos e válvulas de escape como seu blog, o desânimo tomaria conta. Abraços!

    1. eu deixei um comentário pessimista, no mínimo, mas faltou concluir… acho que esse do Alexandre faz isso. Nosso ânimo pode estar uma porcaria, mas sempre damos uma passada por aqui para ler algo diferente do que estamos vivendo…

  5. Parabéns pela sinceridade, vejo muito valor em profissionais que não fingem que seu trabalho está alheio ao universo que o rodeia!
    Não da pra continuar fingindo que a vida é bela e incentivando as pessoas correr atras do sonhos quando a simples sobrevivência ja está difícil de ser mantida!

    Infelizmente no brasil tudo é caro, nem cafe-racer nem custom a gente consegue fazer, com a desculpa de que fica mais barato do que comprar uma moto pronto. Por que no fim das contas, tudo sai caro!

    Mas fico feliz em ver humanidade por trás de seus textos, humildade acima de tudo, para compreender as diferentes situações econômicas de seus leitores!

    Acredite ou não, esse seu texto, neste momento/situação do país, motiva muito mais os apaixonados por motos a não perder a esperança pelos seus sonhos, do que um texto falando em como é bom ter a própria moto, etc.

    O povo esta acordando, e o Brasil vai mudar, talvez lentamente no começo, mas tudo tem evoluído exponencialmente neste novo milênio.

    O futuro será promissor!

  6. Caro amigo Bayer (já são anos lendo suas ideias que me sinto no direito de assim chama-lo),
    A situação do país é super crítica. Trabalho no mercado financeiro e confesso que é difícil buscar ânimo com acesso à tanta informação negativa que chega diariamente.
    Mas meu velho, não da dá pra abaixar a cabeça. Temos nossos filhos pra criar e estradas para encontrar.
    Então não desanime. Siga em frente mesmo que seja postando menos.
    Contamos contigo para trazer gas é ânimo para seguir na caminhada.
    Um abraço

  7. Pô Bayer, fica assim não. A vida é interessante né: no meu caso, a crise, de certa forma, me ajudou a comprar minha primeira moto. Uma Suzuki 125.
    Ta bom, a minha moto deve ter apenas o valor do seguro que a do pessoal aqui tem, mas cara, é minha primeira moto! Meu primeiro veículo próprio. Eu não me veria mais resolvido ou feliz com um carro agora, com o trânsito e o custo de vida perto do centro de SP.

    Mas também sofri a perda inesperada de um emprego, logo no segundo mês do parcelamento dela. Fiquei muito chateado e desmotivado com tudo, mas graças a Deus eu antes já tinha planejado de pagar ela através meus pais, que pegaram a dívida. Aí pude mantê-la.

    Como citaram nos comentários acima: o Old Dog Cycles também é uma válvula de escape, e mesmo em tempos de crise não há nenhuma futilidade nesse blog.

    Por favor, não se importune com o que está acontecendo no mundo, faça o que você gosta! Abraços!

  8. Bayer, as coisas não estão fáceis, mas ficam mais suaves quando nós, apaixonados por motocicletas, ainda temos um veículo maravilhoso de leitura como o seu. Não acabe com o pouco de esperança/alegria/entretenimento que ainda resta para muitos.
    Força e fé, camarada!

  9. Fala Bayer!
    Cara, compreendo bem o seu desanimo!
    Eu sempre gostei de estudar política, e o quanto ela pode influenciar a vida das pessoas. Acho interessante ver que temos duas coisas muito evidentes em uma crise econômica/política como a nossa:
    1- As pessoas só percebem a crise, quando ela chega aos seus círculos (não que seja seu caso, estou falando de forma genérica).
    2- Quando a crise chega, as pessoas pensam em soluções que eliminam a política (ou “compram” os políticos que se “vendem” de não políticos).

    Deve ser uma reação natural das pessoas agir assim, mesmo que a razão diga para sempre estarmos preparados, aprender com os problemas alheios e seguir o caminho mais longo, mas de maior solidez!
    Onde eu quero chegar, com as pessoas agindo dessa maneira, as coisas infelizmente só tendem a piorar.
    Ainda vamos ver um monte de soluções pouco republicanas e nada democráticas sendo oferecidas e tentadas. E cada vez mais a economia vai degringolando, e o dia-a-dia das pessoas vai piorando de baixo pra cima na escala social, até que alguma convulsão social aconteça (daqui quanto tempo???) e um pacto recoloque as coisas no seu devido lugar. Até lá, que tenhamos sorte!

    Antes tivessem aceitado a derrota a mantido o pacto democrático!

  10. amigo, escrever sobre motos é fácil para quem tem a paixão pelas duas rodas no sangue.

    Difícil é achar motivação para mostrar o que (quase) ninguém vai conseguir aproveitar, eu mesmo ando basicamente respondendo a comentários.

    O que posso te dizer é que sempre vale a pena manter o sonho vivo porque sem sonhos a vida fica muito cinzenta.

    abraço.

  11. Bayer, parabéns pela postagem. Obrigado pelo desabafo.

    Eu entendo o que você quis dizer, mas penso de maneira diferente. A coisa tá feia mesmo, pra quase todo mundo. E é nesses momentos que temos que manter viva a chama. Depois de uma semana foda de trabalho e um fim de semana que não podemos sair pq a grana acabou nós precisamos de meios para manter vivo o entusiasmo.

    Acredito que a melhor contribuição que você poderia dar é falar de moto, falar de viagem, pedir para os leitores mandarem seus relatos. Porque a crise vai passar, e precisamos ter motivos pra pensar que a vida é boa, que ainda vale a pena e que nossa vida não pode se resumir só a essas dificuldades.

  12. Cara , ano passado ensaiei a compra de Harley 48 mas as coisas saíram dos eixos , dólar explodiu , a moto que custava 38 mil e poucos reais passou pra mais de 48 mil em menos de 06 meses e como vc msm disse essa vontade tremenda de ter uma moto grande ficou pra depois , infelizmente tá sempre ficando pra depois pq a grana ta curta , o dólar ta caro e os ganhos absurdos das montadoras no Brasil afastam quem não é rico das motos grandes( no meu caso o sonho é uma Harley)

  13. Vou dizer uma coisa: eu perdi meu emprego, fiquei meses desempregado, vendi meu carro, o carro da minha esposa e botei minha moto a venda e não consegui vender… Essa foi a parte boa.

    Consegui arranjar um emprego graças a um amigo, na mesma posição que eu tinha em 2002! Não preciso dizer o quanto minha vida financeira voltou no tempo…

    Hoje vejo toda essa m… sendo jogada no ventilador, coisas que nos sabíamos desde criança e que nunca fizemos nada.

    Sempre dávamos um jeitinho aqui outro ali. Mas entendo que isso acabou. Não dá mais pra dar jeitinho, o nosso país chegou no fim da linha. Temos que fazer uma reforma no judiciário, no sistema político, na educação, no sistema tributário, na aposentadoria, na infraestrutura, nos diabos…

    É tanta reforma que não vejo saída, especialmente que o material para fazer tudo isso – os brasileiros – é muito limitado.

    Por tudo isso, não me animo muito em ler sobre motos ou qualquer outra coisa… Como podemos ver um lançamento de moto que está a bagatela de $ 70, 80, 90 mil?

    Porra para quem são essas motos?

    E as pequenas? Motos que parecem bicleta motorizada por $ 20 – 25 mil…

    E os acessórios? Capacetes com 41% de impostos, jaquetas/botas com tributação de roupa normal, pistas com sinalização que prejudica o motociclista, utilização de quard-rail para proteção (!), Tachões e olho e gato e por aí vai… Nada é feito pensando na segurança do motociclista.

    Nesse país é tudo provisório, tudo pra depois, tudo da-se um jeito e vamos indo… ninguém sabe pra onde. Mas é exatamente por isso que estamos onde estamos.

  14. Bacana o desabafo do post!

    Sempre fui muito low profile. Nunca me enganei com milagre econômico e não tomei o alucinógeno que, principalmente os cariocas, tinham tomado achando que viviam em Paris.
    Juntei a grana ao longo dos anos, comprei minha motoca (883) e mexo nela na garagem dos amigos. Bebendo cerveja. Essa é a diversão.
    Esse papo de trocar de moto e de fazer “up grade” não faz parte do meu vocabulário. Não faz minha cabeça. Sou careta demais para ficar assumindo dívidas.
    Cara, você escreve tão bem sobre comportamento, videos bacanas que o pessoal lá fora está fazendo … faça isso. Escreva tópicos leves, sem essa parada de motos de 70.000,00 (ao menos por enquanto). Deixa isso para outros fóruns (mais HOGs e IOGs). Se isto está te incomodando, larga estes temas “ostentação” para lá. Vamos em busca das coisas simples. Acho que isso que é contemporâneo.

    Abração!

  15. Sei como é! Trabalhava como editor da maior revista de surf do país, que faliu em maio deste ano… Agora toco meu próprio site, mas se as coisas já estão difíceis para os gigantes da indústria, imagina para mim…

  16. Bayer, leio sempre o OLC e quase sempre tenho momentos agradáveis lendo o blog.
    Cara eu sou pobre, perdi um emprego que eu gostava. tive meus planos de sair do país adiados ….tudo por causa da maldita marolinha.
    Mas olha só…tirei a CNH de moto (só tinha de carro) e comprei minha primeira moto…Honda biz 100cc da qual fiz o motor e rodei por 1 ano…
    Agora estou na minha 2ª
    Uma intruder 125 preparada . moto da qual eu tenho um imenso prazer em pilota-la.
    Não tenho $$$ pra comprar uma 48 mas com minha intruder e a $ que botei nela em preparação…tenho minha cafézinho racer rodando forte e ainda fazendo economia quando não acelero.
    A crise me obrigou a parar de andar de carro (o que hoje não me faz a minima falta) e me apaixonei profundamente pelas motos…no futuro sei que terei muitas outras motos . mas não posso deixar de salientar o quão benéfico foi essa chacoalhada que a vida nos dá de vez em quando….
    Quanto a inspiração….cara continue escrevendo pois tu contribui para um dia melhor na vida das pessoas.

    Como sujestão / pedido ….poderia fazer alguns textos focado em motos de baixa cilindrada…e talvez analisar o pessoal que corre na rua com suas CGzinhas peladas (na minha opinião estes são muito mais café racers que os tiozão a 60KM/h em suas Truxton) sei lá ….algo inspirador e barato kkk tempos de crise né.

    Um forte abraço e um beijo no rosto a moda italiana!
    Tu desperta algo bom nas pessoas …continue assim!

  17. É Bayer, não tá fácil pra ninguém mesmo irmão, mas não adianta deixar o desânimo tomar conta. Temos que buscar a alegria mesmo nas coisas pequenas e simples, e é o que fazemos ao visitar seu site! Como vários colegas já disseram, isso aqui é uma válvula de escape e tanto, um lugar pra espairecermos a mente um pouco e tentar vislumbrar dias melhores à frente. Se em tempos de crise é “hard” falar dos lançamentos a “preço de banana”, fale sobre customizações, estilos, encontros, só não deixe a peteca cair brow, teu site é demais!

  18. Entendo perfeitamente o sentimento contido em suas palavras,todo o estado de ânimos em que nossa sociedade se encontra e o meio motociclista não passa imune a essa tsunami…

  19. Realmente, a situação está complicada para a maioria. Eu perdi meu cargo na empresa, que já ocupava há alguns anos, e minha esposa ficou desempregada, ou seja, sei bem como você se sente.
    Este é o único site/blog de motos que acompanho de perto e não perco uma postagem. Não costumo comentar, pois não faz muito meu perfil ficar comentando em tudo que é postagem, mas me senti compelido a dar uma palinha neste aqui.
    Gosto muito da forma que você expressa suas opiniões e de como gerencia o ODC. Adoro o fato de que colocas menos coisas no site, mas são temas relevantes, interessantes e bem escritos. Não gosto da tendência costumeira dos demais sites/blogs, onde se busca quantidade e não qualidade. Escrevem/postam um monte, mas uma minúscula parte é relevante. Gosto do Old Dog Cycles principalmente porque os posts são mais escassos, porém em nenhum momento sinto perder meu tempo quando os leio. Portanto, mesmo que escrevas menos, não pare! Continue com essa essência. Não importa a quantidade, mas a qualidade!

    Detalhe: comprei minha primeira moto no final do ano passado (2015) e, por enquanto, ainda estou conseguindo mantê-la. É uma Dafra Horizon 250. Ela tem um estilo bem custom e é de 250 cilindradas (ainda bem, pois não daria conta de manter uma Harley agora, caso tivesse adquirido uma). Espero que não precise me separar dela…

  20. Estou na crise, estamos na crise e muito amigos estão não crise. Mas nunca, jamais passou pela minha cabeça vender minhas motos, elas são parte do que sou, completam minha indentidade, clichê ou não, e o terapeuta que eu deixo de pagar. Simplesmente passar uma tarde lavando uma delas enquanto degusto uma cervejinha, ouvindo um bom rock ou blues, pelo menos pra mim, ja e o evento e dessa forma encorajo meus amigos a manter suas amantes de metal. Vem crise, vai crise, elas são intocáveis.

  21. Bayer,

    Só umas sugestões de posts:
    – Entrevista com o Felipec da Moto Expedição Alasca
    _ Se você conseguisse, entrevista com os idealizadores do Gypsy Run, El Diablo Run, Revenge Run, Brooklin Envitational …
    – Falar um pouco dessa onda bacana de fazer evento com acampamento … runs not rallies.

    Abraços

  22. Muitas respostas de incentivo, aqui vai a minha simples:

    Ninguém mais aguenta ver TV, um bando de notícias tristes ou conteúdos inúteis. Ao mesmo tempo blogs não são a atração do momento.

    Se você tem tantos acessos e respostas é por que seu conteúdo é bom e faz bem pra muita gente que está sedenta por qualidade.
    Não pare, não desanime, precisamos de gente como você!

    Abraço

  23. Bayer, eu acompanho seus textos e me inspiro neles há algum tempo, sinceramente (e sem puxa saquismo) até espero por eles, entrando aqui no blog pra conferir algo novo e ser minha válvula de escape do trampo.
    Eu concordo plenamente com seu texto pois vejo nele a minha situação, tinha planos pra tirar a carta de moto esse ano e comprar ao menos uma Intruder 125 mas que foram frustados pela crise, insegurança no emprego e filho recém – nascido(essa foi a parte boa!). Apesar de tudo isso continuo sendo empolgado e não deixo de acompanharas assuntos relacionados a motos alimentando meu sonho (ou ilusão) de ter uma muito em breve.
    Continue seu trampo aqui e conte com nosso apoio. Dias melhores virão.
    Abraço.

  24. Saúde & Paz.
    Bayer,
    Altos e baixos temos todo dia e a toda hora.
    Quando deixamos de fazer algo que realmente gostamos, deixamos de ser felizes e as coisas só pioram.
    Sou leitor assíduo…..quando, uma postagem nova demora, até me preocupo com o seu bem estar (fica-se amigo).
    “” O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silencio dos bons.””
    Não desanime, “tamos” juntos no mesmo barco.
    Abraços.

  25. Bayer, força guri! Me identifico com seu depoimento, com esse post em geral. O setor que eu trabalho foi extremamente afetado pela crise, mas por sorte ou por empenho da diretoria da minha empresa (os quais seguraram legal a barra), nenhum funcionário foi mandado embora, tenho 16 anos de empresa, cheguei como um trainee e hj estou como engenheiro pleno. Minha esposa por outro lado, depois de 8 anos acabou sendo mandada embora, pois o setor que ela estava seria unificado, e o cargo que ela exercia infelizmente seria fechado. Passado 3 meses, ela encontrou uma nova colocação em uma concorrente (editora) e esta mais feliz que nunca.
    Eu tenho a minha velha e boa FAT, 2008/09, a qual esta parada, deixei ela um pouco de lado, saindo quase que exclusivamente nos finais de semana. A tempos atrás essa moto era a minha quase que de uso diário. Os preços de manutenção, pneu, peças, etc, subiram enormemente, e meus amigos que iam direto p/ os EUA e na volta traziam minhas encomendas, de filtros, velas, pastilhas, discos, componentes, etc, não vão com tanta frequência.
    Eu tinha a minha velha e boa guerreira, a Falcon que foi a minha primeira moto, e ainda esta comigo. O negócio foi dar uma boa garibada nela, deixar ela redondinha e voltar a usar no dia a dia. Essa moto na verdade estava p/ venda. Nisso um amigo que tinha uma Buell Ulysses acabou precisando de um dinheiro rápido e colocou a moto a venda. Por sorte ele acabou aceitando a Falcon e eu fiquei com a Buell na troca voltando mais uma graninha.
    Nunca me imaginei de Buell, ou mesmo que eu fosse gostar tanto de uma Big Trail, ja tinha andado de GS650, GS800 e Versys, contudo Buell foi amor a primeira acelerada.
    A principio não tenho a intenção de vender a FAT, tanto pq o mercado esta reagindo (pelo menos na minha área), e também pq consegui equilibrar bem o orçamento, mas pode ser que seja uma opção na hora do aperto.
    O melhor do Brasil sem dúvida nenhuma é o Brasileiro, somos um dos melhores povos do mundo, acolhedores, hospitaleiros, divertidos, unidos e trabalhadores.
    Viajo a trabalho para muitos lugares (américas em geral), e sempre somos extremamente bem tratados, pois somos brasileiros e sempre falam que sonham em visitar o Brasil.
    Vivemos em um país de sonho, pena que poucos malditos transformam esse sonho em pesadelo.
    Abraço!!!

  26. Caro brother Bayer,
    Primeira vez que paro no seu blog, que curti muito, já está no favoritos e vou ler inteiro .
    Desabafo legal , mas senta que vem história :
    Entrei no seu site por que fico procurando o tempo todo assunto sobre moto, paixão desde infância . Tenho tempo para isso pois estou desempregado , sem perspectivas para o futuro e pior , sem moto . Tenho desde os 18 e nunca fiquei sem, a não ser agora . Tive Cg, Xl , Cb , Shadow, quando conheci o mundo dos Moto Clubes e comprei uma Boulevard 1.500 , que vendi com dor no coração. Aí, perdi minha alma ! Descobri o segredo da felicidade . Andar de moto é uma categoria a parte, dentro do viver, que só quem experimenta sabe . E independe de situação financeira, de crise, de moralidade … O prazer é único e inigualável . No momento, continuo no limbo , com 55 anos, sem moto , e sem descolar fonte de renda fixa . Mas otimista ! E se conseguir verba, qualquer uma, tenha certeza que a primeira coisa que irei adquirir será uma máquina potente e minha vida de volta ! Continue com seus posts, que são muito bons e inspiram apaixonados como eu . Ponce de Leon porra nenhuma, quem descobriu a fonte da eterna juventude foi um motociclista de estrada !

    PeJota

  27. Bayer, só te digo uma coisa bicho, você tem muitos apreciadores, parabéns por isso, pois demonstra o quanto é querido, principalmente por trazer alento as nossas vidas cheias de mesmices, enfim…
    Não desista cara, não pare, não desanime… Você mesmo já deu a dica de outro…

    “… Gostaria de ter imaginação suficiente para ajudar as pessoas a criarem um movimento como o dos Hot Rods e Cafe Racers, onde jovens sem dinheiro usavam sua criatividade para construírem seus carros e motos dos sonhos. Gostaria de ter mais tempo para pegar minha câmera e sair por aí fotografando e escrevendo sobre exemplos de pessoas que fizeram isso por aí…”

    Esqueça um pouco o gostaria e FAÇA…
    Eu mesmo estava desanimado com meus vídeos, cheguei a ficar uns 15 dias sem filmar nada, mas o SONHO CONTINUA…
    Essa semana sai mais um programa, desta vez uma dica, pois também fui bem afetado pela crise e ficar viajando não tá dando… Mas bola pra frente!!! Sempre meu velho… ;)

    E, ó, se bater aquela bad, já sabe que tens esse monte de gente pra trazer alento… Não deixe a peteca cair nego véi!!!

    Abraço do Rato de Minas Gerais… \o/

  28. Não comento aqui faz tempo, e quase não leio também. O motivo é uma soma de falta de tempo, com trancas da internet no trampo, enfim. Vários. Mas confesso que o principal foi aquele post antigo sobre políticos corruptos que era mais contra o PT que contra os “outros” (como se houvesse outros). Besteira né? Pois é, eu sou meio besta mesmo (333)….

    Bonito teu post. Gostei dele. Realmente, deve ser difícil escrever sobre motos de 40, 50, 60 paus hoje em dia. Tem que ter cara. Por outro lado, deve ter o peso de pensar em QUEM vai ler também.

    A cada dia que passa, eu e minha guerreira do dia-a-dia (uma Mirage 250 com guidão APE, pintura personalizada, cheia de partes de outras motos) desprezamos mais a galera da Harley: cada vez menos te cumprimentam, parece com a o tempo eles pilotam PIOR, não conseguem julgar o espaço dos corredores, a cara de esnobe ficando ainda mais feia. Talvez seja só essa “seleção natural” que o post comenta.

    Chegou ao ponto que, sinceramente, se a Harley me desse uma Dyna (a HD que eu acho massa) e gasolina paga pra vida toda, eu vendia e comprava outra mirage pra montar do meu jeito. Só pra não ser confundido com esses leite com pêra de hoje (não que sejam vocês, eu tenho certeza que os leitores desse blog são os caras massa que encontramos por aí). Simplesmente não me sentiria bem. As incongruências que você tem que calar dentro de si são muitas pra carregar por aí um símbolo de luxo desses.

    É claro que 80% dos leitores desse comentário vão odiá-lo. Mas provavelmente são os mesmos que antes estavam indignados com a política, e ontem choravam pelo chapecoense enquanto leis absurdas eram aprovadas na surdina. Como um grupo de wapp de amigos de infância, que antes viviam indignados, e agora só falam de mulher e das merdas que o Sérgio Malandro fala.

    Mas suave: chega uma hora que a máscara pesa mais que a consciência. Acho que hoje, pros caras como você, o peso deve ser insuportável. Mas se pá isso passa também. Quando você é fã, você é fã. Não importa se a marca da maçãzinha é uma merda, se a mão de obra que a constrói é praticamente escrava, se os gastos são 90% em propaganda, e os 10% restantes de lucros ainda absurdos vão pro bolso de meia dúzia. Não importa nada disso quando você quer o que quer por que quer.

    E assim continuamos tendo a pior espécie de capitalismo. Por que gostos não precisam obedecer a lógica e ninguém precisa se justificar.

    Talvez uma saída pro seu bloqueio seja escrever sobre motos custom de baixa cilindrada?

  29. Posso dar meus 2 cents pela primeira vez aqui?

    Vamos abrir uma cerveja, rabiscar projetos baratos e começar a fazer… hot rods e café racers, surgiram em meio a crises, como você mesmo citou.

    Falar de moto em tempo de crise pra mim faz muito mais sentido que falar sobre Ferraris, presunto cru e espumantes.

    Se falta grana para montar um big-twin, vamos montar um 50cc. Fazer ficar legal e contar como pode ser divertido isso, já é o start pra levar uma cultura menos focada no “mais caro é melhor” que eu percebo que tanto te incomoda, e me incomoda muito tb.

  30. Fala bayer!

    realmente esse foi um ano muito dificil pra muita gente.
    ironicamente pra eu que sou professor não foi, mas sei o que é passar perrengue. pechinchar, andar a pé pelo preço da gasolina, não comer para as crianças comerem. então é como diz mais uma das velhas imagens “motociclisticas” no facebook.: “persistência não é correr para uma proteção quando começa a chover, mas é a arte de andar devagar debaixo do temporal”.

    se eu puder deixar uma mensagem a todos que são apaixonados por suas motos (mesmo que pareça uma mensagem materialista) é:

    “guarde sua moto, trabalhe dobrado, alimente sua família, pague suas contas, sente em cima dela lá na garagem pra matar a saudade, continue trabalhando, tempos de estiagem chegarão e vc vai rodar novamente! com uma grana boa e a sensação que é mais forte ainda pq o pior haverá passado!”

  31. Meu pitaco:
    Se eu fosse você faria mais videos.
    Rode com a motoca captando as imagens na GoPro.
    Depois ligue o som numa trilha sonora legal e por cima grave o off. Esqueça edição rebuscada. Seja simples e direto.
    Temas não faltarão. Audiência, menos ainda.
    Textos carecem inspiração.
    Rodar gera inspiração!
    Abraço

  32. Cara, o momento é bom !!!
    É na crise que o homem cresce . É na crise que a criatividade tem de correr solta para resolver o impossível e transformar esse impossível em grana e alegria .É na crise que alguns dos grandes negócios do mundo surgiram .É na crise que as oportunidades aparecem e tem de ser pegas a laço ,e trabalhadas ,para melhorar as coisas .
    Na crise ,às vezes, é melhor se fingir de morto ,mas ficando com ouvidos atentos para pular em cima da oportunidade que passa.
    Na crise a fé é testada ,e o cara que fica firme vira um vencedor .
    Na crise a gente chora, esperneia , xinga , mas se olharmos bem , o mundo continua .É não existe crise eterna .
    Na crise que a gente aguarda a bonança que virá com certeza.
    Na crise a gente cresce ,como homem , como profissional , como pai , marido ,e tudo mais .
    Crise é um troço doido mas traz recompensas .
    Crise é oportunidade de refletir e mudar
    Crise é semente para a prosperidade ,pois quem a supera ,vai viver bem melhor quando ela acabar.
    Crise é a chance que a vida nos dá para melhorarmos nossas vidas .
    Crise é o portal para a vitória

  33. Bayer, boa noite.

    Primeiramente, se me permite, me deixe começar citando duas frases suas neste texto:
    “Mas eu estaria mentindo se dissesse que foi apenas por causa disso. A verdade é que eu ando me sentindo culpado”.
    “Mas quando eu paro para pensar nas pessoas deixando suas motos em suas garagens e se preocupando em garantir o seu próprio sustento ou de sua família, eu sinto um enorme bloqueio de escritor. Por mais que eu goste de motos, tenho achado difícil falar delas vendo tanta gente boa apanhando para ganhar a vida por aí. Me sinto fútil”.

    Cara, com o devido respeito, você não poderia estar mais errado.

    Foi o seu site que manteve (e mantém) viva a chama de muitos motoqueiros (novos, velhos e futuros) a continuarem seu sonho, a continuarem a rodar por essas estradas e ruas do nosso Brasil. Eu mesmo tive um ano muito difícil, em que eu quase desisti de comprar minha tão sonhada moto, e de tirar minha carteira (só tenho de carro… :/).

    No final de 2015 eu visitei pela primeira vez uma concessionária HD, em Cuiabá/MT. Sem querer fazer propaganda, nunca fui tão bem atendido em toda a minha vida ao entrar em uma loja, atendentes dedicados, educados e tudo o mais. Eu vi meus dois sonhos: a 883 e a Dyna Street-Bob. Vi os preços e achei um sonho possível. Me animei de tirar a carta A.

    Mas aí vieram os aumentos de preço, e desanimei… Comecei a procurar motos mais “simples”, mais “baratas”. Passei pelas Triumph clássicas, Kawasaki Vulcan S, e cheguei nas 250… Hoje penso até em uma Bros 160. Não quero dizer com isso que são motos piores, longe disso. Mas eu procurava uma alternativa mais barata pra ir rodando até ter a chance de conquistar meu sonho HD (lembrando que nesse meio tempo a Indian chegou, deu aquela animada que iria competir com a Harley e trazer bons preços mas não, veio mais cara e o resto você já sabe, né?! Tá nivelando o preço por cima).

    E nisso os salários não aumentam, as contas que fazem isso… O dinheiro que você deixou guardado pro sonho teve que ser usado, e você se vê em dois empregos… trabalhando 3 períodos pra tentar juntar uns $ pra tão sonhada vida de motoqueiro…

    Também entendo o bloqueio de escritor… Eu também escrevo meus textos, mas essa situação financeira bloqueia mesmo a inspiração….

    Mas continuando, nesse ponto entra o Old Dog Cycles. Você não precisa se sentir culpado, porque se você é culpado de alguma coisa é de manter acesa a chama do sonho de muitos motoqueiros (como eu disse lá em cima). Este site é um dos últimos bastiões da cultura biker na web brasileira. Aquele cara, como eu, que luta o dia inteiro, chega em casa, pára 5 minutos pra ler seu site, e se encoraja pra realizar seu sonho!

    Eu não tenho muito tempo pra comentar sempre, mas acompanho todo dia o blog. E por isso, meu muito obrigado!

    Continue assim, e um dia vamos reunir essa galera aqui pelas auto estradas do Brasil!

    Grande abraço!

    1. Meu velho, esses vendedores são o máximo, na hora da compra são simplesmente fodásticos, falo isso tendo em vista minha experiencia na loja HD aqui de Curitiba. São extremamente atenciosos, conhecem cada cm das máquinas, todas as especificações de catalogo, são realmente fodas. Mas o pós venda, é simplesmente o oposto, setor de peças, quando vc consegue a peça ou os valores são astronômicos, ou vai demorar 2 a 3 meses para chegar. Muitos, muitos amigos ja tiveram péssimas experiencias com os setores de peças, serviços, dentre outros. Mas o setor de vendas é show!!! rs
      Abraço!

      1. Sem dúvida meu velho, a marca não faz o motociclista, o vento no rosto é o mesmo p/ todos!!! Eu mesmo rodo com amigos que não tem HD. Como viajamos muito, e nem sempre conseguimos cumprir com as obrigações dos MC´s, acabamos preferindo rodar ou mesmo nos encontrar sempre que todos podemos (algo como umas 2 vezes por mês). Começamos em 3, uma CB450, uma Falcon e uma 883. Hoje somos em 8, uma CB450, 1 Fatboy, 1 Dyna, 1 883, 1 Vulcan, 1 GS650 e 1 XRE. O importante é o motociclismo, conversar, esquecer um pouco das dificuldades que todos passam, jogar conversa fora, tomar uma gelada e comer um churrasco gordo!!!
        Abração!

  34. Olá!
    Parabéns pela postagem.
    Acredito que muitos se identificaram com o texto, e já foi provado pelos comentários enviados.
    Estou com 45 anos e consegui comprar minha 883 nesse ano de 2016. Um sonho que alimentava há 20 anos.
    Acredito que a vida é feita de escolhas (que geram conflitos), crises, realizações e outras coisas mais (rs). O momento do país está afetando à muitos. Eu levei 20 anos para comprar minha tão sonhada HD, porque algumas escolhas necessitaram serem feitas, e quando escolhia comprar outra coisa no lugar da minha HD, para mim era um momento de crise. No momento não estou conseguindo viajar com minha HD, mas todos os dias tiro ela da garagem e vou feliz passeando até o local de trabalho. Ontem enfrentei uma tremenda chuva, que foi necessário eu parar e me abrigar debaixo de uma marquise, pois as ruas estavam alagadas a ponto de cobrirem o cano de descarga da “negona”. Diante do cenário, olhei para minha “negona” e por alguns segundos senti uma alegria como se estivesse viajando em um lugar muito distante com minha “negona” (eu estava a 5 minutos de casa). Há momentos que é necessário ter um pouco de paciência e aguardar a chuva passar. E enquanto isso planejamos o melhor caminho a tomar quando a chuva passar.
    Minha sugestão é: Não pare de escrever, quando você posta um assunto sobre como pilotar na chuva, qual a melhor forma de rebocar uma moto, qual o mais novo modelo de boober ou seja qual for o assunto que envolva a tão amada motocicleta, mesmo que eu ainda não tenha a minha ou tenha vendido por um necessidade familiar, a leitura vai me ajudar a continuar sonhando e planejando a realização do sonho.
    Grande abraço!

  35. Ulysses Da Costa Concordo com tudo o que tu falou texto, mas também tem um outro lado para a gente analisar: será que a crise também não força o pessoal a manter o que já tem? Customizar a moto atual por não poder comprar outra.

    Eu sempre fico com essa pulga atrás na orelha, olho para os nossos hermanos e me questiono: por que cultura de customização deles é tão maior e mais forte que a nossa?
    Pensando nisso eu elenco alguns fatores, dentre eles a forte cultura européia que tem lá, sendo que na década de 50 Argentina e Uruguai eram muito atrativos para imigrantes, o que fez muitos ingleses migrarem para esses países trazendo tudo consigo (só olhar a quantidade de BSA, Royal Enfield, Triumph, Indian e Harley antigas que ainda existem rodando até hoje por aquelas bandas). Tem também o lance do consumismo desenfreado, aqui no Brasil temos muito essa cultura de sempre trocar o que temos por algo mais novo, reflexo da cultura norte-americana. Lá eles gostam de manter o que é velho por uma questão de apreço (e eu compactuo demais com isso).
    Porém um dos fatores atuais mais determinantes para eles terem toda essa cena kustom tão forte, é que uma 883 lá é uma banana de caro, pois a economia deles está ferrada há um bom tempo. Há males que vêm pra bem, e quem sabe com essa crise aqui o pessoal também comece a valorizar mais a moto que possuem e rumem para essa ideia de manter o que é seu, sem trocar de moto a cada ano?

  36. Bayer tem toda a razão.
    Eu sou servidor público (se chama servidor porque ele trabalha para o povo e não para o Estado) e fico envergonhado quando vejo tanta gente que perdeu seu emprego porque políticos e grandes empresários aqui e mundo afora tomaram decisões equivocadas e usaram de muita má fé. Aliás, sou servidor público 2x. Sou Geógrafo no Governo Federal e Professor de Geografia no governo local. Sim, trabalho de manhã, de tarde e de noite. Faço isso porque em ambos os empregos não ganho muito bem. Então, preciso de 2. Mas nunca reclamei do salário como muitos colegas meu fazem. Acho que perderam completamente a noção da realidade ou nunca a tiveram. Já trabalhei em empresa e sei o quanto é duro, instável e competitivo.
    Por isso, de antemão peço desculpas a todos os colegas aqui porque meu emprego não está em risco.
    Mas a mensagem que quero passar para a galera é que, se tiveram que vender suas motocas, não se preocupem. Toda crise nos ensina muito e uma hora acaba. Quando as coisas melhorarem vocês terão suas motos de volta. Não a mesma, outra. Mas o que importa é o prazer da pilotagem. E vocês lembrarão que a motoca que venderam antes os ajudou a superar a crise. Foi o sacrifício necessário.
    Outra coisa boa em crises é que focamos nas coisas realmente importantes, fazemos um balanço de nossas vidas, um balanço de como anda a família, um balanço de como as coisas estão desde o condomínio até as tragédias globais de guerra, violência e miséria. E depois disso, a maioria de nós agradece por ainda estar melhor do que muita gente afora. Agradece pela simples oportunidade de sair do fundo do poço, coisa que muitos não possuem.
    Assim, deixo aqui uma mensagem de esperança que dias melhores virão. Quem é honesto, trabalhador e solidário sempre vencerá.
    Grande abraço e um próspero 2017 para todos.

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