Não gostou da linha 2018Harley? Então provavelmente ela não é para você

A Internet parece ter sido quase unânime em seu veredito: a nova linha 2018 não agradou. Para muitos, o motor Milwaukee 8 tem mais a ver com as japonesas e com a Victory, do que com os amados V-2 a ar. Para outros, as mudanças de chassi e dirigibilidade só seriam interessantes se a Harley-Davidson tivesse mantido o seu visual clássico.

Infelizmente, essas motos não foram feitas para os tradicionais fãs da marca: elas são, mais uma vez, uma tentativa de atrair novos fãs.

Você já ouviu o velho argumento de que os baby-boomers são o maior público da marca, que eles estão envelhecendo e deixando de andar e por isso a Harley-Davidson precisa atrair os mais jovens, além das mulheres e algumas minorias (nos EUA) que nunca foram o foco da empresa.

Isso é algo tão importante para a estratégia da Harley-Davidson que se tornou a principal meta da empresa para os próximos 10 anos.

Recentemente, o jornalista Tite fez um comentário bem pertinente sobre esse assunto. Ele escreve em seu post sobre a nova BMW 310R:

No ano passado levei minha filha mais velha (30 anos) para um evento de motociclistas. Comentário dela: “pai, mas só tem velho!”. Eu incluso, claro. Ela só externou outra coisa que a indústria de moto, especialmente as marcas BMW e Harley-Davidson já perceberam: essas marcas seculares atraem pessoas igualmente seculares. Por isso a HD correu para lançar uma 500cc e a BMW investiu um caminhão de Euros para criar e lançar esta 310: estão de olho no público jovem, porque além de fidelizar a marca desde cedo os jovens vivem mais.

No entanto, o que pouca gente sabe, é que as empresas estão tendo um enorme problema para atrair os mais jovens em vários segmentos.  Há uma mudança de comportamento grande acontecendo, impulsionada pela falta de perspectiva das novas gerações e por algumas ideologias.

O motociclismo, por exemplo, é algo que os millennials demonstram pouquíssimo interesse. A imagem do rebelde libertário em sua moto se tornou… careta. Os ideais de possuir uma casa, um belo carro ou moto na garagem da geração anterior não fazem parte do repertório deles, que preferem a economia compartilhada e uma vida de poucas possessões materiais que os prendam em um lugar. Essa é uma geração que privilegia experiências e atitudes pessoais como símbolo de status.

Além disso, por muitos e muitos anos a Harley teve uma atitude que essa nova geração não aceita. Você conseguiria imaginar a Harley colocando hoje em dia um anúncio que mostra um motoqueiro já com certa idade dizendo “Eu nunca deixo a minha esposa dirigir. Pelo menos até ela completar 18 anos” sem causar uma revolta nas redes sociais?

Ou este aqui?

Alguns marketeiros também chamam atenção para o fenômeno da “ostentação invisível”, algo que afeta tanto os millenials quanto os membros da nova classe média alta. Cientes da desigualdade social, essas pessoas tendem a não mostrar seu sucesso ou riqueza com bens, optando por gastar em coisas não tão tangíveis e vísiveis, como a escolha da escola dos filhos, o lugar onde moram, os alimentos que compram e os destinos de suas viagens.

Ou seja: marcas como a Harley-Davidson estão enfrentando um duplo desafio. Eles precisam renovar sua base de fãs, mas estão fazendo isso justamente com uma geração que não dá a mínima para o que eles fazem. Isso é uma perigosa combinação, já que a marca pode alienar os atuais fãs e não conseguir o resultado que espera com os mais jovens.

Na minha humilde opinião, o que a marca precisava era reinventar o motociclismo em si, deixando ele atraente para os mais novos. Algo que ela já fez muito bem quando oficializou o H.O.G. nos anos 80 e passou a tratar seus produtos como “uma máquina de fazer amigos”.

Do contrário, ela pode acabar sozinha.

63 ideias sobre “Não gostou da linha 2018Harley? Então provavelmente ela não é para você”

      1. Amo minha Fat Bob e ainda estou me recuperando do que fizeram com a motoca. Incorporar tecnologias e evoluir, vá lá, mas matar o signo distintivo da Fat Bob, seus faróis duplos? Taí a BM com seus carros há décadas, sempre com seu característico conjunto ótico em diferentes roupagens, mas inconfundível. Luto!

  1. Uma coisa é certa, com a evolução da linha prova-se a superioridade técnica que as Japonesas tinham contra as Harleys.
    Soluções lançadas agora pela Harley são usadas a muitos anos pelas outras marcas.
    O forte Marketing sempre foi o maior responsável pelo sucesso atingido pela marca.

    1. Não são soluções, a Harley e a tecnologia americana pode fazer qualquer máquina sofisticada ,lembram da Harley elétrica , quando todos faziam motos elétricas ridículas ela fez uma moto linda .
      É a tradição , quem quer uma japonesa com 5 anos de vida , são motos descartáveis.

  2. Bro, mas veja só como parte disso seria facilmente resolvido. Tomemos a Heritage por exemplo. Fizeram uma moto que de Classic não tem nada. Isso não é por causa do novo quadro, motor e tudo o mais. A olhos centenários como o meu, é puro mau gosto. Mas bastava fazer este modelo preteado e chamá-lo de Heritage apenas ou de Heritage Special e manter uma Heritage Classic com o visual clássico.
    Se a H-D não alcançasse os novos fãs, ao menos não desagradaria os velhos.

    1. pleno acordo ! acabaram com RK classic tb ! e a FB mais parece a boulevard ! produzindo motos para o mercado chines ! fazer o quê né ? é lá que está o dinheiro mas, não o bom gosto…………

  3. Uma coisa que chama a atenção é que na contramão desta tendência está a Indian: que apostou em alta tecnologia mas mantendo o clássico de uma maneira ainda mais radical que a Harley, uma base de cana crescente e apaixonada e bate recorde atrás de recorde de vendas nos EUA. Quem apostou certo? Isso só o tempo vai dizer.

    1. Mas tem um diferença Luiz, a Harley é a maior vendedora de motos de alta cilindrada.

      A Indian é pequena. E está focada somente em um ou dois nichos de mercado.

      Abs

  4. Muito bom o texto, a única coisa que a HD não pode esquecer é que nós, os dinossauros, é quem sustentou a marca até hoje e que incentivamos nossos filhos, que se espelham em nós, a gostarem desta.

  5. Excelente tópico, eu também conversei com o Diretor de uma grande rede de concessionárias e ele me disse que a tendência nos países mais desenvolvidos é o número de veículos diminuir consideravelmente nos próximos anos entrando devido a mercados como Uber ou veículos autônomos e veículos compartilhados, aliados ao bom transporte público de massa; falei de carros, mas com motocicletas a coisa se desenvolve da mesma maneira. Apesar de tudo, a cultura petrolhead ainda tem um nicho específico, mas há outro fator na equação que muitos não se dão conta, os veículos híbridos e/ou movidos somente a eletricidade ou hidrogênio. A Harley mesmo fez aquela fantastica moto para exposição, talvez numa tentativa futura de atrair pessoas para seu mercado de energia limpa e atrativa. Motos de pequeno porte elétricas já são realidade de baixo custo, carros elétricos já estão em alta como os de luxo da Tesla. Eu acredito piamente nesse futuro, uma moto elétrica igual aquela que a Harley com autonomia superior a 100km seria um sucesso imediato de vendas, e eu, como alguns outros amigos seriamos potenciais compradores dessa nova tecnologia.
    Abraço bayer…

  6. Bacana o texto. Pensamento contemporâneo.
    Existe uma nova tendência puxada pelo pessoal mais jovem. Os shows e as runs. Eventos como Born Free, nos EUA e Wheels and Waves na Europa estão na frente disso.
    Também acredito que a sociedade urbana das cidades gigantescas brasileiras (e caóticas) estão alinhadas com o pensamento que você citou … uma parada meio hipster argg. Porém existe muitos e jovens e “nem tão jovens” que saem dos grande centros, em busca de qualidade de vida e de transito menos agressivo que tornam cidades médias grande centros da “cultura da liberdade”. Aí pode estar o caminho.
    Só pra ficar no interior de SP. Olha a cena incrível que existe em Sorocaba. Na boa, moro em BH, mas fico doido pra conseguir um emprego por lá. Os encontros de carros antigos em Araraquara e a cena em R Preto.
    A “cultura” se renova.
    Agora, que a Harley encaretou demais, isso encaretou.

    Que bom q você voltou a escrever.

  7. Pois é, já percebi isso. No meu círculo de amigos metade não gostou dos novos modelos. Mas lembro que esse ranço já vem de longa data. Cada vez que a HD faz alguma inovação os “puristas” saem metendo pau. Uma vez ao observar uma Breakout um desses meus amigos disse: “é uma moto frankstein, que usa peça de outras motos”, oras todas as HDs compartilham peças. Ruim de agradar esse pessoal. Em tempo, a nova Fat Boy tá tão irada que eu pensei em trocar a minha 2011 vermelha por ela.

  8. Vou comentar sobre a moto que tenho, uma Fat Boy, que na minha opinião é um ícone da marca. Quando optei por esse modelo, não foi pelo sofisticado painel de instrumentos, ou pelo lindo farol em led, muito menos pela excelente dirigibilidade… então qual foi o motivo? Não vou ficar de bla bla bla, é a minha moto, aquela que eu vi na na TV em um filme, a que eu pego a estrada, faço manutenção, faço amigos e me faz bem!
    A linha 2018 só me traz um sentimento, saudade…
    Que essas novas gerações possam viver e sentir o espírito de rodar por aí e fazer amigos, se vai ser em moto com farol quadrado, em led, rabo cada vez mais mole, não sei…
    Para a minha geração a partida elétrica e a injeção eletrônica não causam espanto algum!!!
    Muita coisa mudou nos últimos 114 anos e vai continuar mudando!!!
    Abraço e bons ventos!!!!

  9. Sem palavras quanto a essa “EVOLUÇÃO” da nova linha HD. Sinceramente acho que estou totalmente na contramão das tendê ncias. Desempenho? Menor Peso? Aerodinamica? Se fosse por isso eu compraria uma speed ou uma V-ROD (puta merda, nem acredito que disse isso, desculpe). Cada vez mais, vendo primeiramente o estilo e em segundo lugar os valores, creio que ficarei com minha boa e velha Fatuxa. Recentemente vendi minha moto de uso diário e também meu projeto bobber, na verdade troquei os dois por uma Vulcan 800 ano 2000, de único dono, com 20 mil km. Creio que para os proximos anos minha tendência será procurar motos da década de 70 / 80.
    Estou mais para a contramão da tendência, ou seja, daqui a pouco usar couro, pegar a estrada, escutar rock, beber breja, comer churrasco serão coisas de personas no cult. Como diria um grande amigo: O politicamente correto esta fodendo com o mundo!!!!

    1. Que coisa mais nada a ver isso de escutar rock, tomar cerveja. Como se as pessoas que usam motos mais sofisticadas não gostassem de tudo isso. Quanto draaama. Só faltou começar a chorar.

      E usar moto mais leve e mais moderna é “politicamente correto?” Putz, essa foi a pior parte do comentário. É como falar que usar um smartphone ou jogar num PS4 é ser politicamente correto. Nada contra curtir tecnologia antiga, coisas clássicas, eu tb adoro, mas esse comentário muito viagem mesmo, nada a ver uma coisa com a outra. Deixa de drama, cara.

      Quer reclamar do novo visual, das coisas diferentes que estão fazendo nas motos, beleza, mas não misture com cerveja, couro e churrasco, e nem com essa modinha de falar sobre o politicamente correto. O politicamente correto existe e é um saco, mas nada tem a ver com motos modernas.
      Fui.

  10. Colocação e referencias perfeita para o momento mas nós… X generation… iremos deixar de herança as motos na garagem e quem sabe um dia um deles saia montado em uma carburada e aprenda a se deliciar com vento na cara! isso nunca vai morrer!

  11. Eu tenho 36 anos e apaixonado por moto desde que me conheço por gente, quando adolescente não viamos tantas harleys, tampouco custons, salvo as primeiras viragos shadows e vulcans…minha referencia é a harley antiga… tenho uma 2008…ontem li matérias sobre isso, inclusive aqui, achei interessante, é uma evolução inevitável eu acho…. mas quando cheguei em casa e vi minha motoca lá, uma heritage custom 2008 azul com seca suvaco e escape direto… eu falei… a moto é massa pra caralho !!!!! kkkkkk …. sou como o Sr Madruga, prefiro as velhas kkkkkkkk

  12. Eu sempre tive comigo que a Harley é uma paixão, e uma paixão cara!Afinal de contas, para se ter uma, é necessário ralar muito. E uma parcela muito pequena da sociedade brasileira, consegue realizar este sonho antes dos 35 anos, meu caso, pois desembolsar $70k em uma moto, requer esforço e planejamento.Porém a HD é uma empresa e precisa sobreviver, mas negligenciar seu público, digamos “antigo e fiel” e uma manobra ousada e lhe pode custar caro! Infelizmente, a essência do motociclismo está se perdendo, com antiga geração. Eu ainda acredito na Harley, pois ontem ao ouvir um relato de um amigo, que compartilho, descobri que ainda há esperanca:
    “Ontem meu chefe, ao sair da empresa me indagou, nunca andei em uma HD, posso andar na sua (FatBoy 2005)? Respondo claro que pode, mas te aviso: Ela é pesada, freia mal, o velocímetro está ruim, esquenta, faz barulho e o manete do acelerador precisa voltar no punho, pois esta enroscado… nao é esta maravilha moderna que voce esta acoatumado. O cara olhou para mim e respondeu, que porra! Mas vamos lá (o cara tem uma Bigtrail japonesa)…e o cara foi meu irmão, cantou pneu, sumiu….quando voltou tirou o capacete e disse: Porra! Isto que é moto, este barulho, está potência, que tesão! Não está porta que eu tenho!Vou comprar uma custe o que custar!” Bom, depois deste episódio, concluo que ainda estamos por aí, espalhados em minoria, talvez hibernando esperando a oportunidade certa, mas estamos aí!
    Obs: Bayer, que bom que voltou a escrever!

  13. Texto muito bom, como sempre.
    No geral concordo com você. Porém existe sim uma juventude que ainda tem interesse no motociclismo e no automobilismo. São a minoria, sem dúvida. Mas em eventos como o Born Free, a maior parte do público é de 40 para baixo. A questão para a fábrica é como pegar essa minoria e tornar em maioria. Para falar a verdade acho que não tem como. Sobre o automobilismo, o ótimo blog do Flávio Gomes já vem cantando a mesma pedra faz tempo, que jovem liga para corrida de carros hoje em dia?
    Então é realmente uma sinuca de bico.
    Sobre a nova linha, não sou contra inovação nenhuma. Eu sou contra é pararem de fazer o básico. Quer fazer a VRod? Sem problema. Vai parar com a Sportster? Aí não!!!
    Por isso minha tristeza com o fim da linha Dyna e com o fim do motor refrigerado a ar. Agora só o Sportster Evolution. E que pelo jeito acaba rapidinho.
    Quer fazer o M8, porta usb, can bus, chave eletronica, abs, controle de tração? OK. Mas enquanto for possivel, dentro da legislação, mantenha os nossos fusquinhas.
    Quando os fusquinhas não forem mais permitidos, aí eu parto para qualquer uma.
    Não sou fiel a HD, sou fiel a uma motoca simples, com um V2 refrigerado a ar, com o mínimo de eletrônica necessária, em que eu possa mexer quando precisar.
    Quem fabricar isso me leva!
    Abraços,

    1. “Não sou fiel a HD, sou fiel a uma motoca simples, com um V2 refrigerado a ar, com o mínimo de eletrônica necessária, em que eu possa mexer quando precisar.”

      Me representou. Nem preciso complementar, sem mais. Abs.

  14. Gostaria que fosse discutido a observação do Luiz, ontem:

    “Luiz
    24 DE AGOSTO DE 2017 ÀS 8:43 AM
    Uma coisa que chama a atenção é que na contramão desta tendência está a Indian: …”

    Fiquei intrigado com o que ele colocou, pois vai contra muita coisa que se fala sobre essa nova geração. Que existem mudanças de hábitos, isso ocorre desde que o primeiro ser humano pisou no globo. É do negócio. Mas a história não acaba.

    Em relação à HD, o que vejo é que ela fez o necessário, ou quase: continuam os pneus com câmara de ar nas rodas raiadas. Sugiro que a HD peça pra alguém da Porsche falar com os caras da BMW pra ensinarem como se faz roda raiada sem câmara – pedir pra Porsche pra não dar assim na cara né…rsrs.
    No mais, certa vez nos foruns HD da gringa, neguim abriu um post pra comentar que fazia tempo que não via alguém com Low Rider zero…. Vez ou outra uma ou Street Bob… mas muito pouco. Aí comecei a observar e o que se via era comércio de usadas.
    Ou seja, a Dyna já tava em queda há tempos. Mesmo lá, tinham que mexer na suspensão traseira e colocar True Track, o que acho absurdo num produto desse.
    Então o problema do quadro e suspensão da Dyna não era só aqui.
    Cá entre nós, como vão as vendas das Dynas por aqui? Ok, Brasil tá de rosca, mas e comparando com as softails? Como fica?
    Quanto ao motor, até quando a legislação toleraria a venda de um motor estrangulado pra atender as normas ambientais, e depois, dentro da própria concessionária, altera-se tudo sem perder a garantia? Até quando essa brincadeira poderia continuar? Será que os outros ficariam quietos o tempo todo quanto a isso? Ou já estavam chiando?
    Então a HD tinha dois problemas sérios dentro de casa : quadro da Dyna e motor.
    E fora dela, a Indian tirando pedaços do fígado. Algo tinha que ser feito. E foi feito.

    É o que acho que aconteceu e vem acontecendo. Quanto aos millennials, como fica o comentário do Luiz que citei acima?

    1. A diferença é que a Harley é uma empresa muito maior que a Indian, com mais da metade do mercado americano, enquanto que a Indian quer apenar pegar uma parte desse mercado.

      Aliás, desde que ela ressurgiu, a intenção da Indian é realmente pegar os baby-boomers e a geração seguinte com o manto da tradição, já que vender motos modernas (leia-se Victory) foi uma estratégia da mesma empresa mãe (Polaris) que não deu certo.

      Para a Harley continuar sendo gigante, ela precisa aumentar o tamanho do bolo. Para a Indian crescer, ela só precisa pegar uma fatia maior do bolo que já existe.

      Se isso é uma estratégia sustentável ou não, isso é outra história. A Harley acredita que não, daí focar nas mudanças. A Indian acredita que sim, por isso o foco na tradição. Quem está certo? Só o tempo dirá.

  15. Análise incontestável quanto ao ‘novo mundo’ que se anuncia onde temos uma geração que se diz ‘alheia’ a bens materiais, com uma ressalva minha: isso se dá porque estão tendo ‘dificuldades ‘ na entrada na vida adulta…. muito ‘mimimi’ e pouca atitude – isso não será o pessoal de MKT da Harley que resolverá.

    Quanto ao aspecto técnico e de design da nova linha – digo o seguinte: a HD evolui também é isso é o natural. Em um momento onde a customização/personalização tem uma forte ‘pegada’ para nós, harleyros, vejo com bons olhos modificações técnicas inovadoras. E que venha a LiveWire…

  16. Achei corajoso demais mudar um ícone como a Fat Boy, e , gostos a parte, a moto perdeu originalidade e carisma ( parece uma Boulevard). A Fat Bob ficou parecendo uma V Max, ou seja a HD vai na contramão e copia as japonesas…a Triumph tentou fazer isto e viu que era furada, voltando a apostar na tradição p conseguir seu mercado. Um dos grandes trunfos da HD é fazer motos clássicas e diferentes, as mudanças mecânicas são bem vindas, mas mudar radicalmente, como foi feita, eu acredito que foi um tiro no pé…concordo com o texto a intenção é louvável..mas entre pagar caro por uma HD (que parece uma japonesa) e uma japonesa mais barata( e as vezes com mais tecnologia) será que o jovem vai comprar uma HD? só o tempo dirá…
    Ps:Eu vivi pra ver a HD transformar a Fat Boy numa Boulevard… e não fiquei contente com isto.
    Ps2: Não gostei da Fat Boylevard, nem da Fat “V Max” Bob e das setas da Deluxe…tirando isto, a nova linha me agradou.

    1. Não dou 5 anos pra esse modelo da Fat Boy. Vai cansar. E sabe o que vai acontecer depois? O que eu faria se fosse da HD. Iria fazer uma Fat Boy com materiais bem modernos, rodas sólidas de fibra de carbono, mas remetendo à primeira Fat lá de 1991. Pneus mais finos, mais leve e ótima ciclística.
      Quanto à Fat Bob, acho que é a bike que a HD escolheu ousar. É a Scrambler da HD. Eu gostei. Parece um veículo tático, de exploração. Também vai mudar logo logo porque a Fat Bob sempre vai mudar muito.
      Concordo com o que falou da Deluxe. Podiam ser de led, mas um pouco menores. As vezes fazem isso para vender menores no pós-venda. Abraço

    2. Concordo plenamente! Também achei tiro no pé. Mudar é legal, mas querer matar o que já vem sendo matado a anos, exagerar na mudança em modelos clássicos é um tiro no pé. A nova geração pode até não gostar tanto quanto a última, mas só dentro da minha família, 3 gerações gostam da harley do jeito que era, eu com 25, meu primo com 40 e meu pai com 70. Quer mudar? Lança novos nomes, mas mantem o que já dá certo. Sonhava com uma fat boy algum dia, agora fico preso nas antigas (usadas), o que é triste. Vamos aguardar os próximos capítulos e ver que m**** vai rolar.

  17. Certa vez o cachorro velho parafraseou a YAMAHA quanto a “inovação” de suas motos com conceitos bobber: “quero o que eles desejavam (liberdade, aventura, etc.) mas não o que eles tinham (em referência as motos dos anos 50/60/70). A evolução é natural, e a HD precisava dessa melhora mecânica. Deixo a filosofia para questões mais importantes. Por isso, em minha modesta opinião, ter uma moto por vocação de espírito nunca vai deixar de existir e a HD vai continuar vendendo como nunca.

  18. Excelente matéria e muito atual….!! ( Parabéns )
    Na minha humilde visão de motociclista ” veio ” e ” Harleiro ” das antigas, eu acredito que a Harley Davidson realmente esta pouco se importando com as antigas ” tradições ” e o famoso ” espírito selvagem ” , Ela ( H.D ) N.Ã.O ganha dinheiro com venda de m.o.t.o.s , pois essa famosa marca é Patrimônio Americano exatamente como o Grand Canyon / Nasa / Empire States / etc…etc…., o ex-presidente Ronald Reagan salvou a empresa da falência em 1981, alegando que se tratava de um patrimônio americano e aproveitou o momento para criar diversas leis que sobretaxavam as adversárias japonesas…!!
    A fidelização do Cliente a marca é tão profunda que a Harley calcula que cada proprietário fiel gasta 2,5 vezes o valor da moto com acessórios, butique e viagens temáticas, citando somente como exemplo o ” tradicional ” modelo Fat Boy, que lá sai por US$ 16,4 mil, pode gerar até outros US$ 41 mil somente em ” solo” americano , ou seja H.D ganha mmmuito mais dinheiro com vendas de canecas , camisetas , bonés, canetas , luzinhas de leds em geral , do realmente com a venda da motocicleta …!!
    Umas das maiores verdades sobre essa realidade da H.D e que outros fabricantes de motocicletas de ” peso ” internacional , estão apostando muito alto nas linhas “” retro”” e vem realizando diversos lançamentos de motos Clássicas com quase ” zero ” de tecnologias embarcadas , e isso tem levado uma ” boa ” fatia do mercado internacional de motociclistas na faixa entre os 40 ou 50 anos a redescobrir outras marcas & motos que em muitos aspectos ” lembram ” as antigas e ” super mecânicas ” H.D .

    Um Grande & Forte Abraço aos Irmãos de Estrada …!!

    Coyote.

  19. Vamos por partes, primeiro respondendo a quem perguntou sobre as vendas da família Dyna: foram vendidas 62 unidades durante o ano de 2017 e montadas apenas 3. A família Dyna vem mantendo sua clientela a custa de usadas porque a HDMC Brasil não aposta nesses modelos desde que decidiu manter o motor 96 ao invés de atualizar para o 103 como fez o resto do mundo.

    Portanto juntar a família Dyna à nova família Softail (porque a família que estavámos acostumados morreu com o Twin Cam) foi apenas uma decisão estratégica de reengenharia.

    E da mesma forma, uma vez que iriam encerrar a produção do Twin Cam e o motor M8 iria necessitar de alterações no quadro para poder ser montado, nada melhor que fazer nascer uma nova família valorizando as mudanças para chamar a atenção do mercado e buscar novos clientes. Nada melhor que mudar a aparência para valorizar a mudança (para melhor) que houve na parte mecânica.

    Se a mudança estética é válida ou não, só o tempo vai dizer. A sensação que essas mudanças estéticas trazem é de uma preparação para um produto buscando novas tendências como a Lime Wire. Notem que os leds na iluminação buscam uma “aproximação com o futuro”. Se o “futuro” vai de encontro ao que os novos consumidores estão procurando é outra conversa.

    Em casa eu tenho três filhos: o mais velho com 35, a do meio com 32 e o caçula com 13. O mais velho já é pai e tem uma aproximação muito grande com o meu modo de vida (eu tenho 54). Já a do meio é a típica millenium: buscando um prazer quase hedonista e valorizando as experiências que vive através do trabalho (que não é um objetivo de vida), relacionamentos e viagens. Para ela o importante é “viver” e não apenas ter “metas a cumprir”.

    Já o caçula (que já é o próximo alvo do mercado) é mais conectado que a do meio e muito mais multitarefa que eu ou o mais velho.

    É nesses dois (a minha filha do meio e o caçula) que o mercado investe. É perfeita a colocação do Bayer quando diz que o catálgo 2018 não foi feito para nós, que já vivemos e sustentamos a HD. Ele é o início de uma transformação que a HDMC precisa fazer. A empresa tradicional que não se preocupar em se reinventar dificilmente chegará ao seu centenário (no caso da HD seu segundo centenário).

    Vamos aproveitar o que a HDMC está oferecendo: um pacote mecânico que parece ser bem melhor que o pacote que já temos. A estética é sempre algo que pode mudar, mas eu não voltaria ao farol amarelo tenho o farol de Led original.

    E para terminar: Bayer, seja bem retornado.

    1. Isto, por si, com o “exemplo de casa”, dá uma boa postagem, Wolfmann.

      Bem, eu compraria esta nova Deluxe fácil, fácil, se tivesse a grana. E trocava os piscas ridículos imediatamente. O resto já ia ser objeto de mudança mesmo…
      Mas eu mantenho que é frustrante jogarem o “clássico” nesta lata de lixo dos tempos. A Deluxe, exceto pelos piscas, é o que restou de clássico na família Softail. A Deluxe e a Slim, que também me agrada demais aos olhos, bem classicamente, apenas que não é meu estilo jurássico revestido em cromo. (Eu também curti a Breakout, a Low Rider e até a Street Bob, mas estas são ainda menos o meu estilo que a Slim, além de nada clássicas. Fat Boy, Fat Bob e Heritage ficaram feias. Muito feias.)
      E não é que eu ache que a inovação não deva vir. Acho mesmo que isso é muito bom. Não sou purista. Só acho que a estética que me agrada está cada vez mais cara.

      1. Por que “abandonar” os clássicos? Se é que os clássicos foram abandonados.

        Note que a nova iluminação (uma das causas das piores críticas) é mais eficiente e deve consumir menos carga do sistema elétrico.

        Por mais que eu goste da cabeça de touro cromada e do farol sealed beam que usei durante anos na minha Fat, essa solução precisava ser modernizada em nome do custo de produção uma vez que cada vez menos se encontram fornecedores para lâmpadas H4, soquetes, fiação e etc.

        Um farol de led é muito mais eficiente (tenho um DayMaker na CVO) e tem custo menor que manter os antigos faróis com lâmpada H4.

        Cada vez mais o clássico terá de contar com soluções mais modernas.

        E vai ser caro trazer um farol mais antigo para substituir o farol de led original: será preciso não só trocar lâmpada e globo óptico, mas sim toda a fiação que precisará de uma amperagem maior, coisa que os chicotes originais não devem ter sido calculados para suportar.

        E para finalizar, concordo contigo: está cada vez mais difícil e caro personalizar as motos.

  20. Nós os cinquentoes somos a geração mais privilegiada que já existiu na face da terra, conhemos desde o antigo até o máximo do moderno , e para falar a verdade o moderno me assusta ,a ganância para faturar e faturar cada vez mais, bater metas, acaba extrapolando ou dizer estragando o que era prazeroso em nossas juventudes , para mim o clássico e bem elaborado projetos das harleys será um ícone, ficará carimbado nas nossas mentes e na mente dessa juventude atual, particularmente minha opinião é que estão tentando agradar uma parte dos consumidores indeciso, com modelos de moto que sopra contrário aos nossos ideais.

  21. Esta nova geração não sabe nem o que quer .. como a Harley não esta sabendo o que produzir.. Vejo em encontros na internet na rede ,nos programas de tv .. pessoas jovens e mais velhos ,montando sua moto no seu estilo .. todos a maioria querendo andar ainda com motores Knucklehead , Shovelhead ,Panhead , evo .. na America ,Japan e outros Países .. não sei que geração a marca quer Buscar ..

  22. O grande problema das Harleys não é a falta de fans, porque isso já têm e muito. O problema verdadeiro é o seu alto preço que a maioria das “carteiras” não pode suportar..
    Com esta nova linha de 2018, o problema só vai piorar, porque o na minha opinião perderam a beleza classica e de certeza que vai continuar a ser uma moto muito cara para a maioria dos seus já existentes adeptos.

  23. Tenho uma Fat Boy 2007 e não abro mão dela para nova linha, isto não quer dizer que a Harley está errada em inovar, é uma questão de sobrevivência no mercado.
    Belo artigo.

  24. Para quem aderir a nova linha das Harleys, que tenham o mesmo se sentimento de quem adquire uma, o amor em pegar estradas e às vezes, sair sem destino. Quando vi a minha, foi paixão a primeira vista. Que a minha Rk, vulgo gorda, permaneça muitos anos comigo

  25. Excelente texto.
    A mudança no mundo é inexorável. A questão ambiental ´é prioritária por questão de sobrevivência da espécie.
    É a nova geração que irá consumir. O fato é que os puristas já não mais consumiam. Ponto.
    Eu mesmo paguei 54 mil em uma Fat Boy 2014 e, hoje, faço a reflexão se não estava fora da casinha na época. Sempre me pego achando que estou ostentando em um país de desempregados. Não comprei para chamar a atenção, mas porque achava a moto bonita. Me sinto incomodado com a atenção e com a inveja que provoco.
    Sim, a inveja é um sentimento de mão dupla. Ela é provocada e recebida.
    Em um tempo de tanta violência com uma só causa, a desigualdade social, não sei o que pensar. Sei que esses novos modelos devem ser ainda mais caros, mais inacessíveis, mais elitistas.

    Abraço.

  26. A HD DO BRASIL é ridícula porque:

    – A ÚNICA NO MUNDO que não atualizou seu site com a linha 2018. Por medo de não vender o estoque?

    Acho também que ÚNICA NO MUNDO que não usa os motores 103 na família Dyna. Para forçar os clientes a comprarem Softails?

    Umas das poucas ou a ÚNICA NO MUNDO que não trouxe nenhum modelo da linha de entrada, a Street. Por que quer manter como clientela apenas as classes mais abastadas?

    Essa mentalidade é muito retrógrada e não condiz com a grandeza da marca.

  27. Não sei por quê mas vou continuar adorando as Harleys, o que foi feito na linha 2018, se não atingir os objetivos da marca, podem ser facilmente alterados na linha 2019. Não sei por que tanta preocupação. As motos podem não ter ficado com o visual que aprendemos a admirar, mas com certeza evoluíram na segurança, desempenho e conforto.

  28. Fiquei apaixonada pela linha 2018!
    Tenho uma 883 Iron e nunca pensei em trocá-la, mas essa Fat Bob mexeu com meus sentidos❤
    Pensando em descer à Patagônia, e esses pneus seriam ótimos no rípio.

  29. problema pra mim eh hd NO brasil.
    lixo de asfalto.
    Pretendo mudar de pais, mas enquanto isso nao sai do papel, queria muito trocar por uma triumph 1200 boune.
    Estilosa, perfeita pro dia a dia, anda muito e o melhor, absorve os impactos. Sofro muito c minha sportster 1200. Mas nao congitaria, ao menos por outra hd, trocar de moto se tivessemos asfalto descente.
    E essas hds novas, kr… animal.

  30. Continuando minha crítica que fiz à HD Brasil alguns posts acima, é muito estranho ver que na Europa, EUA e outros lugares as pessoas já estão comprando, fazendo test ride ou, no mínimo, já puderam ver as novas motos pessoalmente.

    No Brasil, o site oficial da HD continua vivendo como se nada tivesse acontecido. Totalmente alheio aos lançamentos globais da própria marca.

    E mais absurdo ainda, é que temos que recorrer a sites não oficiais para obter informações básicas. Claro, ainda bem que eles existem.

    A gente não vive em Cuba ou na Coréia do Norte, mas a HD Brasil se comporta como se vivêssemos. Alguém tem que avisá-los que as pessoas tem internet e livre de censuras. Rsrsrs.

    E mais. Vejam que irônico. As Dynas acabaram sem que o motor 103 nunca viesse nelas por aqui. Quer indicativo maior que a HD Brasil é pitoresca?!

  31. A geração atual é um problema, de fato. Um bando de bundão politicamente correto, que não “ostentam” na verdade não por uma nova ideologia, e sim porque não tem um puto no bolso, vivem na casa da mamãe e só postam viagens nas redes sociais, porque são os programas “turismo sem fronteiras” do MEC que pagam a conta. Um câncer em forma de gente.

    Mas a Harley também tem sua culpa; não quer perder mercado, mas acha que pode continuar fazendo moto pra rico, e aqui no brasil parecem querer manter ainda mais esse status de associar a marca com sucesso pessoal. Então o que sobra é um bando de médico velho e barrigudo que compra HD pra desfilar no final de semana e ostentar saúde financeira, e pra levar de avião nos eventos que a HD realiza por aqui. Aposto que ia vender bem mais se não tivesse preço de carro de luxo no Brasil, e todo esse argumento de “revitalizar a marca para as novas gerações” ia cair por terra. Se continuar com preço de carro 0km, vai vender cada vez menos.

    Aliás, foda a propaganda do velho e da mulher de (quase)18. Isso sim é marketing de qualidade. Já salvei pra usar de capa de facebook.

  32. linha 2018 parece brinquedo pro guri que não quer brincar, eeee nem o pai tá querendo… ! kkk fui pras HD usadas 2016, mais em conta… clássica… e tô atrás de um crânio pra prender no guidão…

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