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Agora é lei: obrigatório documento para pilotar cinquentinha

O Brasil tem tantas leis, e muitas são aplicadas de formas tão relapsas, que cada um acaba tendo um entendimento diferente de como ela funciona.

É o caso do famoso mito de que encomendas até 50 dólares não pegam imposto, de que um policial não pode fazer nada caso sua moto seja barulhenta e ele não tenha decibelímetro (quando na verdade ele pode apreender seu documento e pedir que você faça uma vistoria para libera-lo) e de que as 50cc são liberadas pra todo mundo.

É por isso que a partir desta quarta-feira, dia 1º, começa a valer em todo o Brasil a obrigatoriedade de se ter um CNH com a categoria A de motos, ou a famigerada ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores) para todos que quiserem pilotar uma cinquentinha.

Apesar de ser mais rápida de tirar e um pouco menos burocrática, pouquíssima gente tirou a AAC até hoje, já que ela só permite pilotar 50cc, enquanto a categoria A abrange qualquer tipo de moto e custa praticamente a mesma coisa. Os menores de idade não podem tirar nenhuma dessas habilitações.

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A falta desses documentos é considerada infração gravíssima, com multa de R$ 574,62  e apreensão do veículo. A definição de ciclomotor é clara:

É considerado ciclomotor todo veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna cuja cilindrada não exceda a cinquenta centímetros cúbicos (50 cc) e a velocidade máxima de fabricação não ultrapasse os 50 Km/h.

E a regulamentação proíbe o uso em rodovias:

O Código de Trânsito Brasileiro proíbe o trânsito de ciclomotores nas rodovias, configurando tal condução como infração de trânsito de natureza média (artigo 244, § 2º). Os artigos 54 e 55 do Código de Trânsito Brasileiro obrigam o uso do capacete de segurança para os condutores e passageiros de motocicletas, motonetas e ciclomotores.

Infelizmente, como tudo no Brasil vira zona, vão surgindo cada vez leis mais burocráticas como as da 50cc. Uma lei que eu não consigo engolir até hoje é a obrigatoriedade de habilitação na categoria A para pilotar scooters. Na maior parte da Europa, você precisa ter apenas uma habilitação de qualquer categoria para poder andar livremente com elas.

Isso ocorre pois o entendimento da lei é que o sujeito precisa apenas ter passados pelos testes de trânsito e entender como ele funciona, já que a complexidade de uma scooter é muito menor do que uma moto e não precisa de teste específico. Assim eles incentivam a população a trocarem seus carros por scooters, diminuindo o trânsito e melhorando a mobilidade urbana.

Afinal, quantas vezes vocês não ouviram um amigo dizer que estava pensando em trocar o carro por uma scooter para o dia a dia, mas desistiu quando percebeu que tinha que fazer exame pra tirar carta de moto?

Exame, aliás, que não tem a menor utilidade prática e ainda ensina alguns vícios para os recém chegados no mundo de duas rodas. De formação de condutor, o nosso atual exame não tem nada.

Honda Zoomer de 50cc customizado.
Honda Zoomer de 50cc customizado.

CG125 1981 do Gabriel Lauro

Diretamente de Floripa, o Gabriel Lauro enviou algumas fotos dessa bela CG125 feita por ele. Ele escreve sobre ela:

Sou proprietário desta cg 1981, e fiz uma transformação radical nela.
Elaborei este projeto, e fiz em etapas levei o tanque para a pintura com uma leve inspiração nas corridas antiga e com uma homenagem ao fundador da Honda Motors, sua assinatura sobre a bandeira do Japão e nas laterais a logo clássica e ao fundo um vermelho cereja carregado com flakes deixando um visual envelhecido no branco/bege.
O motor, refiz toda parte mecânica aumentando sua potência deixando com quase 190cc. Mas deixei seu aspecto original, polindo todo o motor e carburador.
A elétrica, coloquei uma bateria em gel para deixar na horizontal sob o banco, ficando mais discreta possível, da mesma forma o chicote que percorre o quadro.
Suspensão e rodas, dei uma encorpada nos amortecedores traseiros e rodas.

Para quem se interessou, o Facebook do Gabriel Lauro Cruz é este aqui.

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E uma foto dela na encarnação anterior:

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Fredbike

O Ricardo Gaudêncio mandou mais um belo vídeo, feito por ele lá de além mar. A moto em cena é uma AJS 125, que não desembarcou aqui (até onde eu sei), mas que prova que bom gosto e criatividade na hora de customizar é mais importante do que ter uma conta bancária gorda e nenhuma personalidade.

Para vocês terem uma idéia, o modelo antes da customização é algo mais ou menos assim:

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Mais um bom exemplo do Baixo Custom.

UPDATE: Me chamaram a atenção de que essa moto é basicamente a Johnny Pag com algumas diferenças. A AJS é uma empresa antiga (e relativamente obscura) na Europa, que aparentemente usa o mesmo projeto de moto. Isso não é incomum, ter mais de uma marca vendendo motos com o mesmo projeto, com fabricação terceirizada na China. Você simplesmente encomenda a moto, e bota sua marca nela… Conheça mais sobre a AJS no site oficial deles: http://www.ajsmotorcycles.co.uk/new_AJS/docs/main.htm

Banco feito com shape de skate

De uns tempos pra cá, tem aparecido cada vez mais influências do mundos dos carrinhos nas duas rodas. Talvez isso aconteça porque muitas pessoas da minha idade, que andavam quando crianças ou adolescentes, redescobriram o skate ou longboard depois de adultos e resolveram juntar as duas paixões. Tenho visto que esse tema é cada vez mais comum nos fóruns de internet por aí.

Uma das customizações bastante recorrentes nesse meio é o uso dos shapes de skate como bancos ou paralamas de moto. O vídeo acima é um exemplo bem simples, no estilo faça você mesmo, dessa adaptação. Apesar de servir para diversos tipos de moto, ela combina melhor com as Bratstyles e também com as baixo custom.

Inspiração Baixo Custom: Sukuki GN250

Scrambler

A Suzuki GN250 é nada mais nada menos do que a nossa Suzuki Intruder 250, que por sua vez é praticamente gêmea da Intruder 125. Na gringa, tem aparecido diversos projetos no estilo Baixo Custom para transformá-la em uma moto estilosa para o dia a dia, especialmente para as grandes cidades, cada vez mais congestionadas.

A moto dessas fotos foi feita pela Inglorious Motorcycles da Inglaterra, usando uma Suzuki GN250 1993 como base. Sob o nome de Scrambler (apesar de estar bem mais para uma Brat Style), está à venda por £4.800 (em torno de R$17.000).

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Janus Motorcycles

A Janus Motorcycles é uma empresa que parece ter levado o conceito de old school as últimas consequências, e produz motos de 50cc artesanais, no melhor estilo das motos do começo do século. O tipo de moto que atrai a atenção do pessoal moderninho das grandes metrópoles americanas, que precisa de algo simples e com baixo consumo de combustível para se deslocar nas cidades, mas que ainda tenha estilo e apelo visual.

Para criar a marca, os fundadores da empresa se inspiraram nas mopeds (como são conhecidas nossas mobiletes por lá), e em como muitos jovens as estavam customizando para andar na cidade ou pequenas viagens (algo que já foi postado aqui). O resultado você confere nas fotos. Para saber mais, o site deles é janusmotorcycles.com.

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Com criatividade é possível: CG125 Bratstyle

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Se alguém souber mais sobre ela, pode postar nos comentários. Link para o anúncio.

Honda Sabre Cafe Racer

Hackaweek

Encontrei o canal Hackaweek TV por acidente no Youtube, e estou completamente viciado. Um dos projetos do dono do canal é mostrar o passo a passo da restauração e transformação de um Honda Sabre (uma moto que lembra vagamente a cruza de uma V-Max com CB 750) em uma Cafe Racer.

Toda semana tem um vídeo novo, que mostra em detalhes cada etapa. Gosto especialmente dos episódios que mostram a construção do tanque em fibra. Por anos ouvi dizer que um tanque de fibra de vidro é inviável, pois há o risco de rachaduras ao se juntar duas partes de um molde. Mas a solução do cara foi bem criativa e interessante, fazendo o tanque ao redor de um molde de isopor, para depois dissolver esse isopor, deixando o tanque formado por uma peça única. Para quem é da área essa técnica não deve ser nenhuma novidade, mas para mim que não conhecia foi bastante útil e me deu bastante idéias novas.

O projeto ainda está em andamento, mas vale a pena acompanhar os 24 episódios que ele postou até o momento. Eles estão misturados com vídeos de outros projetos, a maioria de eletrônica, por isso é mais fácil começar pela playlist sobre motos do canal, que você acessa clicando no link abaixo:

Hackaweek TV – Motorcycles

Infelizmente, não tem legendas em português. Mas os vídeos são tão didáticos, que acho que mesmo aqueles que não entendem uma palavra sequer de inglês, devem conseguir acompanhar.