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A novas Scramblers (e o que é uma Scrambler?)

A moda retrô é algo que tem influenciado diversos segmentos do mercado, de câmeras fotográficas a até motocicletas. E depois da febre das cafe racers, as montadoras agora parecem ter redescoberto as scramblers.

Essa semana a BMW anunciou a sua, enquanto que a Ducati lançou seu modelo ano passado com bastante estardalhaço. E graças a uma combinação de agilidade, torque e preço, a Ducati Scrambler se tornou um sucesso de venda em alguns países e tem se tornado uma moto bastante customizada por aí.

Ducati Scrambler, um sucesso de venda em diversos países
Ducati Scrambler, um sucesso de venda em diversos países

Mas o que é uma Scrambler?

A definição de scrambler é bem simples: elas nada mais são do que as avós das motos que hoje costumamos chamar de trilha ou enduro.

O nome veio da expressão “to scramble”, que é quando se sobe uma colina rapidamente usando os pés e as mãos. O apelido surgiu nos anos 50 para batizar as motos adaptadas para corridas do tipo enduro. Nelas, os pilotos colocavam pneus para terra, escapamento mais alto e um guidão mais largo com aquela característica barra na parte superior, que evita que ele entorte nas frequentes quedas do off-road.

Mais tarde, nos anos 60, os fabricantes passaram a adotar o termo e lançar suas versões já prontas de fábrica, sendo um dos maiores expoentes daquela época a clássica Triumph Scrambler.

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BMW R Nine T Scrambler

O mais recente lançamento desse estilo é a BMW Nine T Scrambler. A moto tem as mesmas características da Nine T original, com seu motor boxer dois cilindros de 1200cc a ar, gerando 110cv de potência. O modelo inclui algumas mudanças, como o escapamento mais alto, alterações no quadro e suspensões, sanfonas na bengala entre outras perfumarias.

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Infelizmente, a BMW R Nine T convencional não está mais à venda no Brasil (suspiros… eu gostava dessa moto), por isso a marca não tem planos de trazer a versão Scrambler para cá.

Curiosamente, a Ducati está fazendo justamente o oposto, com uma campanha bem agressiva para vender a sua Ducati Scrambler no Brasil, enquanto que a Triumph também voltou a oferecer a sua já conhecida Triumph Scrambler por aqui.

Parece que as Scramblers vieram para ficar. E vocês, o que acham do estilo?

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Ensaio fotográfico com BMW e Pinup

Adam Lerner é um fotógrafo baseado no Brooklyn, NY, um dos meus lugares favoritos no mundo (ok, não conheço tanto assim do mundo, mas tenho certeza que não vou tirar essa cidade da minha lista nunca).

Além de ser talentoso e gostar de motos, ele perde um bom tempo criando vídeos para ajudar fotógrafos entusiastas (como eu) com alguns tutoriais e vídeos de bastidores no seu canal do YouTube e no seu site Brooklyn Photo Works.  O tipo do cara que deve ser legal de sentar para tomar uma cerveja e falar de motos.

O vídeo acima mostra um ensaio simples em uma garagem, feito sem assistente, com uma BMW clássica e uma modelo com jeito de pinup. Pra quem gosta de motos e fotos, é um bom jeito de perder meia hora.

Os projetos específicos com fotos de motos dele, você pode ver neste link aqui. Abaixo, o ensaio completo com comentários em inglês.

Jap Style, agora na BMW

A BMW continua tentando atrair quem curte motos com um certo estilo vintage, assim como os interessados por customização, para a sua bela R nineT. E o vídeo aí em cima faz parte dessa campanha, é a segunda vez que eles entregam um exemplar da moto para customizadores da atualidade fazerem o que quiserem com ela.

A primeira parte da campanha ficou marcada pela polêmica moto do pessoal do El Solitario, a Impostor. Já nessa fase, eles buscaram apenas customizadores japoneses. O resultado foi bem interessante, como você pode conferir aí em cima.

Apesar de que sou suspeito, já que gosto como os customizadores japoneses costumam pensar fora da caixa.

Pais e filhos

O bilhete encontrado na moto com os dizeres do pai "Eu quero ela consertada tão bem quanto eu sei que você é capaz de fazer."
O bilhete encontrado postumamente na moto com os dizeres do pai: “Eu quero a moto consertada tão bem quanto eu sei que você é capaz de fazer.”

A BMW R50 1958 do vídeo abaixo tem uma bela história. Nas palavras do seu autor:

Garoto conhece garota, se casa e compra uma moto. Anda mais de 96.000 km com ela e sofre um acidente enquanto a esposa está grávida do seu terceiro filho (eu). Esposa manda que a motocicleta fique de fora de circulação até que todos os filhos estejam crescidos e por conta própria. Um dia a moto começa a ser guardada em outro lugar e o filho senta na moto e sonha em ser um Mestre Jedi como seu pai. O casal envelhece junto e a moto não é pilotada por 40 anos. Marido agora é avô de 7, casado há 50 anos, quando morre de infarte aos 71.

O filho olha para a máquina enferrujando e encontra um bilhete de seu pai para ele. Filho decide restaurar a antiga BMW R-50 1958 como um tributo ao pai. Com a ajuda de vários amigos, em especial Peter Nettesheim, colecionador mundialmente reconhecido de BMWs, a moto é restaurada para ficar melhor até mesmo de quando foi construída na Alemanha.

 

BMW R Nine T: 90 anos emocionantes

Por algum motivo eu peguei fama de odiar BMW. Talvez tenha sido até merecido, já que eu tirei sarro de alguns dos proprietários (veja bem, alguns) da marca por aqui. É só uma brincadeira, que começou quando saiu uma matéria na Você S.A., recomendando que as pessoas falassem que andavam de moto na hora de uma entrevista de emprego, especialmente se ela fosse dona de uma BMW, pois isso mostraria uma “aura de sucesso” para o entrevistador.

E foi aí que começou a minha tiração de sarro, já que aqui em São Paulo existe um grupinho famoso de executivos que levou isso à sério: mal sabem andar, mas possuem diversas beemers. Mas isso é fácil de entender e explicar, já que um leigo pode não saber o que é uma Triumph ou Ducati, e não ter lá muita certeza de quanto custa uma Harley, mas certamemente ele já ouviu “BMW” e “rico” na mesma frase. E esse é o motivo de algumas pessoas (veja bem, algumas, não todas) preferirem comprar a moto de uma marca reconhecidamente de luxo. A idéia deles é “ter” e não “ser”.

Mas a verdade é que eu gosto muito da BMW, especialmente as com motor boxer (vocês já devem ter percebido que eu tenho uma queda por motores refrigerados a ar). A marca tem uma história quase tão antiga quanto a Harley, e esteve presente em momentos históricos. A engenharia alemã é muito rica, assim como as soluções de design, que são belíssimas. Na Segunda Guerra Mundial, a Harley chegou a copiar o modelo alemão, já que muitos soldados americanos o preferiam.

O vídeo acima é o comercial do lançamento da recém-chegada R Nine T, e mostra uma faceta relativamente nova da marca. Mostra a busca por algo moderno, mas que também apele a quem gosta de Harleys, cafe racers, bobbers e afins. É por isso que ele lembra muito aqueles vídeos de rolé que eu tanto posto por aqui (os caras com camisetas da Blitz Motorcycles e do El Solitario não estão lá à toa), e já mostram que tipo de público eles pretendem atingir.

Apesar de não ter ficado particularmente empolgado com esse modelo, acho bem válida a tentativa. Sou da turma do quanto mais melhor. Prefiro os rolés com motos de marcas diferentes misturadas, e de pessoas com a mente mais aberta.

Paixão por moto é um grande nivelador e agregador, não deveria ser uma panelinha monomarca.

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