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Buell RS: não é a Sportster do seu pai

A Cycle World americana está liberando, por apenas um breve período, acesso ao seu site Cover to Cover, onde você pode ler digitalmente todas as edições antigas da revista.

O tema que eles liberaram desta vez é bem interessante, mostrando como foi o teste da Buell RS, novidade na época, cujo nome da matéria batizou este post. Você confere o review (por tempo limitado) no site deles: http://issues.cycleworld.com/19900801#!/28

BUELL RS 1200 WESTWIND

BUELL+RSS+1200+WESTWIND

Motor: 1203cc V2
Potência: 69cv
Torque: 72 ft.lbs @ 4,000 rpm

Anos de fabricação: 1989-1992
Unidades construídas: 208 (aprox.)
7 unidades em 1989, 94 unidades em 1990, 78 unidades em 1991 e apenas 29 em 1992, o último ano.

Uma Buell feita sob medida

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O Inazuma Café Racer postou um protótipo feita por Dan Ludwigsen, da Carolina do Norte. Usa o motor e suspensão de uma XB9R, com um quadro feito sob medida. O tanque, é o que poderia ser considerado uma heresia em algo com DNA de Harley: veio de uma Honda clássica. Toda a parte elétrica e de iluminação foi feita com peças aftermarket. Apesar do belo trabalho, as fotos ainda são da moto em construção. Me lembra um pouco o estilo da Virago da Classified Moto, que fez muito sucesso aqui no blog.

Mais fotos e informações no post original do Inazuma.

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Buell Blast 2010

blasterQuando o Erik Buell tirou de linha a Buell Blast, foi com essa imagem bem-humorada que ele divulgou a informação no site da empresa. A Blast sempre foi uma moto popular para iniciantes, muito usada em moto-escolas e testes práticos nos EUA, mas também era uma moto sem graça, com pouca potência, que não fazia muito jus ao restante da linha Buell.

É uma pena que essa imagem também representaria o que a Harley-Davidson fez com a própria Buell logo depois, tirando de linha uma marca inteira para se focar no seu “mercado alvo”.

Foi triste acompanhar o desenrolar da história na época. Pegou muita gente de surpresa, e eu me incluo nesses. Abaixo você pode ver o emocionante vídeo de despedida do Erik, postado no site da Buell, assim que a notícia foi divulgada:

Buell Blast

A notícia é velha (muito velha), mas graças ao Reddit esse vídeo sobre ela voltou à tona. Em 2009, a Buell postou a foto acima como sendo o “modelo 2010” da Blast. A brincadeira era pela decisão do próprio Erik Buell de tirar a moto de linha, já que ela estava trazendo uma má fama para a marca.

Má fama entenda o seguinte: a Blast era uma moto fácil de pilotar, muito dócil, com uma manutenção extremamente simples, e que por isso se tornou a favorita dos principiantes e das moto-escolas americanas. Mas ela era apenas isso, não era rápida, não era emocionante, não tinha muita alma. Por isso, quem conhecia a Buell através dela, começava a acreditar que todas as outras motos da marca eram assim… Sem graça.

Obviamente, Erik não ficou nada satisfeito com isso, já que a Buell havia nascido nas pistas, e seu único objetivo sempre fora criar uma esportiva verdadeiramente americana. Abaixo, você pode assistir o vídeo dele esmagando uma Blast, coisa que a Harley viria a fazer metaforicamente com a própria Buell pouco tempo depois.

Deus “The American”

Mais uma moto fodástica feita pela Deus. O conceito dela foi criar uma moto que mostrasse a habilidade manual dos americanos nesses tempos de recessão, daí o nome “The American”.

Pra isso, usaram o maior número de partes e peças Made in USA possíveis, tendo como base o frame C&J Low Boy, um dos mais vitoriosos nas dirt-tracks, uma corrida tipicamente americana.

O motor é o de uma Sportster com câmbio de cinco marchas, suspensão dianteira de Buell, mesa feita mão pela Durelle Recing, e amortecedores traseiros feitos especialmente para ela pela Works Perfomance Products.

O resultado você pode conferir nas fotos.

A Buell morreu (de novo)

Desde que a Harley fechou a Buell, muitos torciam para que a marca retomasse as atividades como uma empresa independente. E como o Erik Buell passou a fabricar modelos limitados de competição mesmo após o anúncio do fechamento da fábrica pela HD, parecia que seria esse mesmo o rumo da empresa.

Infelizmente, em uma entrevista para a edição de janeiro da Motorcyclist magazine, Erik Buell declarou que ele tinha um acordo com a Harley Davidson, que permitia que ele usasse o nome Buell apenas até o dia 21 de dezembro de 2010 (ontem). Dessa forma, a HD manteria o nome Buell vivo apenas o suficiente para poder vender as motos remanescentes em estoque.

Ou seja: todas as patentes desenvolvidas por ele até essa data, além do nome Buell, são propriedade da Harley e não podem ser utilizados em futuros projetos do Erik. A Buell, como a conhecemos, está definitivamente morta.

Vale a pena rever o vídeo do Erik postado no site da companhia no dia do anúncio de que eles estariam encerrando as atividades: