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De 0 a 400km/h em apenas 26 segundos

É isso mesmo: no tempo em que alguns carros nacionais demoram pra chegar aos 120km/h, o piloto Kenan Sofouglu chegou aos 400 km/h em uma Kawasaki Ninja H2R.

A façanha aconteceu ontem em uma ponte no país natal do piloto, a Turquia. A ponte foi fechada para que o campeão mundial da Supersport pudesse quebrar o recorde de velocidade máxima em uma moto de produção em linha.

Especialistas temiam que os pneus estourassem devido às altas temperaturas causadas pela velocidade, caso a tentativa ultrapassasse os 30 segundos.

A moto usa um supercharcher em seu motor de quatro cilindros de 998 cc para gerar 316 cavalos e é um dos mais velozes da atualidade. Aqui no Brasil ela custa a bagatela de apenas R$ 350 mil.

Eu, honestamente, não consigo nem imaginar o que é a sensação de andar nessa velocidade. Já  a sensação de andar numa custom a 180km/h contra o vento é mais ou menos assim:

Harley a 180km/h

(Imagem tirada do programa francês MotoJournal, do teste da Fat Bob na Ilha do TT. Você pode assistir a esse vídeo aqui.)

Burt Munro e a Indian mais rápida do mundo

BurtMunro

Para quem não conhece essa lenda, eu recomendo fortemente o filme Desafiando os Limites (The World’s Fastest Indian, em inglês), onde Burt Munro é interpretado brilhantemente por Anthony Hopkins.

Honestamente, não dá para gostar de moto e não gostar desse filme. Ele conta a inspiradora história do neozelandês que se tornou uma lenda de Bonneville com sua Indian Scout 1920, já aos 60 anos de idade, e que estabeleceu diversos recordes de velocidade que demorariam décadas para serem superados.

Burto Munro Oficina

Apesar do roteiro tomar várias liberdades poéticas, o filme tem uma réplica precisa da famosa Munro Special, além de retratar muito bem como era o efervescente lago de sal em Bonneville na década de 60, o lugar onde os maiores recordes sobre rodas foram quebrados e meca da velocidade.

É um filme para se ver e rever. E mesmo que ninguém na sua casa se interesse por motos, pode convidar a todos para a sessão. Garanto que todos vão gostar.

MotoGP da Argentina neste Domingo

Neste final de semana começa a segunda etapa da temporada 2016 do MotoGP, na Argentina. A corrida principal será neste domingo, dia 3, às 16 horas de Brasília (se você quer começar a acompanhar, eu escrevi um post aqui que pode ajudar você, iniciante).

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Os treinos e classificatórias já estão acontecendo, e essa corrida promete. A última prova em Qatar teve duas últimas voltas bem emocionantes, e essa corrida promete mais algumas surpresas.

E se você assina o canal SporTV e tem acesso ao conteúdo on-demand do canal, através de serviços como o NOW da NET, você pode assistir ao compacto da corrida já no dia seguinte, caso não consiga acompanhar ao vivo.

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Superbike contra carro de Fórmula 1

Por mais que eu adore motos, e ache que 345 km/h é um feito muito mais impressionante sobre duas rodas do que em quatro, não dá pra negar que os carros de F1 estão entre as coisas mais incríveis do mundo motorizado.

O vídeo abaixo mostra o Guy Martin, o lendário piloto do Isle of Men TT, em uma disputa contra David Coulthard no circuito de Silverstone, em um teaser para um programa do Channel 4.

Moto GP – O guia pra quem quer começar a acompanhar

Esta semana começou no Qatar uma das competições mais importantes do mundo das duas rodas: o MotoGP. E se você tem vontade de começar a acompanhar, esta é sua chance: neste domingo 19, às 15:00 de Brasília, vai ser dada a largada para a primeira corrida da temporada de 2016.

Antes de explicar um pouco para os não iniciados um pouco sobre a competição, vou dar alguns bons motivos para você dar uma chance e assistir:

1) As motos chegam a atingir velocidades em torno de 345km/h.

É isso mesmo, 345km/h protegidos apenas por um macacão de couro e bolas de aço. A média de velocidade das motos durante a corrida é de 160km/h, sempre em circuitos com curvas emocionantes. E lembre-se: tudo isso sobre duas rodas.

2) A relação peso potência chega a ser pornográfica

A motos são de 1000cc e possuem em torno de 250hps de potência, tudo isso em apenas 160kg de peso! Pra você ter uma referência, uma Twister 250cc pesa quase 140 kg e uma Hornet 600cc pesa 193kg. Já esses demônios do MotoGP possuem quase o triplo da potência da última, com um peso parecido com o da primeira.

3) Eles fazem curvas em cima de uma moeda de 1 real

É isso mesmo. A área de contato dos pneus inclinando a 55º nas curvas é ligeiramente maior do que o diâmetro de uma moeda de 1 real. Daí a importância de se escolher o pneu certo para cada pista e clima, sem falar na tecnologia do composto. Cada par deles custa a bagatela de R$4.500.

4) É preciso ser atleta para correr

O esforço físico durantes as corridas, seja controlando a moto ou suportando a força G, chega a fazer com que os pilotos percam dois litros de suor. É uma atividade física intensa, não deixe o biotipo de piloto de jockey de alguns pilotos enganar você.

5) Eles usam macacão com protetores. E só!

O macacão é feito de couro de canguru, extremamente maleável e resistente, mas por baixo dele existe uma série de protetores em pontos estratégicos. Mesmo assim, é infinitamente mais corajoso andar nessa velocidade somente com isso, do que dentro de um carro com célula de sobrevivência e cinto de segurança.

6) O Grid é repleto de campeões

Entre os 21 pilotos deste ano, existem 10 campeões mundiais, que somam um total de 27 campeonatos entre eles.

E o que eu preciso saber pra acompanhar?

As 4 motos que você vai querer se focar inicialmente são as duas Hondas e as duas Yamahas oficiais. Nelas estão Valentino Rossi (um dos maiores pilotos de todos os tempos, e o quase campeão de 2015), Jorge Lorenzo (o atual campeão), Marc Marquez (o novato bicampeão que teve o arranca rabo com o Rossi ano passado), e Dani Pedrosa (que, bem, é um puta piloto mas esse ano está apenas feliz de estar entre os top 4).

Esses caras são os chamados de Aliens pelos fãs e por outros pilotos graças suas fantásticas habilidades. Todo mundo que está lá é um piloto muito acima da média, mas esses caras são alienígenas.

Ano passado a Suzuki voltou para a pista e a Ducati conseguiu chegou a beliscar vários pódiums. Este ano, a Aprilia também voltou para a competição, apesar de muitos não considerarem uma estreia, já que a fabricante estava fazendo testes disfarçados em uma das equipes “não-oficiais”.

Calendário

O calendário oficial prevê 18 corridas. Basicamente os treinos são de quinta e sexta, com classificatórias principais no sábado e a grande corrida no domingo.

O horário de cada corrida, assim como o calendário completo, você encontra no ótimo site oficial: http://www.motogp.com/en/calendar/.

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Você vai precisar clicar em Schedule & Results para ver quando será cada etapa. Não esqueça de selecionar “Show local time” para ver a hora que a corrida irá passar no Brasil.

Mas como eu gosto de vocês, segue o calendário completo deste ano, com os horários de Brasília:

Calendário 2016

Para quem gosta de dados, o site oficial é um prato cheio. Ele é repleto de informações e estatísticas, especialmente para quem assina o VideoPass. Quem ganhou quando, temperatura da pista, recordes e muito mais. Ano passado você ainda contava com uma versão dele em Português, mas infelizmente não está mais disponível até o momento da publicação deste artigo. No entanto, ainda existem diversas outras línguas à sua escolha, como Espanhol e Italiano.

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Onde assistir?

No Brasil, você assiste pelo SporTV e em Portugal no Sport.TV. Acompanhar no Brasil é um exercício de paciência, eles ficam jogando as corridas entre os três canais SporTV, muitas vezes cortando a competição. Tem que ficar ligado para assistir ao vivo, já que os compactos não são confiáveis. Em Portugal, geralmente é mais tranquilo acompanhar.

Você também pode assistir online com o pagamento do VideoPass, que custa a bagatela de R$ 571. Apesar de ser muito interessante e muito bem feito, é um valor absurdo, mesmo para os fãs. E não adianta tentar procurar pirata, os caras são bons em derrubar e tirar vídeos do ar.

Acho que isso é o básico. De resto é sentar no sofá e torcer! Garanto que é viciante.

Rossi x Márquez: a controvérsia do ano

A sabedoria popular diz que você nunca deve conhecer seus heróis, já que você pode descobrir que eles são tão humanos e cheio de falhas quanto você.

Nas pistas, Valentino Rossi sempre foi meu herói, e confesso que a atitude dele na última corrida me pareceu uma mancha em uma carreira sólida, nada digna da postura que o doutor costuma ter. As redes sociais mostram um racha entre os fãs de MotoGP, com um parte defendendo o veterano e outros o novato, e o mesmo acontece em diversos blogs e sites sobre o esporte. Entretanto, vários fatos que surgiram nos últimos dias, me levam a crer que esse tipo de embate era inevitável.

Há um certo tempo um leitor perguntou o que havia acontecido com o Márquez, o novato que ganhava de ponta a ponta, sem ninguém para desafiá-lo, e que neste temporada parecia ter o seu brilho reduzido.

Apesar de ser um dos pilotos de moto mais talentosos que já surgiram, causando uma verdadeira revolução na maneira que os outros pilotos correm, Márquez ainda é muito imaturo. Enquanto ele era o primeiro piloto a aproveitar o maior grip dos pneus, usando a posição de pilotagem “cotovelo no chão”, ele era imbatível. Mas o tempo foi passando, outros pilotos começaram a copiar sua técnica, o Rossi trocou de treinador, e o que era uma enorme vantagem para o espanhol, nesta temporada não é mais.

Então Márquez se viu diante se uma situação que ele não conhecia: perder. E cada vez que ele perdia, dava para ver o quanto ele ficava afetado emocionalmente. Sempre que ele ficava para trás, começava a cometer mais erros, a ponto de cair em algumas corridas. Era nítido como isso o afetava, e ele passou a se mostrar um péssimo perdedor. Lembrem-se: esse era um cara acostumado a ganhar sem nenhum tipo de ameaça, abrindo uma vantagem absurda sobre pilotos de enorme talento.

O próprio diretor da HRC chegou a dizer que Marc Márquez era mais rápido, mas que Casey Stoner era melhor. Na época, a declaração não fez muito sentido, mas hoje comparando a carreira de ambos os pilotos da Honda, fica mais claro o que ele quis dizer.

E desde a queda no GP da Argentina, o espanhol passou a culpar Rossi e decidiu penalizar o piloto em detrimento do seu companheiro de equipe Jorge Lorenzo, segundo informações de bastidores. E o fato de Rossi ter declarado isso abertamente na coletiva de imprensa anterior à corrida, não ajudou em nada os ânimos.

E foi em Sepang, uma disputa importantíssima para o título, que a atitude de Márquez ficou muito clara para alguns. Marc Márquez não ofereceu nenhuma resistência para seu compatriota Jorge Lorenzo, mas lutou como uma leão para manter a dianteira de Rossi. Quando questionado pela direção de prova, apenas alegou que seus pneus estavam frios até aquele momento.

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A própria decisão oficial da direção mostra isso, alegando que houveram erros de ambos os lados, mas que o único a tomar uma atitude ilegal seguindo estritamente as regras foi Rossi. E o vídeo acima, feito por espanhóis, mostra o que muitos viram durante a corrida: um Márquez com nada a perder pressionando Rossi, no que pode ser classificado como conduta antiesportiva.

No fim das contas, Rossi foi o maior prejudicado de qualquer forma. Apesar de ter perdido apenas 3 pontos, ele será obrigado a largar no fim do grid na próxima corrida, o que na prática inviabiliza sua luta pelo campeonato. Certo ou não, Marc Márquez venceu essa disputa.

O italiano, por sua vez, já declarou que talvez não participe da próxima corrida, em uma tentativa de boicote. Rossi é um dos maiores sucessos da MotoGP de todos os tempos, e muitos alegam que a audiência das provas está diretamente ligada à presença do piloto na pista e sua atual fase no campeonato.

Certamente uma luta de bastidores entre a direção de prova e os principais patrocinadores deverá ser travada em portas fechadas até a próxima etapa. Talvez tenhamos alguma surpresa até lá.

UPDATE: Rossi confirmou via Twitter que vai correr.

A Harley Bagger mais rápida do mundo

Baggers é como as tourings da Harley são carinhosamente apelidadas lá fora. E é cada vez mais comum ver pessoas mais jovens entrando de cabeça na customização delas, o que já criou toda uma subcultura ao redor desses modelos.

Por isso um time da Harley-Davidson Australia e Nova Zelândia está disposto a provar que as baggers não são as motos pacíficas que todo mundo tem na cabeça, e pretendem conquistar um novo recorde de velocidade na DLRA Speed Week, com uma Road Glide Special apelidada de “Pepper”, usando na maior parte da preparação peças originais Screaming Eagle.

Gostaria muito de acelerar essa moto… Parece ser divertida.

Uma Sportster esportiva de verdade

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Já mencionei aqui que a origem no nome Sportster vem realmente de esportividade, já que ela foi a primeira bobber de fábrica, criada pela Harley para combater as velozes britânicas que estavam desembarcando nos EUA.

Mas o pessoal da DP Customs resolveu trazer esse conceito pro século 21 e criou a The Mack, uma Sportster que parece pertencer às pistas de corrida.

O motor tem 1250cc, com cabeçote, válvulas e comandos de alta performance. A suspensão é topo de linha da Ohlins, com um belo conjunto de freios da Brembo para parar esse trem todo. As rodas são de fibra de carbono, ajudando a reduzir o peso total do conjunto, já que o motor Evo V2 não é nem um pouco leve.

Particularmente, eu prefiro o conceito e o estilo da The American, da Deus. Mas que essa deve ser uma moto muito divertida de se pilotar, isso eu não tenho dúvida.

Aliás, muita gente me pergunta porque eu gosto tanto de motos como a Harley XR1200X (tenho uma), Triumph Thruxton (ainda vou ter uma), Ducati SportClassic (não tem por aqui) e a BMW Nine T (só se eu vender o meu rim na cotação atual), que possuem uma ciclística mais próxima de uma esportiva, mas com várias das falhas de uma moto mais pesada ou de concepção antiga. A verdade é que essas motos são extremamente divertidas de se pilotar, especialmente nas curvas. Você nunca fica entediado com a personalidade ou com as idiossincrasias dessas motocas.

Faço minhas as palavras de um campeão de Superbike, que participou recentemente da copa Vance and Hines da XR1200. Esse é um cara acostumado a passar dos 300km/h com facilidade, comentando sobre como foi correr com motos que mal passavam dos 230km/h:

“Eu nunca tive tanto medo indo tão devagar. Foi o máximo”.

 

Mais fotos da The Mack você confere aqui.

Chad Wadsworth e as fotos do MotoGP

A maioria das fotos da cobertura do MotoGP são bem parecidas, já que o que sai nos sites e revistas necessita ter uma aparência editorial, sem muita personalidade, e raramente vemos o estilo do fotógrafo por trás delas.

Felizmente, esse não é o caso do fotógrafo Chad Wadsworth, que publicou algumas fotos bem legais do último Moto GP Grand Prix das Americas em um review para a Sony A7II que ele usou no evento.

Para conhecer mais sobre o fotógrafo, acesse chadwadsworth.com, e para ver mais fotos dessa série, confira a matéria no stevehuffphoto.com, um blog dedicado a fotografia.

Third annual MotoGP at COTA in Austin, TX, USA on 12 April, 2015.

Lifestyle

Third annual MotoGP at COTA in Austin, TX, USA on 12 April, 2015.  Third annual MotoGP at COTA in Austin, TX, USA on 12 April, 2015.

Third annual MotoGP at COTA in Austin, TX, USA on 12 April, 2015.

Third annual MotoGP at COTA in Austin, TX, USA on 12 April, 2015.

Third annual MotoGP at COTA in Austin, TX, USA on 12 April, 2015.

Lifestyle

Todas as fotos Copyright de Chad Wadsworth.

 

Giovanni Burlando’s Vision

Belo vídeo feito e enviado pelo Ugo Rooffi, contando a história das corridas de montanha na visão de Giovanni Burlando, que tem 75 anos de idade e participou de mais de 850 delas. O vídeo também mostra um pouco da sua oficina e as motos que ele mantêm sozinho: Ducati 250, Benelli 250, Aletta 125 e Motobi 250.

Espero chegar aos 75 conseguindo enrolar o cabo como ele. Está em italiano com legendas em inglês.