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Yamaha DT zero quilômetro?

Talvez não seja novidade para muitos de vocês, mas só recentemente fiquei sabendo que em alguns países da América Latina ainda dá para comprar uma DT zero quilômetro e com motor dois tempos!

Essa é uma moto que deixou muitas saudades em toda uma geração. Mas sempre achei que nunca mais veria um nova, já que os motores de 2T  não são “ecologicamente corretos” e têm enorme dificuldade de se adequarem às normas de emissão de poluentes (pra não dizer que são impossíveis de se adequarem em alguns casos).

Confesso que fiquei assim quando vi esse vídeo:

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Gostaria muito de ver o que o pessoal da Bendita Macchina faria com uma dessas. Considerando o belíssimo trabalho que eles fazem com uma Fazer 250 (foto abaixo) ou com as 125cc, uma DT deles é algo que eu acho que muitos pagariam pra ver:

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Superbike contra carro de Fórmula 1

Por mais que eu adore motos, e ache que 345 km/h é um feito muito mais impressionante sobre duas rodas do que em quatro, não dá pra negar que os carros de F1 estão entre as coisas mais incríveis do mundo motorizado.

O vídeo abaixo mostra o Guy Martin, o lendário piloto do Isle of Men TT, em uma disputa contra David Coulthard no circuito de Silverstone, em um teaser para um programa do Channel 4.

Bons filmes ruins: Harley Davidson e Marlboro Man

O canal Good Bad Flicks tem um vídeo bem divertido com curiosidades sobre esse clássico (em inglês):

Para quem quer saber mais sobre essa emblemática moto, vou repostar um artigo de anos atrás:

Qual é a moto do filme Harley-Davidson & Marlboro Man?

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Também conhecido como “Caçada sem trégua”, a moto do personagem Harley-Davidson, interpretado por Mickey Rourke (em uma época em que ele ainda não se parecia com a Dercy Gonçalves) é com certeza uma das mais famosas do cinema.

A moto é uma Harley-Davidson FXR 1989, com garfo alongado e amortecedores traseiros removidos, substituídos por strut bars para dar a impressão dela ser uma rabo duro. Para quem não conhece, esse é um acessório como o fabricado pela Biltwell, que consiste numa barra de aço para ser preso no suporte original dos amortecedores.

O banco e paralamas são um Don Crager encurtados, enquanto o tanque veio de uma Softail. Ele foi lixado e revestido apenas com uma camada de primer, com a inscrição Evolution na lateral, indicativo de orgulho de qual motor ele possuía. Dizem que as cartas possuem as iniciais dos nomes dos amigos de Mikey Rourke, que participou ativamente do processo de customização da moto.

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Alguns dizem que o motor é de 80ci, outros de 98ci. Aparentemente, ambas as versões foram usadas, com o mais potente para as cenas de ação. A única coisa certa é que ele possui um belo filtro teardrop da S&S.

Infelizmente, pouco se sabe com certeza além disso sobre a moto do filme, também conhecida como Black Death, já que houve um erro na divulgação de quem fabricou a moto original e até hoje várias pessoas tentam assumir sua autoria. Como diversas foram fabricadas para o filme, algumas para close, outras para cenas de ação, fica difícil saber a verdadeira história.

Apesar do clichê “corporações malignas querendo destruir um bar de bikers”, o filme até que é divertido. Eu vi quando era pré-adolescente e pirei, mas os mais novos vão simplesmente achar bobo. Mas se tiver curiosidade, ele está disponível para assistir de graça online no Crackle aqui.

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E se você ainda não percebeu quem esse filme pretendia “homenagear”, aí vai uma dica:

Outros posts da série:

Qual é a moto do Michael Douglas em Chuva Negra?
Qual é a moto de “Tron – O legado”?
Qual é a moto do Exterminador do Futuro?
Qual é a moto do filme “Os homens que não amavam as mulheres”?
Qual é a moto do Capitão América?
Quais são as motos do seriado Sons of Anarchy?

Lane Splitting – vídeo de conscientização

O Eds Briao mandou esse vídeo gringo do RideApart, mostrando como andar com segurança no corredor. Para quem não sabe, nos EUA é proibido andar no corredor na maioria dos Estados, e a pratica só foi realmente legislada na Califórnia, onde é permitida. Mesmo assim, os motociclistas ainda enfrentam problemas com alguns motoristas por causa disso, que não aceitam a prática.

O vídeo é uma boa mostra da diferença cultural entre nós e eles nesse assunto.

Moto faz bem pra saúde (e emagrece)

Uma das coisas que mais cansam quem anda de moto, é ouvir os parentes e amigos enumerando os perigos (alguns reais, muitos imaginários) de se andar de moto. Mas e os benefícios?

Andar de moto emagrece

Ok, muitos Harleyros e Estradeiros tem fama de barrigudos. Mas a verdade é que andar de moto gasta em torno de 150 calorias por hora, dependendo da intensidade da pilotagem. Enfrentar a resistência contra o vento, a força no contra-esterço em altas velocidades, o ato de andar com a moto em baixa velocidade ou empurrá-la, tudo contribui para fortalecer os músculos envolvidos e aumentar o metabolismo e queimar calorias. Se você duvida, pode conferir em diversas calculadoras de calorias como esta aqui.

E se você quer algo mais intenso, saiba que uma hora de motocross pode queimar o mesmo que nadar moderadamente, algo em torno de 400 calorias. E quem compete profissionalmente, pode passar facilmente das 600 calorias por hora. O piloto Ryan Dungey, por exemplo, excede em muito isso.

Ou seja: nesses casos, andar de moto queima o equivalente a uma aula de spinning, só que na moto você chega em algum lugar e ainda se diverte mais.

Melhora sua sensibilidade à insulina
(ótima notícia pra quem tem diabetes tipo 2)

Alguns estudos indicam que a sensibilidade à insulina pode melhorar por até 8 horas após andar de moto, já que motociclismo é uma forma de exercício de baixo impacto. Isso ajuda a manter o seu peso, e é muito benéfico para pessoas com diabetes tipo 2, segundo o artigo Diabetes and the art of motorcycling riding.

Mas fica o alerta: diabéticos precisam manter a insulina sob controle antes de subir numa moto, e também durante viagens, se alimentando corretamente para evitar a queda dos níveis de glicose.

Fortalece os músculos

Arnold mostrando o seu físico novo após ter começado a andar de Fat Boy.
Arnold mostrando o seu físico novo após ter começado a andar de Fat Boy.

Andar de moto fortalece os músculos inferiores e superiores, seja para manter a moto de pé, manobrar na garagem ou virar o guidão em velocidades mais altas. E ainda fortalece as articulações do joelho, especialmente se você precisa manobrar de ré em um terreno inclinado como eu (pelo menos foi o que disse meu ortopedista, mas ele é meio maluco).

Dirigir contra o vento também exige bastante da sua musculatura, e se você pilota com a postura correta, ainda fortalece a lombar e o abdômen.

Ok, você não vai virar nenhum Arnold, mas é infinitamente melhor e mais saudável do que passar 8 horas na frente de um computador no escritório…

Rejuvenesce e faz bem pro cérebro

Isso é o que diz um estudo realizado pelo neurocientista japonês Ryuta Kawashima, que descobriu que pilotos de motocicletas se mantêm mentalmente mais jovens do que os motoristas de automóveis. A explicação, segundo ele, é simples: pilotar uma moto requer alto nível de atenção, o que desafia e estimula o cérebro, melhorando a função cognitiva.

Sem falar que andar de moto é uma forma de terapia, que traz benefícios comparados com a meditação. Não é a tôa que é uma experiência tão zen, como relatei no post Zen e a arte de pilotar.

Por isso da próxima vez que alguém te encher por causa da moto, mostre este post. E lembre-se: até o ator que interpreta o Dr. House recomenda moto

Túnel do tempo: Two Wheel Worship

Video de 1959, produzido para ensinar boas práticas de conduções para motociclistas. A idéia de se usar uma “gangue” de motoqueiros para aprender com um piloto de pista, mostra bem o que costumo dizer aqui: naquela época, os MCs gostavam mesmo é de torcer o cabo. E esse vídeo foi criado para educar e reduzir os acidentes dessa galera.

É bem cartunesco, a primeira cena já mostra uma versão tosca de Marlon Brando no the Wild One, mas é uma viagem no tempo bem legal. Em inglês, sem legendas.

Que tal uma Harley de enfeite na sua sala?

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Uma coisa que eu sempre achei legal, mas ao mesmo tempo revoltante, são aquelas casas belíssimas que usam motos de enfeite na decoração. Legal, porque tem moto que é tão linda que merece ser exposta como arte sim. Revoltante, porque lugar de moto é andando.

E a não ser naquelas casas projetadas para que o sujeito possa parar a moto na sala e sair com ela sempre que quiser (em São Paulo, por exemplo, um prédio de lofts foi construído com um elevador de serviço específico para essa função), fazer isso sempre foi um enorme desperdício motociclístico.

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Talvez tenha sido isso o que motivou o pessoal da Full Size Kits, que comercializa kits de montar, como aqueles da Revell, só que em tamanho real.

Apesar da aparência de plástico da moto na foto, conheço muitos modelistas talentosos que conseguiriam deixar esse kit com uma aparência ultra-realista. O preço? Em torno de 800 dólares.

E se você se interessa pelo assunto, tem as instruções de montagem neste link.

Autorizada da Harley em Tóquio

O Guilherme Acácio mandou algumas fotos e impressões de uma autorizada da Harley-Davidson que ele visitou em Shinjuko, um dos distritos de Tóquio, no Japão.

Ele escreveu:

Fiquei realmente surpreso por não ter visto nenhuma Harley rodando pelas ruas de Tóquio. Após 10 dias no Japão, fomos até essa concessionária de Shinjuku para dar uma olhada. Vimos apenas as estavam paradas em frente ao Dealer. Mas rodando mesmo, nenhuma.

No Japão as motos mais populares são essas scooters gigantes que parecem uma nave espacial:

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Chegando lá nos deixaram tirar fotos sem problemas. Apenas pediram para que não tocássemos nas motos que estavam com a placa “do not touch”. Ninguém falava inglês. Tivemos que contar com a ajuda do nosso amigo que falava japonês.
Achei interessante ver apenas das Softails, a Breakout no showroom. Embora eles tenham mais Softails no catálogo do que no Brasil. (Assim como eles tem mais variedades que o Brasil em todo resto: Sportsters, Dynas e Tourings). Os preços não são baratos. Desconto do HOG? Esqueça!

Interessante que no interior do país, Hiroshima e Kyoto, vimos pela menos 3 Harleys rodando: 1 Electra e 2 Road Kings.

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Essa foto aí em cima foi o mais próximo que cheguei de pilotar uma Harley em terras nipônicas. O Brasil não faz parte do acorde de Genebra e desta forma, nossa habilitação não é valida do Japão. Foto tirada no Arcade do Shopping DiverCity Tokyo Plaza”.

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A origem das coisas: lenço ou bandana na moto

Este é com certeza o post da série mais pedido, e o mais difícil de escrever. O motivo? Simples: não existe um só motivo ou origem para o lenço ou para a bandana amarrado no guidão (vou tratar ambos como sinônimo daqui pra frente), ele foi surgindo naturalmente.

Inicialmente, usar um lenço para proteger o rosto era mais uma daquelas coisas que o motociclismo tomou emprestado do mundo dos cowboys, que os usavam para se protegerem do sol, frio e da poeira (mais sobre motoqueiros e cowboys neste post aqui).

Arte de David Mann.
Arte de David Mann.

E como um lenço serve para exatamente a mesma coisa quando se anda de moto, ele foi rapidamente adotado e estava sempre por perto. O pessoal das cafe racer por muito tempo os usou junto do capacete aberto para enfrentar o frio londrino, assim como os americanos que cruzavam as planícies repletas de areia.

E, justamente por ser um pedaço de pano que estava sempre por perto, o lenço sempre foi útil para tirar a graxa da mão, limpar a gasolina na hora de abastecer  ou prender alguma coisa. E depois dele sujo, ninguém ia querer botar ele na cara de novo, daí a clássica imagem do lenço saindo do bolso de trás da uma calça jeans de um motoqueiro, ou amarrado no guidão para ser usado sempre que necessário.

Claro que isso veio de uma época quando as motos vazavam muito óleo, um tempo onde ter que saber mexer na parte mecânica de uma motocicleta era praticamente uma obrigação se você quisesse chegar em algum lugar. Mas com a modernização e o aumento da confiabilidade das motos, ter uma bandana amarrada no guidão virou apenas um adereço, e muitas pessoas o fazem sem nem saber o porquê. Tenho um entre as ferramentas, e ele constantemente quebra um galho, mas confesso que acho entranho ver um lenço limpinho pendurado ou amarrado no guidão. Parece um lenço… virgem.

Até o David Beckhm recentemente virou motivo de chacota na internet por causa de um lenço meio rosa que ele resolveu botar no bolso:

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Artigo original do Daily Mail.

Uma curiosidade: muita gente arranca o paralamas dianteiro, mas acaba amarrando um lenço entre as bengalas quando chove, tentando minimizar um pouco os detritos que voam na nossa cara. Se você tem uma moto sem paralamas dianteiro, mais um motivo para ter um por perto.

Harley Flathead com uma pequena diferença…

Não é um motor flathead V-2, e sim um flathead V8!

Eu confesso que não entendo essas motos. Aposto que a conversa com o dono deve ser mais ou menos assim:

– É uma Harley?
– Sim. Com motor V8.
– É pesada?
– Um pouco… Tem meia tonelada. Se tombar, precisa de um guincho pra levantar.
– Bebe muito?
– Faz uns 4 quilômetros por litro.
– Quantas marchas tem?
– Uma.
– Esquenta muito? Isso aí deve fazer um calor nos bagos.

Nisso, o dono da moto abaixa a calça, e mostra isso aqui:

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