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Quem disse que não dá? CB500F Cafe Racer no BH Riders

Veja a matéria completa no BH Riders:
http://bhriders.com.br/2016/06/16/cb-500f-cafe-racer/

Muita gente torce o nariz para as motos mais novas, dizendo que não é possível se fazer nada legal com elas. Para combater isso, algumas marcas como a Yamaha, constantemente fazem concursos como o Yamaha Garage Challenge, onde eles convidam customizadores famosos a mostrarem o que é possível fazer com determinado modelo.

E o Marcio Vital fez uma bela descoberta em um post recente do seu projeto BH Riders, mostrando um excelente projeto brazuca feito em uma CB500F. Na minha opinião, esse é um bom exemplo do que é possível fazer dentro da nossa limitada escolha (ou melhor, e$colha) de modelos acessíveis em nosso país.

A matéria completa, bem como o test ride, um porrilhão de fotos bacanas e a descrição do projeto, você confere no BH Riders clicando aqui.

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Todas as fotos ©Marcio Vital / BH Riders

Quando arte e moto se unem

Acho que o melhor comentário que recebi sobre o meu post (extremamente) off-topic chamado de “Este post não não tem nada a ver com motos“, foi do Renato que escreveu:

Como considero andar de moto uma arte, customizá-las uma arte, consertá-las ou dar-lhes a devida manutenção uma arte…enfim…eu diria que sim este post tem TUDO a ver com motos.
Sempre dá hora esse blog…
Valeu Bayer!

Sério, quantas vezes você não olhou para a moto e pensou que a pessoa que a fez deve ser um artista. As curvas, as linhas, tudo parece ter uma simetria que vai muito além do olhar técnico e da engenharia. Como esta BMW feita pela Revival:

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Mais fotos aqui.

Ou esta BMW R7 conceito, fabricada em 1934, no melhor estilo Art Deco:

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Ou o fato de que uma das exposições mais populares de todos os tempos do museu Guggenheim, em Nova York, foi a intitulada “The Art of Motorcycle” e mostrava uma série de motos e seus mais diferentes designs através da história, para demonstrar como as mudanças na arte e na sociedade acabam impactando os bens de consumo.

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Afinal, uma moto conceito como a Lotus, que não possui quase nenhum aspecto prático, não seria o equivalente a uma escultura?

Lotus Motorcycles C-01, designed by Daniel Simon
Lotus Motorcycles C-01, designed by Daniel Simon

E as centenas de fotógrafos, ilustradores, tatuadores e artistas gráficos que giram ao redor desse meio?

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E pilotar uma moto, como Valentino Rossi ou Giacomo Agostini, não seria também uma forma de arte?

Realmente, parando pra pensar, aquele post tinha tudo a ver com motos.

Uma Suzuki GS500 fora da caixa

Encontrei essas fotos na página Pride to Ride. Quando eu era mais novo, essa era uma das motos bem cobiçadas pelo custo benefício e ótima ciclística, e fazia uma boa briga com a clássica CB500.

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No canal da Cafe Racer TV tem um vídeo sobre ela, com legendas em português ao se clicar em CC. Infelizmente, o canal não permite inserir o vídeo fora do Youtube, por isso você precisa clicar na imagem abaixo para ir até o canal deles.

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Uma XR1200X fora da caixa

O Daniel Romagnolo mandou fotos da sua XR1200X, customizada pelo Marco Aurélio Silveira. É uma customização bem diferente, que deixou ela mais parecida com sua irmã bivetelina Sportster, mas mantendo a ciclística agressiva, quadro reforçado e as suspensões e o motor mais esportivo do modelo.

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Ele escreve contando mais sobre o que foi feito :

Com apenas 2.000 Km, originalmente na cor Candy Orange. O objetivo era criar uma máquina com um visual clássico de uma Café Racer dos anos 60, mas com uma mecânica moderna com bons recursos de freio e suspensão.

O início da operação se deu com o encurtamento do quadro, cortando-se as espadas, logo atrás dos amortecedores traseiros. Com isso tivemos um bom alívio de peso, porém eliminou-se a possibilidade de transportar garupa, tornando a moto uma Solo Seat.

Foi adaptada uma rabeta vintage de fibra de vidro e estofamento em vinil preto canelado, de onde saiu o nome da moto “ Besouro “, dada a semelhança da parte traseira da rabeta com o referido inseto.

O tanque de combustível original, de plástico, deu lugar a outro de Sportster Iron, de aço e com menor capacidade. A troca do tanque determinou alterações na parte de admissão de ar do motor, uma vez que o filtro de ar ficava alojado na lateral do tanque original. Para tanto o pescoço do corpo de borboleta foi encurtado, através de usinagem da peça, para se ganhar espaço, e foi criado um duto de aço inox polido que conta com um filtro de ar esportivo cônico.

A pintura escolhida traz um grafismo com flamas geométricas estilizadas em preto brilhante com filete branco sobre um laranja flake com fundo especial, assinado pelo designer Ivan Zonzini.

O escapamento original foi totalmente descartado e substituído por um modelo 2×1 de inox sem pintura com acabamento de ponteira em fibra de carbono, da marca americana Roland Sands Design ( RSD ), que foi customizado, pois não se destina ‘a este modelo, o que gerou bom alívio de peso e algum ganho de potência. O motor conta ainda com velas e cabos Screamin Eagle, e teve os parâmetros de gerenciamento alterados em dinamômetro, com o uso de um módulo Super Tuner também da S.E.

Outros acessórios foram adicionados, como a pequena lanterna traseira de led com pisca incorporado e suporte de placa, farol de led Harley-Davidson ( HD ), guidão drag bar HD, manoplas HD, tampa do tanque HD e espelhos Joker Machine.

A suspensão dianteira é composta de um garfo Showa BPF ( Big Piston Fork ), que foi toda recalibrada e abastecida com fluido Motul Fork Oil de viscosidade média.

A máquina ficou com um comportamento equilibrado com um toque de agressividade e solicita um bom piloto com experiência para poder tirar todo o proveito deste conjunto que mescla diversos estilos e escolas.

Yamaha Faster Sons – Parte 0

A Yamaha tem acertado a mão nos seus vídeos de divulgação e nas suas ações de marketing. Ela parece ter entendido que muitos de nós não querem uma moto padrão, “careta”, e sim algo que possa ser customizado e ganhar personalidade própria, como foi o caso do Yamaha Garage Challenge (clique aqui pra conhecer).

O vídeo acima faz parte da série Yard Build (algo como “construída no jardim”, termo que se usa para motos feitas na garagem de casa), e conta com a participação do lendário fabricante Shinya Kimura. A dica foi do Rodrigo Oliveira na fan page do Old Dog Cyles.

Para uma lista das motos que já rolaram no projeto, clique aqui e confira no site da Yamaha Europa.

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Uma Sportster esportiva de verdade

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Já mencionei aqui que a origem no nome Sportster vem realmente de esportividade, já que ela foi a primeira bobber de fábrica, criada pela Harley para combater as velozes britânicas que estavam desembarcando nos EUA.

Mas o pessoal da DP Customs resolveu trazer esse conceito pro século 21 e criou a The Mack, uma Sportster que parece pertencer às pistas de corrida.

O motor tem 1250cc, com cabeçote, válvulas e comandos de alta performance. A suspensão é topo de linha da Ohlins, com um belo conjunto de freios da Brembo para parar esse trem todo. As rodas são de fibra de carbono, ajudando a reduzir o peso total do conjunto, já que o motor Evo V2 não é nem um pouco leve.

Particularmente, eu prefiro o conceito e o estilo da The American, da Deus. Mas que essa deve ser uma moto muito divertida de se pilotar, isso eu não tenho dúvida.

Aliás, muita gente me pergunta porque eu gosto tanto de motos como a Harley XR1200X (tenho uma), Triumph Thruxton (ainda vou ter uma), Ducati SportClassic (não tem por aqui) e a BMW Nine T (só se eu vender o meu rim na cotação atual), que possuem uma ciclística mais próxima de uma esportiva, mas com várias das falhas de uma moto mais pesada ou de concepção antiga. A verdade é que essas motos são extremamente divertidas de se pilotar, especialmente nas curvas. Você nunca fica entediado com a personalidade ou com as idiossincrasias dessas motocas.

Faço minhas as palavras de um campeão de Superbike, que participou recentemente da copa Vance and Hines da XR1200. Esse é um cara acostumado a passar dos 300km/h com facilidade, comentando sobre como foi correr com motos que mal passavam dos 230km/h:

“Eu nunca tive tanto medo indo tão devagar. Foi o máximo”.

 

Mais fotos da The Mack você confere aqui.

De além mar: Suzuki Intruder 1400

O Francisco Matias nos escreve de Portugal, mostrando mais uma moto rara de se ver por aqui: uma Intruder 1.400 1994, que ele comprou de um único dono, que a teve por 16 anos e havia cuidado muito bem dela. Gostei particularmente do detalhe da lanterna. Ele escreve:

Depois de ter passado por desportivas e super-desportivas decidi que precisava de mudar para algo mais calmo e que me permitisse mexer, quer em termos de estética quer em termos de mecânica e aí fica o resultado conseguido ao fim de praticamente um ano.

Nessa Intruder mudei ambos os guarda lamas, tirando os originais que são bem pesados e colocando na traseira um guarda lamas de uma marauder 800 em PVC que eu mesmo alterei e na frente um modelo standard também em PVC, ponteiras de escape curtas, os coletores de escape tinham o cromo muito desgastado com pontos de ferrugem, optei por colocar malha.

Na iluminação, lanterna traseira artesanal “ROYAL” e piscas traseiros fazem luz de presença e stop, na frente faróis auxiliares em baixo junto da mala de ferramentas.
Coloquei também comandos avançados, tendo para isso que trocar tubos de travão e o local onde os pousa-pés são fixos, tive também que aumentar o veio das mudanças.

No volante, optei por um drag bar, tendo colocado fios elétricos no seu interior, para que o drag bar sobressai-se optei por substituir o conta quilómetros original por outro mais pequeno colocado em local mais baixo e menos central. Coloquei ainda as luzes de neutro e de óleo dentro de uma soqueira verdadeira que fixei na mesa.
Banco feito à medida, mais curto e mais baixo.

A nível de mecânica, simples mudança de óleo, filtro de óleo, substituição dos filtros de ar por filtros KN laváveis, valvoline no cardam da transmissão, velas e substituição dos discos de embraiagem.

Bom, é uma breve descrição de grande parte do trabalho que realizei ao longo destes quase 2 anos que tenho a mota, com excepção dos tubos de travão e da pintura, tudo o resto foi feito no meu “laboratório”, muita adaptação, muita peça trabalhada e feita á medida, até mesmo a preparação das peças para pintura foi feita em casa com alguma fibra de vidro.

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Lisboa Art & Moto

Uma coisa que me deixa feliz em fazer o Old Dog Cycles é a contribuição que recebo dos leitores. Mencionei que gostaria de poder participar do Lisboa Art & Moto, o evento de motos que aconteceu em Portugal, terra que mora no meu coração. Dois leitores foram extremamente solícitos e mandaram fotos do que aconteceu por lá para que eu pudesse postar no O.D.C.: o Ricardo Gaudêncio, dono daquela belíssima Vulcan postada anteriormente aqui, e o Renato Gualtieri, que enviou as fotos tiradas por um amigo.

Como são muitas fotos legais, vou dividir o post em duas partes. Neste primeiro, vão as fotos do Ricardo Gaudêncio, que além de ter uma bela moto, se provou um fotógrafo de mão cheia:

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Todas as fotos © Ricardo Gaudêncio.

Indian Scout na versão Militar

A Indian está lançando a sua Scout Inspired Custom Series, uma série de motos customizadas para comemorar os 100 anos (interruptos, diga-se de passagem) da marca. A primeira da série é uma Scout inspirada na versão militar, feita pela Klock Werks Kustom Cycles de South Dakota.

E aí muita gente vai se perguntar: uma Indian com cara de Harley WLA?

Pois é, ao contrário do que se diz por aí, a Harley-Davidson não era a moto militar mais popular durante a Segunda Guerra. A verdade é que tanto a Harley quanto a Indian dividiam quase que igualmente o número de motos fabricadas para o exército dos Estados Unidos.

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Curiosamente, foi justamente isso que contribuiu para a queda da Indian. Enquanto a Harley se esforçava para manter os seus distribuidores recebendo peças durante o esforço de guerra, uma época onde o metal, óleo e combustível estavam sendo extremamente racionados, a Indian decidiu se focar apenas nos pedidos do exército americano, fazendo com que a maior parte dos seus distribuidores abandonassem a marca.

Quando a guerra acabou, e o mercado voltou a se aquecer, a rede de revendedores da Indian estava aos pedaços, enquanto a Harley estava preparada para atender a demanda. Curiosamente, quem estava na liderança antes da guerra começar, era a própria Indian, que nunca mais se recuperou desse golpe.

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Yamaha Drag Star do Guilherme Castro

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O Guilherme mandou várias fotos da sua Drag Star, cheia de detalhes e completamente transformada. Ele escreveu:

Antes de começar a customização peguei a expressão “pensar fora da caixa” em um dos seus posts. Pois bem, depois de quase um ano de pesquisas e frituras mentais, eis que resolvi bancar o projeto. Rabisquei alguma coisa no papel, levei pro Carlos Lima, assimilei umas idéias dele e depois de dois meses e 22 dias com a moto desmontada na oficina dele, e comigo participando de cada etapa, está ai o resultado da minha versão para o “pensar fora da caixa”. Mesmo com muitas críticas durante o projeto, saiu uma belezura e, contando as pequenas mudanças que fizemos na alma dela, carburação e ciclística, uma delícia de se pilotar: Drag Star Ducktail

Desculpe as fotos meia boca e a moto suja, mas sujou porquê eu fiz pra usar, afinal.

Não tem que se desculpar Guilherme, moto foi feita pra rodar!

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