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Importar peças de moto pela Internet: mitos e fatos

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Não sou especialista na área, mas costumo trazer bastante coisa. Algumas dicas que aprendi nesses anos e que podem ajudar alguns de vocês:

Compras de até US$50 não pagam imposto?

Esse é um mito bastante difundido. Na verdade, essa isenção só vale para remessas feitas de pessoas físicas para pessoas físicas e que são declaradas como presente (gift) na nota. Um vendedor do eBay que emite nota ou declara o valor do envio, não entra nessa isenção.

Para deixar ainda mais claro, a isenção de cinquenta dólares consta em uma portaria do Ministério da Fazenda e em uma instrução normativa da Receita Federal da seguinte forma:

Os bens que integrem remessa postal internacional de valor não superior a US$50.00 (cinqüenta dólares dos Estados Unidos da América) serão desembaraçados com isenção do Imposto de Importação, desde que o remetente e o destinatário sejam pessoas físicas.

E vamos ser sinceros? A Receita não é boba. Já conhece a maioria dos truques, e adora taxar arbitrariamente os espertinhos que pedem para que o vendedor declare abaixo. Não adianta comprar um SEST de 500 doletas e vir com aquela cara de pau de que custou só 35. Nesse caso, o fiscal vai atribuir o valor que ele acha que aquele item vale, e te garanto que ele vai procurar o lugar onde ele está mais caro.

E só porque você nunca foi taxado (como eu não fui por anos), não significa que é a regra, apenas que você deu sorte.

Quanto é o imposto de importação?

Para pessoas físicas, o imposto é de geralmente 60% sobre o valor total da nota. E muita atenção: isso inclui o frete. Muita gente reclama que o valor que a Receita taxou é absurdo, maior até que o bem declarado, quando na verdade esse valor está assim pois muitas vezes está considerando o envio. Por exemplo:

Luva de US$ 60 + frete de US$ 50 = US$ 66 só de impostos.

E dependendo do seu estado, ainda será cobrado o ICMS, o que aumenta em média mais 20% a brincadeira. Felizmente nem todos cobram o tributo das pessoas físicas (por enquanto).

Lembrando que livros e periódicos são isentos, mas é sempre bom comprá-los separadamente. Trouxe 10 livros e um DVD junto? A Receita costuma tributar todo o pacote.

Mas fui taxado em mais de 100% do valor da minha compra!

Essa é uma pegadinha que engana muita gente. Quando se usa um serviço postal como o correio americano (USPS), o valor do imposto será em torno de 60% na maioria dos estados, que é o valor para pessoas físicas. No entanto, quando se importa usando um courier internacional como a Fedex, DHL ou UPS, a própria empresa já faz a declaração de impostos. Nesse caso, além dos 60% de importação, incide o ICMS do estado em questão, além de taxas administrativas, fazendo o valor variar de 100% até 150% em alguns casos.

UPDATE: Thalisson avisou nos comentários que Santa Catarina está cobrando ICMS até para quem importa via USPS. Se o seu estado também está fazendo isso, por favor avise nos comentários.

Como saber se serei taxado pela receita?

Se você usar um courier internacional como a Fedex, DHL ou UPS, você obrigatoriamente terá que pagar os impostos no momento da entrega, e eles serão cobrados com base no que foi dito acima. Não tem conversa.

Já comprando pelo correio convencional do país, como o USPS americano, se você vai ser taxado ou não é uma loteria. O Brasil ainda não consegue checar todas as cargas que chegam pelos correios, mesmo com o raio-x. Mas se o pacote for grande, ou com eletrônicos, a chance de você cair na malha fina aumenta muito. Já coisas pequenas, de baixo valor, costumam passar batidas, o que ajuda a aumentar o mito de que até US$ 50 não se paga nada.

Mas fique atento, pois até o final do ano o cerco vai ficar pior: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,receita-vai-apertar-cerco-as-importacoes-via-web-imp-,1150344

Mas eu importo peças abaixo de US$50 dólares pra revender e me taxaram!

Aí meu amigo, sinto dizer mas está tudo errado. Para comprar com a intenção de revender, não existe isenção nenhuma. O imposto de 60% é apenas para pessoas físicas que não queiram revender. Se você compra pra revender, vai pagar além da importação, ICMS e outros tributos. E se a Receita perceber que você está trazendo uma pancada de coisas, vai entender que você quer revender, e pode apreender sua mercadoria ou mandar uma conta salgada pra você.

Mas fiz tudo certo e me tributaram errado!

Triste, mas acontece com frequência. Nesse caso, você precisa contestar o valor. Junte o extrato do seu cartão de crédito, a fatura do produto, e tudo mais que prove que o valor está errado e preencha o formulário nos próprios Correios requisitando que o valor seja calculado novamente.

Mas aviso: é chato, demora, você paga pelo tempo que a mercadoria fica armazenada e ainda corre o risco de não conseguir. Se a diferença for pouca, sugiro engolir o orgulho e a raiva e deixar pra lá, porque é capaz de sair mais caro e você só vai perder tempo. Sim, eu sei que não é o certo, e que todo mundo deveria sempre correr atrás dos seus direitos, ainda mais no Brasil. Só que falo por experiência própria: nunca compensou a dor de cabeça.

Mas se você, ou alguém próximo, for advogado, esqueça tudo o que eu disse. Corra atrás e se vingue por todos nós que se ferraram.

Ah, cala boca Bayer! Eu li que agora compras abaixo de US$100 não pagam mais imposto!

Sim. E não. Tem um decreto-lei de 1980 que diz em seu artigo 2º, inciso II:

Art. 2º O Ministério da Fazenda, relativamente ao regime de que trata o art. 1º deste Decreto-Lei, estabelecerá a classificação genérica e fixará as alíquotas especiais a que se refere o § 2º do artigo 1º, bem como poderá:

II – dispor sobre a isenção do imposto de importação dos bens contidos em remessas de valor até cem dólares norte-americanos, ou o equivalente em outras moedas, quando destinados a pessoas físicas.

Mas essa era uma daquelas leis que “nunca pegaram”, e o entendimento era que tudo deveria ser cobrado sim. Só que de uns tempos pra cá, diversas pessoas entraram na justiça e conseguiram reaver seu dinheiro.

A primeira coisa que você tem que fazer é pedir a revisão da cobrança. E se mesmo assim o fiscal da Receita Federal se recusar a retirar a cobrança do tributo (o que deve acontecer na maioria das vezes) você precisa entrar com uma ação no Juizado Especial Federal, que dispensa o intermédio de um advogado. O pessoal do BJC tem um excelente artigo sobre isso, com cartas modelo e tudo mais o que você precisa saber:

http://bjc.uol.com.br/2014/01/30/a-justica-decidiu-compras-abaixo-de-100-dolares-nao-podem-ser-tributadas/

Se você tiver sucesso, escreva pra cá contando sua experiência.

Comprei um tanque de gasolina usado e ele foi apreendido!

Pra mim, esse é um tema nebuloso. O que me foi explicado pela Receita é que a importação de peças usadas é terminantemente proibida, pra evitar que os países desenvolvidos usem a gente como lixeira. Então se o item for usado, eles podem apreender sim. Mas ninguém soube me mostrar em que portaria ou decreto está escrito isso.

Na prática, vejo dezenas de pessoas comprando peças usadas sem problemas (até porque é difícil diferenciar das novas em alguns casos), mas também já vi quem comprou uma peça visivelmente gasta e receber o aviso de que ela foi apreendida e ponto final.

Quem tem veículos com mais de 30 anos talvez tenha alguma boiada, ainda mais com a ajuda das associações e clubes. Se alguém entender do assunto, agradeço esclarecer nos comentários.

Aliás, fiquem de olho nos comentários: muita dica boa.

Dica: revistas legais de moto

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Alguns anos atrás era bem chato conseguir revistas legais de moto no Brasil. Você não as encontrava em qualquer lugar, e muitas livrarias e bancas chegavam a cobrar até 10 vezes mais sobre o preço de capa de algumas. Chegavam a ser uma preciosidade que você levava no bar para mostrar para os amigos o que estava rolando lá fora.

Felizmente, com a internet ficou muito mais fácil compra-las, seja pela Amazon, eBay ou através de aplicativos e sites para leitura online como o Zinio. Hoje dá pra comprar revistas do mundo todo, sem muita dificuldade, incluindo as edições antigas por um preço bem camarada. Quem não fala inglês pode se contentar apenas com as belas fotos, ou arriscar as versões em espanhol de algumas delas.

Seguem as minhas favoritas:

Hot Bike Magazine (EUA)

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Até bem pouco tempo atrás eu não recomendaria essa revista. Ela era o paraíso de choppers no estilo da O.C.C., ou de quem queria customizar sua moto gastando milhares de dólares em peças cromadas (especialmente as da Kuryakyn). Mas no último ano, um novo editor assumiu a revista e ela entrou para o século 21. Agora ela divide espaço entre as baggers, motos mais ousadas, club bikes e alguns clássicos. Bem mais eclética e muito menos careta que o seu recente passado.

http://www.hotbikeweb.com/

Cycle World (EUA)

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Na minha opinião, a melhor revista sobre temas gerais de moto. Apesar de ser americana, tem uma cabeça mais aberta e costuma testar motos européias também. Mas é uma revista sobre motociclismo em geral, o foco não são as customs, e sim qualquer tipo de moto. Então se você só quer saber de Harleys, cafe racers e customs, fuja dela ou espere apenas as edições com esses temas. Mas se você se interessa pelo mercado de motos como um todo, vale muito a pena. As crônicas do Peter Egan são uma cereja a mais no bolo. Já tem versão nacional, mas não é a mesma coisa (pelo menos ainda).

http://www.cycleworld.com/

The Horse (EUA)

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Uma revista focada em quem quer fazer sua chopper botando a mão na massa, com criatividade e pouca verba. Entra na categoria “tosca, mas legal”.

http://www.ironcross.net/

100% Biker (Inglaterra)

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Preciso deixar claro: essa é a revista mais tosca da lista. Sabe aquele pessoal que gosta de pendurar boneca e caveiras na moto? Eles vão ficar bem à vontade lendo. Muitas das fotos são amadoras, a diagramação é de dar dor de cabeça, e é focada em uma cena de customização da Inglaterra que por si só já merece um post a parte, especialmente os triciclos feitos em motos como a Suzuki Bandit. Algumas vezes acho que a verba para modelos acaba, e as meninas nas fotos parecem estar a um passo de topar fazer um programa por 5 reais na esquina. Ou por uma pedra de crack.

Por outro lado, tem muita coisa interessante que aparece por lá de vez em quando. Há pouco tempo, teve uma série ensinando a fabricar peças de metal usando o improviso em um nível que eu nunca havia visto, com belos resultados. Tem também muito fabricante de garagem, com pouca grana, mas muito talento e criatividade. Se você tiver estômago, vale ver algumas edições.

http://www.100-biker.com/

Inked (EUA)

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Apesar de não ser uma revista de motos, tem tudo a ver com a Kulture. E todo ano a Inked faz uma edição especial chamada de “The Motorcycle Issue”, focada em motos e nas pessoas que andam nelas. A revista é excelente para quem gosta de Tattoos, Rock N’ Roll e pinups, e essa edição anual consegue juntar tudo isso com as motocicletas.

http://www.inkedmag.com/

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Claro, existem muitas outras revistas por aí, e eu costumo ler várias delas: The Motorcyclist, Duas Rodas, Motociclismo, EasyRiders. Mas se eu tivesse que recomendar as melhores, são essas aí de cima.

Boa leitura.

Os 20 filmes de moto essenciais

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Lista feito pelo site Silodrome com os 20 filmes que eles consideram essenciais sobre moto:

http://silodrome.com/top-20-motorcycle-movies/

Deles, tanto Akira, Desafiando os Limites, TT Closer to The Edge, The Wild One, Harley Davidson e Marlboro Man quanto Easy Rider já foram assuntos aqui diversas vezes, mas isso não significa que os outros sejam menos importantes ou interessantes.

Para quem não conhece, vale a pena perder um tempo caçando eles no Netflix ou na Internet.

Sportsters “Japan Style”

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Quem acompanha o blog com frequência já percebeu que eu tento sempre divulgar aqui as customizações vindas da terra do Sol Nascente. Gosto de como eles pensam fora da caixa, criando motos exóticas, algumas até aparentemente impraticáveis.

Nas fotos deste post você confere uma dessas tendências de customização vindas de lá, e que está se popularizando e ganhando cada vez mais adeptos nos EUA. São Sportsters magrelas, com tanques deslocados para perto do banco, com paralamas mínimos, muitas vezes usando apenas a ponta de um bobtail cortado. O resultado lembra vagamente uma mistura de uma bobber com uma chopper dos anos 70.

E para quem interessou no estilo do tanque, uma dica: apesar de muitas das motos nas fotos possuírem um tanque menor, esse efeito pode ser conseguido mesmo com o tanque original. Basta usar um banco solo menor, e depois fazer novos suportes para descer o tanque para mais perto do banco, cobrindo o vão que resta. Nas fotos abaixo, da 48 do usuário Hutch08 do XL Forum, você tem uma idéia melhor de como sobra espaço antes de se rebaixar o tanque com a mudança do banco:

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Depois resta “limpar” a frente, escondendo a fiação debaixo do tanque, retirando as capas de plástico (no caso das injetadas) e realocando a bobina. Dessa forma, a frente fica mais limpa e “vazia”, aumentando a sensação de espaço entre o guidão e o tanque. Também é importante fazer um tank lift, deixando a parte inferior do tanque alinhada com o quadro, para deixar as linhas da moto mais harmônicas.

Dica útil: limpar graxa das mãos

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Quem já tentou fuçar na moto sabe como é difícil tirar graxa das mãos. E apesar das pastas de limpeza para mecânicos serem excelentes, elas não são fáceis de encontrar para todo mundo.

Por isso, uma dica simples: use sabão em pó ou saponáceo (não vale o líquido) para lavar as mãos sujas de graxa ou tinta. Os pequenos grão vão funcionar como esfoliante, e a sujeira sair rapidinho. E numa emergência, açúcar com um pouco de detergente também funciona…

Agora, para os mais hipster, tem o Lye Soap

Se você também tem uma dica quebra galho, deixe nos comentários.

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Amortecedor de CB500 na Sportster

O amortecedor original da Sportster está longe de ser unanimidade, especialmente para quem anda com garupa ou rebaixou a moto.

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Exemplo de amortecedor com reservatório externo

É por isso que é tão comum encontrar proprietários que trocam os originais por amortecedores progressivos. E opções não faltam, alguns rebaixam, outros levantam, e temos até alguns de performance, com reservatório externo.

Infelizmente, eles já não são lá muito baratos nos EUA, e chegam aqui por um preço bem salgado. Alguns dizem que vale o quanto custam, mas muitos procuram uma opção mais em conta.

Por muito tempo, uma outra solução foi usar os amortecedores da Road King (o pessoal das Dynas também faz isso). Muitos compravam usados no eBay e os recondicionavam aqui no Brasil. Quem usa, diz que a moto fica macia como um Cadillac, embora muitas vezes tão mole quanto um. O tamanho deles é motivo de atenção: alguns levantam a moto, outros a rebaixam um pouco, por isso é sempre importante escolher bem medida de acordo com sua necessidade. Mas um alerta: muita gente teve a peça retida pois a Receita Federal alegou que não é permitida a importação de peças usadas, e eles ficaram com o prejuízo, já que a peça não retornou para o vendedor de origem por ter sido apreendida.

Exemplo de Sportster com amortecedor preto de Road King, de um usuário do XL Forum
Exemplo de Sportster com amortecedor preto de Road King, de um usuário do XL Forum

Recentemente, tenho ouvido cada vez mais e mais histórias de pessoas que colocaram o amortecedor da CB500 na Sportster, a um custo bem interessante. Por isso pedi para o Rangel Simon escrever mais sobre essa experiência dele.

UM ALERTA: Eu nunca andei ou testei uma Sportster com amortecedores de CB500. A opinião abaixo foi escrita pelo próprio Rangel, e apenas reflete a experiência dele. Se você também fez essa alteração, deixe sua experiência nos comentários para ajudar outros proprietários.

A única coisa que posso dizer, é que como ela deixou o ângulo da balança positivo, deve vai deixar a moto mais firme, como explicado neste post aqui.

Ele escreve:

Creio que todos sabem dos problemas das 883 no Brasil, na minha, modelo 2008, quando comprei fiz uma revisão geral já sabendo mais ou menos o que procurar. A suspensão dianteira tinha realmente problema com óleo(se que dava para chamar assim o que tinha dentro das bengalas), uma com cerca de 50 ml e outra 150 ml, troquei ambos por Motul fork oil heavy e a moto melhorou MUITO. Além de muito mais estável em curvas parou de dar fim de curso nas crateras de minha cidade.

Próxima parada foi nos rolamentos, que os originais são realmente deprimentes,quando tirei de ambas as rodas eles já não exerciam mais a função deles, troquei das duas rodas e senti a moto mais leve ao rodar em baixas rotações. Foram engraxadas caixa de direção e balança, que eram tão secas quanto o Saara.

Bem, a mudança mais recente que acompanha a foto é a troca da suspensão traseira,segui a indicação de alguns foruns e pessoal que converso no próprio facebook e por questões de gana optei pelos amortecedores da CB500.

Deixam a moto mais alta um pouco ,mas ficam com um conforte e pilotagem MUITO melhor que os originais.

Na questão pilotagem: hoje piloto uma outra moto da que comprei a um tempo atrás. Muito mais segura e firme nas entradas e saídas de curvas, assim como quando passa em desníveis os amortecedores cumprem o papel muito bem.

Com garupa: O amortecedor que comprei foi da marca TUX para cb500 e se eu gostei dele, minha namorada ama. Na regulagem 3 de 5 a moto nunca mais deu final de curso, e isso que andamos bastante em estradas de terra. Continua firme com a garupa e o conforto aumentou muito na pilotagem para ambos.

Valor: Sendo que um RK custa mais de 600 dilmas e um progressive suspension passa fácil disso, meu investimento de cerca de R$ 180,00 valeu muito a pena.

Estilo: Eu gosto da 883R por já ser mais elevada do que a Iron, sendo assim não me incomoda o fato de ter ficado um pouco mais alta. Se o seu estilo é uma mais rebaixada, talvez o amortecedor mais um kit de rebaixamento de conta do recado. Os amortecedores são cromados, tanto mola quando cartucho (da para ver bem a diferença entre eles nas fotos.

Instalação: Não consegui fazer em casa por causa do meu escapamento que não deixava tirar o amortecedor facilmente. Fui em um amigo, que por acaso é mecânico(amizade sincera :D ) e retiramos facilmente, com um pouco de força e jeito. Se vcs tiverem o escape original fica barbada de colocar. Bem, unica coisa que é preciso é substituir as buchas (borrachas que engatam os parafusos) do amortecedor da CB500 pelo da 883. Delicadamente (assim como tudo na HD) pode-se pegar um parafuso e ir batendo no ferro que existe dentro até sair, coisa simples. Já na moto, é só colocar os parafusos e mandar ver 100% compatível.

Rangel Simon

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Plataforma caseira para motos

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Uma das coisas que eu gostaria de ter em casa é uma plataforma para motos. E não estou falando daquelas hidráulicas de oficina, nem das portáteis: mas sim uma old school mesmo, feita de madeira. Infelizmente, como eu já uso um quarto inteiro de casa como oficina, colocar uma plataforma para motos na garagem seria um atentado à felicidade do meu casamento. Por isso fico feliz com o meu dueto de cavalete para motos e banquinho de madeira.

Mas navegando na internet, encontrei por acaso um projeto bem simples e legal de plataforma. Uma boa dica para quem tem espaço sobrando ou nenhuma restrição matrimonial:

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O autor do projeto é o Cafe Matty, cujo o post você pode ver aqui. Se você construir uma, não esqueça de me mandar as fotos.

Conselhos úteis (e inúteis) que ouvimos por aí

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É sempre bom se juntar com os amigos pra falar de moto. E muitas vezes ouvimos ótimos conselhos em rodas de moto. Infelizmente, nos motoqueiros também somos uma raça que adora perpetuar um mito. Por isso, seguem alguns bons conselhos, e outros nem tanto, que costumamos ouvir por aí.

Tenho certeza que esse vai ser mais um post que vai me dar muita dor de cabeça, já que vai contra a opinião da maioria. Mas eu ainda prefiro levar porrada de cem pessoas, sabendo que ao menos eu abri o olho de uma delas.

Caiu? Volte a andar.

É normal ter medo depois de sofrer um tombo ou acidente. Mas se você está bem fisicamente, volte o mais rápido possível a andar de moto. Existe um efeito psicológico importante de dominar seu medo, que ajuda a eliminar as dúvidas. Quanto mais tempo longe da moto, mas inseguro você vai voltar para ela.

Usar capacete aberto e não usar nada é a mesma coisa.
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Capacete aberto não precisa ter selo do Inmetro / DOT.

Isso é o que eu mais ouço de donos de capacetes como os Joe King, Bell Novelty e os comumente chamados de brain buckets. Esses capacetes são lindos, muito bem acabados, mas são apenas para estilo. Eles possuem aquele visual mais justo na cabeça, justamente por não possuírem a forração interna de isopor, que no final das contas é quem salva seus miolos. É por isso que um Bell novelty fica tão mais justo na cabeça do que um Bell 500: ele é só para enfeitar, não tem proteção.

E sim, o capacete aberto é pior que um fechado. Mas não é por isso que você deveria abandonar toda e qualquer proteção que ele ofereça. Apesar de um capacete aberto não proteger seus dentes, ele ainda pode proteger seus miolos. E ao contrário dos seus dentes ou queixo, os seus miolos não podem ser reconstruídos.

Por isso, pense bem antes de optar por um capacete aberto que não oferece proteção. Já tive meu crânio aberto para colocarem uma placa após uma operação no cérebro (não foi acidente de moto) e não quero passar por isso nunca mais, nem desejo nada parecido aos meus amigos. Ainda prefiro parecer um pirulito ou frango da Sadia, do que usar um capacete que não oferece nenhuma proteção.

É muito mais divertido andar em uma moto lenta rápido, do que em uma moto rápido devagar.

Aqui não vale muito para as customs, mas vale para quem gosta de cafe racers e de motos como a XR ou Bonneville. A minha é um ótimo exemplo disso, e já nem me dou ao trabalho de responder para pessoas que dizem “se é pra comprar uma XR, compra uma nome-de-moto-japonesa-esportiva-qualquer-aqui”. Existe algo muito recompensador em extrair o melhor de uma moto, e de andar em uma que está de acordo com as suas habilidade e limites como piloto. E a maioria das motos potentes do mercado, estão acima das habilidades de 99% dos pilotos nas ruas, um desperdício. Mas isso é mais uma coisa que entra na categoria “se eu tiver que explicar você não vai entender.

Capacete fechado restringe sua visão.

Eu uso capacete aberto às vezes, mas sou sincero: eles são muito mais inseguros, e não adianta inventar desculpas para convencer a nos mesmos do contrário. O ângulo de visão do ser humano é em torno de 90º, e o mínimo exigido por regulamentação em um capacete são 100º. Se o capacete fechado está restringindo sua visão, é mais provável que você tenha escolhido o tamanho errado.

Dica boba, mas útil

Um saquinho plástico na carteira pode salvar um smartphone da chuva.
Um saquinho plástico na carteira pode salvar um smartphone da chuva.

Tomar uma chuva de surpresa na moto pode virar um grande prejú. Afinal, quase todo mundo anda com pelo menos um eletrônico no bolso hoje em dia.

É por isso que eu sempre ando com um saquinho plástico na carteira. Se a chuva me pegar de surpresa, é só colocar o celular (ou qualquer outra coisa) dentro dele. Já me salvou a pele inúmeras vezes.

Por outro lado, não gosto de andar com uma carteira muito cheia. E para evitar o efeito George Costanza, eu faço um “origami” com o saquinho. Fica tão compacto, que é praticamente imperceptível na carteira.

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Dobrar é fácil. Basta retirar bem todo o ar dele, fazer uma tira, depois ir dobrando em pequenos triângulos. Funciona melhor com sacos pequenos, daqueles que cabem um pocket book.

Assim, da próxima vez que aquele pé d’água pegar você ou um amigo de surpresa, pelo menos o seu celular vai chegar inteiro em casa.

WD-40: o melhor amigo do homem

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WD-40 é algo que eu tenho sempre estocado em casa. Sou fã de carteirinha, tanto que minha esposa, sempre que o vê em promoção em algum lugar, traz sempre umas duas ou três latas pra casa. Já fiz até um Nintendo antigo voltar a funcionar usando um pouco dele como limpa contato, para alegria dos meu sobrinhos que, por algum motivo, estão interessados em “games vintage” (estou ficando velho).

O nome do produto vem de Water Displacement, 40th attempt (algo como “dispersor de Água, 40ª tentativa”). Supostamente, esse foi o número de tentativas feitas pelo criador da fórmula, Norm Larsen.

Infelizmente, apesar de ser muito prático e com diversos usos diferentes, uma coisa que ele não faz é lubrificar peças importantes, apesar da insistência de muitos em usá-lo como lubrificante.

WD-40 é um lubrificante indicado somente para peças de baixo ou pouco atrito, mas não deve ser usado em nada que tenha tração, como a corrente de uma moto (erro bastante comum). Nesse caso, não apenas ele vai perder o efeito lubrificante, como também vai “lavar” a graxa ou óleo que estava na peça, deixando ela completamente sem lubrificação em pouquíssimo tempo.

Apesar de um excelente quebra galho, protetor contra umidade, desengripante, tira adesivos, e mais uma porrada de funções, mantenha ele longe de peças que precisam de lubrificação permanente, como sua corrente ou cabos de embreagem. Nesse caso, use sempre o óleo indicado pelo fabricante da sua moto, que é garantia tranquilidade.

No demais, fica a dica do meu grande amigo Walter Kowalski:

Já que o assunto são curvas

Marc Marquez

Foto rotacionada em 90º, que mostra bem o altíssimo limite de inclinação dos protótipos da MotoGP. Em cena, o novato e atual campeão Marc Marquez. O limite dessas motos é bem explicado com este gráfico:

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Para se ter uma noção, nossas queridas customs inclinam muitas vezes menos que uma Scooter (a Fat Boy Lo está em torno de 31º) daí a importância de precisarmos aprender a usar nossas motos da melhor possível, seja para nossa segurança em uma emergência ou até mesmo pare ter mais tranquilidade no dia a dia. O ângulo das cafe racers variam muito, mas as clássicas não estão muito acima dos 40º também.

Para saber mais sobre pilotagem, especialmente de motos custom e clássicas, sugiro a série de posts abaixo. Novos posts sobre esse assunto estão a caminho:

Aula 1: A importância do olhar
Uma das lições mais importantes, mas que pouca gente valoriza.

Aula 2: Equilíbrio em baixa velocidade
Para correr, primeiro você precisa saber andar devagar. Com motos, é a mesma coisa.

Aula 3: O contra-esterço
Uma dica simples que pode mudar o jeito que você faz curvas.

Curiosidade: o que são chicken stripes?
Apenas uma explicação sobre esse assunto que surge em rodas de conversa, de “jaspions” a “malvadões”.

Olhe para onde você quer ir, e não para o que você quer evitar

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Um exemplo extremamente radical, mas que ilustra bem o que foi discutido no post “A importância do olhar”.

Para quem não conhece, essa é uma cena de uma corrida em um circuito oval de terra. Nessas competições, as curvas são feitas na maioria das vezes de lado, com a moto derrapando completamente. Nessa cena, o piloto está derrapando no sentido da curva, mas olhando para a próxima entrada antes da reta, tentando retomar o controle.

Remoção do filtro de ar da XR1200

Filtro de ar XR1200XMuita gente apanha na hora de trocar ou remover o filtro de ar da XR. Por ficar preso ao tanque, e não na lateral como na maioria das Harleys, é como tirar uma peça de Lego que está escondida por várias outras.

Por isso o vídeo abaixo, que mostra a instalação de um filtro K&N, pode dar uma luz para quem precisa mexer na caixa de ar:

Não tem jeito, é necessário levantar o tanque e remover a caixa. Para isso, você também vai ter que tirar a capa do tanque, desconectar o sensor que controla o flapper, e remover os respiros de óleo.

No meu caso, aproveitei que a caixa estava desmontada e removi o flapper de uma vez. O flapper nada mais é do que uma aba que se abre e fecha para controlar a entrada de ar, na tentativa de reduzir um pouco as emissões de poluentes. Infelizmente, ele também restringe o fluxo, e como o projeto da caixa de ar visa mais a estética do que a funcionalidade, o fluxo de ar dessa caixa já não é lá essas coisas, qualquer ajuda é bem vinda.

Para remove-lo, basta tirar a aba de metal e as molas de apoio, mas manter a solenóide que abre e fecha o sistema no lugar. Dessa forma a injeção continua acreditando que o flapper ainda está lá, e não vai acusar nenhuma mensagem de erro no log nem acender a luz de injeção.