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Harley e Ducati com desconto

A Ducati está dando um bônus de até R$ 3 mil para quem está afim de uma Scrambler Icon, Monster 821 Dark/Red, Hypermotard, Hyperstrada e Diavel Dark. Para quem já tem um modelo da marca, eles oferecem emplacamento grátis e “supervalorização na troca”. Honestamente, eu não sei o que isso quer dizer… Pra alguns, supervalorização quer dizer pagar 30% a menos que a tabela Fipe, ao invés de 40%.

Se alguém for negociar lá, avisa pra gente o que essa “supervalorização quer dizer”. A promoção vale até o dia 28 deste mês.

Já a Harley-Davidson está oferecendo duas motos com R$ 10 mil de desconto. A Fat Bob vai de R$ 59,9 mil para R$ 49,9 mil, e a Street Bob vai de R$ 55,8 mil para R$ 45,8 mil. Esses são preços de tabela, então é bom pesquisar se o desconto é real ou se ele já estava sendo negociado nas lojas.

A Harley também oferecem até R$ 4 mil de valorização na sua seminova. Mais uma vez, se for R$ 4 mil de valorização, mas oferecem 40% a menos que a FIPE, vale a pena vender sua moto para os amigos.

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Se a baixa do dólar se mostrar um tendência, talvez tenhamos boas surpresas este ano quando os estoques baixarem. Mas isso é uma loteria, vamos esperar para ver.

A novas Scramblers (e o que é uma Scrambler?)

A moda retrô é algo que tem influenciado diversos segmentos do mercado, de câmeras fotográficas a até motocicletas. E depois da febre das cafe racers, as montadoras agora parecem ter redescoberto as scramblers.

Essa semana a BMW anunciou a sua, enquanto que a Ducati lançou seu modelo ano passado com bastante estardalhaço. E graças a uma combinação de agilidade, torque e preço, a Ducati Scrambler se tornou um sucesso de venda em alguns países e tem se tornado uma moto bastante customizada por aí.

Ducati Scrambler, um sucesso de venda em diversos países
Ducati Scrambler, um sucesso de venda em diversos países

Mas o que é uma Scrambler?

A definição de scrambler é bem simples: elas nada mais são do que as avós das motos que hoje costumamos chamar de trilha ou enduro.

O nome veio da expressão “to scramble”, que é quando se sobe uma colina rapidamente usando os pés e as mãos. O apelido surgiu nos anos 50 para batizar as motos adaptadas para corridas do tipo enduro. Nelas, os pilotos colocavam pneus para terra, escapamento mais alto e um guidão mais largo com aquela característica barra na parte superior, que evita que ele entorte nas frequentes quedas do off-road.

Mais tarde, nos anos 60, os fabricantes passaram a adotar o termo e lançar suas versões já prontas de fábrica, sendo um dos maiores expoentes daquela época a clássica Triumph Scrambler.

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BMW R Nine T Scrambler

O mais recente lançamento desse estilo é a BMW Nine T Scrambler. A moto tem as mesmas características da Nine T original, com seu motor boxer dois cilindros de 1200cc a ar, gerando 110cv de potência. O modelo inclui algumas mudanças, como o escapamento mais alto, alterações no quadro e suspensões, sanfonas na bengala entre outras perfumarias.

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Infelizmente, a BMW R Nine T convencional não está mais à venda no Brasil (suspiros… eu gostava dessa moto), por isso a marca não tem planos de trazer a versão Scrambler para cá.

Curiosamente, a Ducati está fazendo justamente o oposto, com uma campanha bem agressiva para vender a sua Ducati Scrambler no Brasil, enquanto que a Triumph também voltou a oferecer a sua já conhecida Triumph Scrambler por aqui.

Parece que as Scramblers vieram para ficar. E vocês, o que acham do estilo?

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Club Bikes: as customs feitas para correr

Esse vídeo está no Instagram da Club Style Dyna Thailand, dedicado ao estilo Club Bike, que foi popularizado pelos motoclubes americanos e, mais recentemente, pela série Sons of Anarchy.

Não preciso nem dizer que, apesar da evidente habilidade do piloto em questão, o que ele está fazendo é extremamente perigoso, ainda mais considerando que o cara fez um drift involuntário em alta velocidade usando apenas camiseta e jeans. Um tombo nessa velocidade, numa estrada dessas e sem usar proteção significa, no melhor cenário possível, vários dias no hospital.

O que são club bikes?

As Club Bikes surgiram quando os MCs começaram a procurar por uma custom americana (pré-requesito para fazer parte de muitos clubes nos EUA) que fosse rápida e ágil. Desde a metade dos anos 90, a Dyna é sem dúvida alguma a club bike favorita, já que ela é um pouco mais leve, utiliza comandos centrais e possui uma posição de pilotagem mais alta do que as Softails, o que favorece a ciclística nas curvas.

Mas, por muitos anos, a menina dos olhos dos clubes foi uma moto pouco conhecida por aqui, mas que até hoje é disputada a tapa entre as usadas: a Harley-Davidson FXR, que teve em sua equipe de projetistas ninguém menos do que Eric Buell.

FXR: a primeira club bike

Quando foi lançada em 1982, a FXR prometia ter o mesmo desempenho de motos japonesas da época. E, assim como Dyna que a sucedeu, ela também possuía um banco mais alto e comandos centrais elevados, o que a tornava a Harley com o maior ângulo nas curvas que já havia existido até aquele momento. O quadro era bem rígido e reforçado, com diversas soldas feitas à mão, uma vantagem que se tornaria justamente o seu calcanhar de Aquiles: fabricá-lo custava muito caro.

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A FXR era muito estável em altas velocidades, já que usava mais pontos de fixação entre a transmissão e o motor, o que fazia com que ela se comportasse como se fosse uma moto com motor de construção única, dando mais rigidez ao conjunto. Essa solução foi abandonada na Dyna, o que leva muitos proprietários a instalarem soluções como o True-Track para estabilizar o chassi, já que algumas Dynas possuíam um problema crônico de shimming (eu experimentei um a 150km/h e posso afirmar: nunca quero passar por isso de novo).

A era das Dynas

Mas no final dos anos 80, temendo que a FXR ficasse muito similar com as motos importadas e não entregasse a “imagem” que os consumidores esperavam de uma Harley, os projetistas começaram a trabalhar na Dyna, cuja a missão era ser uma FXR mais barata de ser fabricada, mas com qualidades semelhantes. Em pouco tempo a Dyna canibalizou a linha FXR, que saiu de linha.

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FXR, que ficou ainda mais famosa com o filme Harley-Davidson e Marlboro Man.

Com o tempo, os clubes foram substituindo a FXR pela linha Dyna, que, apesar de possuir um frame inferior ao da FXR, ainda sim era mais ágil que as Softails da época.

Como o estilo se baseia na função antes da forma, a maioria das alterações são para melhorar o desempenho. Não é raro ver bike runs de grandes clubes com a galera andando em formação a mais de 170km/h e costurando pelo trânsito, algo ilegal na maioria dos estados Americanos.

Obviamente que Dynas não são unanimidades, existem diversos outros membros de MCs com outros modelos e estilos de motos. Mas por ter sido um dos estilos mais populares, as Dynas e FXRs acabaram ficando com a fama.

Alguns exemplos de Dynas no estilo Club Bikes:

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E um featurette sobre as motos do seriado “Sons of Anarchy”:

 

Ducati Scrambler em ação

Felizmente, parece que a onda das motos com estilo e inspiração vintage veio pra ficar. Dessa vez é a Ducati que resolveu fazer sua Scrambler. O vídeo acima mostra um pouco da nova moto em ação.

Honestamente, preferiria que eles nunca tivessem tirado de linha a belíssima Ducati GT 1000 SportClassic (a moto que muitos viram em Tron), mas pelo menos isso mostra que a marca ainda está de olho nesse mercado.

Se você não sabe o que é uma Scrambler, sugiro este post aqui.

Dica do Mario Eduardo.

R.I.P. Big Sid

Mês passado morreu um sujeito que, indiretamente, mudou a minha vida. Sid Biberman é um famoso mecânico de motos, especializado em Vincents, cuja a história conheci através do livro “Big Sid’s Vincati”. Para quem sabe inglês, recomendo a leitura. É uma história tocante de relação entre pai e filho, e entre homens e motos.

Abaixo, segue o post que fiz anos atrás sobre o livro:

BIG SID’S VINCATI

Big Sid’s Vincati: The Story of a Father, a Son and the Motorcycle of a Lifetime, é o que se pode chamar de “romance de homem”. Tem aventura, paixão, drama, com um tema central que faz você não querer desgrudar dele: o esforço de um filho para construir uma Vincati ao lado do seu pai, Big Sid, que acaba de sofrer um ataque cardíaco e perdeu a vontade de viver.

A Vincati é o unicórnio das motocicletas. Ela é quase um mito, já que apenas sete foram construídas no mundo. Ela é a junção do quadro de uma Ducati GT com o motor da mítica Vincent.

A história começa com o pai do autor sofrendo um ataque cardíaco, e caindo em profunda depressão. Os médicos dizem que ele não vai sobreviver, a não ser que ele encontre um motivo para viver. É quando ele tem a idéia de convencer seu pai a construir uma Vincati, estimulando sua recuperação. Afinal, Big Sid era um mecânico famoso, especializado em Vincents, com clientes que vinham de toda parte em busca do seu talento. Se alguém era capaz de construir uma Vincati, esse alguém era seu pai.

O que se segue é um brilhante relato sobre a relação entre pai e filho, sobre sonhos desperdiçados, sobre família e, é claro, sobre motos. Considero esse livro inspirador como o filme Desafiando os Limites (The World’s Fastest Indian. Eu terminei em apenas um dia, não conseguia largá-lo.

Infelizmente, ainda não há uma edição em português. Para quem se interessar ele está à venda na Amazon, inclusive com uma versão para o Kindle.

Big Sid Vincati

Hunter Thompson e sua Ducati

“That is the attitude of the New Age superbike freak, and I am one of them. On some days they are about the most fun you can have with your clothes on. The Vincent just killed you a lot faster than a superbike will. A fool couldn’t ride the Vincent Black Shadow more than once, but a fool can ride a Ducati 900 many times, and it will always be bloodcurdling kind of fun. That is the Curse of Speed which has plagued me all my life. I am a slave to it. On my tombstone they will carve, “IT NEVER GOT FAST ENOUGH FOR ME.”

Uma triste imagem

Isso é o que resta da “megastore” Ducati do Grupo Izzo. Por mais que algumas pessoas defendam que o grupo foi o responsável pela popularização de algumas marcas no país, eu discordo. Muitos donos de Harley, Ducati, KTM e Triumph teriam comprados suas motos até em uma caçamba de Kombi no meio da rua, por serem fãs da marca e por estarem dispostos a comprar onde elas estivessem disponíveis.

Para mim, retrocedemos mais dez anos. Marcas como KTM e Ducati ainda vão demorar alguns tempo até reconquistarem a confiança dos brasileiros, já que vivemos em um país onde valor de revenda e facilidade de encontrar peças são os itens mais desejados da grande maioria dos consumidores.

Update: A Ducati anunciou que irá iniciar as operações no Brasil através de uma operação própria, usando a fábrica da DAFRA para montar suas motos no sistema CKD. Vale lembrar que a BMW e a MV Agusta já montam suas motos na mesma fábrica. A Triumph ainda não se pronunciou, e o prazo para abertura de fábrica no Brasil anunciando no site oficial já ficou para trás.

A Izzo apronta novamente

Apesar da Harley no Brasil ainda deixar muitíssimo a desejar, com uma longa espera por peças, motos com problemas de montagem e um pós venda sofrível, não dá pra negar que foi uma evolução do que os proprietários passavam na mão da antiga representante, a Izzo.

Minha birra com eles é de longa data. Ducati, Harley, Triumph, Husqvarna e KTM: minhas marcas favoritas eram representadas pelo Izzo no Brasil e todas trouxeram uma grande dor de cabeça para os proprietários. Motos que tinham tudo para ser um sucesso, viraram um mico. Você tinha que ser realmente fã de uma dessas marcas para comprar uma moto com eles.

E agora a Izzo apronta novamente. A megaloja da KTM, que foi inaugurada em São Paulo há pouco mais de um ano, com promessas de um pós-venda melhor, garantia de peças em estoque, fábrica em Manaus, modelo de 300cc e muito mais, simplesmente fechou. Sem nota oficial, sem release, sem satisfação para os proprietários. E agora, o que faz quem comprou uma moto lá?

A Harley quebrou o contrato. A Triumph já havia desistido da Izzo com a promessa de abrir uma fábrica aqui no Brasil no segundo semestre deste ano. Husqvarna sumiu. Várias lojas da Ducati estão fechadas, com muita gente tendo problema para emplacar as motos.

É por isso eu quero tirar o meu chapéu para a Izzo. Vocês conseguiram estragar a reputação de grandes marcas no Brasil, lesaram consumidores e fizeram picaretagem até não poder mais. Mas mesmo assim, encheram os bolsos de grana vendendo milhares de motos.

Parabéns, Izzo. Vocês são a nossa AMF.

Ducati da R.M. Designs



Ando em falta com as italianas aqui no blog, e já recebi algumas reclamações por causa disso, mas essa me deu um bom motivo para voltar a falar delas. Os caras conseguiram transformar a Ducati 1098, uma superesportiva carenada, em uma belíssima café racer, que merecia estar no topo da linha Monster.

Aplausos. Só isso que tenho a dizer.

Ducati Monster

Não consegui muitas informações sobre esta Ducati, a não ser por alguns posts no Facebook de onde ela foi postada (o álbum original está aqui, mas você precisa estar logado para acessar).

Aparentemente, o designer de apenas 24 anos Simone Conti, recriou o frame de treliça da Ducati Monster 900 em uma máquina de CNC, mantendo todas as dimensões originais, mas alterando completamente a sua aparência. Já o restante da moto foi feita à mão, utilizando alumínio e fibra de carbono.

Um estilo nada ortodoxo, complementado pelos dois filtros de ar esportivos saindo do tanque, e pela ponteira de escapamento montada lateralmente sob o banco.

Via facebook.com/Simoneconti88