Arquivo da categoria: Customizadores

Yamaha Faster Sons – Parte 0

A Yamaha tem acertado a mão nos seus vídeos de divulgação e nas suas ações de marketing. Ela parece ter entendido que muitos de nós não querem uma moto padrão, “careta”, e sim algo que possa ser customizado e ganhar personalidade própria, como foi o caso do Yamaha Garage Challenge (clique aqui pra conhecer).

O vídeo acima faz parte da série Yard Build (algo como “construída no jardim”, termo que se usa para motos feitas na garagem de casa), e conta com a participação do lendário fabricante Shinya Kimura. A dica foi do Rodrigo Oliveira na fan page do Old Dog Cyles.

Para uma lista das motos que já rolaram no projeto, clique aqui e confira no site da Yamaha Europa.

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A nova moto de Daryl em The Walking Dead

Neste post aqui, eu havia falado um pouco sobre a moto do Daryl Dixon, do seriado The Walking Dead, e acabei irritando alguns fãs no processo com minha brincadeira sobre o escapamento aberto.

Mas com o desenrolar da série, aquela moto acabou ficando para trás, e já faz um bom tempo que não o vemos sobre duas rodas. Felizmente, agora na quinta temporada, ele está de volta em grande estilo.

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A nova moto do Daryl foi feita pelo pessoal da Classified Moto, uma oficina de customização que já mencionei algumas vezes aqui no Old Dog Cyles, e que fez algumas das Viragos customizadas de maior sucesso da rede.

A Nighthawk original.
A Nighthawk original.

A base da nova máquina foi uma Honda CB750 Nighthawk, de 1992, que recebeu a frente de uma Yamaha YZF-R6, incluindo rodas e freios. Os pneus de cravo são Kenda Big Block, e são cada vez mais tendência nesse tipo de customização. A suspensão traseira é progressiva, com reservatórios externos, o que deixou a moto melhor para enfrentar todo tipo de terreno.

Os pinos atrás do banco, que muita gente achou estranho nas fotos de divulgação, nada mais é do que um rack para carregar a balestra dele, um belo toque pessoal.

Uma observação: muita gente chama essas motos como as do Daryl de Rat Bikes, mas elas são na verdade uma derivação pouco conhecida do estilo chamadas de Survivals. Enquanto a ideia das Rat Bikes é ter a moto com cara de usada, suja e improvisada, as Survivals seguem essa tendência mas colocam o aspecto tático e prático em primeiro lugar, como os pneus, suspensão e espaço para kits e armamentos.

Ou seja: o tipo da moto que a gente gostaria de ter no caso de os Zumbis dominarem o mundo. De preferência com uma AK-47 do lado…

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Mais sobre essa moto no hotsite da Classified Moto.

Inspiração: Royal Enfield

Muita gente pede idéias para a Royal Enfield. Na minha humilde opinião, acho que ela nasceu para ser uma Cafe Racer (apesar do motor ser muito fraco até para fazer o “The Ton”), e um dos melhores exemplos até o momento é a própria GT Continental de fábrica.

Mas para quem procura um estilo diferente, com uma pegada mais bobber, os nossos amigos canadenses da MotoVida fizeram uma releitura interessante desse clássico.

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Fotos de Darren Hull.

Janus Motorcycles

A Janus Motorcycles é uma empresa que parece ter levado o conceito de old school as últimas consequências, e produz motos de 50cc artesanais, no melhor estilo das motos do começo do século. O tipo de moto que atrai a atenção do pessoal moderninho das grandes metrópoles americanas, que precisa de algo simples e com baixo consumo de combustível para se deslocar nas cidades, mas que ainda tenha estilo e apelo visual.

Para criar a marca, os fundadores da empresa se inspiraram nas mopeds (como são conhecidas nossas mobiletes por lá), e em como muitos jovens as estavam customizando para andar na cidade ou pequenas viagens (algo que já foi postado aqui). O resultado você confere nas fotos. Para saber mais, o site deles é janusmotorcycles.com.

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Projeto Malévola

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No último post, eu mostrei um belo projeto brazuca, e infelizmente não tinha mais informações sobre ele.

Mas o Mariano Lopes, criador da moto, entrou em contato e falou mais sobre ela. A moto foi um projeto de conclusão de curso de Design de Produto na Universidade de Minas Gerais – Campus Ubá. Como ele sempre gostou de motocicletas, ele decidiu fazer uma para sua conclusão.

A ideia foi preencher a lacuna que temos no mercado há um bom tempo, deixada pelo vazio de motos como a Honda CB500 e a Suzuki GS500, criando uma moto inspirada nas Cafe Racers. Algumas marcas estão tentando fazer isso, mas ainda não fecharam completamente a “escada” de cilindrada.

A suspensão dianteira é do tipo girder, feita em duralumínio, com amortecedor regulável tanto na dianteira como na traseira. A moto também usa fibra de carbono nos paralamas e rabeta, com um tanque feito de alumíninio. A iluminação é feita por leds.

Já a balança traseira tem um visual bem diferente: usa transmissão por correia dentada e monobraço, mas com roda raiada, uma combinação nada comum.

O motor, vindo de uma CB 400 1987, recebeu novo comando de válvulas, para gerar mais torque, assim como filtros esportivos e escapamento mais livre. A alimentação é feita por carburador. Para a ciclística, Mariano procurou reduzir o peso, centralizar as massas e baixar o centro de gravidade.

Mariano também está trabalhando em uma CB400 Cafe Racer e transformando uma Harley Davidson Road King 1997 em chopper.

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Os responsáveis pela moto são:

Leandro: Pintura, elétrica e montagem.
Marcelo: Usinagem, soldagem e montagem.
Mariano: Desenho, protótipo, usinagem, soldagem e laminação

The Glint – uma ode à criatividade

Dica do Thomaz Munster pelo Facebook. O curta acima mostra Guillaume Drapier, fundador da Comete Motocycles. O interessante nesse vídeo é a paixão do autor pelo trabalho manual como forma de expressão artística, como um meio de deixar um legado ao se criar algo original.

A tradução livre da locução:

Existe uma luz que nunca se apaga. Ela vive no nosso âmago, nos motivando e desenhando nosso caminho.
Essa luz é a centelha da criação.
A faísca que origina uma ideia.
O esboço de um plano.
É o desejo que atiça nossas paixões e nos força a ir mais longe.
Essa chama dentro de nós alimenta nossos sonhos e coloca um brilho em nosso olhar.
É a energia que acende a nossa criatividade.
Prepara o terreno.
Dá forma e vida para o meio que está sendo trabalhado.
Toda criação está permeada pelo ser que a criou, como se o meio estivesse respirando com o espírito do seu artesão.
E essa não é a maneira mais magnífica de deixar um traço da nossa existência, do nosso tempo nessa terra?
Criar é a única forma de atravessar o tempo, de vagar pelas eras.
É a única maneira de se tornar imortal, de se tornar infinito.
Se essa luz se apaga, morremos.