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Honda Shadow 600 customizada em casa

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O Luciano Maldonato mandou as fotos de um belo projeto, feito por ele mesmo em casa. Segue o email que ele mandou pra cá contando mais sobre o processo:

Sou Administrador de Empresas (dirigo um Hospital e leciono para o curso de Administração), mas aos 14 fiz no Senai o Curso de Mecânico Geral (tornearia, retifica, etc), quando trabalhei por 2 anos na área até buscar outro objetivo profissional.

Explico isso para entenderem como foi possível fazer a moto em minha casa (um pouco de conhecimento de mecânica e ferramentas).

Há tempos buscava uma moto que pudesse prepará-la no estilo Bobber, quando comprei uma Shadow 98. Tentei contato com duas oficinas em outras cidades para saber se topariam o projeto, as quais não me deram retorno.

Pois bem, decidi fazê-la em casa.

Entre estudar o que fazer, comprar as peças (as quais vieram de várias partes do Brasil, uma delas de fora), produzir algumas peças (diversos suportes, entrada de ar, entre outras) desmontar, reestruturar e montar, foram 12 meses, afinal, só tinha tempo de fazer aos finais de semana.

Mas o resultado ficou bacana. O projeto foi realizado entre os anos de 2010 e 2011.

Espero que gostem.

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Como bônus, ele também mandou a foto de uma CG125 restaurada por ele.

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Abaixo, nos links relacionados, você vê mais projetos feitos em casa.

Softail do Cristiano

Softail Cristiano 01

Softail Cristiano 02

Na linha do post “Sportster do Papito“, vamos contar mais uma história de alguém que resolveu meter a mão na massa para customizar sua moto. Dessa vez, é a Softail do Cristiano Zagonel, um projeto extremamente ousado feito por alguém que não tinha experiência em customização. Um ótimo exemplo para quem está criando coragem para começar a fazer o seu.

O.D.C.: Modelo e ano da moto?

Cristiano: Harley Davidson Softail FXST 2008

O.D.C.: Como foi fazer a moto na garagem? Teve problema com os vizinhos?

Cristiano: Disparado a maior dificuldade em fazer uma customização na garagem é a falta do espaço adequado para dispor a moto e as ferramentas. A iluminação não era a mais adequada e todos os dias eu tinha que descer com as ferramentas que ia usar, depois levar de volta. Não tive problemas com vizinhos porque deixava para fazer as poucas atividades que faziam barulho durante o dia. Inclusive o pessoal ficava curioso, pois não é todo o dia que se vê um maluco desmontando uma Harley na garagem.

O.D.C.: Fale um pouco mais sobre como foi botar a mão na massa. Você já tinha alguma experiência?

Cristiano: Eu sempre quis ter uma bobber e, quando comprei essa moto, fui atrás de customizadores na região de Porto Alegre. Eu tenho muitas idéias, mas não tinha experiência nenhuma com customização colocando a mão na massa. Fiz orçamentos e conversei com eles sobre como fariam o projeto. Quando entendi que eles trabalhavam mais como “gerentes do projeto” do que “fabricantes de peças”, e que a maioria dos fornecedores deles eu mesmo já havia pesquisado na internet, percebi que, talvez, eu pudesse tentar fazer sozinho. Se não desse certo, eu entregaria o pacote para um deles e pagaria o preço.

Eu sempre fui aquele cara que dizia, “eu não tenho o dom, então pago pra quem tem”, mas de um tempo pra cá, decidi que estava na hora de começar a meter a mão na massa e aprender. Comecei fazendo várias pequenas coisas para minha casa e todas essas pequenas experiências deram a base para eu sentir que podia tocar o projeto.

O projeto começou com muita conversa com o Marco Fusco, que é o fabricante de paralama e banco que a maioria dos caras daqui comprava. Queria algo plug’n’play para a moto, com a capa para a bateria, mas ele não tinha nada assim para Softail injetada, então senti que a bronca de adaptar ia ficar toda na minha mão. Tirei as medidas do pneus conforme ele me instruiu, encomendei o paralama e o banco com as molas tipo alicate. Para a capa da bateria, ele simplesmente me disse “cobre tudo com fita desiva e aplica fibra de vidro”. Nunca tinha mexido com fibra, mas entendi o recado. Em paralelo, comprei a lanterna, os piscas e as manoplas. Como meu custo tava muito menor que os orçamentos, decidi intervir na dianteira também, então encomendei um guidão novo e retrovisores old school. Comprei um jogo de chaves allen, um jogo de chaves Torx, consegui um jogo de chaves em polegada, e por aí vai…

Screen Shot 2014-07-03 at 10.29.04 AMCom tudo na mão, parti pra cima da moto e comecei a tirar tudo que julgava supérfluo. Pedais traseiros, capas da correia, banco… quando cheguei no paralama traseiro, não conseguia soltar os parafusos. Cheguei a torcer os dentes da chave Torx e aí tive que ir no mecânico do meu carro para ele me dar uma força. Tive que comprar um bit para parafusadeira para poder sacar. Volta pra casa, desmonta tudo de novo, e aí tive a primeira visão da coisa.

Sem o excesso de peças, começaram a surgir os pontos onde eu poderia fazer a fixação das novas peças com o mínimo de intervenção possível na estrutura da moto. A idéia sempre foi fazer algo reversível, utilizando apenas peças roscadas, sem solda, pois esse é um território que eu ignoro totalmente. Comecei pelo simples… suporte dos piscas dianteiros, suporte da placa/lanterna traseira, suporte dos piscas traseiros, espaçadores para fixação do banco no quadro. Nesse momento, meu maior companheiro era o paquímetro. Posicionava a peça, media, media de novo, media mais uma vez. Fazia moldes em papelão e ia concebendo as peças, fazendo os desenhos delas em Excel mesmo.

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Consegui um torneiro que presta serviço para a empresa que trabalho e ele foi o mago que transformava as minhas idéias em peças. Até hoje não sei especificar uma rosca de parafuso. Eu entregava o desenho e dizia pra ele: “Tá vendo essa peça? Ela vai roscada nesse parafuso”. E assim as peças foram sendo criadas.
Fixei o banco no quadro da moto, e esses dois furos foram a primeira intervenção definitiva na moto. Fiquei meia hora medindo para 30s de trabalho.

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Quando fui trabalhar na fixação do paralama traseiro, pesquisei criticamente vários projetos, procurando entender como os customizadores resolviam isso. Posicionei o paralama com espaçadores de madeira, na altura que eu queria, e comecei a trabalhar nas peças.

O desafio que criei para mim era de fixar o paralama com apenas 2 furos na balança da moto e sem solda nenhuma. Com o paralama posicionado, fiz um molde de papelão da chapa que abraçaria o paralama. Não imaginava que o torneiro conseguiria transformar aquele papelão em uma peça. Mas ele fez.

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Só que tinha um porém, o perfil da peça feita não fechava 100% com o paralama, e eu não tinha nem uma esmerilhadeira.

Então eu posicionava os dois, marcava onde dava a interferência, e levava na ferramentaria da empresa onde trabalho para ajustar. Fazia um pouco, levava pra casa e testava. Marcava as novas interferências e fazia tudo de novo. Foram uns 3 ou 4 dias nessa maratona. Por fim acertei, tudo, remontei a moto e mandei para uma oficina daqui para o desmontar o garfo dianteiro, mandar tudo para a pintura e fixar a base das hastes do paralama, que seriam posicionadas no eixo traseiro da moto.

Screen Shot 2014-07-03 at 10.36.15 AMEnquanto esperava, foi atrás de alguém que fizesse a pintura. A idéia era trocar a cor para um marrom fosco, meio envelhecido, com poucos detalhes. Encontrei o lugar, fiz o orçamento e dexei em stand-by. Ainda nesse meio tempo, descobri na internet uma Heritage que foi pintada em vermelho fosco, e lixada para envelhecer a pintura. Adorei a idéia e decidi eu mesmo experimentar pintar a moto, já que o acabamento ia ser meio tosco mesmo. Fui numa loja de tintas automotivas (sem saber nada sobre o assunto) e expliquei a idéia pro vendedor. Saí de lá com uma lata de spray vermelho fosco, uma de primer, peguei o paralama que ainda não estava pintado, lixei bem, apliquei o primer e pintei com o spray.

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O resultado ficou muito bom. Então decidi que iria pintar tudo. Quando a moto retornou, terminei de ajustar as hastes do paralama e pedi ajuda pro meu irmão, que é meio metido também, com a retirada do tanque e pintei tudo. Aproveitei para retirar a buzina original (que não serve pra nada) e instalar uma buzina dessas de R$12,00 (que também não buzinam nada, mas são mais discretas). Também retirei o jogo de pedaleiras Kuryakyn que vieram nela e vendi. Comprei uma pedaleira original, coloquei uma rodinha de skate no pedal do freio e comprei um parafuso, uma porca e uma borrachinha de pedal de cambio de R$2,00. Adicionei um toque pessoal com um custo ridículo.

Screen Shot 2014-07-03 at 10.38.52 AMTambém tinha que resolver a questão do módulo que fica preso no paralama original. Os customizadores profissionais alongam o chicote e posicionam entre o tanque de óleo e a balança traseira, mas isso estava fora de cogitação para mim. Minhas ações para esta peça eram limitadas e eu só tinha como fixar embaixo do banco. Até hoje tenho um pouco de medo que o banco possa bater nela, mas até hoje a capa da bateria tá integra, sinal que o banco não desce o suficiente.
Resolvido tudo isso, hora de fazer a capa de fibra de vidro. Lembra do “cobre tudo com fita”? Barbada!

Depois foi cobrir com massa plástica e lixar, lixar, lixar. Primer e tinta spray.
Tudo concluído, hora de colocar o tanque de novo e fazer a parte elétrica. Chamei meu irmão de novo, que me ajudou a posicionar o tanque e soldou toda a fiação dos piscas e da lanterna traseira. Projeto concluído!

As alterações estão regularizadas junto ao Detran e constam no documento da moto. Depois disso, ainda fiz mais algumas intervenções. Adesivei as caveiras no tanque, troquei o filtro de ar, retrabalhei os manetes e fiz o meu suporte de skate. Como diria o Roland Sands: “Uma moto nunca está pronta, está apenas pronta por hoje”.

Ficha técnica

As únicas coisas que não foram feitas em casa foram a fabricação das peças metálicas, cromagem, estofamento do banco e pinturas eletrostáticas. As peças modificadas foram:

– Banco tipo selim feito pelo Marco Fusco;
– Paralama feito pelo Marco Fusco;
– Retrovisores e manoplas old school;
– Guidão Wingscustom;
– Filtro de ar Screaming Eagle, pintado por mim;
– Piscas tipo bullet e lanterna old school;
– Pintura do garfo dianteiro e do corpo do farol;
– Corte das pontas, furação e pintura dos manetes.
– Soluções home-made como roda de skate no pedal de freio, pedal de câmbio e buzina;
– Pintura home-made;
– Peças metálicas em geral e suporte de skate feito pela MP Matrizaria.

Antes e depois

Antes e depois

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Antes e depois3

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Sportster do Papito

Sportster Papito

No post “Oficina em casa: a criatividade em primeiro lugar“, eu contei um pouco sobre pessoas que fizeram sua moto com recursos limitados, ou improvisando. É o caso da bela Sportster do Papito. Aqui ele conta um pouco mais sobre como foi fazer essa customização em casa.

ODC: Modelo e ano da moto usada como base.
Papito: Usei uma XL 883 R 2007 para o projeto.

ODC: Como foi fazer a moto na garagem do prédio?
Papito: Fiquei com medo de começar a mexer na moto e no meio do caminho alguém me impedir, então, antes de mais nada, questionei o pessoal do condomínio a respeito, caso contrário teria de tocar o projeto em uma oficina de carros antigos de um amigo na zona leste e eu moro na zona sul. Por sorte, o zelador disse que não haveria problema desde que eu mantivesse tudo em ordem. Não entendi muito bem o que ele quis dizer com o “tudo em ordem”, mas achei melhor não perguntar. Então fiz o meu melhor: eu cobria a moto com uma capa e jogava tudo o que eu iria usar no outro dia debaixo dela.

Até começar o projeto eu não conhecia ninguém do meu prédio, até que dois vizinhos sarna me tornaram o cara mais popular do condomínio. Meu projeto virou pauta de assembléia, tentaram me impedir, mas, pra minha surpresa, algumas pessoas foram em minha defesa e acabou não dando em nada. Curiosamente, quando eu já havia desmontado a moto inteira, li no elevador sobre um sorteio de vagas que aconteceria. Pra minha sorte, a vaga nova foi em frente a antiga, no terceiro subsolo. Só tive que empurrar o jack com a moto em cima por uns 20 metros. Se eu tivesse que mudar para o primeiro subsolo eu estaria ferrado. Se alguém tentou atrasar meu lado, dançou.

ODC: E quais foram as dificuldades que você encontrou?
Papito:
Como a garagem é escura e o ar é viciado, sempre que dava eu levava as tralhas pra cima e tocava de lá. A raiação das rodas, fios por dentro do guidão, thermotape e sei lá mais o quê eu fiz na varanda do meu apartamento. Minha esposa ficava bem contente.

As maiores dificuldades que enfrentei foram: quando precisei usar a tomada, tive que puxar uma extensão de uma ponta do estacionamento a outra. Fiz isso na madrugada do domingo pra segunda e deu certo, ninguém passou por lá neste horário e, pra montar a roda traseira na moto, eu não conseguia deixar o jack em uma altura que fosse confortável para posicionar a roda e espaçadores para depois enfiar o eixo. Fiquei quebrando cabeça umas duas horas até ter a idéia de botar o skate sob a roda. Depois disso, em dez minutos tava tudo montado.
Por sorte o único retrabalho que tive foi com o manicoto da embreagem que quebrou na montagem. Substitui o quebrado “aftermarket”, que era de um material porcaria, por um original e já era. Além disso, quando eu me deparava com a situação de não ter determinada ferramenta pra fazer algo, eu só prosseguia depois de comprá-la.

Um dia eu estava montando as bengalas na mesa recém pintadas com eletrostática. Como eu não tinha removido totalmente a tinta dos orifícios da mesa, tava penando pra fazer. Eis que na vaga ao lado chega um vizinho pegada “John Rambo”, forte pra burro. Não hesitei: -vizinho, me dá uma força? O cara super solícito me ajudou, depois me mostrou sua Night Train, que eu já havia visto mas não sabia que era dele, e, apesar de ainda não termos rodado juntos, viramos amigos.

Sportster Papito

Como sofro de insônia e, na maioria das vezes, passava minhas madrugadas na garagem, os porteiros que faziam a ronda noturna ficavam horas batendo papo comigo. Além disso, alguns vizinhos saindo ou chegando do trabalho sempre vinham dar um dedo de prosa.

Voltando aos vizinhos sarna, um deles elogiou a moto depois de pronta por mais de uma hora um dia desses. Pensei comigo: – esse foi catequizado. O outro ainda não me cumprimenta.

ODC: Como foi botar a mão na massa? Você já tinha histórico anterior de mecânica?
Papito: Não tenho quase nenhum conhecimento de mecânica, mas gosto muito. Meu pai, Hondeiro de carteira, dava manutanção nas Galos e CBs em casa. Eu achava aquilo o máximo e sempre queria ajudar. Nesse período me tornei o ajustador de câmbio de bikes da mulecada. Acertava o câmbio pra todo mundo, até que veio a mobila. Pouco depois foi a vez de um Kart Parilla, até que cheguei na RD 350 1987. Eu e um amigo desmontamos ela inteira na sua garagem, incluindo motor. Cheguei achar várias vezes que a gente não ia ter a manha de montar de novo, mas conseguimos. Depois disso, eu, meu pai e meu irmão fizemos uma personalização bacana com uma Honda Shadow. Foi uma experiência incrível.

ODC: E precisou de ajuda?
Tudo que fiz com a Sporty Branca foi com o manual debaixo do braço e o google na tela do pc, contudo, é bom ter amigos que sabem o que não tem nos livros. A parte elétrica estava bem danificada por conta de customizações anteriores e meu amigo Arthur, que é mecânico especialista em Harley e dono de oficina, me ajudou e deixamos tudo em ordem. Além disso, meu outro amigo Arthur fez a pintura. O cara é um puta artista e tatuador. Curti muito o resultado.

Tive a ajuda também do Jura, um amigo meu que é torneiro de mão cheia.
Bacana que depois da Sporty Branca, acabei fazendo algumas coisas na Sportster de um amigo e na do meu irmão. Foi bacana ver que os caras curtiram.
Agora estou tocando dois projetos: uma mobila AV7 que vai virar uma cafézinha e uma CB 450 que acho que vai ser uma tracker, mas ainda não decidi. Para o projeto da CB, fiz uma parceria com o Xandão, um grande amigo que tem uma oficina de verdade. Dessa vez vou meter a mão na massa fora da minha garagem.

ODC: E esse pneu, ouve muitas perguntas por causa dele?
Papito: É pneu de fusca? Ouço isso praticamente toda vez que saio com a moto. No começo eu prontamente explicava que se tratava de um pneu radial com desenho de pneu diagonal e coisa e tal, mas agora a resposta na maioria das vezes é: Sim, é sim.

Até agora o pneu não me deu sustos. Tudo bem que estou ainda testando seus limites, bem na manha, mas já passei da fase da insegurança. Recentemente subi a Anchieta com garôa e a moto se comportou muito bem. Pra quem não conhece, a Anchieta é uma rodovia muito sinuosa que liga o litoral paulista ao planalto.

Um ponto que tive que me acostumar: por conta desses pneus não serem totalmente redondos, quando há uma diferença de altura de um piso pra outro, por exemplo em uma mudança de faixa, sinto que a parede do pneu literalmente bate na parte mais alta e a moto dá uma balançada, mas nada que inviabilize seu uso, na minha opinião.

Sportster Papito

Ficha técnica
Rodas Traseira e Dianteira: 3.0 x 16 – 40 raios
Pneus Traseiro e Dianteiro: Shinko, modelo: Blackwall H.D. 240 Classic, 510 x 16 (MT-90-16)
Tanque de combustível: 2,1 gal. original da 48
Filtro de ar: S&S com elemento K&N
Banco: Rough Crafts
Ponteiras do escapamento: Home made
Mesa inferior/superior: Fat Plate WG Kit 39mm 3 Degree
Guidão: 28″ Drag Bar
piscas: colméinha
realocador de bobina e ignição: Home made
Originais cromados: manetes, parafusos (praticamente todos), tampas do comando, da primária e eixos.

Blog do Papito: Carnoficina.