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Estréia hoje a série “Harley and The Davidsons”

A história do nascimento da Harley é muito mais complexa do que costuma se contar por aí, com diversas reviravoltas pelo caminho. Felizmente estréia hoje “Harley-Davidson: a série”, às 22h10, no bloco Sexta de Motores do Discovery Channel. Serão 3 episódios, com duas horas de duração cada, contando as origens de uma das marcas mais lendárias de todos os tempos.

O nome em português não é muito criativo, mas o título original em inglês “Harley e os Davidsons” já dá a entender que ela vai tratar da dinâmica da relação entre William S. Harley com os irmãos Arthur e Walter Davidson.

Tive a sorte de poder assistir ao preview e, apesar de não ter visto muito, me parece ser uma história correta e bem contada, mostrando um lado pouco explorado da origem da marca: o empreendedorismo e as dificuldades de engenharia que eles enfrentaram no começo, em uma época onde o mundo passava por diversas transformações sociais e tecnológicas.

Harley-Davidson: a série.
Discovery Channel
Primeiro episódio nesta sexta-feira, 23 de setembro às 22h10.

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Facebook do Discovery Turbo Brasil

O Discovery Turbo é um canal bem legal, um dos poucos que valem a pena de acompanhar entre as mais de 200 porcarias que se transformou a TV a cabo no Brasil.

A página do Facebook do canal costuma postar vários vídeos curtos e interessantes, muitas vezes de conteúdo nacional, mostrando customizadores como o Chrys da Garage Metallica.

Vale conferir:
https://www.facebook.com/discoveryturbobrasil/videos

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Daryl Dixon em reality show de motos

Daryl Dixon é com certeza um dos personagens mais queridos do seriado The Walking Dead, e suas motos sempre foram assunto aqui no Old Dog Cycles (mais sobre a “chopper” dele neste post e sobre a nova moto aqui).

Crédito da imagem: AMC
Crédito da imagem: AMC

E agora Norman Reedus, o ator que interpreta o personagem, também vai passar um bom tempo sobre duas rodas em uma nova série do canal AMC chamada “Ride With Norman Reedus”.

Serão 6 episódios que irão ao ar em 2016, mostrando o ator andando de moto com uma companhia diferente a cada semana, enquanto descobre mais sobre a cultura motociclística de diversas cidades americanas. Segundo o canal, Reedus irá conhecer os maiores colecionadores, artesãos e mecânicos do país, pessoas que vivem e respiram motocicletas para viver.

Ele declarou ter se divertido imensamente nas filmagens, e seus colegas de equipe confirmaram que ele é um grande apaixonado por motos e um grande conhecedor dessa cultura.

Agora é esperar para ver por aqui, muito provavelmente na sua “locadora” de torrents favorita.

 

Mad Max: Fury Road – Crítica

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Antes de mais nada, vamos deixar uma coisa clara: se você é fã da trilogia original, vá ao cinema neste final de semana assistir ao filme Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road, em inglês).

Você não vai se arrepender. Simples assim.

Eu sei que já chamei o primeiro filme da série de supervalorizado anteriormente, mas gosto dele. E considero os dois Mad Max seguintes filmes antológicos, que fazem parte do inconsciente coletivo de qualquer pessoa que, como eu, cresceu nos anos 80 imaginando um futuro caótico e desesperançoso, alimentando pelo medo de um holocausto nuclear que parecia pairar sobre todos nós.

Mad Max Fury Road é o novo benchmark para os filmes pós-apocalípticos. Ele fez para os filmes de ação o que o Soldado Ryan fez para os filmes de guerra. O filme é sujo. É intenso. É absurdo. É surreal. E é tudo o que um fã da série espera.

São duas horas praticamente ininterruptas de perseguição, com poucos diálogos e, mesmo assim, o filme tem uma riqueza de detalhes que acabam explicando todo aquele universo.

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Isso se deve ao diretor George Miller que, aos 70 anos de idade, deu um cacete nos diretores mais novos e descolados, e criou algo inovador sem precisar usar nenhuma tendência da moda. Um feito impressionante em um mundo que parece valorizar apenas a novidade, e que considera coisas de poucos anos atrás como velhas.

Já o ator principal, Tom Hardy, encarnou um novo Max, que finalmente faz jus ao apelido de Mad. Sim, todos amamos Mel Gibson nesse papel, mas Tom trouxe algo de novo. O fato dele já ter se afundado nas drogas, e ter dito que teria vendido a mãe por crack, mostra que o cara pode interpretar a loucura com propriedade.

As referências aos filmes anteriores estão todas lá, algumas discretas outras descaradas. O Master-Blaster em uma versão mais sutil e grotesca, parte de um casting que não hesitou em escalar pessoas com severas deficiências físicas. A caixinha de música. O Interceptor V8. A jaqueta. Os olhos saltando para fora das órbitas antes de uma batida.

E a cereja do bolo foi o excelente vilão, Immortan Joe, interpretado por Hugh Keays-Byrne, o mesmo ator que fez o Toecutter no primeiro filme da série, 30 anos atrás. Um vilão que consegue ser tão assustador, quanto surreal.

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Até a Charlize Theron foi uma surpresa, interpretando uma personagem mutilada que faz você esquecer que está vendo a mesma atriz que costuma aparecer cheia de glamour anunciando perfume Francês na TV a cabo.

O filme é absurdo como só um filme australiano dos anos 80 poderia ser, mas com efeitos especiais e direção de arte do século 21. Aliás, efeitos especiais muito bem utilizados, diga-se de passagem, já que boa parte da ação foi feita com dublês e carros de verdade. Todos os veículos em cena funcionam plenamente, e são tão modificados que fica difícil dizer qual era o que antes (até uma Bonneville fez uma participação especial).

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O filme explode de tanta loucura. É uma sessão insana e ininterrupta de ação, com direito até a carro carregando trilha sonora para ditar o clima da batalha. Nada faz sentido, mas ao mesmo tempo, faz todo o sentido em um mundo como aquele. E no meio de todo o absurdo, você começa a entender aquela loucura e, quando menos espera, é empurrado para dentro dessa insanidade por um V8 cuspindo gasolina pelo carburador e soltando fogo pelo escape.

Não é a toa que o filme ficou parado na distribuidora por alguns anos antes de ser lançado. Em um mundo politicamente correto e limpinho como o de hoje, é preciso ter culhões para se aprovar o lançamento de um filme que brinca com o grotesco, mas sem perder a classe.

Não importa se a sala é XD, iMax, 4D ou qualquer outro nome do tipo: escolha a sala com a maior tela e o som mais potente possível e prepare-se para ver o mundo tremer.

E saia um pouco mais Mad do que você entrou.

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Mad Max: Estrada da Fúria

Classificação indicativa: 16 anos
Elenco
Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hoult, Zoë Kravitz, Rosie Huntington-Whiteley, Nathan Jones, Riley Keough, Josh Helman, Hugh Keays-Byrne, Debra Ades, Megan Gale
Roteiro
George Miller, Brendan McCarthy, Nick Lathouris
Direção
George Miller
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A eterna Bettie Page

Foto de Bunny Yeager.
Foto de Bunny Yeager.

Desde os primórdios, a Kustom Kulture sempre andou lado a lado com as pinups. E a mais seminal de todas elas é certamente a eterna Bettie Page. Por isso, para quem se interessa pelo assunto, recomendo o documentário “Bettie Page Reveals All”, disponível na Netflix Brasil.

Ao contrário do filme “The Notorious Bettie Page”, que se baseou apenas em entrevistas e relatos sobre a modelo, o documentário é um relato muito mais preciso sobre a conturbada vida que ela levou, da fama underground, passando pelos problemas psiquiátricos, até o seu auto-exílio. Contém entrevistas com amigos, ex-amantes, filmagens raras dos ensaios fotográficos e, para fechar com chave de ouro, é narrado pela própria Bettie, já com idade avançada.

Recomendo, é uma aula de história sobre essa subcultura que hoje se tornou mainstream.

Harley Davidson Livewire dá as caras no novo filme dos Vingadores

Mais um merchandising da marca nos blockbusters da Marvel. Depois da Crossbones convertida em WLA do primeiro Capitão América, da nova linha Street dando as caras no segundo Capitão América, e da Softail Slim no primeiro vingadores, agora é a vez do projeto LiveWire aparecer no novo filme da franquia.

Só um detalhe sobre a cena do trailer: se as Harleys já dão fim de curso com qualquer buraco, imagina se uma cena dessas fosse de verdade… Doeu meu rim só de pensar.

Porque o Jax não foi na Comic Con

A Comic Con é o maior conglomerado de cultura Pop e Nerd do mundo. Todo ano acontecem diversos painéis de debate com os atores, produtores e criadores das séries de maior sucesso entre o público. O vídeo aí em cima é a desculpa bem humorada de porque o ator Charlie Hunnam, que interpreta Jax na série Sons of Anarchy, não pode participar.

Gosto especialmente da parte: “Quê? Vai ter que fazer uma sessão de fotos pra Vogue?”

Update: Digital Inferno XV publicou primeiro aqui.

The Glory Days of British Motorbikes

Um documentário feito pela BBC de Londres que mostra uma bela visão da cena Café Racer no seu local de origem, narrado por pessoas que estiveram lá.

Eu já tinha postado sobre esse documentário antes, mas como é comum esses vídeos saírem do ar à pedido da BBC, essa é mais uma chance para quem quiser assistir. Infelizmente, só está disponível em inglês, mas mesmo que você não entenda nada, vale pelas cenas.

E se você quer saber mais sobre o tema, vai gostar do post “Breve história das Cafe Racers”.

A moto de Daryl em The Walking Dead

Alguém me explica porque um cara que usa uma balestra para não fazer barulho e não atrair a atenção dos zumbis, anda por aí com um escape completamente aberto e barulhento?

Apesar de já ter feito um post sobre o assunto, ainda recebo muitas perguntas sobre essa moto. Na verdade não se trata de um modelo específico, e sim de uma chopper montada com diversas peças diferentes. O motor dessa moto veio muito provavelmente de uma Triumph Bonneville 650, colocada em um quadro adaptado, com o que parece ser um tanque Mustang encurtado, similar ao teardrop.

O tanque tem o símbolo da temida SS, a temida polícia de Hitler, mas isso não significa que o personagem seja nazista. Nos anos 60 e 70 era comum os bikers americanos usarem artigos como suásticas ou a cruz de ferro alemã em suas motos, simplesmente para chocarem a sociedade.

Afinal, essa moto foi feita para lembrar justamente o estilo das choppers de fundo de quintal que surgiram nos final dos anos 60 e adentraram nos anos 70. Naquela época, a febre de filmes como Easy Rider e de outros da chamada “Bikexplotation“, fizeram com que a galera resolvesse transformar tudo, de bicicletas a Triumphs, em choppers. Muitas delas eram feitas em oficinas de bairro, ou na própria garagem de casa, com poucos recursos e muita criatividade. Era o tempo de revistas como a Easyriders, que trazia matérias do mundo biker underground e ensinava como mexer na sua moto com poucos recursos.

Infelizmente, essa febre das choppers também levou a muito improviso, soldas malfeitas, e gente morrendo na estrada por causa de motos que simplesmente desmontavam. As choppers só foram renascer de novo nos anos 90, mas isso é assunto pra outro post.

O ator Norman Reedus na vida real, com sua Triumph “Hammarhead Jack Pine”.

Caçadores de Relíquias

Foto de Joey L.
Foto de Joey L.

Para quem ainda não conhece essa série do History Channel, recomendo. Apesar das motos aparecerem esporadicamente, ainda assim é um belo passeio pela história industrial dos EUA e ao tipo de pensamento que deu origem a Harley-Davidson. Foi nesse programa que uma raríssima moto feita pelo Von Dutch foi encontrada.

Esses caras são mestres do barn-find, especialmente o Mike, que tem um bom olho para motos. Além de possuir uma belíssima Knucklehead, ele é o garoto propaganda oficial da Indian. E tanto ele como o Frank fazem todo ano um especial em Sturgis.

Pra finalizar, quem cuida da loja deles é uma legítima pinup, a Danielle Colby-Cushman, que além de designer também faz shows burlescos. Os caras são, como dizem os americanos, the real deal.

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Full Throttle – The Glory Days of British Motorbikes

Faz muito tempo que procuro esse programa da BBC na íntegra, que conta a história das motos britânicas, e o seu auge com a mania das cafe racer. É uma visão bem interessante, já que é um documentário feito por britânicos para britânicos.

Como sempre, conteúdo bom assim nunca tem legendas em português. Mas vale a pena assistir mesmo quem não entende uma palavra.

E se você quer saber mais sobre o tema, vai gostar do post “Breve história das Cafe Racers”.

Tênis branco do Jax ataca novamente

Muitos dos atores de Sons of Anarchy caras estão incorporando os seus personagens e passaram a andar com motos inspiradas nas club bikes usadas na série no dia-a-dia. O vídeo abaixo é um exemplo disso, e mostra o ator Charlie Hunnam com a sua Dyna em Beverly Hills. Mas o que é engraçado nesse vídeo, é ver que ele não está tendo tanta segurança em usar o mesmo tênis do seu personagem. Confira aos 1:30 minutos do vídeo:

Não sei quanto a vocês, mas eu ri muito. Como diria meu avô: Malvadão, pero no mucho.