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Frase da semana

Frase do jornalista Geraldo “Tite” Simões no Facebook sobre as cada vez mais frequentes restrições em São Paulo. Chega dessa palhaçada de restringir o nosso direito de andar de moto, o que tem que fazer é cobrar e fiscalizar o dever de andar na linha.

Por três vezes, somente nesta semana, flagrei ambulâncias com sirenes ligada que não conseguiam transitar na Marginal Pinheiros e na Raposo Tavares porque alguns motoqueiros corriam para ultrapassa-las pelo corredor da direita, impedindo que os carros pudessem liberar espaço.

Muitos motoristas, inclusive, eram xingados quando tentavam abrir invadindo (com razão) aquele corredor. Outros, simplesmente tinham medo de abrir caminho pois as motos já vinham em alta velocidade buzinando.

Eu tive vontade de ir atrás de todos eles e gritar na cara: E SE FOSSE VOCÊ, SEUS FILHOS OU SUA MÃE NAQUELA AMBULÂNCIA, SEU FILHO DA PUTA? IA FICAR FELIZ DA AMBULÂNCIA NÃO CONSEGUIR PASSAR?

Como não dava para ir atrás de todos, confesso que fiz isso apenas com os dois que consegui parar ao lado.

Nessas horas, cordialidade e escolha de palavras me fogem. O país que a gente quer ser começa pelo povo que a gente quer ser.

Burt Munro e a Indian mais rápida do mundo

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Para quem não conhece essa lenda, eu recomendo fortemente o filme Desafiando os Limites (The World’s Fastest Indian, em inglês), onde Burt Munro é interpretado brilhantemente por Anthony Hopkins.

Honestamente, não dá para gostar de moto e não gostar desse filme. Ele conta a inspiradora história do neozelandês que se tornou uma lenda de Bonneville com sua Indian Scout 1920, já aos 60 anos de idade, e que estabeleceu diversos recordes de velocidade que demorariam décadas para serem superados.

Burto Munro Oficina

Apesar do roteiro tomar várias liberdades poéticas, o filme tem uma réplica precisa da famosa Munro Special, além de retratar muito bem como era o efervescente lago de sal em Bonneville na década de 60, o lugar onde os maiores recordes sobre rodas foram quebrados e meca da velocidade.

É um filme para se ver e rever. E mesmo que ninguém na sua casa se interesse por motos, pode convidar a todos para a sessão. Garanto que todos vão gostar.

Mototerapia

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Às vezes a gente fica tão ocupado e preocupado ganhando a vida, que acaba esquecendo o mais importante: vive-la. Essa foto aí eu tirei voltando de um rolé, sozinho no Rodoanel depois de meditar um pouco sobre os meus problemas na estrada.

Na minha humilde opinião, ainda não inventaram terapia melhor que a mototerapia, nem meditação melhor do que a sobre duas rodas.

Let’s ride.

Sobre garupas e relacionamentos

Ontem, eu postei a seguinte imagem:

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E o leitor Shadow, fez um comentário sobre ela que merece um post:

É.

Não é necessário fazer um exercício mental muito extenso para chegar a conclusão que esta frase é pura verdade.

Não vou entrar em muitos detalhes, mas no começo deste ano, no meio de uma viagem de moto tive uma dura porrada no casamento, por minha culpa diga-se de passagem.

Depois de 2 noites de brigas praticamente sem dormir cogitamos que cada um voltaria da viagem separados, ela de ônibus e eu com a moto.

Daí eu lembrei dessa frase (É preciso muito mais amor…) . Mas não disse nada. E com base neste pensamento consegui convence-lá a voltar comigo de moto.

A viagem de volta foi horrível, fora o silêncio sepulcral, enfrentamos uma chuva sem capa de chuva que não era possível enxergar um palmo diante da viseira, vento lateral chacoalhando a moto para fora da pista, acidentes, trânsito, freadas bruscas, pistas fechadas e caminhões em demasia. Eu segurando no guidão com firmeza para não tombar de sono e ela segurando no encosto e não em mim como usual.

Parece que não. Mas a sua garupa segurar em você é uma forma de apoio, não só dela se sentir segura mas para te lembrar que ela está alí e confia em você, sob sua responsabilidade, mas te dando apoio, de forma que o ato contrário pode denotar o oposto…lembrando que 90% das vezes viajo garupado.

Terminamos a viagem. Molhados, cansados e amargurados.

Antes de irmos cada um para um lado ela me questionou porque eu fiz questão de que ela voltasse comigo na moto. Eu soltei que o fato dela voltar comigo já seria o suficiente para eu ter a certeza que não romperíamos o casamento, afinal, é necessário muito mais amor para se dividir o banco de uma moto do que uma cama…

O resto é mais história, mas posso afirmar que essa viagem e a veracidade e carga emocional contida nesta frase, foram responsáveis por continuarmos unidos.

Shadow

Feito pela estrada

Vejo pessoas me olhando, gente estranha, gente como a gente!

Parece que estou andando numa vitrine onde vejo todos e todos me veem!

Mas nem sempre foi assim, fui escolhido, aconteceu, o destino fez o que era necessário.

Agora não tiro esse couro, jamais esqueço em meu coração meus irmãos, meus amigos, minha família!

Sinto o quanto sou estranho, mas sei que sou normal, é apenas uma forma banal!

Quando sigo pela estrada, não vejo meus pesadelos, crio sonhos, crio desejos!

Na estrada a caveira prevalece, assim somos e sempre seremos.

Sou feito de escolhas, de um bom rock e uma bebida digna!

Sou feito de velocidade, vento na cara, sou feito pela estrada!

Autoria: Padre (Fábio Jr.)