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Harley Davidson Blackline

A HD acaba de lançar sua “nova” motocicleta: a FXS Blackline, que fará parte da linha Dark Custom. Como sempre, não é nenhuma revolução, apenas uma mistura de peças e estilos de outros modelos, criando um visual diferente, meio uma cruza de FX com Deuce, onde uma Dyna passou por perto.

O motor é mesmo Twin Cam 96B das Softails, com seis marchas. A tampa do filtro de ar é a clássica redonda, muito usada nos motores EVO. A roda dianteira é de 21 x 2.15 polegadas, enquanto a traseira usa um aro 16 de 3 polegadas, ambas com o Dunlop D402. O guidão é no estilo drag bar, montado direto na mesa, com fios embutidos.

Harley vs. Izzo: e lá vamos nós…

Acabo de ler uma postagem no blog do Wolfmann que confirma o que eu estava sabendo também:

Em Porto Alegre, Campinas, São Paulo e Goiânia vários colegas já sabem e divulgam que o dealer encerra suas atividades em Janeiro, fechando as lojas para reformas e retorno como KTM.

(…)  

Como fica a situação dos colegas com motos em garantia? Existe um compromisso de manter as oficinas atuais em funcionamento até a abertura de novas oficinas. 

Como fica a questão de reposição de peças em garantia? Reclamem no SAC da HD. 

Como fica a manutenção das motos fora de garantia e reposição de peças? Como sempre foi: cada um por si, escolhendo a melhor e a mais possível alternativa.

Infelizmente, a HD tem muitos consumidores que andam só de final de semana, deixando a moto como um brinquedo na garagem. Esses, nem vão perceber a transição.

Mas se você usa a moto com frequência (como eu) é melhor se preparar com antecedência e já encomendar itens como filtros de óleo, pastilhas e etc por aí. A Harley é a moto que eu tive que mais tempo ficou parada na garagem esperando peças. Coisas simples como sensores e abraçadeiras de escape me deram uma enorme canseira. Afinal, se a Izzo não tem, na maioria das vezes resta apenas comprar pela internet nos EUA e esperar a boa vontade dos correios de ambos os países.

Espero que os “espertos” de plantão não apelem pros desmanches, aumentando os roubos de Harleys.

Realmente, a HD não tem mais limites

Tá na revista Duas Rodas deste mês: coleirinha rosa para que os cachorrinhos de madame possam pagar de bad boy por aí.

O marketing da HD faz o possível e o impossível para deixar a marca o mais Village People possível. Depois eles ficam se perguntando porque os consumidores mais jovens não se interessam mais por ela.

Um conselho? Focar todos seus esforços para apenas agradar coxinhas ricos é um tiro no pé. Tudo bem, eles compram motos caras. Mas depois de alguns anos, trocam suas EGs e Softails com milhares de reais em cromados por uma BMW, porque elas “são mais confortáveis”.

A HD é um mito. Tem gente com a marca de vocês tatuada no braço. Respeitem essa lenda e a evoluam, sem perder o espírito original. Vejam a Triumph, a Ducati. Aprendam com eles.

Todo mundo só tem a ganhar assim.

Harley vs. Izzo: a novela terminou

Apesar da nota mal escrita que foi publicada ontem em vários sites de motociclismo (obviamente, um release de assessoria de imprensa que ninguém se deu ao trabalho de checar), hoje há uma declaração oficial que explica melhor o acordo no site do Grupo Izzo.

Em resumo: segundo a nota, acabou a exclusividade da Izzo. Não informam uma data, mas é certo que teremos outros revendedores Harley Davidson por aqui.

Assim como no release anterior, tem um blá blá blá danado de um elogiando o outro que me deixa enojado. A Izzo desrespeitou os consumidores como há muito eu não via uma marca fazer, e a Harley Davidson ficou omissa ao caso até os números do Brasil interessarem a matriz.

De qualquer forma: acabou. Agora é esperar para ver se a presença da marca no Brasil vai melhorar os serviços e o estoque de peças.

Harley vs. Izzo: o fim da briga

A Izzo continua? Essa é uma briga onde só o consumidor apanhou. A matéria abaixo está confusa, diz que a Izzo continua com exclusividade, mas que a marca nomeará novos concessionários no futuro. Todo mundo estava torcendo por um regime de livre concorrência, o que certamente melhoraria os serviços, mas pelo jeito será mais do mesmo.

Do site Motociclismo Online:

Harley-Davidson e Grupo Izzo chegam a acordo
Marca norte-americana nomeará novos concessionários no futuro

A disputa judicial entre Harley-Davidson e Grupo Izzo chegou ao fim. Após desentendimentos e uma briga advocatícia desde março de 2010, a marca norte-americana e o grupo empresarial brasileiro divulgaram nesta quarta-feira (1) mudanças das operações no Brasil. Sem esclarecer exatamente os detalhes, foi anunciado que a HD caminha para uma expansão de sua rede de concessionárias. No entanto, HDSP/Grupo Izzo continuará a distribuir com exclusividade os produtos, porém, sem data definida para terminar.

“Paulo Izzo tem sido um entusiasta, representando a marca no Brasil por muitos anos”, afirma Mark Van Genderen, Vice-Presidente da Harley-Davidson Motor Company (HDMC) para a América Latina. “Como a HDMC começa a partir de agora a exercer um papel mais ativo no Brasil, gostaríamos de agradecer ao Paulo por todo o seu empenho e, mais importante, pela sua paixão pela marca Harley-Davidson”, acrescenta Genderen.

Em resposta aos elogios feitos pela Harley, o Grupo Izzo também se manifestou. “HDSP/Grupo Izzo tem certeza de que a Harley-Davidson manterá o seu grande sucesso no Brasil e agradece o reconhecimento público feito pela Harley-Davidson”, disse Paulo Izzo, diretor-presidente do Grupo Izzo. Como um dos primeiros passos desta nova expansão, a Harley-Davidson recentemente abriu um Escritório Comercial em São Paulo.

Fonte: Motociclismo Online – Rafael Miotto / Raul Fernandes Jr.

UPDATE 02/11/10 – A notícia foi melhor explicada aqui.

Harley vs Izzo: os emails

Quem tentava comprar uma Harley zero estava encontrando muita dificuldade com a atual representante da marca, a Izzo. A média era de 45 dias de espera para emplacar a moto, pois eles faziam um malabarismo (i)legal com a fábrica até o comprador conseguir liberar o Gravame (não sabe o que é? É simples: é o tipo da coisa que você só descobre que existe quando dá merda).

Hoje, a maioria dos vendedores da Izzo dispararam um email dizendo que a situação mudou, e que as motos podem ser emplacadas normalmente. Mas um deles mandou uma declaração muito interessante sobre o processo Izzo vs. Harley:

SUBJECT: GRAVAME

À partir de hoje (25/11) nós teremos todas as motocicletas da Harley Davidson vendidas sem GRAVAME, ou seja, pronta entrega!!!!! Estoque chão (moto que se encontra fisicamente na loja) depois de quitada 4 dias para entrega EMPLACADA!!!! (…) Acabou a novela de 45 dias para emplacar a motocicleta!!!!!

O grupo izzo já acordou com a Harley e todos vocês podem ter certeza de que quando a Harley assumir não teremos mais esse preço, portanto a hora de comprar è agora!!!!

É claro que isso pode ser apenas papinho de vendedor, para que um monte de gente corra para lá achando que vai fazer um bom negócio. Mas o fato de um vendedor da Izzo, pela primeira vez, declarar que um acordo foi feito e que a Harley vai assumir a operação no Brasil, é sinal de que uma mudança está próxima. A maioria deles negava que houvesse algum problema entre a Izzo e a MoCo, apesar do fato ter sido amplamente divulgado na mídia.

Já existem boatos de uma revendedora Harley, sem nenhuma ligação com a Izzo, pronta para ser inaugurada na Faria Lima. Agora é esperar para ver.

Mas um conselho: olhe com carinho as HDs usadas. Muito côxa compra, enche de acessórios, anda uns 5 mil quilômetros e depois coloca a moto à venda, seja para comprar uma moto maior, seja porque se assustou com o perigo e não quer mais andar de moto. Por ser robusta e de manutenção simples, você sempre encontra bons negócios entre as HDs usadas.

Desabafo: Quad Cam Bastards

Depois da crise que abateu os EUA, a Harley percebeu que os seus clientes estavam ficando mais velhos (i.e.: morrendo) ou com medo de usar suas aposentadorias em um bem de consumo supérfluo. Por isso, a MoCo se voltou para os jovens (e mais recentemente, para as mulheres) com uma campanha entitulada “screw, let’s ride”, algo como “dane-se, vamos andar.”

A imagem acima foi a resposta dos Quad Cam Bastards. Essa é uma galera focada em Sportsters altamente modificadas, e que costuma fazer suas motos no fundo do quintal. O texto diz (em tradução livre):

O que há de errado Willie*? Todos aqueles velhotes em baggers estão gastando mais dinheiro com plano de saúde do que com badaluques da botique? Não consegue achar “novos motociclistas” com crédito bom para financiar a nova FLGHRTSDE custando 4 mil acima do preço sugerido? Willie G., como parte do “público alvo” que a sua insultantemente patética campanha publicitária parece estar tentando agradar…
Permita-me dizer:
VAI SE FUDER.
Fotos de moderninhos em motos “dark” que “parecem comigo” em anúncios estúpidos e pequenos livretos “secretos” com um cenário “punk rock” fajuto apenas servem para mostrar como a sua companhia inchada e o seu conselho de diretores gananciosos estão completamente desconectados da realidade. Também é uma triste declaração de como vocês devem estar desesperadamente encurralados durante estes tempos difíceis da economia que vocês indiretamente mencionam neste último anúncio estúpido. Quandos os tempos eram outros e o crédito fácil, um cara como eu não podia nem olhar de relance para uma de suas “concessionárias”. Agora você quer se “relacionar” comigo e me dar “apertos de mão secretos”?!?!?! De repente QUALQUER dinheiro é bom dinheiro se ele deixa os acionistas da MoCo contentes, e agora você quer o MEU????
AZAR.

Foda-se, a gente REALMENTE anda.

*Willie G. é o vice presidente sênior da HD e chefe de design, e neto do co-fundador da MoCo, William A. Davidson (um grande cara).

Concordo com eles, mas não tenho uma postura tão radical. Eu quero que a Harley saia do atoleiro, e torço para que ela volte a ser uma empresa de sucesso. Também não quero ver a HD se transformar em um clube de novos ricos, de pessoas que compram a moto para andar apenas de vez em quando em um final de semana de sol, que gastam milhares de reais em acessórios para andar só até um barzinho e se exibir para os outros.

O que eu mais quero é que mais pessoas possam andar de moto por aí. Ter mais pessoas se comprimentando na estrada, desmontando e mexendo na motos, enquanto tomam uma cerveja com os amigos. Eu quero ver a cultura biker se espalhar de verdade, com toda a irmandade que ela traz.

Será que isso é pedir demais?

Mais sobre o assunto aqui e aqui.

Harley vs. Izzo: KTM

Trecho de uma notícia publicada no Motociclismo Online, sobre a KTM fabricar seus primeiros modelos 125 no Brasil:

(…). Além disso, informações de bastidores nos indicavam que a KTM também estaria buscando um novo representante no país. Questionado sobre o assunto, Trunkenpolz confirmou que está em fase de negociações bem avançadas e que esta empresa poderia ser o Grupo Izzo. “Provavelmente seria esta empresa, mas este projeto ainda não foi finalizado e assinado. A apresentação oficial do acordo seria em janeiro de 2011. Na próxima segunda-feira (11) estarei voando para o Brasil para finalizar o contrato”, comentou Trunkenpolz.

Isso mostra que a Izzo deve perder a exclusividade em breve, pois pelo visto ela já está se movimentando há algum tempo em busca de novos negócios.

Espero que ela não faça com a KTM o mesmo que fez com a Harley no Brasil. A fabricante austríaca produz excelentes motos, e seria uma pena ver essa imagem destruída por aqui. Afinal, o que manteve a Harley no Brasil todos esses anos foi a teimosia dos proprietários, aliada ao carisma da marca.

Harley vs Izzo – a saga continua

Harley Davidson e Grupo Izzo criam mistério sobre acordo

A guerra travada entre a fabricante de motos americana Harley Davidson e a sua única rede de concessionárias no Brasil, a HDSP Comércio de Veículos, pertencente ao Grupo Izzo, de São Paulo, ainda não acabou. As empresas, que tentam acordo fora dos tribunais, estão prestes a bater o martelo, mas fazem mistério. Pudera, a queda-de-braço gira em torno de R$ 3 milhões e um acordo seria a melhor saída para evitar um desgaste da marca.

Leis e Negócios buscou as partes. A Harley Davidson, por meio de sua assessoria, disse que a questão continua sendo discutida e que “não tem novidades, por enquanto”. Já os advogados do Grupo Izzo, do escritório Lacaz Martins Halembeck Pereira Neto Gurevich & Schoueri, confirmaram a possibilidade de acordo, antecipada pela coluna na semana passada, mas disseram que nada foi fechado ainda.

A briga entre as duas começou no final do ano passado porque a fabricante alegou ter havido violação do acordo de exclusividade entre as partes, a associação da marca Harley Davidson à de concorrentes, e também de um suposto mau atendimento a clientes. Além disso, a multinacional pretende agir diretamente no Brasil, sem representantes.

Notícia do IG de hoje. Suposto mal atendimento é sacanagem, o atendimento é ruim pra caralho. São poucos os relatos de pessoas satisfeitas com a Izzo.