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Desabafo: Quad Cam Bastards

Depois da crise que abateu os EUA, a Harley percebeu que os seus clientes estavam ficando mais velhos (i.e.: morrendo) ou com medo de usar suas aposentadorias em um bem de consumo supérfluo. Por isso, a MoCo se voltou para os jovens (e mais recentemente, para as mulheres) com uma campanha entitulada “screw, let’s ride”, algo como “dane-se, vamos andar.”

A imagem acima foi a resposta dos Quad Cam Bastards. Essa é uma galera focada em Sportsters altamente modificadas, e que costuma fazer suas motos no fundo do quintal. O texto diz (em tradução livre):

O que há de errado Willie*? Todos aqueles velhotes em baggers estão gastando mais dinheiro com plano de saúde do que com badaluques da botique? Não consegue achar “novos motociclistas” com crédito bom para financiar a nova FLGHRTSDE custando 4 mil acima do preço sugerido? Willie G., como parte do “público alvo” que a sua insultantemente patética campanha publicitária parece estar tentando agradar…
Permita-me dizer:
VAI SE FUDER.
Fotos de moderninhos em motos “dark” que “parecem comigo” em anúncios estúpidos e pequenos livretos “secretos” com um cenário “punk rock” fajuto apenas servem para mostrar como a sua companhia inchada e o seu conselho de diretores gananciosos estão completamente desconectados da realidade. Também é uma triste declaração de como vocês devem estar desesperadamente encurralados durante estes tempos difíceis da economia que vocês indiretamente mencionam neste último anúncio estúpido. Quandos os tempos eram outros e o crédito fácil, um cara como eu não podia nem olhar de relance para uma de suas “concessionárias”. Agora você quer se “relacionar” comigo e me dar “apertos de mão secretos”?!?!?! De repente QUALQUER dinheiro é bom dinheiro se ele deixa os acionistas da MoCo contentes, e agora você quer o MEU????
AZAR.

Foda-se, a gente REALMENTE anda.

*Willie G. é o vice presidente sênior da HD e chefe de design, e neto do co-fundador da MoCo, William A. Davidson (um grande cara).

Concordo com eles, mas não tenho uma postura tão radical. Eu quero que a Harley saia do atoleiro, e torço para que ela volte a ser uma empresa de sucesso. Também não quero ver a HD se transformar em um clube de novos ricos, de pessoas que compram a moto para andar apenas de vez em quando em um final de semana de sol, que gastam milhares de reais em acessórios para andar só até um barzinho e se exibir para os outros.

O que eu mais quero é que mais pessoas possam andar de moto por aí. Ter mais pessoas se comprimentando na estrada, desmontando e mexendo na motos, enquanto tomam uma cerveja com os amigos. Eu quero ver a cultura biker se espalhar de verdade, com toda a irmandade que ela traz.

Será que isso é pedir demais?

Mais sobre o assunto aqui e aqui.

Harley vs. Izzo: KTM

Trecho de uma notícia publicada no Motociclismo Online, sobre a KTM fabricar seus primeiros modelos 125 no Brasil:

(…). Além disso, informações de bastidores nos indicavam que a KTM também estaria buscando um novo representante no país. Questionado sobre o assunto, Trunkenpolz confirmou que está em fase de negociações bem avançadas e que esta empresa poderia ser o Grupo Izzo. “Provavelmente seria esta empresa, mas este projeto ainda não foi finalizado e assinado. A apresentação oficial do acordo seria em janeiro de 2011. Na próxima segunda-feira (11) estarei voando para o Brasil para finalizar o contrato”, comentou Trunkenpolz.

Isso mostra que a Izzo deve perder a exclusividade em breve, pois pelo visto ela já está se movimentando há algum tempo em busca de novos negócios.

Espero que ela não faça com a KTM o mesmo que fez com a Harley no Brasil. A fabricante austríaca produz excelentes motos, e seria uma pena ver essa imagem destruída por aqui. Afinal, o que manteve a Harley no Brasil todos esses anos foi a teimosia dos proprietários, aliada ao carisma da marca.

Harley vs Izzo – a saga continua

Harley Davidson e Grupo Izzo criam mistério sobre acordo

A guerra travada entre a fabricante de motos americana Harley Davidson e a sua única rede de concessionárias no Brasil, a HDSP Comércio de Veículos, pertencente ao Grupo Izzo, de São Paulo, ainda não acabou. As empresas, que tentam acordo fora dos tribunais, estão prestes a bater o martelo, mas fazem mistério. Pudera, a queda-de-braço gira em torno de R$ 3 milhões e um acordo seria a melhor saída para evitar um desgaste da marca.

Leis e Negócios buscou as partes. A Harley Davidson, por meio de sua assessoria, disse que a questão continua sendo discutida e que “não tem novidades, por enquanto”. Já os advogados do Grupo Izzo, do escritório Lacaz Martins Halembeck Pereira Neto Gurevich & Schoueri, confirmaram a possibilidade de acordo, antecipada pela coluna na semana passada, mas disseram que nada foi fechado ainda.

A briga entre as duas começou no final do ano passado porque a fabricante alegou ter havido violação do acordo de exclusividade entre as partes, a associação da marca Harley Davidson à de concorrentes, e também de um suposto mau atendimento a clientes. Além disso, a multinacional pretende agir diretamente no Brasil, sem representantes.

Notícia do IG de hoje. Suposto mal atendimento é sacanagem, o atendimento é ruim pra caralho. São poucos os relatos de pessoas satisfeitas com a Izzo.