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Faça você mesmo, mas faça direito

Eu fico impressionado com a quantidade de pessoas que se cadastram em fóruns de internet, ou deixam comentários no blog, com perguntas como “quantos litros de óleo na Sportster” ou “qual óleo colocar na minha Fat Boy”, variando apenas o modelo e a marca da moto.

Pode parar por aí. Se você precisa perguntar isso para alguém, você já começou errado.  Porque informações sobre a troca de óleo, radiador, e a maioria das regulagens padrões de uma moto, estão SEMPRE no manual do proprietário que veio com ela.

Eu até daria um desconto, já que muita gente perde ou nem se lembra de pedir o manual. Mas depois de conversar com elas, poucas dessas pessoas estão sem o manual (que é facilmente encontrado para download procurando um pouquinho na internet). A maioria simplesmente não leu mesmo e achou mais fácil perguntar. Se esse é o seu caso, pare agora mesmo! Leia o manual de cabo a rabo.

Já cansei de ver gente colocando mais óleo do que deveria, porque a quantidade de óleo depende se você vai trocar o filtro de óleo ou não. Também já vi muita gente colocando o aditivo errado para a água do radiador de um motor de alumínio, achando que todos são iguais.

Tudo isso está no manual. Se você quer meter a mão na massa, ou vai pedir para o seu mexânico fazer algo por você, aprenda antes qual é o procedimento padrão.

E na hora de fazer coisas mais complexas, não conte apenas com o YouTube. Afinal, aquele sujeito lá no confins do Texas mostrando como se faz um serviço, muitas vezes esquece de mostrar uma dica ou detalhe fundamental, deixando você com metade da moto desmontada, sem saber o que fazer.

Gostaram do meu Ape Hanger? Aprendi a instalar na Internet.

Para serviços simples, o manual do proprietário de qualquer moto costuma ter todas as informações necessárias. Para os mais complexos, você precisa do manual de serviço da moto, que é usado como referência pelos mecânicos da rede autorizada. Ele contêm praticamente tudo o que você precisa saber sobre a sua moto, com explicações detalhadas de todas as revisões e procedimentos de montagem e desmontagem.

Existem manuais alternativos, como os da Clymer, mais fáceis de entender, e vídeos como o Fix My Hog (no caso das Harleys) que mostra em detalhes a maioria dos serviços necessários para manter sua moto rodando.

E para quem quer começar a customizar ou personalizar a moto, existem manuais voltados para os upgrades e modificações, que vão desde a instalação de gerenciador de injeção e troca de guidão, até modificações de perfomance no motor, como é o caso do 101 Harley Davidson Performance Projects, que possui edições tanto para Evolutions como para Big Twins.

Mais um para a coleção

Ou seja, informação não falta. Se você pretende meter a mão na massa, comece aprendendo um pouco mais sobre a tarefa que você pretende executar ANTES de executa-la.

Do contrário, você vai deixar o seu mecânico ou concessionário um pouquinho mais rico.

Faça você mesmo

Uma dica para aqueles que ainda não se aventuraram a meter a mão na massa: não é difícil começar a mexer na sua própria moto. Você só precisa de boa vontade e um bom jogo de ferramentas básicas.

Não existe regra, mas acredito o melhor caminho para começar é devorando o manual que veio junto da sua moto de cabo a rabo. Depois disso, comece a fazer a manutenção básica descrita nele, que geralmente inclui:

– Checagem do nível do óleo do motor.
– Troca do óleo do motor.
– Troca do fluido de arrefecimento (nas com radiador)
– Regulagem do farol.
– Troca das lâmpadas do farol e piscas.
– Regulagem e lubrificação da corrente (se for com correia, apenas a checagem da tensão dela, se for cardã, quase nada a se fazer nessa etapa)
– Calibragem dos pneus.
– Remoção da bateria.
– Troca e limpeza dos fusíveis.
– Regulagem dos cabos e manetes.
– Troca e limpeza do filtro de ar.

Fazendo os itens dessa lista, você começa a ganhar intimidade com a sua moto e economiza uma boa grana com serviços. Sem falar que meter a mão na massa é indispensável para qualquer pessoa que se diz um apaixonado por motos, uma tradição que vem desde o tempo em que as motocicletas não eram nada confiáveis.

Claro que existem empecilhos: se você mora em prédio, não dá para fazer algumas dessas coisas na garagem sem quebrar as regras do condomínio. Mas isso é um bom motivo para visitar aquele seu amigo que mora em uma casa, e passar a manhã de domingo tomando umas cervejas e fuçando na moto na garagem dele.

Depois, se você quiser aprofundar no assunto, existem diversos livros e vídeos para ajudar você, como foi discutido neste tópico aqui.

Agora ‘bora meter a mão na massa.

Mais um rolê de teste com o Suricato



O Suricato que instalei para controlar a injeção depois da troca de ponteiras, das velas e do filtro por um K&N de performance, tem se mostrado excelente. No dia a dia, pegando trânsito pesado, a temperatura caiu bastante. Um efeito curioso foi que a XR, que antes batia pino com qualquer gasolina abaixo de 95 octanas por causa da alta taxa de compressão, agora está engolindo qualquer coisa e reclamando menos. Uma ótima notícia, porque nem sempre dá pra contar com a gasolina ideal ou com um octane booster da vida.

Mas nesse final de semana pude experimentar o Suricato novamente fora da cidade, em diferentes tipos de estrada, e as impressões anteriores se confirmaram. Calor, frio, mudança de altitude, serra ou estrada reta: não importa a situação, o motor está bem mais linear e potente. O consumo aumentou bastante, o que era esperado, mas ainda não consigo definir o quanto é culpa do Suricato, e o quanto é por causa da minha vontade de andar torcendo o cabo o tempo inteiro.

Fico feliz de ver uma solução nacional ser tão boa e por um preço acessível. Até agora, o Suricato não deve nada para o Dobeck e, na minha opinião, supera o FuelPak.

O que fazer com as manoplas descartáveis da Harley?

Não é nenhum segredo que boa parte do faturamento da Harley-Davidson vem da venda de acessórios. É por isso que mesmo modelos caríssimos possuem peças que destoam do conjunto, seja pela qualidade ou pela estética. Pode reparar, sempre tem um parafuso tosco no meio de uma peça muito bem acabada, apenas para você descobrir que aquele parafuso é opcional do catálogo mega-fucking-power da águia que grita, e vendido a preço de ouro.

A manopla original é tão ruim, que merece ser arrancada com um estilete.

E uma das primeiras coisas que muita gente acaba trocando, são as manoplas. No começo elas quebram o galho, mas depois de um tempo elas começam a se desmanchar, ficam pegasosas, soltam pedaços e deixam sua luva ou mão com uma gosma preta.

E aí começa a briga. Como a Harley usa guidões de 1″ polegada na maioria dos modelos, manoplas desse tamanho não costumam ser universais. Então você fica limitado aos fornecedores de acessórios para a HD, que no geral são caros e cheios de fru-fru, com coisas como amortecimento a ar, cromados, entre outros.

Não me leve a mal, já tive manoplas assim. Mas isso gera um problema para quem quer apenas trocar aquela porcaria de borracha velha sem gastar muito, ou está atrás de uma manopla com menos viadagem e com uma pegada mais esportiva e confortável. Vejo muita gente gastando tubos de dinheiro em algo que não é o que elas querem, quando na verdade existem opções mais simples.

Manopla de uma moto esportiva colocada em uma XR1200X.

A verdade é que existem dezenas de manoplas para motos de trilha ou esportivas que servem perfeitamente nas Harleys, como a ProGrip da foto aí em cima. Apesar de serem de 7/8, e não de 1″ polegada, elas são macias o suficiente para que você possa colocá-las na sua moto, já que esticam. São um pouco mais longas que as da Harley, mas na prática vai sobrar menos de um centímetro na ponta, ficando praticamente imperceptível a diferença. O par aí de cima custou menos de 40 reais no eBay, com frete incluso. Como são feitas com gel, são muito macias e confortáveis. Muita gente se acostumou a achar que uma manopla boa tem que custar 100 dólares, e se surpreendem quando descobrem que o pessoal das trilhas ou das esportivas paga 10 vezes menos do que isso por algo de qualidade, como as ProGrips.

Para trocar, basta uma chave torx e materiais básicos.

Muita gente também tem medo de comprar qualquer uma que não seja original para Harley pois elas possuem uma canaleta para que você possa prendê-las no housing, vedando contra a água. Mas isso não é problema, pois a maioria das manoplas de 7/8 também possuem uma grande saliência no final, mas fazendo com que a vedação seja externa. Na foto aí em cima dá para ver bem isso.

Essa dica é principalmente interessante para donos de Sportsters, que muitas vezes procuram uma manopla estilo BMX para suas motos, e para os donos de bobbers, que podem usar manoplas no estilo Jackhammer ou Grand Turismo que são encontradas facilmente no tamanho 7/8, muitas vezes por 1/3 do preço das para Harley. O pessoal das rat bikes então, nem se fala, um prato cheio com opções praticamente infinitas.

Por isso, se você encontrar manoplas universais de 7/8 macias, elas podem ser esticadas e usadas sem problemas. E como ficarão justas, você nem precisa usar cola, facilitando futuras trocas.

Manuais de serviço

Se você pretende se aventurar a mexer na sua moto em casa, a primeira coisa que você vai precisar é do manual de serviço dela. Ele detalha tudo o que você precisa saber para fazer a manutenção, com vistas explodidas, além de tabelas com valores de torque de cada parafuso (para que você não espane nenhum). Certamente, a ferramenta mais importante da sua garagem.

Existem vários tipos de manual de serviço. O mais comum, é o do próprio fabricante, como o Harley Davidson Dyna abaixo. A maioria deles são facilmente encontrados para download na internet.

Infelizmente, os manuais de serviço do fabricante são apenas técnicos. São desenhos com vistas explodidas, tabelas, part numbers e algumas informações e cuidados que se deve tomar ao fazer determinado serviço. Mas isso, muitas vezes, não é o suficiente para o mecânico novato.


Felizmente, existem dezenas de opções de manuais de serviço elaborados por terceiros. Neles você encontra dicas, fotos e macetes que não estão no manual do fabricante, tornando mais fácil a execução de diversas tarefas. Entre os mais famosos estão os da Clymer, cujo catálogo abrange os mais variados tipos de motos dos mais diversos fabricantes. Recentemente, também ouvi falar muito bem dos manuais da Haynes, que parecem ser bem completos.

Outra fonte de informação interessante, mas específica para HDs, são os vídeos do Fix My Hog. Comprei os da Softail e Dyna recentemente, e eles são de grande ajuda. Para mim, é muito mais fácil aprender observando outras pessoas fazendo o serviço. Obviamente, você não vai aprender a desmontar um motor com ele, mas aprenderá a fazer a revisão completa da sua moto, entre outras coisas.

E por último, recomendo os livros “genéricos” de manutenção. Apesar de não tratarem de nenhum modelo específico, eles falam do funcionamento geral das motos, suas diferenças, que ferramentas escolher, e várias outras coisas. Valem muito como ponto de partida. O meu favorito é o The Essential Guide to Motorcycle Maintenance.

Ao aprender a mexer na sua moto, você adquire uma ligação diferente com ela, além de se sentir muito mais seguro caso suja um imprevisto. Para mim, meter a mão na massa é indispensável para qualquer pessoa que se proclama um apaixonado por motos. Sem isso, simplesmente a experiência não parece completa.

Limpeza do sensor do descanso lateral

Um belo dia a sua moto morre do nada, justamente quando você resolve sair na frente daquele caminhão carregando 1.200 litros de combustível inflamável. Você tenta, mas ela simplesmente não liga mais. As duas últimas coisas que você vê são a sua vida inteira passando na frente dos seus olhos, e a mensagem “side stand” no seu painel.

E tudo isso só porque entrou sujeira no sensor do seu descanso lateral.

O sensor do pezinho da HD (ou jiffy stand sensor), nada mais é do que um sensor que utiliza um campo “magnético” para saber se o pezinho está ou não abaixado. Na maioria das motos ele é apenas um interruptor, mas a HD decidiu usar um sensor hall pra complicar.

Por ser magnético, ele tende a atrair detritos, pequenos pregos e outras porcarias. E quando ele fica muito sujo, tende a achar que o pezinho está sempre abaixado. Nesse caso, a moto apaga e a mensagem “side stand” aparecerá no odômetro. Se o sensor pirar com a moto em movimento, é provável que a moto não apague, mas todas as luzes espia começarão a piscar no seu painel (caso a moto tenha um). A solução? Limpeza.

Como limpar o sensor do descanso lateral da HD

1) Deixe seu cão entretido com alguma coisa. Se ele for como o meu, vai querer lamber a sua cara assim que você estiver com ela embaixo da moto.

2) Desconecte o pólo negativo da sua bateria. É sempre bom fazer isso antes de mexer em qualquer parte elétrica para evitar dores de cabeça. Coloque uma fita isolante ao redor do terminal para evitar que ele encoste acidentalmente na bateria.

3) Localize o sensor da foto abaixo. Ele está preso por um parafuso sextavado, próximo ao encaixe da mola. É uma peça preta, no formato de um buraco de fechadura.

4) Retire o parafuso com a ajuda de uma chave de 3/8. Evite a tentação de usar ferramentas com medidas métricas, use a medida em polegadas. A diferença entre algumas das ferramentas pode ser pequena, mas é o suficiente para arredondar a cabeça dos parafusos. Lembre-se que a moto foi construída em um país que nunca adotou o sistema métrico. Poucos dos parafusos de uma HD são em milímetros.

5) Depois de retirar o parafuso, é só desencaixar o sensor do berço onde ele fica. Cuidado com o cabo, um mal contato nele só vai piorar a situação. Como você pode ver, esse pouco de detrito aí da foto foi o suficiente para fazer a minha moto parar de vez.

6) Agora é só limpar o sensor. Eu uso WD-40 e depois retiro o excesso com um pano macio.

7) Agora é só recolocar o sensor no lugar. Pronto, não requer prática e nem habilidade.

Em breve, farei um post mostrando como fazer um circuito open source criado pelo Porcão da Pigster, que desativa esse sensor de vez.

Zen e a plataforma caseira

É muito mais agradável mexer na moto quando ela está mais alta, em uma plataforma. E se você for fazer serviços mais avançados, ela é praticamente imprescindível. Como fuceiro amador, eu sempre namorei as plataformas hidráulicas, mas confesso que se for para pagar dois mil reais, eu vou continuar usando o meu banquinho e me esgueirando embaixo dela.

Capa do livro “Motorcycle Dream Garages”

Mas relendo o livro “Motorcycle Dream Garages”, comecei a reparar que muitos dos construtores que eu admiro, usam a boa e velha plataforma de madeira, feita em casa mesmo. E o que eu vou falar agora vai parecer uma puta bullshitagem, mas é de coração: isso me fez pensar para caralho na vida. Não, não fumei nem bebi nada. Só fiquei pensando em como a gente acaba buscando por coisas que não precisamos. Às vezes converso com amigos e reparo que a palavra “preciso” aparece demais nas conversas. O que eu preciso é de uma mulher, um cachorro, um teto pra morar e uma moto. O resto são apenas desejos. E desejo dá pra viver sem.

Mais simples, impossível.

Tá, vou parar com a viagem e voltar para o tema dessa blog antes que você vá embora. Encontrei algumas fotos de belas plataformas, simples de construir. Se você tem um bom espaço na garagem, é um jeito bem legal de mexer na sua moto sem gastar muito. E a parada tem um charme old school, que por si só já é um ótimo motivo pra se fazer uma.

Niiiiiiiice!

Se espaço não é um problema para você, é só dar um google para encontrar vários projetos, de diferentes formas e dificuldades, para montar a sua. Não esqueça de que você vai precisar de uma rampa forte para subir a moto nela, além de prender bem a sua moto com straps para evitar acidentes. Andar de moto já é perigoso pra cacete, não vai se machucar com ela parada. Eu sempre prendo bem a minha, pois como minha mulher costuma dizer, eu sou “um acidente esperando acontecer”.

O manifesto do “conserte você mesmo”

O site iFixit publicou um manifesto que reflete algo que eu acredito muito: o faça você mesmo. Não sou nenhum expert no assunto, mas sempre tento me informar, aprender e tentar, principalmente quando se trata da minha moto. Como diz o pessoal do FHD: “Se é pra fazer mal feito, faço eu!”.

Os pontos chave do manifesto:

  • Consertar é melhor do que reciclar, faça suas coisas durarem mais. Reuse o que você já tem.
  • Consertar economiza dinheiro. É geralmente mais barato do que trocar.
  • Consertar pode ensinar engenharia para você, já que o melhor jeito de descobrir como as coisas funcionam, é desmontá-las.
  • Se você não pode consertar algo, você não é dono daquilo. Consertar cria um elo entre você e a máquina.

Esse último item é basicamente o conceito do “Zen And The Art Of Motorcycle Maintenance”. Tentem, vocês não vão se arrepender. Depois de andar de moto, é uma das melhores terapias que existem.

Temperatura dos motores Harley Davidson

É fato: a temperatura das Harleys com o Twim Cam 96 fazem você suar mais do que uma prostituta na igreja. Desde 2007, a injeção eletrônica desses motores é programada para funcionar com uma mistura pobre de combustível, para que possam atender às novas legislações ambientais. E quando digo pobre, quero dizer miserável mesmo.

Os motores da HD são naturalmente mais quentes, já que são refrigerados a ar, e a mistura pobre tende agravar isso, já que a gasolina dentro do cilindro é um dos fatores que ajudam a resfriar um motor. Por isso, os proprietários desses modelos costumam reclamar da sensação de “ovos cozidos” quando ficam presos no trânsito.

Outro agravante é a troca do escapamento e filtro de ar por modelos menos “restritivos”.  Isso torna a mistura de combustível ainda mais pobre, e faz com que a moto perca desempenho, esquente e, em casos extremos, tenha sua vida útil reduzida.

A solução é regular sua injeção eletrônica. Mas como? Felizmente, existem diversas opções para resolver o problema:

  • Enriquecedor Regulável: Sem dúvida a opção mais econômica. O Enriquecedor regulável é um produto 100% nacional, feito pela Pigster, com base nos Xieds, muito comuns lá fora. É um pequeno aparelho que se conecta nos sensores de oxigênio da moto, enganando a injeção para que ela coloque um “teco” a mais de gasolina. Por ser regulável, costuma agradar a maioria dos proprietários que fazem alterações mais comuns, como trocar a ponteira e o filtro de ar. Usei a versão sem regulagem, e não tenho do que reclamar, a queda de temperatura é sensível. O inventor, o Porcão, é também o responsável pelo Fórum HD, um cara bem bacana e sempre pronto a ajudar. Custo benefício imbatível, recomendo.
  • Dobeck: Pouco conhecido no Brasil, é o que estou usando no momento. Assim como os Xieds, também engana a injeção eletrônica, mas por ser conectado em mais sensores, consegue atuar em diversas faixas de rotação do motor, permitindo uma regulagem mais ampla. É relativamente fácil de instalar, basta seguir as instruções do manual ou do site. A regulagem é feita com uma chave de fenda, girando um pequeno dial para cada faixa de rotação. Foi desenvolvido por um dos criadores do Power Commander. Custa menos que o FuelPak e fica sempre preso na moto.
  • FuelPak: Basicamente o mesmo princípio de funcionamento do Dobeck. É fabricado pela Vance & Hines, por isso já vem com uma tabela com várias sugestões de regulagem para escapamentos da marca. Mas é um sistema flexível, pode ser usado com qualquer escapamento e filtro. Também fica sempre preso na moto.

Se você quer diminuir a temperatura do motor ou manter o funcionamento correto da injeção após trocar o escapamento e filtro, pode ficar com uma das opções acima sem medo. Com o acerto correto de injeção, a moto fica muito mais agradável de pilotar.

Mas se você pretende ir além, ganhar mais cavalos, fazer modificações mais profundas ou simplesmente tem mais dinheiro para gastar, existem opções mais completas:

  • Power Commander: Assim como os anteriores, também é um módulo “piggy-back”, ou seja, vai ficar sempre preso na moto, roubando o sinal da injeção e o enganando. É mais avançado, permite ajustes da ignição, o que amplia as possibilidades de performance. É regulado utilizando um computador conectado a ele, o que permite a instalação de mapas já prontos. É um dos mais populares, especialmente entre os donos de esportivas.
  • Screaming Eagle Pro Super Tuner (SEST): É a vedete de muita gente, tem coxa que compra só para diminuir a temperatura do motor. Ele efetivamente remapeia a injeção, nada fica preso na moto. Permite completo ajuste da injeção, inclusive da marcha lenta, o que pode deixar as injetadas com um som um pouquinho mais próximo do “potato potato” das carburadas. Custa caro, mas é ótimo e bem difundido nas oficinas por aqui. Algumas pessoas já conseguiram ativar o “parade mode” das tourings em outros modelos com ele.
  • Thundermax: O super trunfo deste post. Um sistema completo, você simplesmente retira a sua central e injeção original da moto e a substitui completamente pelo Thundermax. É como botar a Skynet dentro da sua Harley. Custa a sua vó, a sua tia, e mais um pouco.
Obviamente este post é apenas um ponto de partida para a sua decisão. Pesquisando no Google você vai achar muita informação sobre cada um deles. Escolha bem e não caia no papo de que “este é melhor que aquele”, pois esse é um assunto que já está parecendo torcida organizada, tem gente que discute calorosamente por causa disso. Cada um tem suas vantagens e desvantagens, decida o que é melhor para você, para o seu bolso e para suas expectativas. 

Medidas de pneus e guidões originais da Harley

Duas tabelas que são bem úteis para quem está customizando a sua HD, e está procurando por opções de rodas e guidões de outros modelos para colocar na moto:

– Medidas de vários guidões originais, incluindo pullback: http://www.sideroadcycles.com/AmericanMotorcycles/Handlebars/Stock_Bars.html

– Medidas da largura de várias rodas e pneus originais, incluindo a medida máxima que pode ser colocada naquele modelo sem alterações:
http://www.hdwheels.com/Product.htm