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Se fabricada hoje, LiveWire custaria 50 mil dólares

LiveWire

Apesar do enorme barulho (sem trocadilhos) feito ao redor do projeto LiveWire, infelizmente ele vai continuar sendo apenas um protótipo por muito tempo.

Segundo Matt Levatich, Presidente e COO da Harley-Davidson, se fabricada hoje a LiveWire poderia custar em torno de 50 mil dólares devido aos custos da atual tecnologia de baterias. Para ele, a Livewire dessa forma custaria o dobro do que um consumidor aceitaria pagar no EUA, por uma moto que tem a metade da autonomia que ele espera. Por isso, enquanto o preço das baterias não cair, a LiveWire vai continuar sendo apenas uma curiosidade.

Em tempo: fazendo uma conversão de acordo com o preço praticado lá e com o que é cobrado por aqui, significa que a Livewire poderia romper a barreira dos 200 mil reais em terras tupiniquins.

E se lá fora o consumidor não pagaria 50 mil dólares de jeito nenhum, conhecendo alguns dos consumidores de HD que temos por aqui, não duvido que ia ter gente desembolsando os 200 mil reais com gosto. É só lembrar que a V-Rod custava ligeiramente menos que uma Fat-Boy lá fora, mas chegou a ser vendida aqui na época da Izzo por mais de 70 mil reais e tinha fila de espera.

O futuro das motos?

Na próxima vez que você estiver em um congestionamento, olhe ao seu redor. Você vai perceber que a maioria dos carros transportam apenas um passageiro. E quando você soma isso a recente moda dos SUVs no Brasil, fica fácil perceber como desperdiçamos espaço em nossas vias.

As motos sempre foram uma opção prática, econômica e divertida para fugir dos congestionamentos e minimizar o trânsito nas grandes cidades. Infelizmente, elas não são para todos. O medo de se acidentar, a falta de capacidade de carga e a exposição ao clima e aos elementos, tornam seu uso inviável para a grande maioria das pessoas.

A roda traseira, gentilmente doada por uma Fat Boy.
Por isso, diversos protótipos estão sendo desenvolvidos com o objetivo de criar um híbrido de moto e carro, misturando o melhor dos dois mundos. E a Lit Motos, da Califórnia, acaba de sair na frente dessa corrida com um dos melhores até o momento.

Quando pronto, o modelo de série terá airbags, sistema de som e cinto de segurança, além de um cockpit muito confortável. Mas a melhor parte é que, ao contrário dos outros protótipos, este irá ficar sempre na vertical, sem ajuda de tripés ou apoios, mesmo quando parado.

O segredo são dois enormes giroscópios montados sob o chão, capazes de gerar força suficiente para manter a moto na vertical mesmo em caso de pequenas colisões. Segundo os idealizadores, é necessária a força de um pequeno elefante para tombá-la.

O vídeo abaixo mostra mais detalhes do projeto:

Orange County Choppers bate recorde com dragster elétrica

Na última sexta feira, a dragster construída pela OCC em parceria com as indústrias Lawless, fez história e se tornou a primeira moto elétrica a romper a barreira das 200 milhas por hora em um quarto de milha. Em português, isso significa que ela cruzou os 402m da pista em apenas 6.95s, a exatos 325,07 km/h, a maior velocidade já atingida por uma moto elétrica em uma pista de arrancada.

O silêncio dela arrancando é enervante.

Superbike elétrica ganha de suas rivais de combustão

Tá vendo o garfo photoshopado? É para esconder algumas das dezenas de
inovações dessa moto que ainda aguardam registro de patente.

É bem provável que Chip Yates venha a se tornar parte da história do motociclismo graças ao seu último feito. A superbike elétrica desenvolvida por ele, conquistou um lugar no pódium em duas categorias da WERA na California, competindo contra Ducatis 848, KTMs RC8, Suzukis SV650 e vencendo a maioria delas.

Durante a corrida, a superbike atingiu picos de 254km/h, e teve a volta mais rápida de 1:39.792s. Com as alterações para a próxima corrida, a potência da moto deve subir para 240 cavalos. O peso, no entanto, continua um problema. Por causa das pesadas baterias, ela pesa atualmente 265kg. Segundo o piloto, a sensação é a de competir levando um cara bem gordo na garupa.

De qualquer forma, essa é mais uma prova de que as e-bikes vieram para ficar e podem (e provavelmente vão) superar suas contra partes de combustão interna.

O próximo passo, segundo Yates, é levar a moto aos 290km/h.