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Acidente grave entre moto e carro termina de maneira inesperada

Três pessoas ficaram feridas em um acidente no bairro Uberaba na tarde da última quinta-feira depois que o motorista de um Fiat Uno cometeu uma grave imprudência. Uma câmera flagrou o acontecido e foi publicado pelo site da Tribuna. O motorista e a passageira do carro sofreram ferimentos leves. Já o motociclista sofreu um traumatismo craniano leve.

É impressionante ver uma moto como a Vulcan 900, de quase 280kg, fazer um carro de mais de 900kg com dois passageiros dentro capotar.

Felizmente terminou bem, já que com a violência da batida o final poderia ter sido muito diferente.

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Fotos da Rede News.

E o ano que vem, como vai ser?

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O jornalista Geral “Tite” Simões escreveu artigo muito mais técnico e informativo do que o meu ensaio no post “Escrevendo sobre motos em tempos de crise“, que trata justamente da perspectiva do mercado de motos para o ano que vem:

Leia: O que esperar de 2017? @Motite

Dois pontos que me chamaram bastante a atenção no artigo: o primeiro é que o mercado de motos estagnou de tamanho, são 4 milhões de unidades comercializadas ao ano, entre novas e usadas, por dez anos consecutivos.

O segundo é o quanto o mercado de motocicletas novas encolheu depois daquela febre de dar crédito e se fazer carnê em um diversas parcelas. Hoje, desses 4 milhões, 30% são de motos novas, enquanto que 70% respondem pelo mercado de usadas cada vez mais aquecido (em 2012 essa divisão era 50/50).

Se você olhar nos classificados, é fácil ver como o preço das usadas muitas vezes cai para um patamar mais justo em pouco tempo. Some isso ao fato de que nos modelos mais “luxuosos” é fácil encontrar motos com baixíssima quilometragem, então não é preciso ser um especialista para entender onde as novas patinam.

No auge das vendas, muita gente tratou os consumidores como descartáveis, no famoso sistema “se você não quer, tem quem queira”. Marcas com modelos que possuíam fila de espera só pioravam isso, passando todo o poder para a mão dos revendedores que não se esforçavam em fazer um bom pós venda.

Hoje, muitos deles ainda não aprenderam a lição, enquanto outros estão bem espertos. Eu só espero que, assim que o mercado e a nossa economia finalmente melhorarem, os consumidores estejam mais exigentes e não caiam nessa.

Porque de moto cara e de país no enrosco, a gente já teve a nossa cota para uma vida inteira.

Indian Chief Springfield chega ao Brasil

Este ano anda bem fraco. Muita gente esperneou e não via a hora de 2015 acabar, mas quando 2016 se mostrou ser, na verdade, um 2015s, a galera surtou ainda mais.

Crédito anda em baixa, desemprego em alta, situação política parece um seriado de TV, polarização entre esquerda e direita, cães e gatos vivendo juntos, enfim, um caos.

Honestamente, achei que não ia ter muito o que postar até o final do ano com essa retração absurda no mercado de motos. Mas aí veio a Indian e bateu com o seu ZAP na testa. (Um zap bem caro, mas um ZAP).

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Não é segredo nenhum que a Indian está comendo pelas beiradas no mercado de motos de luxo aqui no Brasil, chegando ao ponto de começar a incomodar marcas estabelecidas. E isso deve aumentar com a chegada da Indian Chief Springfield, com um preço menor que a importada pois será produzida aqui no Brasil em regime CKD (Completely Knock-Down), aquele sistema onde a moto vem completamente desmontada e é montada em Manaus pra ganhar incentivos fiscais por ter gerado alguns empregos.

O nome da moto vem da cidade natal da Indian, Springfied no estado de Massachussets, o berço da primeira indústria de motos fabricada em série nos EUA.

O motor é o mesmo Thunder Stroke V-2 de 1.811 cm³ da Chieftain, Roadmaster, Chief Classic e Chief Vintage com câmbio de seis marchas.

Segundo a marca a Springfield possui chassi em alumínio forjado, sistema de acelerador fly by wire, cruise control e transmissão final por correia. A moto vem com ABS e dois discos ventilados e flutuantes de 300 mm na dianteira, e um disco único na traseira. Os flexíveis são do tipo “aeroquip”, reforçados com malha de aço, evitando aquela sensação de freio borrachudo das motos com cabos longos.

Claro que a notícia ruim ficou pro final: o preço. A versão Thunder Black sairá por R$91.990 enquanto que a Steel Gray & Burgundy Metallic custará R$94.990.

Fazendo a conversão, isso equivale a 28 mil dólares para a versão mais cara. Para efeito de comparação, o mesmo modelo sai por 22 mil dólares lá fora, o que equivale a 74 mil reais na cotação de hoje.

Uma moto interessante para muitos, mas para o bolso de poucos.

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Todas as fotos divulgação Indian Motorcycle.

Uma Europa sem motos em um futuro não tão distante

Um das viagens de moto que eu mais gostaria de fazer é cruzar a Europa inteira, gastando um bom tempo especialmente nos Alpes. Não sei quando isso será possível, mas pelo andar da carruagem é melhor eu ganhar na loteria, pois isso pode virar apenas um sonho no futuro. Bom, pelo menos em uma moto com um motor V2 ou boxer.

Matéria da France Press, replicada pelo Auto Esporte:

Suécia propõe que União Europeia proíba carros a gasolina em 2030. Alemanha também avalia vetar motores a combustão no país.

A União Europeia deve considerar a possibilidade de proibir a venda de veículos que utilizem gasolina ou diesel a partir de 2030, propôs no último sábado (22) a ministra sueca do Meio Ambiente, Isabella Lövin, segundo informou a France Press.

A ministra, em entrevista ao jornal Aftonbladet, comemorou uma resolução nesse sentido que foi adotada em setembro passado pelo senado alemão, ainda que sem valor obrigatório.

“É uma proposta verdadeiramente interessante (…) Para concretizá-la só podemos aplicar uma proibição desse tipo a nível de União Europeia” declarou ao jornal.

“Como ministra do Meio Ambiente a única solução que vejo é deixar de lado os veículos com combustíveis fósseis”, acrescentou.

O governo sueco, formado por uma coalizão de social-democratas e ecologistas, tem como objetivo conquistar uma matriz energética 100% renovável no país em 2040.

Ou seja, tem gente querendo colocar o último prego do caixão das motos movidas com motores de combustão interna muito antes do que imaginávamos.

Na remota hipótese dessa lei passar do jeito que está, e mesmo que ela fique confinada apenas à Europa, é bom lembrar que o mercado Europeu é um dos mais importantes do mundo, sede de muitas marcas importantes e de modelos que são criados especialmente para aquele público. Com certeza seria um baque na produção e desenvolvimento mundial de motocicletas.

Se eu acredito que vai acontecer de forma tão radical? Não sei. É como aquele velho ditado: no creo en brujas, pero que las hay.


UPDATE: Minha opinião sobre a alternativa, as motos elétricas, você confere no post “Eu sou contra as motos elétricas?”

Mais um assassino nas estradas

A partir de hoje, eu não vou considerar nenhum vídeo como esse aí em cima cima como “acidente”, já que essa palavra tem mais a ver com algo que fugiu do controle, obra do acaso.

O que vemos rotineiramente nas nossas estradas são tentativas de homicídio, que algumas vezes acabam virando assassinato. Infelizmente, é o caso do vídeo acima, onde uma van força uma ultrapassagem e acerta um casal em uma moto. Mais sobre essa notícia aqui.

Uma van, um caminhão, um SUV, não importa. No momento que alguém força uma ultrapassagem sem visão clara do que vem pela frente, a pessoa está assumindo o risco de que pode matar alguém. O mesmo vale pra quem ultrapassa sinal vermelho, dirige embriagado e por aí vai.

Não foi acidente. Foi assassinato.

Estréia hoje a série “Harley and The Davidsons”

A história do nascimento da Harley é muito mais complexa do que costuma se contar por aí, com diversas reviravoltas pelo caminho. Felizmente estréia hoje “Harley-Davidson: a série”, às 22h10, no bloco Sexta de Motores do Discovery Channel. Serão 3 episódios, com duas horas de duração cada, contando as origens de uma das marcas mais lendárias de todos os tempos.

O nome em português não é muito criativo, mas o título original em inglês “Harley e os Davidsons” já dá a entender que ela vai tratar da dinâmica da relação entre William S. Harley com os irmãos Arthur e Walter Davidson.

Tive a sorte de poder assistir ao preview e, apesar de não ter visto muito, me parece ser uma história correta e bem contada, mostrando um lado pouco explorado da origem da marca: o empreendedorismo e as dificuldades de engenharia que eles enfrentaram no começo, em uma época onde o mundo passava por diversas transformações sociais e tecnológicas.

Harley-Davidson: a série.
Discovery Channel
Primeiro episódio nesta sexta-feira, 23 de setembro às 22h10.

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Harley na novela e a evolução das propagandas da HD

Essa é uma notícia que deixou muita gente surtada, especialmente os guerreiros de teclado. Enquanto lá fora a Harley foge da imagem de malvadão e tenta se aproximar mais dos descolados urbanos, das mulheres e minorias, inclusive co-patrocinando filmes Blockbusters como os Vingadores, aqui no Brasil o pessoal decidiu ir para uma via mais tradicional: galãs e novelas da Rede Globo.

Malvadões, onde está o seu Deus agora?

Bruno Gagliasso, personagem central da nova novela, é mecânico de motos e dono de uma Breakout (tá ganhando bem como mecânico pelo visto). Henri Castelli e Letícia Spiller são donos de um bar/barbearia/oficina chamado Rota 94 onde os motociclistas da novela se reúnem Ele é decorado com vários itens da Harley, todos cedidos pela marca, incluíndo aí uma Heritage Softail Classic que fica de enfeite (moto parada? Heresia!). Outros personagens possuem uma Street Bob, uma Road King Classic e, é claro, uma Iron 883 customizada.

(Nota pessoal: será que as gravações da novela vão sofrer atrasos por falta de peças para as motos? Ou a Globo vai ter “tratamento especial”?)

Outro merchandising bem presente na novela serão as roupas da marca para vender o famoso “lifestyle” da Harley. Mais sobre isso em um ótimo post no blog do Wolfmann.

Flávio Villaça, gerente de Marketing, Produto e Relações Públicas da Harley-Davidson do Brasil, disse em entrevista para Motonline: “A estreia da Harley-Davidson na novela da Globo será uma ótima oportunidade de levarmos ao público alguns dos diferentes modelos que compõem o nosso lineup 2016, bem como os itens de MotorClothes e Riding Gear produzidos pela marca, sem contar que vamos compartilhar um pouco mais do nosso estilo de vida”.

A evolução da propaganda na nova era Harley

É curioso notar para onde a Harley quer ir, e acho que podemos contar essa história através das próprias propagandas da marca.

Não faz muito tempo, a marca produzia vídeos como este, que deixou muita gente arrepiada e virou quase um mantra:

Particularmente, eu sempre gostei muito desse manisfesto e me identificava com muito do que era dito. Virou clichê, mas tocava no cerne de pessoas que acreditavam ter nascido na década errada ou que achavam as motos modernas desinteressantes e sem personalidade.

No entanto, os Baby Boomers foram envelhecendo e marca não foi ganhando espaço entre os mais jovens, que não se identificavam com essa filosofia.

Nessa época, a Harley ainda flertava com a imagem do badboy e do malvadão, como neste comercial aqui:

(Spoiler: muita gente confunde os atores do filme e acaba não entendendo o comercial. O resumo é que o motoqueiro é o amante que chega em casa, e quem se esconde é o marido.)

Mas essa imagem começou a pegar mal com o público feminino, que via a marca como algo misógino, justamente um público que eles tentavam conquistar. Latinos e negros também fugiam da marca, não se identificando com esses estereótipos. É por isso que, depois da virada do milênio, as coisas foram mudando lentamente, ganhando tração nos últimos 6 anos.

Por exemplo, para atrair os mais jovens, eles lançaram a linha Dark Custom, tentando associar a linha com um pessoal mais urbano, que valoriza o aspecto industrial da coisa:

Muitos dos anúncios foram migrando para mostrar um pessoal mais cool, de bem com a vida:

Antenada com o que estava acontecendo na cena de customização, a Harley lançou uma moto inspirada nos anos 70, com um comercial que seguia o mesmo estilo:

A estéticas das motos, a trilha dos comerciais e a fotografia ficaram mais atuais. Eu particularmente gostei, achei que eles atualizaram a marca, mas ainda mantinham algo da essência:

A linha VCO também foi para uma pegada mais atual, usando uma mulher como protagonista, algo impensável poucos anos antes para certas marcas da categoria:

Enquanto isso, algumas subsidiárias de outros países ainda tentavam manter a ideia do malvadão, mas sem o mesmo brilho no entanto:

É claro que essas mudanças acontecem especialmente nos modelos de entrada, onde estão a maior parte do novo público que eles querem conquistar:

Enquanto os mais caros continuam com um ar neutro, usando aquele velho clichê da propaganda de se mostrar o produto com frases genéricas como “design arrojado”, “sofisticação”:

De qualquer forma o foco mudou, eles tentam romper com esteriótipos, como mostrando tradicionais clubes formados por negros, algo que era pouco comum nos EUA:

Ou mostrando que quem anda de Harley talvez não seja o esteriótipo do malvadão ou do tiozão de meia idade que muitos imaginam:

E vocês? Se identificam com essas mudanças, ou fazem parte do grupo que conseguem consumir uma marca mas sem se identificar com o que eles tentam passar?

Ladrão em fuga derruba dois motoqueiros

Meliante em fuga digna de filmes, saltando com o HB20 roubado por lombadas, chegando a tirar a traseira do carro um bom metro do chão.

Durante a irresponsabilidade dele, acabou derrubando dois motoqueiros. Felizmente, não foi nada grave, mas poderia ter terminado em tragédia.

Aí eu pergunto: até quando vamos viver em um país onde cenas dessas são comuns?

Deixo aqui a minha recomendação para assinar o canal ROCAM 22M no Youtube.

(Quase) tudo o que você queria saber sobre o novo motor da Harley

A revista Cycle World resumiu como poucos o efeito que os motores da Harley-Davidson causam nas pessoas: “Se alguma vez um motor inspirou fervor religioso, é esse.”

E, alguns dias atrás, a Harley lançou a 9ª geração do seu Big Twin, batizado de Milwaukee-Eight em homenagem à terra natal da HD e as 8 válvulas desse novo motor.

Sinceramente não gostaria de estar no lugar do time responsável por esse lançamento. Cada mudança em um novo motor da Harley é examinada e criticada à exaustão. Avanços tecnológicos são visto como heresia por alguns, enquanto outros alegam que, mesmo o motor mais moderno da Harley, ainda assim é obsoleto comparado com os da concorrência.

Quer um exemplo? O novo motor possui um eixo contra balanceiro, prática comum nos motores que não são montados em coxins de borracha. Esse sistema que nada mais é do que um peso que se move no sentido contrário do motor para suavizar as vibrações.

Mas o novo eixo contra balanceiro desse motor é tão bom, que em pesquisas com clientes muitos reclamaram da falta de vibração dele, dizendo que “não parecia uma Harley”. Então os engenheiros voltaram pra prancheta e fizeram com que ele eliminasse “apenas” 75% da vibração do motor.

Quanto às novidades, é difícil explicar detalhes técnicos sem ficar chato ou parecer com um release da marca, mas vou tentar explicar as maiores mudanças.

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Mais potência, menor aquecimento.

As 4 válvulas por cilindro, o novo sistema de escape e de refrigeração são as principais melhorias desse motor. Agora ele consegue desenvolver mais potência sem superaquecer, o que era um enorme desafio para um motor que estava ficando cada vez maior, mas que ainda assim dependia principalmente da refrigeração a ar.

Motores ainda maiores

Com 107ci (1.750cc), o Milwaukee-Eight irá substituir os Big Twins de todas as motos da linha Touring, incluindo uma edição CVO da Limited e Street Glide com a enorme capacidade de 114ci (1.870cc).

Alguns acreditam que esses motores irão aparecer na linha Softail, e uma notícia particularmente estranha diz que ele irá manter os coxins de borracha.

Para quem não sabe, a principal diferença entre os motores da linha Touring/Dyna para os da Softail é justamente a fixação do motor no quadro: as Touring/Dynas usam coxins de borracha para reduzir a vibração, enquanto as Softail usam o contra balanceiro (o que cobra seu preço reduzindo levemente a potência desses motores). Agora, poderemos ter um motor usando ambos os sistemas na Softail. Será?

Sistema de refrigeração mais eficiente

Já faz tempo que a Harley está tentando manter a aparência de motor refrigerado a ar, usando sistemas que considero muito mais complicados do que o velho (e feio) radiador. Mas no novo motor, eles levaram isso um passo além, aperfeiçoando o sistema de refrigeração escondido no cabeçote para reduzir ainda mais a temperatura do motor.

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Mais silencioso

Não sei como dizer que isso é um aperfeiçoamento em um motor da Harley, mas eles mesmos estão se vangloriando disso.

O novo motor diminuiu o barulho mecânico trocando algumas hastes por uma única corrente com tensionadores hidráulicos. Menos partes móveis, menos atrito e barulho. O motor realmente tem um som diferente, diminuindo um pouco daquela sensação de motor de máquina de costura quando se usa o escape original.

Segundo a Harley, eles “mataram o barulho pra continuar com a música”.

E vocês, o que acharam dessa novidade?

A novas Scramblers (e o que é uma Scrambler?)

A moda retrô é algo que tem influenciado diversos segmentos do mercado, de câmeras fotográficas a até motocicletas. E depois da febre das cafe racers, as montadoras agora parecem ter redescoberto as scramblers.

Essa semana a BMW anunciou a sua, enquanto que a Ducati lançou seu modelo ano passado com bastante estardalhaço. E graças a uma combinação de agilidade, torque e preço, a Ducati Scrambler se tornou um sucesso de venda em alguns países e tem se tornado uma moto bastante customizada por aí.

Ducati Scrambler, um sucesso de venda em diversos países
Ducati Scrambler, um sucesso de venda em diversos países

Mas o que é uma Scrambler?

A definição de scrambler é bem simples: elas nada mais são do que as avós das motos que hoje costumamos chamar de trilha ou enduro.

O nome veio da expressão “to scramble”, que é quando se sobe uma colina rapidamente usando os pés e as mãos. O apelido surgiu nos anos 50 para batizar as motos adaptadas para corridas do tipo enduro. Nelas, os pilotos colocavam pneus para terra, escapamento mais alto e um guidão mais largo com aquela característica barra na parte superior, que evita que ele entorte nas frequentes quedas do off-road.

Mais tarde, nos anos 60, os fabricantes passaram a adotar o termo e lançar suas versões já prontas de fábrica, sendo um dos maiores expoentes daquela época a clássica Triumph Scrambler.

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BMW R Nine T Scrambler

O mais recente lançamento desse estilo é a BMW Nine T Scrambler. A moto tem as mesmas características da Nine T original, com seu motor boxer dois cilindros de 1200cc a ar, gerando 110cv de potência. O modelo inclui algumas mudanças, como o escapamento mais alto, alterações no quadro e suspensões, sanfonas na bengala entre outras perfumarias.

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Infelizmente, a BMW R Nine T convencional não está mais à venda no Brasil (suspiros… eu gostava dessa moto), por isso a marca não tem planos de trazer a versão Scrambler para cá.

Curiosamente, a Ducati está fazendo justamente o oposto, com uma campanha bem agressiva para vender a sua Ducati Scrambler no Brasil, enquanto que a Triumph também voltou a oferecer a sua já conhecida Triumph Scrambler por aqui.

Parece que as Scramblers vieram para ficar. E vocês, o que acham do estilo?

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O que anda acontecendo com o mundo?

Sério: o que anda acontecendo com a nossa sociedade para esse tipo de cena se tornar cada vez mais comum?

O fato ocorreu durante o Memorial Day americano. A Patrulha Rodoviária da Flórida, onde o fato abaixo ocorreu, disse que conseguiu prender o motorista logo após o incidente. Tanto o piloto quanto a garupa foram levados ao hospital apenas com ferimentos leves.

O único consolo é saber que essas motos (pelo menos por enquanto) ainda são fabricadas com metal de primeira. Porque esse carrinho parece ser feito só de plástico…

O The Young Turks fez uma matéria um pouco mais completa sobre o assunto (em inglês).

A Harley-Davidson pode mudar de dono (outra vez)

Existe uma forte especulação no mercado financeiro de que o grupo investimentos privado chamado Kohlberg Kravis Roberts & Co., estaria tentando um aquisição hostil da Harley-Davidson, oferecendo até US$ 65 por ação da fabricante de Milwaukee, mais de 20% acima do valor de mercado.

Contactada, a Kohlberg Kravis Roberts & Co. não confirmou ou negou a estratégia de aquisição. A empresa já virou notícia quando sua aquisição de $25 bilhões de dólares da RJR Nabisco inspirou o livro “Os Bárbaros ao Portão”. Nos últimos anos, a KKR&Co. adquiriu dezenas de outras companhias.

O boato já está sendo debatido em diversos meios de comunicação e nas redes sociais. Caso concretizado, essa será a terceira vez que a marca muda de mãos. A primeira mudança foi quando a AMF, fabricante de artigos esportivos, comprou a marca para especular. Sob as mãos da AMF a Harley teve um dos seus momentos mais inglórios, com drástica redução de custos, controle de qualidade comprometido, sabotagem na linha de produção causadas pelos próprios operários insatisfeitos e uma linha de produtos que chegavam a incluir snowmobiles, carrinhos de golfe e motos de baixa cilindrada.

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Já a segunda mudança foi quando o fracasso da AMF fez com que um grupo de descendentes dos fundadores se juntassem para comprar a marca de volta, entre eles o notório Willie G. Davidson, um dos principais responsáveis pelo redesenho das motos e pela restauração da reputação da Harley Davidson.

amf-harley-davidson-250-sst-03“A Harley-Davidson é a marca de motos mais valiosa do planeta. Depois de uma pesada recessão, reestruturação gerencial, corte no inventário e reposicionamento de produtos, ela investiu internacionalmente e fortaleceu o seu balanço.” disse um analista. Segundo ele, isso a torna uma empresa extremamente atraente para alguns investidores.

Se for confirmado, essa aquisição promete balançar o mercado de motos e pode significar uma profunda mudança nos rumos da companhia.

No entanto, uma aquisição formal não pode acontecer sem a aprovação do board da empresa, e os especialistas dizem que isso não será uma tarefa fácil. Justamente por isso, muitos no mercado consideram o rumor infundado e as ações da companhia simplesmente despencaram ontem, após uma forte subida ocasionada nos últimos dias pelo boato.

É aguardar os próximos capítulos.

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Motoqueiro cai de viaduto no Rio de Janeiro.

O repórter Dil Santos, da BandRio, registrou o momento em que um Harleyro foi jogado de um Elevado no Rio de Janeiro e acabou quebrando as duas pernas. Quer dizer, jogado em termos, só de assistir o vídeo já dá pra ver que vai dar merda e ele acaba caindo por isso.

Não sei quanto a vocês, mas eu costumo ficar bem atento quando se trata desses viadutos com a proteção baixa.

Dica do Vagner Carneiro nos comentários.