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Dicas de pilotagem: contra-esterço

bagger na curva
Com treino e cuidado, qualquer moto é capaz de fazer curvas fechadas com segurança, como na foto acima.

Em primeiro lugar, quero dizer que este artigo não vai ensinar você a fazer o tal “contra-esterço”. Ao contrário de muitas publicações, que parecem mais confundir do que ajudar na hora de tratar esse tema, eu não vou perder um segundo explicando como você deve fazer. E o motivo é muito simples: você já faz o contra-esterço.

Talvez você não saiba usá-lo da melhor forma, ou talvez nunca tenha percebido que você já o faz, mas pode ter uma certeza: todo mundo contra-esterça a moto, queira ou não. E esse é o motivo deste artigo, ajudar você a usá-lo ao seu favor.

Mas o que é contra-esterço?

Não vou entrar em detalhes sobre as leis da física, porque o Google aqui vai explicar tudo o que você precisa saber sobre elas. Mas na prática é bem simples: em baixa velocidade, para virar a moto para um lado, basta virar o guidão para aquele mesmo lado. Mas quando você começa a ganhar velocidade (em torno de 8km/h), as leis da física resolvem brincar com você e te obrigam a virar o guidão para o lado oposto da curva. Isso é o que se chama popularmente de contra-esterço.

Se você nunca reparou que isso acontece, pode ir pegar sua moto lá e dar uma volta para testar. Eu espero.

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O que deixa algumas pessoas confusas, é que o contra-esterço não fica tão aparente durante todo o raio da curva, mas só nos momentos em que você tenta inclinar a moto. Depois que ela já deitou, e você mantêm a inclinação estável, o pneu parece se estabilizar numa posição mais natural. A figura abaixo explica bem o fenômeno:

contra esterco

E essa é a razão de existir tanta gente que acha que “contra-esterço“ é só uma técnica diferente de se fazer uma curva, quando na verdade ela é a única maneira de se fazer uma curva, do contrário a moto não inclinaria.

Blá, blá, blá. E como isso me ajuda?

Ajuda demais da conta, sô. Ainda mais nas motos custom onde você não tem lá muito apoio para usar o peso do seu corpo como pêndulo nas curvas, especialmente para quem tem seca sovaco e comando avançado. E se você acha que isso é coisa de Jaspion, certamente você é novo aqui no blog e não sabe que eu defendo que todo mundo deveria saber pilotar bem sua moto, seja qual for o estilo, como dito aqui.

A técnica

Agora que você já sabe que o único jeito de fazer uma curva é virando o guidão para o lado oposto da curva, você está pronto para aprender a técnica que pode transformar você em um Valentino Rossi. Ou não…

Brincadeiras à parte, a técnica é tão ridiculamente simples e eficiente, que já vi pessoas que tinham dificuldade em fazer curvas fechadas, tomando um susto ao raspar as pedaleiras logo nas primeiras vezes em que a tentaram (tchau, tchau, chicken stripes). Por isso, peço muita cautela ao tentar pela primeira vez.

contra-esterco

Da próxima vez que você for fazer uma curva, faça um esforço consciente para empurrar o guidão para fora, pressionando com a palma da mão, para o lado oposto da curva que você quer fazer, enquanto deixa a outra mão relaxada.

Parece complicado, né? Mas na prática é simples.

Quer virar para a esquerda? Então pegue a sua mão esquerda e empurre o guidão suavemente pra fora, que a moto vai rapidamente se inclinar e deitar. Nesse momento é muito importante deixar a mão direita completamente relaxada, apenas segurando o guidão levemente. Você vai ver como é necessário fazer bem menos força para inclinar a moto, e que ela vai responder mais rápido que o normal.

Isso acontece (entre outros motivos) pois você faz melhor uso do efeito giroscopico quando empurra o guidão para o lado que você quer que a moto deite, e não puxando para o lado oposto, que é a nossa reação instintiva. Ah, nunca reparou que talvez você faça isso? Então vai lá de novo na sua moto pra ver. Eu espero.

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Viu? Mas não esqueça que é muito importante manter a outra mão relaxada, assim você não corre o risco de sabotar a técnica, pois usando as duas mãos ao mesmo tempo a tendência é uma impedir a outra.

É obvio que, para se fazer uma curva perfeita, existe muito mais coisas envolvidas, como controle da aceleração, posicionamento. Mas se você não estiver familiarizado com o contra-esterço, e não souber aproveitar todo o potencial dessa técnica, de nada adianta passar paras as próximas.

Que, como sempre, serão o assunto do próximo post.

Reveja as dicas anteriores:

Aula 1: A importância do olhar.
Aula 2: Equilíbrio em baixa velocidade.

Desde quando saber pilotar virou tabú?

Loud Pipes Save Lives

Confesso que eu me arrependi de ter escrito o post “O que são Chicken Stripes?“. Teve gente que achou que fui eu quem inventou esse termo (que existe há décadas) e ficou me questionando e criticando no Facebook. Hoje, no Fórum Harley, vi que a discussão virou para outro lado. Confesso que eu não entendi uma série de coisas:

1) Porque muitos acharam que isso tinha a ver com pilotar de forma agressiva ou em alta velocidade?

Quem faz bom uso da moto em baixa velocidade, não têm chicken stripes do mesmo jeito. Já vi muito dono de Electra Glide que nunca passou dos 90km/h e não têm nenhuma. Sem falar nas motos dos batedores da polícia? Pois é, eles também não têm.

2) Porque muitos acharam que as chickens stripes são algo para mostrar para os outros, e não para si mesmo?

Nunca vi ninguém ficando de joelho do lado da minha moto com uma régua na mão para avaliar minha pilotagem. Elas são algo para mim, para saber como estou usando a moto, e para corrigir vícios. Um exemplo são as pessoas que tem chicken stripes com um lado maior que o outro (geralmente o direito), mostrando que elas precisam treinar mais as curvas para aquele lado.

3) Porque toda vez que se fala de habilidade em pilotagem, especialmente entre a galera das motos customs, elas acham que isso tem a ver com exibicionismo ou com perigo?

Moto é um veículo que pode te matar com mais facilidade que um carro, e ponto final. Se você vai se meter a andar de moto, é sua obrigação com você mesmo e com aqueles que você ama, saber pilotá-la da melhor maneira possível.

Existe uma falsa ilusão de que andar devagar é toda a segurança que você precisa, mas isso é uma estupidez sem tamanho. O que vai te salvar é saber dominar a máquina. Quem sabe pilotar bem tem muito menos risco de sofrer acidente do que o cara que anda devagar, mas morre de medo de fazer qualquer coisa com a moto.

Sabe porque? Muitos acidentes acontecem quando alguém toma uma fechada, encontra óleo na pista, dá de cara com um caminhão na contra mão e por aí vai. Eu mesmo sofri um há pouco tempo com um cara varando o sinal vermelho. Aí meu amigo, não importa se você tem uma SRAD ou uma Fatboy, você precisa saber freiar com força, mudar rápido de trajetória, dominar uma curva fechada, mesmo que você esteja a 60Km/h.

Não é o escape barulhento que salva sua vida, e sim saber pilotar a sua moto!

Rancho do Valentino Rossi

Além de ser o meu piloto favorito de todos os tempos, o Valentino Rossi fez algo que é o meu sonho de consumo: ele fez uma pista de cross no seu rancho, onde ele treina e convida os amigos para correr. O lugar é sensacional, com uma bela paisagem italiana ao fundo. Na sexta passada, ele postou este tweet e uma foto no Instagram:

Screen shot 2013-09-20 at 11.31.38 AMSegundo minha tradutora favorita, isso significa “Essa calma não me agrada.”

Screen shot 2013-09-20 at 11.32.32 AME pra quem achou estranho um piloto de MotoGP “treinar” em uma moto de cross, saiba que isso é prática comum. Numa pista de terra e com uma moto mais leve,  eles podem treinar diversas reações instintivas, como uma saída de frente ou traseira, melhorando a suas técnicas de pilotagem. Mais uma prova de como é importante treinar o máximo possível em uma moto menor, antes de pular para uma maior ou bem mais potente.

O que são “chicken stripes”?

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“O centímetro da vergonha”.

Em alguns posts eu menciono as famigeradas chicken stripes, mas foi somente hoje conversando com um grupo de amigos que percebi que muita gente ainda não conhece esse termo.

Traduzindo livremente, significaria em português algo como “as faixas de covardia” ou “as faixas do medo”. Elas nada mais são do que aquelas faixas encontradas nas laterais de alguns pneus, onde você ainda consegue ver a cera original do composto, com pouco ou nenhum desgaste. Quanto maiores elas são, mais demonstram o receio do piloto daquela moto de inclinar as motos nas curvas.

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As linhas vermelhas mostram o tamanho das chikens stripes.

E ao contrário do que muita gente usa como desculpa, não depende do tipo de moto que você pilota. É muito engraçado ver algumas Fat Boys com pedaleiras enormes, conhecidas por rasparem cedo nas curvas, sem nenhuma chicken stripeao mesmo tempo que alguns donos de superesportivas possuem faixas que ocupam boa parte do pneu. Alguns “pilotos” levam isso tão à sério, que chegam a usar lixa nos pneus para não fazer feio na frente dos amigos…

Não importa a moto, o pneu é escolhido de forma que você possa aproveitar toda a sua faixa útil, respeitando-se os limites de cada moto e piloto.

Aqui, vale um adendo: muitos acreditam que “só esportiva deita”, mas toda moto é projetada para inclinar, daí o formato arredondado dos pneus. A diferença está no quanto elas são capazes de fazer isso: enquanto muitas customs inclinam no máximo 31º, uma esportiva pode inclinar até 50º ou mais. Mas seja lá qual for o ângulo de inclinação, o pneu é escolhido de forma a ter o máximo de área útil, e não apenas aqueles “quatro dedos” que ficam no meio dele. A foto aí em cima de uma Sportster é um bom exemplo disso.

E você? Qual é o tamanho das suas?

Dicas de pilotagem: equilíbrio em baixa velocidade

No primeiro post dessa série, eu falei sobre a importância do olhar. Essa é, e sempre será, a dica mais importante de todas, pois sem ela as demais técnicas perdem sua eficiência. Tendo em mente que você já leu e assimilou a primeira “aula”, vamos partir para a segunda dica: como controlar a moto em baixa velocidade.

Por acaso você já se pegou bambaleando entre os carros em baixa velocidade? Ou andando alternando os pés no chão, como se fosse uma criança empurrando uma Tonkinha? Ou na posição “trem de pouso baixado”, com os pés esticados e arrastando no chão? Geralmente esses são sintomas de falta de domínio da sua moto em baixa velocidade, e isso atinge mesmo alguns pilotos já experientes, especialmente os de motos grandes.

arrasta pésE porque isso não é bom? Em primeiro lugar, se os seus pés estão no chão, você será obrigado a frear usando apenas o dianteiro, e isso desestabiliza a moto em baixa velocidade. Faça essa experiência: use apenas o freio traseiro em baixa velocidade, e veja como é mais fácil manter a trajetória. Depois, refaça o mesmo percurso usando apenas o dianteiro.

(ATENÇÃO: Eu estou falando de baixa velocidade mesmo, aquela onde a moto começa a perder o equilíbrio. Nas demais, o uso correto de ambos os freios é essencial para sua segurança, já que só assim você consegue aproveitar todo o potencial de frenagem da moto.)

Mas o truque que irá fazer sua pilotagem mudar da água para o vinho em baixa velocidade, é pressionar levemente o freio traseiro e continuar acelerando. A técnica é simples: basta manter a sua embreagem naquela zona mágica que fica pouco antes dela estar completamente acoplada, enquanto você acelera e pressiona levemente o freio traseiro. Assim a moto vai ficar ereta, e você terá mais controle da velocidade usando a embreagem como dosadora.

E dominar o controle da embreagem é fundamental, pois só com o acelerador você não consegue fazer as correções de velocidade para manter a moto andando em velocidades tão baixas.

Essa técnica é particularmente útil na hora de andar entre o corredor, especialmente quando você é obrigado a contornar um carro ou obstáculo, situação onde muitos colocariam instintivamente o pé no chão, e também na hora de fazer um retorno em U apertado.

No vídeo abaixo você pode ver uma demonstração do pessoal do Ride Like a Pro, que são um dos maiores advogados dessa técnica:

Uma curiosidade: muitos batedores de polícia no Brasil são treinados a não usar essa técnica, por isso alguns cursos a desaconselham. Mas isso é apenas reflexo de uma escola de pensamento, pois essa mesma técnica é ensinada aos policiais rodoviários americanos, que possuem uma grande habilidade com motos grandes em baixa velocidade. Não há certo ou errado, apenas correntes de pensamento.

Dicas para aguentar o frio de moto

a.baa-The-frozen-motorcyclistAlgumas pessoas, especialmente os novatos, estão apanhando um pouco com essa onda de frio que acometeu algumas regiões do país. Para aqueles que resolveram enfrentar os efeitos do aquecimento global sobre duas rodas, aqui vão algumas dicas.

Ceroulas
Não ria. Não estamos falando daquela do vovô, hoje em dia elas são como uma segunda pele de algodão, feitas para se usar sob a calça, bem parecidas com uma cueca boxer com pernas. São práticas e não custam caro, assim você pode ter várias para usar no dia a dia e depois lavar na máquina junto com suas roupas (ao contrário de alguns produtos específicos para moto que custam o triplo).

E se você quer saber como elas são, dê um Google. Me recuso a postar foto de homem com roupa de baixo aqui.

Capa de chuva
Muitas vezes uma roupa é quente o suficiente, mas ela não é capaz de bloquear o vento, ainda mais a 100km/h. Nesse caso, use a jaqueta ou calça da capa de chuva sobre a roupa. Ela vai impedir a ação do vento e melhorar muito a sensação térmica.

Protetor-Queixo-550x412Bandana e cachecol
Muitas pessoas arrancam a proteção que vem sob o queixo do capacete, achando que ela não serve para nada. Mas ela é importante para segurar o vento, especialmente no frio, evitando que ele suba para a sua face.  Mas você pode substituí-la colocando uma bandana no pescoço ou usando um cachecol.

Proteja seu torso
Manter o torso aquecido, mantêm o resto do corpo aquecido. Quando sentimos frio no peito, ele rapidamente se espalha para os pés e mãos. Se você precisar priorizar alguma região, priorize o torso, em seguida as extremidades. Um cachecol ou lenço no pescoço ajuda bastante a não perder o calor vindo do torso pela gola da jaqueta.

Jornal e papelão
Está longe de casa e não tem roupa suficiente? O risco de uma hipotermia sobre duas rodas existe, ainda mais na estrada. Então arrume um pouco de jornal ou papelão de alguma caixa e bote ele sob a sua roupa e luva. E lembre-se da dica acima na hora de fazer isso.

Pense no vento como se fosse água
O vento é triste… Ele procura a mais ínfima brecha, e começa a invadir você por ela. Tenha certeza de usar luvas por cima da manga, vale até amarrar elásticos no punho da jaqueta para evitar que o vento entre. Não dê moleza pro vento, que a sua vida vai ficar bem mais confortável. Estar selado contra ele é a única maneira de não passar frio.

Anti-embaçante
E por último, passe algum produto desembaçante na sua viseira. Quem usa a dica do Poliflor no capacete (veja aqui) já devem ter percebido que ele embaça com mais dificuldade dessa forma. Mas o ideal é usar algum produto específico para desembaçar viseiras, para que você não precise ficar levantando ela toda hora nesse frio.

E lembre-se desse post aqui. Se você está sofrendo sobre duas rodas, pelo menos está formando caráter.

Quem quiser compartilhar mais alguma dica, é só postar nos comentários.

Dicas de pilotagem: a importância do olhar

O vídeo acima mostra um acidente bem idiota, que poderia ser facilmente evitado. O sujeito não se machucou muito, mas a moto deu PT e ele desistiu de pilotar. Tudo bem que o cara tem os reflexos de uma ostra em coma, mas ele é um exemplo do que o Keith Code chama de “fixação no alvo”. É por isso que ele sempre repete a máxima:

Olhe para onde você quer ir, e não para o que você quer evitar!

Esse é um dos mais importantes conselhos de pilotagem que já aprendi, mas que quando tento ensinar para alguém, costumo ouvir “isso eu já sei”. Infelizmente, ao ver a pessoa andar, percebo que ela sabe, mas por algum motivo esquece de praticar.

A idéia é simples: nosso corpo, através de anos de evolução, aprendeu a seguir o que olhamos. Isso era muito útil na hora de caçar, mas péssimo quando você tenta se desviar de um buraco. Já reparou que quando você avista um buraco em frente, a tendência é passar sobre ele, mesmo tentando fazer o contrário?

Com as curvas, é a mesma coisa. Muita gente começa a olhar para a faixa central, ou para o canteiro que se aproxima, e acaba fazendo a curva muito mais aberta do que deveria.

O segredo, seja em baixa ou alta velocidade, é olhar para onde você quer ir. Numa curva, isso significa olhar bem lá frente, na direção que você quer seguir. No caso de um obstáculo, para qualquer rota de fuga disponível na sua frente. A todo custo, evite olhar para o obstáculo que se aproxima, como um muro lateral.

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Até para fazer uma conversão em U, como por exemplo sair de um lado da rua e virar a moto na outra direção, existe um truque que muda a sua pilotagem da água para o vinho: antes de começar a virar, vire primeiro a sua cabeça, o máximo que você conseguir, para a direção que você quer seguir. A maioria das pessoas se assusta, pois conseguem fazer a bengala encostar no quadro tranquilamente, usando todo o ângulo de esterço da moto. Veja um vídeo que explica bem isso aqui: http://youtu.be/yGtCMxu8PyM

É algo simples de fazer, e que melhora sua pilotagem quase que imediatamente. Sugiro treinar isso constantemente, até se tornar instintivo. Você não vai se arrepender.

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Mais posts sobre pilotagem:

Aula 2: Equilíbrio em baixa velocidade
Para correr, primeiro você precisa saber andar devagar. Com motos, é a mesma coisa.

Aula 3: O contra-esterço
Uma dica simples que pode mudar o jeito que você faz curvas.

Curiosidade: o que são chicken stripes?
Apenas uma explicação sobre esse assunto que surge em rodas de conversa, de “jaspions” a “malvadões”.

Harley como primeira moto

O Wolfmann fez um excelente post sobre o assunto “ter ou não uma HD como primeira moto”. Compartilho da opinião dele:

http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2013/03/hd-como-primeira-moto.html

E vou além: isso também é comum nas esportivas, só que no caso delas é extremamente perigoso. O sujeito chega na idade e condição financeira onde pode ter uma 1000 cheia de Rs, e parte direto para ela. Se esse é o seu caso, é essencial fazer um curso de pilotagem como o SpeedMaster, que é focado em situações reais

Entendo a ansiedade das pessoas que esperaram a vida inteira para realizar um sonho e não querem esperar nem mais um minuto. Mas para esses, uma dica usada pelos pilotos de MotoGP: que tal além de uma moto grande, comprar uma moto de trilha velhinha, barata, e desenvolver suas habilidades nela?

Pilotar uma moto é um aprendizado que nunca termina.