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Street deve chegar por R$ 28 mil no Brasil

Harley Street Production Shoot

Muitos quiseram me linchar quando eu disse que achava que esse seria o preço. Mas não foi pessimisto, infelizmente é assim que o mercado brasileiro funciona. Street 750 por R$ 28 mil e Iron 883 posicionada por R$ 32.900 (como já tinha alertado o Wolfmann ano passado, e também foi questionado).

Algumas matérias sobre a chegada dessa linha por aqui:

http://www.correiodoestado.com.br/variedades/harley-davidson-lancara-modelo-mais-barato-no-brasil/226416/

http://g1.globo.com/carros/motos/blog/dicas-de-motos/post/harley-davidson-lancara-modelo-mais-barato-no-brasil.html

Nova Harley Street na versão Flat Tracker

Está cada vez mais claro que a Harley está tentando associar as novatas Street 500 e 750 com a mítica XR750 (pouco conhecida por aqui), que dominou as corridas nas pistas de terra ovais dos EUA.

Exemplo de uma XR750 ano 1972
Exemplo de uma XR750 ano 1972

Coincidência ou não, o estilo “flat tracker” tem sido cada vez mais fonte de inspiração para diversos customizadores famosos, e era questão de tempo até alguém fazer isso com a nova linha Street. A Speed Merchant, que já fez diversas Sportsters nesse mesmo estilo, apresentou recentemente a The Thresher, baseada na Harley-Davidson Street 500, para ser exibida no Born Free.

O resultado você confere nas fotos abaixo:

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Saiba mais no site dos caras: thespeedmerchant.net

The Street is where I…

Mais um comercial para a nova linha Street, mantendo a tradição da Harley de tentar atrair os mais jovens e urbanos para a marca, sem perder o lado badass. Assim como na campanha #StereotypicalHarley, ele foca em mostrar os consumidores reais da marca.

Sei que fui um dos defensores da nova linha, porque acredito que a Harley precisa abrir mais suas asas e reconsiderar o que é tradição ou não, mas preciso deixar claro uma coisa: até o momento, o som desse V2 refrigerado a água me irrita. Preciso ouvir ao vivo, ou andar nele, mas esse sonzinho de máquina de costura dentro de um barril de metal está triste.

A V-ROD causava uma sensação similar em mim, que melhorou muito com os escapes aftermarket. Não tem jeito: quando se muda o ângulo de inclinação do V2 e se coloca água para refrigerar, aquele ronco característico some.

Mas em tempos de baixa emissão de poluentes e gasolina cara, é de se esperar motos cada vez mais estranguladas.

Primeiro teste da Harley Street 750 na Cycle World

Harley Street 750

Matéria em inglês aqui. Não tenho autorização para traduzi-la, mas o resumo é:

  • Boas características urbanas, com bom equilíbrio em baixa velocidade graças ao baixo centro de gravidade.
  • 10 hps a mais que a 883, apesar do torque máximo somente aparecer em giro mais alto. Ou seja: a Sportster é mais torcuda em baixa, a Street 750 é mais potente em alta.
  • Aceleração de 0-96km/h em 4.6 segundos.
  • No quarto de milha, foi bem melhor que a 883: 13.78 segundos a 150km/h, contra 14.53 segundos a 146km/h. Parece pouco no papel, mas é uma diferença considerável nessa distância.

Mais fotos e o teste do dinamômetro você confere no site da Cycle World: www.cycleworld.com

Nova Harley Street no X-Games

O patrocínio do X-Games de Aspen é mais uma prova da estratégia de marketing da HD de atrair novos consumidores para marca. O vídeo acima mostra uma corrida no gelo, seguindo o melhor estilo das corridas de terra em circuitos ovais, mas com modelos da nova linha Street adaptados para a neve.

Não sei se é efeito da lente ligeiramente angular, ou do pneu para neve, mas achei as Street excessivamente magras na roda traseira em comparação com o paralamas. Nas fotos e vídeos que vi até o momento, ela parecia mais harmônica nesse quesito.

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Primeiras Harley-Davidson Street customizadas e a camisa de força da tradição

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Se você gosta ou odeia essas motos, não tem problema. Mas respeite o fato da Harley estar tentando entrar no século 21. Acho incoerente dizer que Bill Harley ou Arthur Davidson estariam se revirando em seus túmulos, pois desde a sua fundação eles sempre tentaram fabricar as motos mais confiáveis do mercado, e usavam a tecnologia para isso.

Dos anos 80 para cá, se criou a idéia de que a essência da Harley é fabricar motos obsoletas com a desculpa de que são um clássico. Como diriam os gringos: “bullshit”. Isso foi uma jogada de marketing que fez com que Willie G. e sua turma tirassem a empresa do buraco, e eles merecem todo o crédito por isso. Mas o que é um clássico hoje, como a Sportster e o quadro da Softail, foram motos modernas para sua época. Ou você acha que nos anos 50 e 60 as pessoas compravam Harleys porque elas pareciam um clássico?

Para os leigos, a imagem da Harley será sempre essa: a de uma moto clássica e imutável. É por isso que eles trabalham duro para criar essa ilusão, é só ver o quanto foi gasto no projeto Rushmore apenas para disfarçar o fato de que aquela moto tem refrigeração líquida. Mas quem é apaixonado pela marca, e estuda sua trajetória, sabe que isso é apenas uma de suas muitas facetas. A empresa tem uma história muito rica, que envolve a criação de motos modernas como a V-Rod e o projeto Nova, a participação em diversas categorias de corridas, incluindo aí o campeonato de Superbike, e a capacidade de se reinventar de acordo com o que o público quer.

Nos anos 80, os baby boomers queriam motos como as dos anos 50 e 60, mas com tecnologia moderna. Nos anos 90, a Harley conquistou mais baby boomers do que podia atender, mas perdeu mercado para quem não gostava do binômio couro e cromo. Por isso ressurgiu nos anos 2000 com a linha Dark Custom e as V-Rods, que foi um relativo fracasso nos EUA mas hoje é uma das motos mais vendidas no mercado internacional. Nos anos 2010, com o pessoal da Dark Custom já está entrando na casa dos 40, ela ressurge com a Street, uma moto para atender os mais jovens e urbanos, um público que ela tenta conquistar há anos.

É uma marca que sabe se reinventar. E se você quer saber, essa é a única tradição que a Harley deveria manter: a de fabricar grandes motos, que se tornam clássicos com o teste do tempo.

Chegaram as novas Harleys-Davidson Street 500 e 750

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Finalmente acabou a boataria. A Harley acaba de divulgar em Milão, na Itália, a sua nova linha Street. Curiosamente, apesar de ter sido anunciada como exclusiva para o mercado indiano, ela já consta no site da Harley-Davison USA. Segundo a Forbes, a moto é resultado de uma pesquisa com consumidores que inclui cidades como Chicago e São Paulo. Ou seja… Índia o cacete, tá com toda pinta de ser o novo modelo global.

O motor, para a surpresa geral, é um Revolution X refrigerado a água, baseado no excelente motor das V-Rods: um V-Twin de 60° com 4 válvulas por cilindro (saiba mais sobre os motores da Harley aqui). Por ser um motor mais moderno, durável, e com desempenho superior aos refrigerados a ar mesmo quando possui menor cilindrada, fica aí a dúvida de como o 750 Revolution X da Street vai se comportar em comparação com o 883 Evolution das Sportster.

A Street vem com câmbio de seis marchas, transmissão por correia, comandos centrais, escape 2×1, rodas de 15 polegadas na traseira e 17 na dianteira, piscas de led, tampa do tanque com chave (novidade para uma H-D) além de tanque e paralamas em metal. Infelizmente, também conta com um radiador de água gigante na frente… Ainda não aprenderam a lidar direito com o design desse item.

O preço é de US$ 6.700 para a versão 500 e US$ 7.500 para a versão 750. Vendo essas especificações, agora faz sentido o preço, especialmente sabendo que o motor é um Revolution.

Não esperava que a Harley fosse capaz de me surpreender, mas ela conseguiu. Muitos vão odiar, mas já era hora da Harley modernizar sua linha de entrada, e a Street parece ser um bom começo. Gosto dos clássicos, mas a Harley precisa ser um pouco mais como a Triumph, que sabe agradar quem gosta do clássico e do moderno sem perder sua identidade. Essa moto pretende conquistar quem gosta do mito, mas prefere algo mais moderno, de acordo com a própria H-D.

Afinal, o moderno de hoje é o clássico de amanhã.

Harley Street Production Shoot

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