Arquivo da categoria: Diversos

Pausa para aquele momento de cortar o coração

A foto que ilustra este post parece apenas mais um daqueles ensaios de newborn que viraram febre nos últimos anos se não fosse por um único detalhe: as luvas e o capacete que estão segurando a cabeça da pequena Aubrey, de três semanas, são do pai dela, que morreu um mês antes dela nascer.

A fotógrafa, Kim Stone, escreveu em seu Facebook:

“O pai dela amava sua moto. Ele sempre usou equipamento de proteção. Ele queria ter certeza de que estava seguro. Não podia correr nenhum risco porque um bebê estava a caminho. Mas ele nunca vai segurar sua filha. A vida dele foi levada apenas um mês antes dela nascer por alguém que ele considerava um amigo. Dizem que os anjos falam com os bebês toda vez que eles sorriem enquanto dormem. Acho que talvez seja verdade”.


Isso é algo que soa familiar aqui no blog, e foi discutido no post “Sobre a paternidade e andar de moto“, que postei na época do nascimento do meu segundo filho e que reproduzo na íntegra aí embaixo.

Sobre a paternidade e andar de moto.

DSC_8465
Meu segundo filho, chegando ao mundo.

O ser humano é dotado de um incrível instinto de sobrevivência. Quando estamos nus, aparentamos ser o mais frágil de todos os animais. Só que isso não passa de apenas uma ilusão, e a verdade é muito diferente. A evolução nos dotou com uma inteligência capaz de colocar nossa espécie no topo da cadeia alimentar, somos o predador mais bem sucedido da história deste planeta, e não há um canto dessa terra que não tenha sido afetado pela nossa presença.

Continue lendo Pausa para aquele momento de cortar o coração

Apenas o seguro é o suficiente para te deixar tranquilo?

Hoje apareceu um comentário em um artigo antigo, chamado “Como proteger sua moto contra roubos e furtos” que me mexeu muito comigo, mas por uma razão que o comentarista nunca iria imaginar. Naquele post, que eu reproduzo na íntegra no final deste, eu dava algumas dicas tiradas de um fórum gringo de como proteger sua moto contra roubos.

Obviamente, apesar de úteis, muitas delas são criadas se pensando em países de primeiro mundo, onde cenas como essas não são tão comuns:

Mas voltando ao assunto, o comentário que mexeu comigo foi:

É muito simples,
Faça seguro e durma tranquilo.

Mexeu demais comigo pois fiquei afastado do blog nesta semana por causa de um acidente de carro que sofri com minha esposa na Rodovia Raposo Tavares em São Paulo, felizmente sem feridos. Ela dirigia e no carro estavam eu, minha filha de três anos, meu filho de um, além do Logan, o boxer que é mascote aqui do blog.

Não preciso nem dizer que as pessoas mais importantes da minha vida estavam dentro daquele veículo. E que os segundos do acidente continuam pipocando na minha cabeça de tempos em tempos, me tirando o sono e me atrapalhando no trabalho. Imagino que o que estou passando seja uma versão bem light do que chamam de “estresse pós-traumático”.

E não que eu seja medroso. Já sofri diversos acidentes, alguns até terminando em costelas quebradas ou idas ao hospital, e nunca sequer me preocupei com isso. Mas essa foi a primeira vez que envolveu minha família, e isso muda tudo.

Não posso entrar em detalhes sobre o que aconteceu por razões jurídicas, mas posso dizer que fomos atingidos por um Jaguar em alta velocidade que havia perdido o controle. No volante, estava uma pessoa sem a menor habilidade de estar lá. E no que dependesse de mim, no mundo.

Felizmente, estamos todos bem. Não tem como agradecer o suficiente a Deus e aos engenheiros que projetaram os equipamentos de segurança do carro.

De saldo ficou a raiva, a vontade de matar um, mas acima de tudo, ficou o agradecimento por estarmos bem e pelo seguro.

Mas será que o seguro é o suficiente pra gente não ter que se preocupar com nada?

No caso do meu carro, posso dizer categoricamente: NÃO. A maioria das pessoas acha que por estar pagando o seguro vai ter direito a um carro ou moto igual ao que eles tinham, mas a coisa é um pouco mais complicada de acordo com o tempo você passa com o veículo ou as customizações que vocês faz nele.

carro da minha família tinha 5 anos e estava em perfeito estado. Não tinha chegado nos 80 mil km, estava conosco desde zero e nunca havia batido ou apresentado defeito. Eu pretendia ficar pelo menos mais um ano antes de trocá-lo (sou um frugalista, pra quem se lembra do post “Não julgue um livro pela moto” e no “Não invista em moto por favor.“) e ele certamente aguentaria muito mais tempo que isso, se necessário.

Ou seja, pelo que a tabela FIPE vai pagar, não faz sentido nenhum tentar achar um carro nas mesmas condições que o meu antigo. Por isso vou ser forçado a adiantar a troca, justamente numa época onde a situação econômica do país que parece não desenrolar nunca.

E esse é o caso de muita gente aqui. Dependendo da moto, o que foi investido em tempo, carinho e customizações, o seguro nunca vai cobrir, ele serve só para não se morrer num prejuízo completo.

A minha atual XR1200X é um exemplo. Na tabela, ela já não vale grandes coisas. Mas como ela sempre conviveu com outras motos e nunca foi a principal, ela é muito bem conservada, cuidada e levou muito tempo até ficar do jeito que gosto. É um xodó que eu faço o possível para manter, mas que se me levaram ou sofrer uma perda total, não vou conseguir outra igual. E nem vou querer.

Por isso, acho muito estranho quando alguém simplesmente não liga se a moto será roubada só porque ela tem seguro. Mesmo pra quem troca de moto todo ano, o prejuízo com troca a de documentos, pagamento de um novo seguro,  a desvalorização que você tem ao sair da autorizada, não me parece o suficiente para pensar: dane-se, tenho seguro.

Meu conselho é: sim, tenha seguro. Mas também previna-se e mantenha uma pequena reserva financeira (ou grande se você conseguir) para o caso de emergências. Isso sim é o suficiente para que eu durma um pouco mais tranquilo.

Como proteger sua moto contra furtos e roubos

ou “Os segredos de um ladrão profissional”.

Continue lendo Apenas o seguro é o suficiente para te deixar tranquilo?

Dêem suas sugestões: o Old Dog Cycles não existe sem vocês

O Old Dog Cycles está fazendo aniversário. E hoje vejo que ele se tornou um pequeno monstro de se administrar. Para algo que é feito por puro prazer, o custo de servidores, de backup e da produção de certos conteúdos, acaba sendo um limitador para certas ideias que poderiam aparecer por aqui.

É por isso que a produção de conteúdo caiu neste mês, mas por um bom motivo: estou trabalhando para produzir um novo canal do YouTube, mais interessante do que a minha tentativa original, mas antes estou investindo em um novo fluxo de trabalho que me permita produzir vídeos com uma frequência mais alta e que ainda me permita escrever. Para alguém que divide o tempo do Old Dog Cycles entre a família e um emprego que toma pelo menos 50 horas por semana (sem falar nos fins de semana), não é tarefa das mais simples e ainda não cheguei a uma conclusão.

É por isso quero resgatar um hábito dos primórdios aqui do Old Dog Cycles. Quando ele nasceu, era apenas um blog de Harleys. Com o tempo e feedback dos leitores, começou a falar de customizadas e de outros estilos. Os anos se passaram, e hoje considero ele um site sobre motociclismo e cultura em duas rodas, algo muito maior que ideia original.

Afinal, é a opinião de vocês, os comentários, assim como as críticas e elogios, que funcionam como a gasolina que move esta comunidade.

E gostaria da opinião de vocês mais uma vez:

– O que vocês esperam ver mais aqui no Old Dog Cycles?
– Que tipo de vídeo vocês gostariam de ver no canal?
– Quais são os assuntos tratados aqui que mais interessam vocês;
– Ou quais assuntos eu deixei de fora?

Toda sugestão é bem vinda.

Logan, o Dog cada vez mais Old que deu origem ao nome do site.
Logan, o Dog cada vez mais Old que deu origem ao nome do site.

Inspirador – um motociclista e sua prótese.

O Google tem uma campanha publicitária mostrando pessoas que fizeram a diferença através de conhecimentos adquiridos com pesquisas na Internet.

De toda a série, achei legal compartilhar o vídeo acima com vocês. É a história de um homem que fez a engenharia reversa em um projeto de prótese que datava do começo do século passado, para poder produzir um braço artificial resistente e de baixo custo.

O cara é um apaixonado por motos, talvez por isso eu tenha achado a cena final tão emocionante. Não tem nada de coitadismo, de algo feito pra chorar. É apenas a história de um cara que resolveu botar a mão na massa (sem trocadilhos) e resolver um problema com criatividade e habilidade.

Motoqueiro faz o dia de um guri


(Se você tiver problema pra visualizar, veja no YouTube: https://youtu.be/wP60JGzwiBg)

Isso me lembrou quando um menino na calçada começou a fazer um gesto com as mãos pra mim. Ele ficava movendo o pulso, eu não entendia o que ele queria. A mãe disse:

– Ele adora moto, quer ouvir você acelerar o motor.

Foi só então que percebi que o menino sofria de uma deficiência grave, por isso estava tentando se expressar com dificuldade. Encostei e acelerei o motor pra ele. Nunca vou me esquecer do enorme sorriso que ele abriu e as palmas de empolgação.

A mãe me agradeceu e eu fui embora, levando um ninja cortador de cebola dentro do meu capacete…

Causos de moto

Às vezes acho que andar de moto é para-raio de louco. Por algum motivo, as conversas mais sem sentido com estranhos surgem quando estou de moto.

Que merda, mano

Paro no estacionamento ao lado de um motofretista. Ele olha pra minha moto e já diz com a maior intimidade do mundo:

– Da hora essa moto mano! Você deve pegar várias bucetas com ela.

– Não cara. – eu disse rindo – Eu sou casado.

O cara me olha de cima a baixo e diz com a expressão mais fúnebre do mundo:

– Que merda, mano.

A Dyna voadora

Paro no posto para abastecer a antiga Dyna. Rolam as perguntas de sempre: quanto custou, se ela bebe muito e qual o tamanho do motor.

– É uma mil e seiscentas. – respondo.
– Mil e seiscentas? Motor de carro. Vixxi, deve dar trezentão.

Antes que eu tenha chance de responder, o cara para de abastecer só pra dar uma espiada no velocímetro. Ele imediatamente fecha a cara pra mim e diz puto da vida:

– Mil e seiscentas nada. Marca só até 220 no velocímetro.

O Rossi da CB500

Um sujeito para do meu lado em uma CB500 bem judiada. Ele usava uma jaqueta da California Racing que já aparentava ser velha em 1982. O painel da moto dele estava solto e vibrava sem parar, prestes a cair. Ele olha pra XR1200X e diz de forma bem agressiva:

– Cê botou o kit naquela Harleyzinha.

– Não é kit, é outro modelo. – respondi com um sorriso.

– Não adianta botar kit. – ele insistiu – Quantos cavalos tem? 30?

– Original 92, mas essa aqui eu mexi e tem um pouco mais.

– Mas não adianta kit, não dá nem pra comparar com uma dessas aqui. – disse enquanto apontava pra CB 500 dele.  – Eu desapareço na sua frente.

– Tem razão.

Se eu não ia discutir sobre o kit, o que dirá sobre o desempenho ou quem pilota melhor. Nesse instante a moto dele começou a acelerar sozinha em lenta.

– Eu já tive Night Rod, vendi, não andava. VROD, VMAX, tive tudo. Mas agora parei com essas coisas. Parei com tudo.

O sinal abriu e, na hora de sair, a moto dele simplesmente apagou e não quis pegar mais. Agora foi a moto que parou com ele.

Pneu fantasma

Paro a Crypton em um sinal. Um motociclista diz com um tom altamente professoral e alarmista:

– O teu pneu tá murcho, cara. Você fica andando por aí assim e vai cair de cara no chão no primeiro buraco. Vai se esborrachar todo.

Estranhei, porque eu costumo ter uma boa sensibilidade nas motos, e logo percebo se algo está torto ou se o pneu está murcho. Olhei para o pneu traseiro enquanto dava um pulo no banco da Crypton e não vi nada de errado. Falei:

– Estranho, parece normal. Eu calibrei segunda feira.
– Aí tá seu erro, pneu se calibra todo dia. Ainda mais se for pneu com câmara.

Tentei não rir da última frase enquanto o cara ia embora. Andei mais um pouco e continuei não achando absolutamente nada errado na moto. Mas, por desencargo de consciência, parei num posto pra checar depois que o pneu esfriou. Estava normal e não tinha baixado uma libra sequer desde segunda feira.

Vai ver um duende esvaziou e encheu ele.

Lição de geografia

Encosto com minha saudosa Shadow 600 em um posto de gasolina no meio do nada, numa cidadezinha do interior de Santa Catarina. O cara olha pra placa e diz:

– Você veio de São Paulo?
– De Parati, na verdade.
– Em quantos dias?
– Saí hoje cedo de lá. – deviam ser uma 6 da tarde naquele instante, e eu já estava morto de cansaço de fazer a viagem só parando pra abastecer.
– Que motor ela tem?
– É uma seiscentas dois cilindros.

O cara arregalou o olho, de uma maneira que me surpreendeu:

– Seiscentas? Então você deve ter vindo voando. Fez em quanto tempo? Duas horas?

Geografia e matemática não foram os pontos altos dessa conversa.

Pneu de carro em moto: a seita

De tudo o que eu já postei em todos esses anos aqui no Old Dog Cycles, o único post que eu já quis apagar é o do pneu de carros em motos.

Me arrependo porque, mesmo indo contra o senso comum, eu fui contra A Seita.

Eu explico: anos atrás, li um artigo em um site gringo que dizia que quem usa pneu de carro em moto entra para uma espécie de seita: ninguém pode criticar o uso, ninguém pode questionar as desvantagens e, se você não gosta, é porque você é burro e não estudou.

Pensando bem, parece muito com os simpatizantes de um famoso partido político brasileiro

Mas a verdade é que eu já experimentei pneu de carro em moto. Todo mundo que já teve uma Shadow 600 (como eu) com certeza já foi atraído pelo lado negro da força pelo menos uma vez.

Dragonpics012
GoldWing raspando até pedaleira com pneu de carro

A verdade é que pneu de carro em moto não é nenhum bicho de sete cabeças

Sim, eu concordo com todos vocês que adoram um pneu de fusca: realmente o pneu não vai explodir sozinho e matar você, nem deixar a moto incontrolável. A moto não vai se tornar uma cadeira elétrica e nem assassinar você durante o sono. Um monte de gente faz isso com sucesso, e tem muito artigo por aí com dicas de quem já testou.

A bem da verdade é que, muito provavelmente, você pode passar a vida inteira andando com pneu de carro na sua moto e nunca ter um problema sequer.

Então porque eu sou contra? Por causa do provavelmente.

O tabú da pilotagem

Existe um mito entre quem anda de moto custom de que elas não precisam fazer curva. De que elas são feitas pra andar na manha sempre. E que qualquer outra noção contrária é coisa de Jaspion.

Mas esse raciocínio já levou muito irmão de estrada a se acidentar, e até mesmo a perder a vida. Porque muitos parecem não entender que existe uma enorme diferença entre levar uma moto ao limite de propósito, como no caso de quem pilota esportivamente, e de precisar levar a moto ao limite por necessidade.

Na hora de desviar de um caminhão que mudou de faixa no meio de uma curva, de contornar aquele cavalo que correu na pista, de pegar óleo na pista descendo a serra ou de desviar de um pedestre que resolveu cruzar a estrada na sua frente, não vai importar se é custom, scooter ou mega esportiva: toda moto precisa ter o mínimo de capacidade de curvar e frenar no limite.

E pode acreditar, nesse momento você vai  querer cada milímetro a mais de limite no seu pneu.

Afinal, muitos parecem não perceber que moto faz curva até na reta. Se você está em uma faixa e precisa mudar abruptamente para outra, sua moto e você estão fazendo os mesmos movimentos que se faz em uma curva, mas na reta.

pneu
clique para ampliar

Me surpreende ver tantas pessoas que não entendem esse conceito. Sim, sua moto pode ser para curtir a paisagem devagar, mas você também precisa ter a habilidade e a confiança de levar ela ao limite.

E quem anda com pneu de carro parte da premissa que “moto custom não precisa fazer curva”, de que “é bom o bastante” e muitos dizem que nem sentem a diferença.

Pra mim, é como andar o tempo todo com um pneu gasto que ficou quadrado. A mudança de direção não fica suave, a frenagem no inclinado fica comprometida e o limite do grip do pneu fica menor. Porque eu vou fazer isso de propósito com a moto?

Obviamente, muitos alegam que não e não aceitam opiniões contrárias. Se você procurar nos fóruns de Gold Wing, vai achar muita gente que tenta provar que é tão bom quanto um pneu tradicional. Como no vídeo abaixo:

Honestamente, não vejo razão para alguém precisar pilotar assim. Economia? Converse com qualquer piloto profissional e ele vai lhe dizer que a última coisa que você deve economizar é no pneu. Tem gente aqui que trocou a marca do pneu e começou a ter muito mais confiança na moto, o que dirá quando se muda completamente o tipo do pneu.

Minha Dyna, por exemplo, era uma porcaria para fazer curvas. Qualquer inclinação mais forte fazia a pedaleira raspar, e às vezes isso incluia até a tampa da primária. Mas o uso de um pneu mais moderno, com o composto mais macio nas laterais para que ela grudasse mais no asfalto, melhorou em muito a segurança dela.

Se você faz parte dos adeptos, parabéns. Realmente acho louvável quem gosta de experimentar. Mas o que eu acho errado é ficar cego quanto as desvantagens e tentar convencer todo mundo que é seguro.

Por isso, sempre que me perguntarem se eu recomendo pneu de carro em moto, eu vou continuar dizendo não. Eu nunca ia conseguir dormir à noite se soubesse que minha opinião sobre um determinado assunto levou um de vocês ao hospital ou ao cemitério, por menor que fosse a chance.

E se as postagens no blog subitamente pararem, é porque A Seita me achou e deu um fim em mim.

O que você carrega consigo? Versão 2016

Já faz tempo que não posto nada na série “O que você carrega na moto?“, então vou fazer um breve update:

DSC_5442

Da esquerda para a direita e de cima para baixo:

  1. Caderno tipo Moleskine e caneta (gosto de tecnologia, mas ainda acho que nada supera anotar uma idéia ou pensamento com sua própria letra)
  2. Pente dobrável (a melhor solução pro dilema de estar minimamente apresentável no trabalho vs. capacete)
  3. Chaves
  4. Carteira
  5. Luva deerskin (mais sobre elas no post “Motoqueiros e Cowboys“)
  6. Lanterna tática (já usei até como farol da moto no improviso)
  7. Canivete Victorinox, o popular Suíço (prefiro sair sem o celular do que sem ele)
  8. Controle de portão Highlander/Nokia (sério, ele é praticamente imortal, sobreviveu a tudo)
  9. Celular
  10. Bear Grylls Paracord Fixed Blade
  11. Spray de Gengibre

Ok, esses dois últimos itens merecem uma nota à parte.

DSC_5456

Não vou falar que ando sempre com eles, porque estaria mentindo. Geralmente estão comigo quando saio com meu cachorro para fazer uma trilha, quando saio de madrugada ou quando saio a pé com as crianças, entre outras situações.

O spray de gengibre é auto-explicativo, comprei para minha esposa ter na bolsa e acabei levando um pra mim também. Em um país onde o cidadão de bem não consegue ter uma arma de fogo, e onde itens de defesa pessoal como o spray de pimenta são proibidos, é bom saber que existem brechas na lei que permitem o uso de coisas como o spray de gengibre. Olha ele em ação aí:

Já a faca é da marca Gerber, a mesma de um dos meus canivetes favoritos. É da linha Bear Grylls, mas como não ligo para o sujeito, retirei todos os logos e menções dele. Ela é full tang e o grip nada mais é do que um pedaço de paracord trançado, bem útil em várias situações. A corda original vinha em laranja, mas troquei por essa versão preta e ainda aumentei em uns bons dois palmos o comprimento dela usando um trançado mais cuidadoso.

Ela é excelente para quem gosta de sobrevivencialismo e bushcraft. Consegue quebrar o vidro de um carro com o cabo, é resistente a ponto de cortar um pequeno tronco com marteladas no dorso,  pode ser colocada na ponta de uma madeira para ser usada como lança ou machadinha e a corda é bem útil, já que suporta até 100kg. A bainha é muito bem feita e pode ser presa no cinto em diversas posições diferentes. Eu prefiro usar a bainha na horizontal, presa nas costas.

KN904-3-700x700

Comprei na Amazon não faz muito tempo. Ela e o Buck Hunter 110 são as minhas facas favoritas.

E pra quem ainda tem dúvida que é permitido andar com pequenas facas e canivetes por aí, recomendo a leitura deste artigo aqui do defesa.org sobre o tema, e a leitura deste post aqui.

E você? O que carrega consigo na moto?

Presente do Marcio Vital – BHRiders

DSC_5429

Recebi hoje um pacote vindo do Marcio Vital, do excelente projeto BH Riders. Além de ter ficado feliz com a camiseta, o boné e os adesivos, ele ainda se deu ao trabalho de mandar uma carta escrita a mão. Pouca gente sabe, mas isso é um negócio que eu valorizo e considero uma arte perdida.

Pra quem não conhece, vale seguir o projeto:
Blog: http://bhriders.com.br
Facebook: facebook.com/belohorizonteriders
Instagram: @bhriders

Tem belas fotos, belas motos e belos rolés.

Muito obrigado, Marcio! Quando estiver em Minas, vou passar aí para tomarmos uma breja.

Tudo que você precisa saber pra afiar seu canivete

Desde a série de posts “O que você carrega consigo“, que teve seu ápice com este emocionante relato de um leitor portador do HIV, ficou claro que muitos dos leitores aqui andam com um canivete no dia-a-dia, algo que eu considero de extrema utilidade como já mencionei diversas vezes no blog.

E para esses leitores, quero indicar o vídeo abaixo. Ele é praticamente uma aula com tudo o que você precisa saber para manter o fio, saber qual é a hora certa e a melhor maneira de afiar sua faca ou canivete. É longo, mas cada tópico está indicado nos segundos iniciais, então você pode pular direto pra parte que mais interessa:

Bom proveito!

Nunca é tarde para se fazer o que tem vontade! Mad Dog e sua tattoo

Eu acho até sacanagem chamar o meu grande Amauri, também conhecido por Mad Dog, de alguém na “terceira idade”. Além de um puta restaurador de móveis (confira no blog Restaurações Dom Moleiro o belíssimo trabalho que ele faz), ele é um sujeito muito de bem com a vida, que tem um baita pique e uma atitude que anda em falta em muitas pessoas da minha geração (e olha que somos filhos da geração dele).

Essa semana rolou uma reportagem no R7 sobre um evento com tatuagens de graça para pessoas na terceira idade, iniciativa de uma agência de publicidade. E o Amauri tava lá, fazendo a dele.

Vale a pena assistir a reportagem e aproveitar para conhecer esse grande sujeito.

Depois não esqueça de dar um pulo no blog Restaurações Dom Moleiro.

Ground control to Major Tom

Hoje faleceu o mito David Bowie. E de todas as homenagens feitas nos sites, blogs e redes sociais, eu gostaria de compartilhar um trecho do filme “A vida secreta de Walter Mitty”, onde a música Space Oddity é o que impulsiona o protagonista a aceitar o chamado da aventura.

Eu sou um grande fã desse filme. Ele têm um belo roteiro e uma fotografia de dar inveja. E a essa altura você deve estar se perguntando porque cacete eu estou falando dessa música e desse filme em um blog de motos, certo?

Simples. É muito comum encontrar pessoas aqui no Old Dog Cycles, ou em conversas de bares e afins, que dizem o quanto elas gostariam de andar de moto, ou do sonho de fazer uma grande viagem em duas rodas. E esse filme fala justamente sobre sonhos deixados para trás em nome da responsabilidade, mostrando do custo que isso tem na vida de uma pessoa.

Acho o desfecho dele extremamente gratificante, sem lições de moral, sem grandes elucubrações. Às vezes não fazemos as coisas simplesmente porque é o caminho que a vida nos leva, e só.

Recomendo. Nem todo mundo vai gostar, mas vale ver com atenção e se deixar envolver.

walter-mitty-publicity-still-photo

Secret-Life-of-Wal_2773701b

PS: Se você gosta de fotografia, vale prestar atenção na composição das cenas e nas referências sobre o tema que ele usa. É uma aula.

Faixa da esquerda

slow-drivers

Não que eu seja um apressado, mas eu fico impressionado com a quantidade de veículos na esquerda andando bem abaixo do limite de velocidade.

E fico ainda mais impressionado de ver a placa desses carros. Por alguma ironia do destino, tá cheio de placa começando com FUI em carro de gente que não vai…