Arquivo da categoria: Vincent

Barn find

Um dos meus sonhos de "barn find": a lendária Vincent.
Um dos meus sonhos de “barn find”: a lendária Vincent.

Nos EUA é comum ouvir a expressão barn find, algo como “achado de celeiro”, para se referir a algo raro ou desejado, que foi encontrado esquecido e abandonado em algum lugar. E como muitos, também sonho com um achado desses.

51zoVxhfekLPor isso gosto muito de um livro chamado The Vincent in the Barn: Great Stories of Motorcycle Archaeology, escrito por Tom Cotter. Ele conta diversashistórias de motos achadas em celeiros, sotãos, quintais, e da volta delas ao mundo dos vivos. Hoje o livro virou uma série de sucesso, com alguns outros títulos, mas não tive a oportunidade de ler todos.

Infelizmente, se um bar find é relativamente raro nos EUA, no Brasil é praticamente impossível, especialmente quando se tratam de Harleys. As poucas que surgem desmontadas em caixas, são vendidas por preços de motos restauradas, e não falta gente com uma talão de cheques gordo para pagar o que se pede nelas, inflacionando ainda mais este mercado.

Mas é o que dizem, a esperança é a última que morre. Ainda vou achar a minha Knucklehead (por um preço justo) perdida no porão da casa de alguém por aí…

R.I.P. Big Sid

Mês passado morreu um sujeito que, indiretamente, mudou a minha vida. Sid Biberman é um famoso mecânico de motos, especializado em Vincents, cuja a história conheci através do livro “Big Sid’s Vincati”. Para quem sabe inglês, recomendo a leitura. É uma história tocante de relação entre pai e filho, e entre homens e motos.

Abaixo, segue o post que fiz anos atrás sobre o livro:

BIG SID’S VINCATI

Big Sid’s Vincati: The Story of a Father, a Son and the Motorcycle of a Lifetime, é o que se pode chamar de “romance de homem”. Tem aventura, paixão, drama, com um tema central que faz você não querer desgrudar dele: o esforço de um filho para construir uma Vincati ao lado do seu pai, Big Sid, que acaba de sofrer um ataque cardíaco e perdeu a vontade de viver.

A Vincati é o unicórnio das motocicletas. Ela é quase um mito, já que apenas sete foram construídas no mundo. Ela é a junção do quadro de uma Ducati GT com o motor da mítica Vincent.

A história começa com o pai do autor sofrendo um ataque cardíaco, e caindo em profunda depressão. Os médicos dizem que ele não vai sobreviver, a não ser que ele encontre um motivo para viver. É quando ele tem a idéia de convencer seu pai a construir uma Vincati, estimulando sua recuperação. Afinal, Big Sid era um mecânico famoso, especializado em Vincents, com clientes que vinham de toda parte em busca do seu talento. Se alguém era capaz de construir uma Vincati, esse alguém era seu pai.

O que se segue é um brilhante relato sobre a relação entre pai e filho, sobre sonhos desperdiçados, sobre família e, é claro, sobre motos. Considero esse livro inspirador como o filme Desafiando os Limites (The World’s Fastest Indian. Eu terminei em apenas um dia, não conseguia largá-lo.

Infelizmente, ainda não há uma edição em português. Para quem se interessar ele está à venda na Amazon, inclusive com uma versão para o Kindle.

Big Sid Vincati

1948 Vincent Rapide

Vincent Rapide Racer de Marty Dickerson, conhecida como a “The Blue Bike”, uma lenda da Speed Week de Bonneville.

As Vincents foram fabricadas de 1928 a 1955, e possuem uma legião de fãs no mundo inteiro. Seu motor V2 era extremamente potente para a época, sendo uma moto relativamente rápida até para os padrões de hoje. O modelo mais famoso, a Vincent Black Shadow, é capaz de atingir 201km/h.

A moto era feita para ser durável, com manutenção simples, e repleta de soluções geniais de engenharia. O cuidado era tanto, que a roda traseira podia ser removida sem nenhuma ferramenta e invertida. Dessa forma, você poderia levar uma coroa com um número diferente de dentes do outro lado e mudar quando você estivesse em uma estrada sinuosa, por exemplo. Os pedais eram altamente ajustáveis, podendo se adaptar aos mais diversos tipos de pilotagem e tamanho de motociclistas.

Você já deve ter visto a famosa foto de Rollie Free, quebrando um recorde de velocidade em Bonneville, com uma Vincent em 1955. Ele atingiu 297km/h, vestindo apenas uma sunga.


Vincent Motorcycles

As Vincents são uma das motos que mais despertam paixão. Talvez você nunca tenha ouvido falar nela, mas certamente já viu uma das fotos mais emblemáticas da história do motociclismo:

Rollie Free, quebrando um recorde de velocidade em Bonneville com
uma Vincent em 1955. Ele atingiu 297km/h (e de roupa de banho).

Essas belíssimas máquinas foram fabricadas de 1928 a 1955, e são a motocicleta na sua expressão mais pura. Como são muito raras, nunca tive a chance de conhecer nenhum feliz proprietário de uma, mas elas possuem uma legião de fãs no mundo inteiro. Somente o apresentador Jay Leno possuí nada menos do que sete na sua coleção, com as quais ele costuma rodar pelas ruas de Los Angeles.

Seu motor V2 pulsa com uma batida forte, e ela acelerava como nenhuma outra moto de seu tempo. Até para os padrões de hoje, ela ainda é uma moto rápida. O modelo mais famoso, a Vincent Black Shadow, é capaz de atingir 201km/h. Com pequenas modificações, esse número sobe consideravelmente.

A moto era feita para ser durável, com manutenção simples, e repleta de soluções geniais de engenharia. O cuidado era tanto, que a roda traseira podia ser removida sem nenhuma ferramenta e invertida. Dessa forma, você poderia levar uma coroa com um número diferente de dentes do outro lado e mudar quando você estivesse em uma estrada sinuosa, por exemplo. Os pedais eram altamente ajustáveis, podendo se adaptar aos mais diversos tipos de pilotagem e tamanho de motociclistas.

O clube de proprietários das Vincent é muito unido e organizado. Eles possuem registro de todas as Vincent na ativa, bem como o seu histórico, data de fabricação e, não raro, quem foi o fabricante dela, já que elas era feitas manualmente.

Vincent Rapide, a primeira big twin da marca.
E a Vincent Black Shadow, a mais nervosa das Vincents.

Big Sid’s Vincati



Big Sid’s Vincati: The Story of a Father, a Son and the Motorcycle of a Lifetime, é o que se pode chamar de “romance de homem”. Tem aventura, paixão, drama, com um tema central que faz você não querer desgrudar dele: o esforço de um filho para construir uma Vincati ao lado do seu pai, Big Sid, que acaba de sofrer um ataque cardíaco e perdeu a vontade de viver.

A Vincati é o únicornio das motocicletas. Ela é quase um mito, já que apenas sete foram construídas no mundo. Ela é a junção do quadro de uma Ducati GT com o motor da mítica Vincent.

A história começa com o pai do autor sofrendo um ataque cardíaco, e caindo em profunda depressão. Os médicos dizem que ele não vai sobreviver, a não ser que ele encontre um motivo para viver. É quando ele tem a idéia de convencer seu pai a construir uma Vincati, estimulando sua recuperação. Afinal, Big Sid era um mecânico famoso, especializado em Vincents, com clientes que vinham de toda parte em busca do seu talento. Se alguém era capaz de construir uma Vincati, esse alguém era seu pai.

O que se segue é um brilhante relato sobre a relação entre pai e filho, sobre sonhos desperdiçados, sobre família e, é claro, sobre motos. Considero esse livro como o filme Desafiando os Limites (The World’s Fastest Indian): os apaixonados pelo assunto irão se deliciar com a leitura, mas acredito que ele é capaz de atingir um público muito maior. Eu o terminei em apenas um dia, não conseguia largá-lo.

Infelizmente, ainda não há uma edição em português. Para quem se interessar ele está à venda na Amazon, inclusive com uma versão para o Kindle, que agora também funciona em PCs, Macs, iPhones, Blackberrys e iPads.